Alegações, fontes únicas e contestações
O que segue não está demonstrado. Cada item diz quem afirma e se houve resposta.
Vorcaro entrou no Banco Máxima em agosto de 2017 com 20% (participação qualificada), em decisão monocrática do diretor Sidnei Corrêa Marques, e em 15/09/2017 negociou a compra das ações de Saul Sabbá (56,87%) por R$ 40 milhões; o pagamento passou a ser R$ 36 milhões em cotas do fundo Brazil Realty e R$ 4 milhões em dinheiro.
Detalhes da evidência
- Fato
- 15 set. 2017
- Fonte
- Vorcaro já usava ciranda financeira ao comprar banco que virou o Master, mostra BC — Jornal de Brasília (Folhapress) (Nathalia Garcia), 18 abr. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A entrada de ago/2017 vem de quadro do Let's Money (a partir do Valor); o contrato de 15/09/2017 e os valores vêm da Folhapress. Documentos do BC descritos por reportagem, íntegra não examinada. As duas reportagens relatam documentos da mesma origem (extratos de votos do BC), portanto não são confirmação plenamente independente.
- Confirmam
- Como o BC passou do veto ao aval na compra do Máxima
- Citados
- Daniel Vorcaro, Saul Dutra Sabbá, Sidnei Corrêa Marques, Banco Master, Brazil Realty (fundo de investimento imobiliário)
- Estado
- Revisado
Em dezembro de 2017, segundo os votos do BC, o FGC aportou R$ 15,447 milhões relacionados à compra de participação por Vorcaro no Banco Máxima.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2017
- Fonte
- Vorcaro tentou comprar Máxima com dinheiro do próprio banco — Let's Money (Gabriel Pereira), 20 abr. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A natureza do aporte (empréstimo, assistência ou outro) não é explicada nos trechos lidos. Não confundir com a assistência do FGC mencionada em outra busca (pedido em torno de R$ 100 milhões, liberado cerca de um quinto), que o projeto não leu em reportagem e não registra como evidência.
- Citados
- Daniel Vorcaro, FGC, Banco Master
- Estado
- Revisado
Os votos do BC citam a reavaliação de um imóvel da WWS Holding de R$ 1,9 milhão para R$ 92,3 milhões (cerca de 4.800%) e de um imóvel da Superávit Participações de R$ 10,6 milhões para R$ 67,3 milhões (mais de 600%); a Viking, de Vorcaro, teria se beneficiado e investido no fundo Brazil Realty, que comprou a participação de Sabbá.
Daniel Vorcaro (3 dez. 2025): Segundo o ICL Notícias, Vorcaro e o Banco Master não responderam às perguntas do repórter sobre a origem dos recursos usados na compra do Máxima, mas negaram irregularidades na gestão do banco. Em abril de 2026 a Folhapress registrou que a defesa foi procurada e não se manifestou sobre os votos do BC de 2019.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2015 a 2016
- Fonte
- Vorcaro tentou comprar Máxima com dinheiro do próprio banco — Let's Money (Gabriel Pereira), 20 abr. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A Folhapress confirma os percentuais (4.800% e 600%) e as datas 2015-2016, mas não os valores em reais. Trechos sobre dinheiro do próprio Máxima no Brazil Realty estão tarjados nos votos. Laudos e imóveis não examinados.
- Confirmam
- Vorcaro já usava ciranda financeira ao comprar banco que virou o Master, mostra BC
- Citados
- Daniel Vorcaro, Viking Participações Ltda., Brazil Realty (fundo de investimento imobiliário)
- Estado
- Revisado
Em 02/05/2019 Vorcaro protocolou novo pedido ao BC com grupo de controle de três nomes: ele, Felipe Wallace Simonsen e Armando Miguel Gallo Neto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2 maio 2019
- Fonte
- Como o BC passou do veto ao aval na compra do Máxima — Let's Money (Gabriel Pereira), 14 abr. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Votos descritos por reportagem. Percentuais de cada integrante não informados. Em quadro societário de 16/01/2019 (Folhapress) constam Simonsen e Gallo com 1,75% cada.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Felipe Wallace Simonsen, Armando Miguel Gallo Neto, Banco Central
- Estado
- Documentado
Reportagem do ICL Notícias, a partir de documentos do BC revelados pelo UOL, afirma que o BC analisou a aquisição ao longo de 2018, exigiu entre outras condições um aporte de R$ 50 milhões de Vorcaro e que Vorcaro apresentou R$ 89 milhões em receita operacional bruta da Viking para justificar os recursos; cita ainda terreno em Jequitibá (MG) avaliado em R$ 57 milhões num contrato com o fundo imobiliário São Domingos, área que teria sido regularizada por R$ 2,5 milhões em 2015.
Daniel Vorcaro (3 dez. 2025): Segundo o ICL Notícias, Vorcaro e o Banco Master não responderam às perguntas do repórter sobre a origem dos recursos usados na compra do Máxima, mas negaram irregularidades na gestão do banco. Em abril de 2026 a Folhapress registrou que a defesa foi procurada e não se manifestou sobre os votos do BC de 2019.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2018
- Fonte
- Daniel Vorcaro usou terrenos superfaturados e fundos de pensão para comprar Master — ICL Notícias (Adriana Cardoso), 3 dez. 2025
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Retransmissão de reportagem do UOL (não aberta). Conflita em data com a aprovação de out/2019 relatada por Valor, Folha e O Globo; não foi esclarecido a que ato de 2018 se refere. A ligação com fundos de pensão é descrita pelo próprio texto como indireta e como indício.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Viking Participações Ltda., Banco Central
- Estado
- Documentado
Vorcaro entrou no Máxima como sócio minoritário em 2017 e passou a conduzir o banco em 2018; o próprio Vorcaro disse à CNN em 2021 que a nova gestão assumiu em 2018, quando a receita era de cerca de R$ 190 milhões, e que em 2020 o banco fechou com cerca de R$ 1 bilhão de receita e R$ 70 milhões de resultado.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2018
- Fonte
- Após mudança societária e aporte de R$ 400 mi, Banco Máxima agora é Banco Master — CNN Brasil (Natália Flach), 2 ago. 2021
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Números são declarações de Vorcaro a um veículo, não demonstrações financeiras. O controle formal, segundo os votos do BC, só foi autorizado em outubro de 2019; a conduta de 2018 era de gestão antes da aprovação formal de controle.
- Confirmam
- Reag já fazia negócios com o Banco Máxima, transformado em Master por Vorcaro
- Citados
- Daniel Vorcaro, Banco Master
- Estado
- Documentado
Em julho de 2024 o BC recebeu ofício da Polícia Federal alertando para possíveis irregularidades no Master, entre elas a suspeita de que o empresário Nelson Tanure seria o dono oculto do banco, por cadeia de operações societárias com fundos da Aventtti Strategic Partners, nas Bahamas. O BC respondeu à PF que as suspeitas já eram conhecidas desde 2023, haviam sido analisadas no contexto do aumento de capital do Master e arquivadas, que não via necessidade de procedimento específico, que decidiu depois de receber documentos de representantes de Vorcaro e que a questão das incorporações cabia à CVM.
Banco Central (2024): Em resposta à PF (descrita pela SBT News) e ao relatório da ESH (descrito pela Revista Oeste), o BC afirmou que as suspeitas eram conhecidas desde 2023, que os temas estavam cobertos pela supervisão contínua, que não via necessidade de procedimento específico e que a questão das incorporações cabia à CVM; disse ter decidido após receber documentos de representantes de Vorcaro. Datas exatas da resposta não constam. O BC não respondeu aos pedidos da Oeste e informou à SBT que não comenta informações sob sigilo.
Detalhes da evidência
- Fato
- jul. 2024
- Fonte
- Exclusivo: Banco Central recebeu alerta da PF sobre Master em 2024, mas disse não ter encontrado ilegalidades — SBT News (coluna da Nathalia Fruet) (Nathalia Fruet), 19 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Coluna do SBT News; ofício da PF e resposta do BC descritos, não examinados. A suspeita de controle oculto por Tanure é hipótese da PF registrada em ofício, não conclusão; não foi localizada nesta frente resposta de Tanure. A data da resposta do BC não consta. Pessoas próximas a Campos Neto disseram que a resposta foi assinada pelo coordenador do serviço institucional do BC, sem ter chegado à diretoria ou à presidência (informação indireta, sem identificação).
- Citados
- Banco Central, Nelson Tanure, Daniel Vorcaro, Banco Master, Polícia Federal, CVM
- Estado
- Em revisão factual
Relatórios da PF tornados públicos pelo ministro André Mendonça apontam que Vorcaro pagou mesada e benefícios aos ex-dirigentes do BC Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana em troca de orientação informal (consultoria): segundo a Itatiaia, US$ 8 mil em espécie por pacote de parques na Disney e pagamentos a Belline que superariam R$ 760 mil segundo mensagem de dezembro de 2023 de Fabiano Zettel; segundo a Agência O Globo, mensalidades de R$ 500 mil a Belline por contratos fictícios e viagem a Paris. A PF concluiu que os dois «extrapolaram significativamente» suas funções.
Daniel Vorcaro (ago. 2026): Em depoimento à PF (sexta-feira, 28, mês inferido de resumo da própria página), segundo a Revista Oeste, Vorcaro negou ter dito que pagou diretores do BC; admitiu ter oferecido serviço de concierge a Paulo Sérgio Neves de Souza na viagem da família à Disney, que descreveu como «agrado» e não pagamento, e disse que enviar minutas de documentos do Master a diretores do BC era prática para evitar problemas com o regulador. Disse não lembrar se houve reembolso. A reportagem não traz posição dos advogados.
Belline Santana (4 maio 2026): Os advogados de Belline Santana e Paulo Sérgio de Souza, segundo o Let's Money (a partir do Valor), dizem que a decisão final sobre as aquisições era da área de Organização do Sistema Financeiro. Não foi localizada resposta específica às acusações de recebimento de mensalidades e benefícios.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2023 a 2025
- Fonte
- Vorcaro pagou para ter consultoria de diretores do Banco Central, diz PF — Rádio Itatiaia (Bruno Nogueira), 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Relatórios da PF não examinados. Os valores das duas reportagens divergem em forma e natureza (soma superior a R$ 760 mil em dezembro de 2023 versus mensalidades de R$ 500 mil) e não podem ser somados. Alegação de investigação policial, sem decisão judicial. O BC não se manifestou nas reportagens lidas. As duas reportagens não são independentes entre si quanto à fonte (ambas descrevem relatórios da PF).
- Confirmam
- Servidores do BC orientaram Vorcaro antes de reunião com Campos Neto que autorizou compra do Will Bank
- Citados
- Daniel Vorcaro, Paulo Sérgio Neves de Souza, Belline Santana, Fabiano Zettel, Banco Central, Polícia Federal
- Estado
- Em revisão factual
Segundo a PF (relatada pela Agência O Globo), em 21/12/2023 Paulo Sérgio Neves de Souza enviou a Vorcaro pontos para reunião com o então presidente do BC, Roberto Campos Neto, sugerindo apresentar a compra do Will Bank como cheia de sinergias; em 05/02/2024 passou argumentos para reunião com o diretor de Fiscalização Ailton Aquino dos Santos; e em 02/10/2025 Belline Santana criou um grupo de mensagens «Master» com os dois e Vorcaro.
Daniel Vorcaro (ago. 2026): Em depoimento à PF (sexta-feira, 28, mês inferido de resumo da própria página), segundo a Revista Oeste, Vorcaro negou ter dito que pagou diretores do BC; admitiu ter oferecido serviço de concierge a Paulo Sérgio Neves de Souza na viagem da família à Disney, que descreveu como «agrado» e não pagamento, e disse que enviar minutas de documentos do Master a diretores do BC era prática para evitar problemas com o regulador. Disse não lembrar se houve reembolso. A reportagem não traz posição dos advogados.
Detalhes da evidência
- Fato
- 21 dez. 2023
- Fonte
- Servidores do BC orientaram Vorcaro antes de reunião com Campos Neto que autorizou compra do Will Bank — Tribuna do Sertão (Agência O Globo), 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O título da matéria afirma que a reunião «autorizou» a compra do Will; o corpo não demonstra a autorização. A reunião com Campos Neto é inferida pela PF a partir do tratamento «Presi». Mensagens e relatório não examinados. Campos Neto não é acusado nas fontes lidas e não se manifestou nelas; o BC não comentou.
- Citados
- Paulo Sérgio Neves de Souza, Belline Santana, Daniel Vorcaro, Roberto Campos Neto, Banco Central, Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento
- Estado
- Documentado
A Agência Pública relata que, segundo a PF, a Tirreno seria empresa de fachada criada por Vorcaro que vendeu créditos ao BRB (R$ 12,2 bilhões), e que o BRB comprou carteiras de crédito inexistentes do Master desde julho de 2024, negócios que chegaram a R$ 12 bilhões segundo a PF.
Detalhes da evidência
- Fato
- jul. 2024
- Fonte
- Banco Master: a reconstrução completa de como uma fraude capturou a República — Agência Pública (Thiago Domenici), 9 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação da PF, relatada por imprensa; relatórios não examinados. R$ 12,2 bilhões (operações com indícios de fraude, segundo a PF) são parte dos cerca de R$ 16,7 bilhões repassados pelo BRB ao grupo entre julho de 2024 e outubro de 2025 (Brasil de Fato); os números têm naturezas distintas e não podem ser somados. A cadeia decisória é matéria da frente F03.
- Confirmam
- Preso, Vorcaro depõe à PF nesta quinta (15) sobre negócios entre Banco Master e BRB
- Citados
- Tirreno (consultoria), Banco Master, BRB - Banco de Brasília S.A., Daniel Vorcaro, Polícia Federal
- Estado
- Documentado
Segundo a PF, o BRB repassou cerca de R$ 16,7 bilhões ao grupo de Vorcaro entre julho de 2024 e outubro de 2025, dos quais R$ 12,2 bilhões envolvem operações com indícios de fraude; a PF também suspeita que Vorcaro ofereceu cerca de R$ 150 milhões em imóveis como propina para facilitar os negócios.
Detalhes da evidência
- Fato
- jul. 2024 a out. 2025
- Fonte
- Preso, Vorcaro depõe à PF nesta quinta (15) sobre negócios entre Banco Master e BRB — Brasil de Fato (Rafaella Coury), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegações da PF repassadas por imprensa, sem exame de relatório. Repasse não equivale a perda; a natureza do repasse (compra de carteiras, depósitos) não está explicada. A suspeita de propina é da PF e é hipótese. Outras fontes lidas (Agência Brasil) falam em propina de R$ 146,5 milhões, com ao menos R$ 74 milhões pagos, atribuída pela PF a ex-dirigente do BRB; números diferentes não reconciliados. Matéria de F03/F04.
- Citados
- BRB - Banco de Brasília S.A., Banco Master, Daniel Vorcaro, Polícia Federal
- Estado
- Documentado
O Banco Central vetou, em setembro (de 2025, pelo contexto), a transferência do controle do Letsbank para Maurício Quadrado, por falhas na comprovação da origem lícita dos recursos e dúvidas sobre sua capacidade econômico-financeira, com base na Resolução CMN nº 4.970; Quadrado havia vendido em meados de 2024 sua participação no Master a Vorcaro, com acordo de ficar com o Letsbank, que chegou a ser renomeado Bluebank.
Detalhes da evidência
- Fato
- set. 2025
- Fonte
- BC vetou venda do Letsbank pelo Master — Let's Money (Gabriel Rios), 22 jan. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valor Econômico é a origem declarada; original não aberto. O ano do veto é inferido. A frase de que Quadrado detinha «participação no Banco Master» não é explicada. Quadrado é, segundo a mesma reportagem, alvo da 2ª fase da Compliance Zero; não há resposta dele nas fontes lidas.
- Citados
- Banco Central, Banco Letsbank S.A., Maurício Quadrado, Daniel Vorcaro, Banco Master
- Estado
- Documentado
A indisponibilidade de bens decretada em 18/11/2025 alcançou o patrimônio da Master Holding Financeira, da 133 Investimentos e Participações e dos controladores e administradores citados.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 18 nov. 2025
- Fonte
- Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Master — InfoMoney (Paulo Barros), 18 nov. 2025
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Só o InfoMoney cita as duas holdings nominalmente; a Poder360 e o Bora Investir falam em bens de controladores e ex-administradores. A nota do BC não foi examinada.
- Citados
- Master Holding Financeira, 133 Investimentos e Participacoes, Banco Central, Daniel Vorcaro
- Estado
- Documentado
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é apontado pela Agência Pública como dono de fundos que compraram participações (como a fatia dos irmãos de um ministro do STF no resort Tayayá, por R$ 6,6 milhões) e, em reportagem de O Globo, como intermediário de pagamentos a servidores do BC; foi preso na 3ª fase da Compliance Zero (04/03/2026).
Detalhes da evidência
- Fato
- 4 mar. 2026
- Fonte
- Banco Master: a reconstrução completa de como uma fraude capturou a República — Agência Pública (Thiago Domenici), 9 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O parentesco entra aqui apenas porque há papel empresarial/financeiro apontado. Os fatos do Tayayá e dos pagamentos pertencem às frentes F04/F05/F06; resposta de Zettel não localizada nesta frente.
- Confirmam
- Servidores do BC orientaram Vorcaro antes de reunião com Campos Neto que autorizou compra do Will Bank; Compliance Zero completa 6 meses: relembre a investigação sobre o Banco Master
- Citados
- Fabiano Zettel, Daniel Vorcaro, Polícia Federal
- Estado
- Documentado
Em sessao de 08/09/2026 o Colegiado da CVM aplicou multas no PAS 19957.007976/2020-94 (operacao fraudulenta no mercado de capitais, cotas do Brazil Realty FII), entre elas a Daniel Bueno Vorcaro (R$ 20 milhoes), Henrique Moura Vorcaro (R$ 20 milhoes), Felipe Cançado Vorcaro (R$ 5 milhoes) e ao Banco Master em liquidacao (R$ 12,5 milhoes), com absolvicao de tres acusados. E sancao administrativa de primeira instancia, com recurso com efeito suspensivo ao CRSFN; nao e condenacao penal.
Daniel Vorcaro (8 set. 2026): A reportagem registra apenas que «as defesas negam irregularidades» no caso Brazil Realty FII; o conteúdo da defesa e as razões do recurso não foram localizados.
Detalhes da evidência
- Fato
- 8 set. 2026
- Fonte
- Multa de Vorcaro chega a R$ 20 milhões após CVM barrar tentativa de acordo — Economic News Brasil (Eloiza Matarese), 8 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Decisão da CVM não examinada; número do processo não consta. A decisão pode comportar recurso. O relator citado é João Accioly. Não conectar automaticamente o caso do Brazil Realty às irregularidades apuradas na liquidação. Grau «contestado» porque as defesas negam irregularidades.
- Citados
- CVM, Daniel Vorcaro, Banco Master, Viking Participações Ltda., Brazil Realty (fundo de investimento imobiliário)
- Estado
- Revisado
Em 29/07/2026, a CartaCapital informou que o Banco Central se preparava para instaurar processo administrativo sancionador contra o Master e seus diretores, sem data definida, após identificar irregularidades e encaminhar achados ao Departamento de Supervisão Bancária; possíveis penas são multa e inabilitação temporária.
Detalhes da evidência
- Fato
- 29 jul. 2026
- Fonte
- Banco Central se prepara para abrir processo sancionador contra o Master e seus diretores — CartaCapital (Maiara Marinho), 29 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Sem confirmação oficial do BC; fonte sob reserva. Pode ter sido instaurado depois de julho de 2026, o que o projeto não conseguiu verificar. A mesma matéria diz que a Circular BCB 3.857/2017 rege o rito; o projeto não abriu o texto.
- Citados
- Banco Central, Banco Master, Daniel Vorcaro
- Estado
- Documentado
Em 15/10/2026 Vorcaro, preso preventivamente desde março de 2026 na Papudinha (Complexo da Papuda, Brasília), seria ouvido pela PF por videoconferência sobre as negociações entre o Master e o BRB; em 13/10/2026 seus advogados divulgaram carta em que ele diz querer falar sobre «todas as minhas relações».
Detalhes da evidência
- Fato
- 15 out. 2026
- Fonte
- Preso, Vorcaro depõe à PF nesta quinta (15) sobre negócios entre Banco Master e BRB — Brasil de Fato (Rafaella Coury), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O depoimento foi adiado duas vezes; a reportagem não confirma que se realizou. Situação processual e eventual acordo de colaboração são matéria da frente F05. O texto cita o dia 15 como quinta-feira.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Polícia Federal, BRB - Banco de Brasília S.A.
- Estado
- Documentado
Até 18/05/2026, a Operação Compliance Zero somava 21 prisões, 116 mandados de busca e apreensão e R$ 27,71 bilhões em bloqueios, distribuídos em seis fases: 18/11/2025 (7 presos, incluindo Vorcaro; liquidação do Master no mesmo dia; TRF-1 soltou Vorcaro cerca de dez dias depois), 14/01/2026 (42 buscas; mais de R$ 5,7 bilhões bloqueados), 04/03/2026 (nova prisão de Vorcaro; ~R$ 22 bilhões bloqueados), 16/04/2026, 07/05/2026 e 14/05/2026.
Detalhes da evidência
- Fato
- 18 maio 2026
- Fonte
- Master: operação da PF contra fraude bilionária completa seis meses — Agência Brasil (Alex Rodrigues), 18 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Contexto para a cronologia; detalhes de investigação e processo pertencem à frente F05. Os bloqueios são valores de ordem judicial, não perdas ou patrimônio apurado. A Jovem Pan reproduz os mesmos dados (não independente). A Pública situa a prisão no Aeroporto de Guarulhos às 22h de 17/11/2025; a PF/imprensa contam a operação como de 18/11.
- Confirmam
- Compliance Zero completa 6 meses: relembre a investigação sobre o Banco Master
- Citados
- Polícia Federal, Daniel Vorcaro, Banco Master
- Estado
- Documentado
A revista Veja (segundo a Gazeta do Povo, 11/10/2026) atribui a relatos de Vorcaro um plano de captar cerca de R$ 10 bilhões de fundos de pensão de estatais federais, com R$ 1 bilhão previsto como propina a um grupo político, por meio de intermediários; o apontado como líder do grupo, Alexandre Padilha, nega e pediu direito de resposta.
Alexandre Padilha (11 out. 2026): Padilha nega ter defendido interesses do Master e acionou a Justiça pedindo direito de resposta; campanha e assessoria do PT negam e atribuem a reportagem a motivação eleitoral.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2023 a 2024
- Fonte
- Esquema do Master com fundos de pensão renderia R$ 1 bilhão ao PT, diz revista — Gazeta do Povo (apuração original: revista Veja) (Silvio Ribas), 11 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegacao da revista Veja, que a Gazeta do Povo atribui a 'relatos do proprio banqueiro'. A materia NAO fala em proposta de colaboracao; a PF diz que o conteudo nao vem de depoimento de Vorcaro nem de documentos da PF, e a PGR diz que ele nao depos. Retirar da limitacao a expressao 'proposta de colaboracao rejeitada (PGR/PF)'. Padilha nega e acionou a Justica para direito de resposta; Previ, Petros e Postalis negam exposicao. Nenhum valor foi aplicado, pago ou prometido de forma documentada.
- Citados
- Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), Petros (Fundação Petrobras de Seguridade Social), Postalis (Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos), Funcef (Fundação dos Economiários Federais), Daniel Vorcaro, Alexandre Padilha
- Estado
- Revisado
Segundo a Investidor Institucional (12/10/2026), a PF disse que o conteúdo publicado pela Veja não vem de depoimento de Vorcaro nem de documentos da corporação e a PGR disse que não houve depoimento oral porque as propostas de colaboração não foram aceitas.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2026
- Fonte
- Previ, Petros e Postalis negam exposição a ativos do Master — Investidor Institucional, 12 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Posições das instituições reportadas de segunda mão.
- Citados
- Polícia Federal, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Na representação de 11/03/2026 a PF descreve uma organização criminosa com 'núcleo político' formado por Daniel Vorcaro e Cláudio Castro, 'núcleo operador financeiro' (Ricardo Siqueira Rodrigues) e 'núcleo operacional' (Deivis, Euchério, Pedro e Fernanda Machado), e pede busca e apreensão por gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem.
Detalhes da evidência
- Fato
- 11 mar. 2026
- Fonte
- Representação da PF por busca e apreensão - Registro Especial 2026.0018128, Pet 15.497 (STF) - Rioprevidência, Daniel Vorcaro e Cláudio Castro — Polícia Federal (CINQ/CGRC/DICOR, SR/PF/RJ) (Paula Ortega Cibulski, Carlos Gonçalves Velasques, Guilhermo de Paula Machado Catramby, Bernardo Adame Abrahao), 11 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese da PF para obter medidas cautelares; não é denúncia, decisão nem condenação. O texto reconhece que os investigados serão ouvidos. Não há resposta de Castro a esta peça localizada nas fontes lidas (a assessoria não respondeu ao Poder360).
- Citados
- Cláudio Castro, Daniel Vorcaro, Ricardo Siqueira Rodrigues (conhecido como Ricardo Gordo), Deivis Marcon Antunes, Eucherio Lerner Rodrigues, Pedro Pinheiro Guerra Leal, Fernanda Pereira da Silva Machado, Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência)
- Estado
- Revisado
A PF diz que, em mensagens do celular de Vorcaro, Ricardo Siqueira Rodrigues afirmou em 19/10/2023 que os investimentos do Rioprevidência estariam condicionados a alinhamento político e que o RPPS teria um 'dono' que precisaria autorizar internamente; e que em 21/12/2023 ele celebrou cumprir a meta em 45 dias.
Detalhes da evidência
- Fato
- 19 out. 2023 a 21 dez. 2023
- Fonte
- Representação da PF por busca e apreensão - Registro Especial 2026.0018128, Pet 15.497 (STF) - Rioprevidência, Daniel Vorcaro e Cláudio Castro — Polícia Federal (CINQ/CGRC/DICOR, SR/PF/RJ) (Paula Ortega Cibulski, Carlos Gonçalves Velasques, Guilhermo de Paula Machado Catramby, Bernardo Adame Abrahao), 11 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mensagens interpretadas pela PF; o projeto não examinou o conteúdo extraído nem a perícia. Não identifica quem seria o 'dono'; a PF o associa a Castro como hipótese. Não há confirmação independente.
- Citados
- Ricardo Siqueira Rodrigues (conhecido como Ricardo Gordo), Daniel Vorcaro, Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência)
- Estado
- Revisado
A PF aponta encontros entre Castro e Vorcaro proximos a aportes (06/11/2023; 04/03/2024; 11/03/2024; 14-15/05/2024; 17/12/2024, dois dias antes do primeiro aporte no Arena), e diz que o banqueiro custeou despesas do governador em Nova York em 2023 e 2024.
Detalhes da evidência
- Fato
- maio 2023 a mar. 2025
- Fonte
- Representação da PF por busca e apreensão - Registro Especial 2026.0018128, Pet 15.497 (STF) - Rioprevidência, Daniel Vorcaro e Cláudio Castro — Polícia Federal (CINQ/CGRC/DICOR, SR/PF/RJ) (Paula Ortega Cibulski, Carlos Gonçalves Velasques, Guilhermo de Paula Machado Catramby, Bernardo Adame Abrahao), 11 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Coincidência temporal entre encontros e aportes e inferência da PF; encontro não prova pedido nem decisão de aplicar. Os gastos (jantares, evento) pertencem ao livro de benefícios (frente F06) e não foram verificados aqui. A defesa de Castro não respondeu ao Poder360; em outro tema (Cedae) ele nega ligação entre jantar e investimento.
- Citados
- Cláudio Castro, Daniel Vorcaro, Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência)
- Estado
- Revisado
A PF afirma que Ricardo Siqueira Rodrigues recebia comissão de 0,6% sobre valores captados de RPPS por meio da empresa Midias Promotora Ltda., e que mensagens somam R$ 41,9 milhões destinados a essa empresa por serviços de captação; em 18/06/2024 ele disse ter captado R$ 1,2 bi de RPPS, equivalente a R$ 7,2 mi de comissão.
Detalhes da evidência
- Fato
- jun. 2024 a 2025
- Fonte
- Representação da PF por busca e apreensão - Registro Especial 2026.0018128, Pet 15.497 (STF) - Rioprevidência, Daniel Vorcaro e Cláudio Castro — Polícia Federal (CINQ/CGRC/DICOR, SR/PF/RJ) (Paula Ortega Cibulski, Carlos Gonçalves Velasques, Guilhermo de Paula Machado Catramby, Bernardo Adame Abrahao), 11 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valores propostos/mencionados em mensagens, não pagamentos comprovados; a própria PF diz que o total pode estar duplicado. Ligação com decisões do Rioprevidência especificamente não demonstrada. Tema do livro de pagamentos (F04).
- Citados
- Ricardo Siqueira Rodrigues (conhecido como Ricardo Gordo), Midias Promotora, Banco Master, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A PF cita mensagens de 02/10/2025 e 28/10/2025 em que o advogado Luiz Renno diz a Vorcaro que Augusto Lima o chamou para trocar a letra do Rioprevidência por direito creditório do RJ e que seria estruturado um fundo para alocar os ativos e ceder as cotas, 'o mesmo em Maceió'.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2 out. 2025 a 28 out. 2025
- Fonte
- Representação da PF por busca e apreensão - Registro Especial 2026.0018128, Pet 15.497 (STF) - Rioprevidência, Daniel Vorcaro e Cláudio Castro — Polícia Federal (CINQ/CGRC/DICOR, SR/PF/RJ) (Paula Ortega Cibulski, Carlos Gonçalves Velasques, Guilhermo de Paula Machado Catramby, Bernardo Adame Abrahao), 11 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Proposta citada em mensagens; não há evidência de que a troca tenha sido feita. Conexão com os precatórios do Master (R$ 1,44 bi) pertence a outra frente.
- Citados
- Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), Banco Master, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A mesma reportagem diz que mensagens extraídas pela PF mostram Fernando Mascarenhas listando em 12/07/2024 negociações de cerca de R$ 1,96 bi com RPPS (Amapá, RJ, Amazonas, Campos dos Goytacazes, Maricá, BH e Alagoas), um tesoureiro do Master dizendo que 'o Rueda' ia segurar operações, e que uma proposta de colaboração rejeitada de Vorcaro atribuiria a Rueda e ACM Neto o papel de canal junto a fundos de previdência em troca de 10% do captado.
Antonio Rueda (16 out. 2026): Rueda diz que sua relação com o Master era 'eminentemente profissional', com serviços faturados e tributados, critica o vazamento de trechos 'fora de contexto' e anuncia medidas legais.
ACM Neto (16 out. 2026): ACM Neto chama os vazamentos de seletivos e fora de contexto, nega ter direcionado fundos de previdência ao Master (inclusive o Amapá), diz que nunca participou de decisões do governo federal, incluindo a lista do ministério, e que os pagamentos decorrem de contrato de consultoria de janeiro de 2023 com notas e impostos.
Detalhes da evidência
- Fato
- nov. 2023 a out. 2024
- Fonte
- Mensagens mostram atuação de ACM Neto e Rueda para levar Master a fundos de previdência — Brasil 247 (apuração original: coluna de Fabio Serapiao, UOL) (Otavio Rosso), 16 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valores de negociação 'listados' em mensagem não são aplicações nem aportes; a matéria ressalva que não prova pagamentos a Rueda/ACM Neto; PF pediu buscas contra os políticos e o STF não autorizou. Proposta de delação rejeitada. Pista para as frentes de pagamentos (F04) e políticos; não usar como fato.
- Citados
- Antonio Rueda, ACM Neto, Daniel Vorcaro, Banco Master
- Estado
- Revisado
Segundo a reportagem do UOL via Brasil 247, mensagens extraídas pela PF mostram em abril de 2024 Fernando Mascarenhas dizendo 'Amapá, confirmado 400', cerca de R$ 300 mi do Amapá transferidos até 01/08/2024 e, mais tarde, tesoureiro do Master citando 'comissão Amapá' de R$ 11 mi.
Detalhes da evidência
- Fato
- abr. 2024 a 1 ago. 2024
- Fonte
- Mensagens mostram atuação de ACM Neto e Rueda para levar Master a fundos de previdência — Brasil 247 (apuração original: coluna de Fabio Serapiao, UOL) (Otavio Rosso), 16 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Segunda mão, mensagens interpretadas; uma mensagem de abril/2024 antecede as reuniões do comitê (12-30/07/2024), o que a reportagem não explica. 'Comissão Amapá' não está demonstrada como pagamento nem identificado o destinatário.
- Citados
- Amapá Previdência (Amprev), Daniel Vorcaro, Banco Master
- Estado
- Revisado
A CNN Brasil, citando pessoas a par da investigação, extratos, conversas recuperadas e atas, informou que a PF apura que a aplicação ocorreu sem anuência dos conselheiros e com apresentação de dados falsos, que Einstein Paniago teria acordado os investimentos com o prefeito Vilmar Mariano e se aproximado de Daniel Vorcaro, e que havia expectativa de aportes de ao menos mais R$ 10 milhões (conversas citam tratativas próximas de R$ 30 milhões).
Einstein Paniago (20 nov. 2025): O ex-secretário nega ter apresentado o banco ao instituto; diz que o banco procurou a diretoria financeira para credenciamento, processo que não se confunde com a aprovação de operações.
Detalhes da evidência
- Fato
- jun. 2024
- Fonte
- PF fecha cerco a políticos de Goiás que investiram em fundos do Master — CNN Brasil (Larissa Rodrigues, Elis Barreto), 22 fev. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Reportagem baseada em fontes anônimas; nenhum documento da PF examinado; sem resposta dos citados no texto (as respostas posteriores estão nos registros de respostas). Não há prova, nas fontes lidas, de acordo entre o prefeito e o ex-secretário nem de dados falsos. O texto diz que o repasse ocorreu seis meses antes de Mariano deixar a prefeitura. O STF teria retirado o sigilo de uma petição (Pet 15.556, relator Mendonça), segundo o Gynn: não confirmado.
- Citados
- Vilmar Mariano, Einstein Paniago, AparecidaPrev (instituto de previdência dos servidores municipais de Aparecida de Goiânia), Polícia Federal, Daniel Vorcaro
- Estado
- Documentado
Segundo o relatório da PF, em 23/01/2025 houve reunião em Zurique (Suíça) com Ibaneis Rocha, Paulo Henrique Costa, Daniel Vorcaro e um quarto participante identificado como 'Leonardo'; em 20/01/2025 Costa havia pedido a reunião a Vorcaro a pedido de Ibaneis, e em 25/10/2024 já haviam conversado sobre reestruturação do Master e entrada de novos sócios.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Ibaneis Rocha (out. 2026): A defesa, conduzida pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro (Kakay), nega pressão ou ingerência nas operações do BRB, diz que o presidente do banco tinha autonomia, que Ibaneis não é interlocutor direto de Vorcaro e que e citado poucas vezes (quatro, segundo a defesa) no relatório.
Detalhes da evidência
- Fato
- 23 jan. 2025
- Fonte
- PF aponta interferência de Ibaneis Rocha na tentativa de compra do Banco Master — Brasil de Fato, 13 out. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Encontro descrito pelo relatório da PF via reportagem; a matéria não traz o conteúdo da reunião. Encontro não prova irregularidade. A defesa de Ibaneis diz que ele não é interlocutor direto de Vorcaro.
- Citados
- Ibaneis Rocha, Paulo Henrique Costa, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Mensagens de WhatsApp de 05/04/2025 entre Daniel Vorcaro e Thiago Miranda, achadas pela PF no celular de Vorcaro e reveladas pela Folha em 15/09/2026, registram Miranda dizendo que Celina Leão, então vice-governadora, 'ficou de fora da negociação' e Vorcaro respondendo que ela 'não ficou de fora'. Não há mensagens de Celina Leão no material divulgado.
Celina Leão (set. 2026): Celina Leão diz que as falas foram tiradas de contexto, que a conversa cria uma narrativa não verdadeira, que sempre foi contra a compra do Master pelo BRB e que nunca teve contato com Vorcaro. A defesa de Thiago Miranda diz que ela não participou e que as mensagens são recortes de diálogos privados.
Detalhes da evidência
- Fato
- 5 abr. 2025
- Fonte
- Vorcaro cita Celina Leão em negociação com o BRB: 'Não ficou de fora' — Poder360, 16 set. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mensagem interpretada por terceiro (Vorcaro) sobre outra pessoa; não demonstra participação de Celina. Poder360 só viu trechos. Original da Folha não aberto. Não documenta ato dela.
- Citados
- Celina Leão, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo a reportagem sobre o relatorio do GT, em 05/05/2025 a diretoria do BRB decidiu nao exercer por 120 dias a clausula de recompra que obrigaria o Master a devolver o dinheiro e determinou a compra de outros R$ 750 milhoes em carteiras do Master. Em 04/05/2025 o entao presidente, Paulo Henrique Costa, escreveu 'A operação não vai sair sem eles' ao cobrar documentos. O relatorio do GT foi concluido em 19/05/2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 5 maio 2025
- Fonte
- Como grupo de trabalho descobriu que BRB era passado para trás pelo Master — Metrópoles (coluna de Demetrio Vecchioli) (Demetrio Vecchioli), out. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A reportagem atribui a decisão ao 'conselho'/'board', mas outra parte do texto fala em Comitê de Negócios e Dicol; qual órgão decidiu e quem votou não foi demonstrado. A motivação ('evitar atrapalhar a compra') e interpretação da reportagem. Mensagem de PHC e citada em trecho curto e contextual.
- Citados
- BRB - Banco de Brasília S.A., Banco Master, Paulo Henrique Costa, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Em dezembro de 2025 o ministro Dias Toffoli, relator no STF, decretou sigilo, determinou que novas diligências da Compliance Zero passassem previamente pelo STF e conduziu depoimentos e acareação entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa em 30/12/2025 (Ailton de Aquino Santos, diretor do BC, foi dispensado da acareação).
Detalhes da evidência
- Fato
- 30 dez. 2025
- Fonte
- Leia a cronologia sobre o caso do Banco Master — Poder360, 30 dez. 2025
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O que foi dito na acareação não consta. Escopo do papel do servidor do BC e tema da frente F05.
- Citados
- Dias Toffoli, Paulo Henrique Costa, Daniel Vorcaro, STF
- Estado
- Documentado
Em 16/04/2026, na quarta fase da Operacao Compliance Zero (dois mandados de prisao e sete de busca em SP e DF), a PF prendeu o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro; sao investigados corrupcao, lavagem, crimes financeiros e organizacao criminosa. A PF investiga se Costa recebeu R$ 140 milhoes de Vorcaro como suposta propina para viabilizar a compra do Master pelo BRB; o advogado teria ajudado a repassar seis imoveis de luxo a Costa por empresas de fachada. Costa nega (defesa: Cleber Lopes).
Paulo Henrique Costa (16 abr. 2026): O advogado Cleber Lopes critica a prisão e afirma que o cliente não cometeu crime; em 15/10/2026 a defesa diz que ele foi presidente do banco, não dono, que decisões desse porte exigiam aprovação do conselho e que o acionista majoritário era o GDF.
Governo do Distrito Federal (GDF) (16 abr. 2026): Nota do gabinete da governadora Celina Leão diz que os fatos estão sob análise do Judiciário e que o governo se compromete com transparência e cooperou com as autoridades; a governadora disse que a prisão não afeta a gestão e que quem errou terá de pagar.
Detalhes da evidência
- Fato
- 16 abr. 2026
- Fonte
- Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa e preso pela PF — CNN Brasil (blog de Elijonas Maia) (Elijonas Maia), 16 abr. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Linha investigativa da PF, não fato demonstrado. A ordem judicial (relator, número) não consta na matéria; busca de buscador atribui a ordem ao ministro André Mendonça (não aberto). A matéria não informa se e prisão preventiva.
- Citados
- Paulo Henrique Costa, Daniel Vorcaro, Polícia Federal, BRB - Banco de Brasília S.A.
- Estado
- Revisado
Segundo a reportagem do Metrópoles sobre o relatório do GT, Vorcaro disse depois ao STF que o BRB nunca pagou de fato pelas carteiras.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025
- Fonte
- Como grupo de trabalho descobriu que BRB era passado para trás pelo Master — Metrópoles (coluna de Demetrio Vecchioli) (Demetrio Vecchioli), out. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Declaração de parte interessada, relatada por reportagem, sem data nem processo. Contraria o relato do BC/PF (evid:f03-bc-auditoria-12-2bi-jovempan). Não é fato.
- Citados
- Daniel Vorcaro, BRB - Banco de Brasília S.A.
- Estado
- Revisado
Segundo relatório da PF ao ministro Mendonça, publicado por O Globo, mensagens no celular de Vorcaro indicam que ele recebeu informações de uma 'notícia de fato' do MPF sobre a operação de R$ 500 mi com a Caixa Asset dois dias após a abertura; a CGU abriu auditoria sobre a operação; a PF investiga eventual acesso indevido a sistema do MPF.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2024
- Fonte
- Vorcaro teve acesso a apuração sigilosa de R$ 500 milhões entre Master e Caixa — Gazeta do Povo (cita relatório da PF publicado por O Globo), 23 jun. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Conteúdo de relatório policial, sem conclusão judicial. Datas da notícia de fato não informadas. Defesa de Vorcaro e Caixa não responderam até a publicação. Tema compartilhado com F05.
- Citados
- Daniel Vorcaro, MPF, Caixa Asset (gestora de recursos da Caixa), Polícia Federal
- Estado
- Documentado
Reportagem de dezembro de 2025 (O Globo, confirmada pela Gazeta do Povo) descreveu contrato encontrado no celular de Vorcaro com parcelas de R$ 3,6 milhões mensais por três anos, total previsto de R$ 129 milhões; a PF não sabia quanto havia sido efetivamente pago.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2024
- Fonte
- Escritório da esposa de Moraes: contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master — Gazeta do Povo (Guilherme Grandi, Juliet Manfrin), 9 dez. 2025
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valor de R$ 129 milhões (36 x R$ 3,6 milhões) difere do documento descrito depois (R$ 108 milhões líquidos; ~R$ 131,3 milhões brutos). São arredondamentos de uma mesma obrigação, não valores somáveis. O próprio jornal informa que escritório, banco e gabinete de Moraes não haviam respondido até a publicação.
- Citados
- Banco Master, Barci de Moraes Sociedade de Advogados, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo o relatório da PF descrito pelo Poder360, em março de 2024 Vorcaro teria afirmado a uma funcionária que o pagamento ao escritório era o 'mais importante' e orientado que o envio fosse feito 'do jeito que for'.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- mar. 2024
- Fonte
- Saiba o que é conhecido sobre os 2 contratos da mulher de Moraes com o Master — Poder360, 2 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “mais importante”
- Limites
- Mensagem interpretada a partir de relatório da PF (não exaustivo, feito em 72 horas). A Gazeta do Povo (09/12/2025) atribui frase diferente ('não podiam deixar de ser feitos em hipótese alguma'); as duas reportagens não permitem saber se se trata da mesma mensagem. Importância dada a um pagamento não demonstra contrapartida nem o objeto dos serviços.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Barci de Moraes Sociedade de Advogados
- Estado
- Revisado
Documento extraído do celular de Vorcaro indica que o ministro Alexandre de Moraes editou a última versão do contrato de 16/01/2024; o escritório confirmou a edição.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- jan. 2024
- Fonte
- Saiba o que é conhecido sobre os 2 contratos da mulher de Moraes com o Master — Poder360, 2 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O Poder360 não detalha a natureza da edição nem em que consistiu a participação do ministro. Não informa que Moraes tenha recebido valores: o destinatário contratual é o escritório.
- Citados
- Alexandre de Moraes, Barci de Moraes Sociedade de Advogados, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo o relatório da PF, em 12/05/2025 o escritório e a Viking Participações (representada por Vorcaro) teriam firmado contrato com teto de R$ 50 milhões líquidos e vigência de 36 meses; em 19/05/2025, um Termo de Acordo e Dação em Pagamento previa quitar R$ 50 milhões em serviços com R$ 40 milhões em ações de duas empresas ligadas a aeronaves (Fraction 024, dona de um Legacy 650, e Fraction 053, em aquisição de um helicóptero EC 155 B1) e R$ 10 milhões por reembolso de despesas.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Barci de Moraes Sociedade de Advogados (mar. 2026): O escritório não confirma informações que diz terem sido vazadas ilegalmente e afirma que valores nos documentos estão errados (Reuters). Diz ter assinado um único contrato com o Master e prestado consultoria jurídica ampla entre fev/2024 e nov/2025. Sobre o segundo ajuste de maio de 2025: nega transferência ou substituição do contrato, diz que a proposta de quitação não foi aceita, que nada foi assinado e que o contrato original foi extinto com a liquidação. Admite que Moraes editou a última versão do contrato (Poder360).
Detalhes da evidência
- Fato
- 12 maio 2025
- Fonte
- Saiba o que é conhecido sobre os 2 contratos da mulher de Moraes com o Master — Poder360, 2 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Documento descrito pelo Poder360 a partir do relatório da PF; o escritório nega que a proposta de quitação tenha sido aceita e diz que nada foi assinado. Não há confirmação de transferência de cotas nem de pagamento. O Poder360 diz que o documento mostra que o escritório já utilizava as aeronaves em julho de 2025. Percentuais de cotas e valores por ativo não divulgados.
- Citados
- Barci de Moraes Sociedade de Advogados, Viking Participações Ltda., Fraction 024, Fraction 053, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A PF interpreta que Vorcaro buscou formas jurídicas de repassar as cotas das aeronaves sem que o escritório aparecesse como sócio de empresas ligadas ao Master.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Barci de Moraes Sociedade de Advogados (mar. 2026): O escritório não confirma informações que diz terem sido vazadas ilegalmente e afirma que valores nos documentos estão errados (Reuters). Diz ter assinado um único contrato com o Master e prestado consultoria jurídica ampla entre fev/2024 e nov/2025. Sobre o segundo ajuste de maio de 2025: nega transferência ou substituição do contrato, diz que a proposta de quitação não foi aceita, que nada foi assinado e que o contrato original foi extinto com a liquidação. Admite que Moraes editou a última versão do contrato (Poder360).
Detalhes da evidência
- Fato
- maio 2025
- Fonte
- Saiba o que é conhecido sobre os 2 contratos da mulher de Moraes com o Master — Poder360, 2 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese da PF sobre a intenção de Vorcaro, extraída de mensagens; não é conclusão judicial. Não atribui conduta ilícita ao escritório nem a Moraes.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Barci de Moraes Sociedade de Advogados, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Em nova proposta de delação (junho de 2026), segundo o Correio da Manhã, Vorcaro disse que o contrato foi firmado de forma lícita, que Moraes não ofereceu contrapartida para os pagamentos, que o contrato previa R$ 129 milhões em três anos, que o escritório recebeu R$ 80,2 milhões até a liquidação e que um novo contrato de R$ 50 milhões, para cobrir o restante, não chegou a ser assinado.
Detalhes da evidência
- Fato
- 9 jun. 2026
- Fonte
- Em nova delação, Vorcaro isenta Moraes por contrato com o Master — Correio da Manhã (Petronio Viana), 9 jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Declaração de uma proposta de delação; a reportagem não diz se foi aceita (a PF e a PGR têm rejeitado propostas de Vorcaro por falta de ineditismo e corroboração, conforme Poder360 de 03/09/2026). Isenta Moraes de crime, mas é declaração do pagador, não verificação independente.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes, Barci de Moraes Sociedade de Advogados
- Estado
- Revisado
Decisão de André Mendonça afirma que Belline Santana recebeu proposta de contratação simulada via Varajo, usada para justificar pagamentos ligados a serviços informais prestados a Vorcaro; apuração interna do BC, segundo a Folha, apontou cerca de R$ 4 milhões recebidos da Varajo. Sua defesa nega desvio de finalidade.
Belline Santana (abr. 2026): A defesa afirma que as atividades foram exercidas de forma técnica e lícita, sem favorecimento ao Master e sem desvio de finalidade. A defesa de Vorcaro não se manifestou na matéria.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025
- Fonte
- Master pagou R$ 1,3 milhão à empresa que contratou ex-chefe do BC e tinha relação com Daniel Vorcaro — Diário do Nordeste (credita O Globo), 13 abr. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Decisão e apuração interna do BC descritas por reportagem; nenhum dos dois documentos foi examinado. A cifra de R$ 4 milhões vem da Folha via Diário do Nordeste, sem período. Pode ser parte de pagamentos de origem diversa; não conciliada com os R$ 1,3 milhão do Master a Varajo.
- Citados
- Belline Santana, Varajo Consultoria, Banco Central, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A PF diz ter identificado propina de Vorcaro ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa na forma de seis imóveis de luxo (quatro em São Paulo e dois em Brasília), registrados em nome de seis empresas, com valor total acordado de R$ 146,5 milhões e mais de R$ 74,6 milhões já rastreados; a decisão de Mendonça de 16/04/2026 decretou a prisão preventiva de Costa e do advogado Daniel Monteiro.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 16 abr. 2026
- Fonte
- Veja os seis imóveis de luxo que foram pagos como propina por Vorcaro ao ex-presidente do BRB — Times Brasil (CNBC) (Allan Ravagnani), 16 abr. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação da PF acolhida em decisão cautelar; não é condenação. Valor total também aparece como R$ 140 milhões (título/corpo da outra matéria do Times Brasil) e R$ 146 milhões: não reconciliados. Não há valor por imóvel. Nenhuma das duas matérias traz a defesa. Segundo a reportagem, os recursos aportados nas empresas vieram de fundos da REAG, e Vorcaro teria mandado paralisar os pagamentos ao saber de procedimento sigiloso do MPF (maio de 2025).
- Citados
- Paulo Henrique Costa, Daniel Lopes Monteiro, Daniel Vorcaro, BRB - Banco de Brasília S.A., Reag Investimentos, Polícia Federal, STF
- Estado
- Revisado
Em 2021 o fundo Arleen, administrado pela Reag, comprou dos irmãos de Toffoli uma participação no Tayayá por R$ 20 milhões, valor igual ao que Vorcaro diz ter aplicado inicialmente; segundo proposta de delação rejeitada, Vorcaro teria acertado R$ 35 milhões, desembolsado R$ 20 milhões e deixado R$ 15 milhões pendentes.
Dias Toffoli (11 set. 2026): Diz que os repasses da Maridt foram lícitos, declarados à Receita e rastreáveis; que a Maridt é empresa familiar e as vendas foram a valor de mercado; nega ter mantido recursos no exterior ou operado nas Ilhas Virgens Britânicas, nega favorecimento e informa que os demais dez ministros do STF não viram motivo de suspeição em 12/02/2026.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2021
- Fonte
- Vorcaro encontrou Dias Toffoli 12 vezes por voto de usinas sucroalcooleiras — Gazeta do Povo (Guilherme Grandi, Juliet Manfrin), 29 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Parte é mensagens apreendidas (divulgadas pelo UOL) e parte é proposta de delação rejeitada pela PGR; a defesa de Vorcaro não reconhece a autenticidade do material. A matéria não informa quem figura como comprador no contrato, só que o fundo Arleen comprou. Os R$ 35 milhões também aparecem como valor recebido pelo fundo de Vorcaro (Paraná Urgente) - o que é outra afirmação (aporte no fundo) e não pode ser somada ao preço de R$ 20 milhões.
- Citados
- Fundo Arleen, Reag Investimentos, Maridt Participações, Resort Tayayá (Ribeirão Claro, PR), Daniel Vorcaro, Dias Toffoli
- Estado
- Revisado
Segundo relatório da PF revelado pela revista piauí, o fundo Arleen recebeu R$ 35 milhões de Vorcaro e a PF investiga se Toffoli é o real proprietário ou beneficiário final do fundo; em dezembro de 2025 os ativos foram transferidos para a Égide I Holding, nas Ilhas Virgens Britânicas.
Dias Toffoli (11 set. 2026): Diz que os repasses da Maridt foram lícitos, declarados à Receita e rastreáveis; que a Maridt é empresa familiar e as vendas foram a valor de mercado; nega ter mantido recursos no exterior ou operado nas Ilhas Virgens Britânicas, nega favorecimento e informa que os demais dez ministros do STF não viram motivo de suspeição em 12/02/2026.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2025
- Fonte
- PF aponta Toffoli como dono oculto de R$ 35 mi do Banco Master em offshore no Caribe; esquema envolve resort no PR — Paraná Urgente (Folhapress/piauí), 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese investigativa da PF, não conclusão: a própria matéria diz que a PF 'aponta elementos que sugerem' interpostas pessoas. Relatório não reproduzido. O título do veículo ('dono oculto') vai além do corpo. O gabinete de Toffoli nega recursos no exterior e diz que o relatório foi arquivado e que os demais dez ministros não viram motivo de suspeição (12/02/2026).
- Citados
- Fundo Arleen, Daniel Vorcaro, Dias Toffoli, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Mensagens do celular de Vorcaro, segundo o Estadão via CNN, tratam de um pedido de Hugo Motta ao Banco Master para a liberação de ao menos R$ 22 milhões a empresa de uma cunhada, em março de 2024; Motta diz que a operação está dentro da legalidade e que a empresa tinha lastro, e não confirmou nem negou ter feito o pedido.
Detalhes da evidência
- Fato
- mar. 2024
- Fonte
- Hugo pediu a Vorcaro empréstimo do Master à empresa de cunhada, diz jornal — CNN Brasil (credita O Estado de S. Paulo), 18 jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Original do Estadão não aberto; a CNN não nomeia a empresa e não informa garantia. Empréstimo à empresa de familiar não é dinheiro recebido pelo parlamentar. Pedido de intermediação não demonstra contrapartida; a matéria não descreve investigação formal de contrapartida (a síntese de busca fala em análise pelos investigadores, não lida na íntegra).
- Citados
- Hugo Motta, Daniel Vorcaro, Banco Master, Empresa de uma cunhada de Hugo Motta (nome não informado na matéria lida)
- Estado
- Revisado
Segundo relatórios da PF tornados públicos, Flávio Bolsonaro pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para o filme Dark Horse e R$ 60 milhões teriam sido pagos; a PF identificou ao menos sete remessas da Entre Investimentos ao Havengate Development Fund LP (EUA) somando US$ 12,33 milhões, a primeira de US$ 2 milhões em 13/02/2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Flávio Bolsonaro (12 set. 2026): Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades, segundo a Agência Brasil. A matéria não reproduz as notas; são necessárias as declarações originais.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025 a nov. 2025
- Fonte
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse — Agência Brasil (Wellton Máximo), 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Os R$ 60 milhões (pagos, segundo a PF) e os US$ 12,33 milhões (remessas rastreadas) não estão reconciliados e vêm em moedas diferentes (O Tempo converte US$ 12,3 milhões em R$ 69 milhões na época): não somar nem tratar como o mesmo valor. A PF ainda aguarda perícia contábil do INC e cooperação internacional para obter dados da produtora (O Tempo, 17/10/2026). O Tempo e a Agência Brasil não são fontes independentes da PF, mas confirmam a remessa.
- Confirmam
- PF pede mais 90 dias para investigar financiamento de Vorcaro a 'Dark Horse'
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Go Up Entertainment LLC, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Mensagens citadas pela PF mostram cobranças por parcelas atrasadas do filme em agosto/setembro de 2025 (pelo intermediário Thiago Miranda e por Flávio Bolsonaro em áudio de 08/09/2025) e um print de conversa de Miranda com Eduardo Bolsonaro, de março de 2025, sobre enviar recursos aos EUA.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Flávio Bolsonaro (12 set. 2026): Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades, segundo a Agência Brasil. A matéria não reproduz as notas; são necessárias as declarações originais.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025
- Fonte
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse — Agência Brasil (Wellton Máximo), 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mensagens interpretadas pela PF e relatadas pela Agência Brasil; não há acesso às mensagens. A PF apura se os recursos também financiaram a permanência de Eduardo nos EUA - hipótese investigativa, não demonstrada. Flávio e Eduardo negam irregularidades.
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Thiago Miranda, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Fabiano Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro e foi alvo (prisão temporária) da segunda fase da Operação Compliance Zero; sua defesa afirma que suas atividades empresariais são lícitas e sem relação com a gestão do Banco Master.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- jan. 2026
- Fonte
- Alvo da PF doou R$ 5 mi para campanhas de Bolsonaro e Tarcísio em 2022 — CNN Brasil (Gabriela Piva), 14 jan. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O texto não detalha as empresas ou fundos de Zettel. Não foi possível documentar seu papel no grupo com fonte própria. Parentesco, por si só, não indica papel no banco.
- Citados
- Fabiano Zettel, Daniel Vorcaro, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Na proposta de delação, Vorcaro diz que os R$ 5 milhões doados em 2022 (R$ 3 milhões a Bolsonaro, R$ 2 milhões a Tarcísio) eram 'contrapartidas financeiras' de ajuste indevido com Gilberto Kassab para manter o Credcesta no governo paulista; Kassab, Tarcísio e o governo de SP negam; a proposta foi rejeitada três vezes por PF e PGR.
Gilberto Kassab (3 set. 2026): Nega qualquer tratativa sobre doações, diz nunca ter falado com Vorcaro e que não recebeu doações nem valores em espécie.
Tarcísio de Freitas (3 set. 2026): Nega relação com Vorcaro; afirma que a campanha teve mais de 600 doadores e prestação de contas aprovada pela Justiça Eleitoral; o governo de SP nega irregularidade no credenciamento da PKL Credcesta (maio de 2022, gestão anterior).
Augusto Ferreira Lima (3 set. 2026): A defesa não vai comentar e classifica as declarações de Vorcaro como absurdas.
Detalhes da evidência
- Fato
- 3 set. 2026
- Fonte
- Vorcaro diz que doações a Tarcísio e Bolsonaro foram propina — Poder360 (baseado em UOL), 3 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação de proposta de delação rejeitada por falta de ineditismo e corroboração. A existência dos repasses não demonstra que tiveram a finalidade descrita. O Poder360 não identifica o doador oficial; o Diário de Pernambuco (UOL) diz que a versão inclui doação formal e caixa dois, o que não está no Poder360. Bolsonaro não respondeu.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Gilberto Kassab, Tarcísio de Freitas, Jair Bolsonaro, Augusto Ferreira Lima, PKL One Participações S.A.
- Estado
- Revisado
Daniel Vorcaro foi preso pela PF em 17/11/2025 no aeroporto de Guarulhos (SP), quando, segundo a reportagem, tentava embarcar em jatinho particular para o exterior; ficou no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. Os advogados negaram que ele tentasse fugir.
Daniel Vorcaro (28 nov. 2025): Os advogados de Vorcaro negaram que ele tenha tentado deixar o país quando foi preso em Guarulhos, segundo a Agência Brasil.
Detalhes da evidência
- Fato
- 17 nov. 2025
- Fonte
- Justiça manda soltar Vorcaro e mais quatro sócios do Banco Master — Agência Brasil (André Richter), 28 nov. 2025
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A nota da PF e a operação são de 18/11/2025; a data da prisão (17 ou 18/11) varia entre fontes. 'Tentativa de fuga' é a versão da investigação; a defesa nega. Não há decisão judicial examinada sobre esse ponto.
- Confirmam
- Tribunal marca análise de habeas corpus do dono do Banco Master
- Citados
- Daniel Vorcaro, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
A 10ª Turma do TRF-1 marcou para 09/12/2025 o julgamento do mérito do habeas corpus de Vorcaro; a defesa havia também apresentado habeas corpus ao STJ, sem data indicada.
Detalhes da evidência
- Fato
- 9 dez. 2025
- Fonte
- Tribunal marca análise de habeas corpus do dono do Banco Master — Poder360 (Nino Guimarães), 2 dez. 2025
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Desfecho do julgamento de 09/12/2025 e decisão do STJ não localizados nas fontes consultadas. A busca por 'HC STJ liminar' retornou um PDF no Poder360 que não foi aberto.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Tribunal Regional Federal da 1ª Região, STJ
- Estado
- Em revisão factual
Segundo a Agência Brasil, o relatório da PF enviado a Fachin apontava menções a Toffoli em mensagem no celular de Vorcaro (conteúdo sob sigilo); Toffoli era criticado por reportagens sobre fundo ligado ao Master que comprou participação no resort Tayayá, de familiares do ministro. Em nota, Toffoli confirmou ser sócio do resort e afirmou não ter recebido valores de Vorcaro.
Dias Toffoli (12 fev. 2026): Em nota anterior à saída da relatoria, Toffoli confirmou ser sócio do resort Tayayá e afirmou não ter recebido valores de Vorcaro; pediu para continuar no caso e aceitou deixar a relatoria diante da pressão pública.
Detalhes da evidência
- Fato
- 12 fev. 2026
- Fonte
- Toffoli deixa relatoria de investigação sobre o Banco Master — Agência Brasil (André Richter), 12 fev. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Menção em mensagem não prova conduta. Não consta decisão que torne Toffoli investigado. Relação societária do resort com o fundo é afirmada pela reportagem sem documento aberto pelo projeto.
- Citados
- Dias Toffoli, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A decisão de 04/03/2026 e a PF atribuem a Vorcaro a liderança de organização criminosa; a Zettel, operação financeira; a Mourão, coordenação de vigilância e coleta de informações (a PF fala em pagamento de cerca de R$ 1 milhão por mês); a Marilson, integração ao grupo informal 'A Turma', usado para monitorar e intimidar adversários, ex-funcionários e jornalistas. Crimes mencionados: organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem, violação de sigilo funcional, fraude processual, obstrução de justiça, ameaça e invasão de dispositivo.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Fabiano Zettel (4 mar. 2026): O escritório de Zettel disse que ele se apresentou à Polícia Federal na 3ª fase; a reportagem não registra defesa de mérito sobre as imputações.
Detalhes da evidência
- Fato
- 4 mar. 2026
- Fonte
- Leia íntegra da decisão de André Mendonça que mandou prender Daniel Vorcaro — SBT News, 4 mar. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- São imputações da PF acolhidas, para fins cautelares, em decisão de relator; não há denúncia, recebimento nem julgamento de mérito nas fontes. A Agência Pública diz que a PF fala em 'coação por meio de milícia'; o termo é descrição da PF. A defesa de Zettel disse que ele se apresentou à PF (SBT).
- Confirmam
- A Turma de Vorcaro: banqueiro tem prisão preventiva decretada por ministro Mendonça; Mendonça rebate PGR ao mandar prender Vorcaro
- Citados
- Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, Marilson Roseno da Silva, IPL 2026.0029775 (Pet 15.499) - grupo denominado 'A Turma' (vigilância, intimidação, acesso a dados), desdobramento da Compliance Zero (3ª e 6ª fases)
- Estado
- Revisado
Em 04/03/2026 Mendonça acolheu pedido da PF e determinou a transferência dos presos da 3ª fase (Vorcaro, Zettel, Marilson Roseno da Silva e Mourão) das superintendências da PF para o sistema penitenciário, por falta de estrutura especializada nas carceragens policiais.
Detalhes da evidência
- Fato
- 4 mar. 2026
- Fonte
- Mendonça autoriza transferência de Vorcaro da PF para presídio — Poder360 (Nino Guimarães), 4 mar. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A reportagem não nomeia a unidade; outras fontes situam Vorcaro na ala Papudinha desde junho (ver evid:f05-vorcaro-preso-papudinha).
- Citados
- André Mendonça, Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Marilson Roseno da Silva, Polícia Federal
- Estado
- Documentado
A PF afirma que Paulo Henrique Costa combinou com Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em vantagem indevida, pagos por meio de imóveis, dos quais ao menos R$ 74 milhões teriam sido efetivamente pagos; Costa nega.
Paulo Henrique Costa (16 abr. 2026): Segundo a Jovem Pan, Paulo Henrique Costa nega o recebimento de vantagem indevida; o texto não detalha a forma da negativa nem traz a nota da defesa.
Detalhes da evidência
- Fato
- 16 abr. 2026
- Fonte
- Compliance Zero completa 6 meses; o que a investigação sobre o Master já revelou — Jovem Pan, 18 maio 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação da PF; a Agência Brasil reproduz o valor de R$ 146,5 milhões ('pago por meio de imóveis') sem falar em R$ 74 milhões. 'Pago' e 'combinado' são naturezas diferentes e o projeto não as soma. Não há denúncia nem decisão de mérito.
- Confirmam
- Por unanimidade, STF mantém prisão de ex-presidente do BRB
- Citados
- Paulo Henrique Costa, Daniel Vorcaro, BRB - Banco de Brasília S.A.
- Estado
- Revisado
A PF afirma ter indícios de que Ciro Nogueira recebia pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil de Vorcaro, além de viagens internacionais e uso de imóveis, e teria apresentado a Emenda nº 11 à PEC 65 ('Emenda Master', que elevaria a cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão), supostamente redigida por assessores do Master; também aponta participação na Green Investimentos adquirida por R$ 1 milhão e avaliada em R$ 13 milhões, via empresa administrada pelo irmão do senador.
Ciro Nogueira (7 maio 2026): O advogado do senador repudiou qualquer ilação de ilicitude, afirmou que ele não participou de atividades ilícitas, colocou-se à disposição para esclarecimentos e criticou medidas baseadas em 'mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros', pedindo controle severo de legalidade pelas cortes superiores.
Detalhes da evidência
- Fato
- 7 maio 2026
- Fonte
- Mesada e viagens internacionais: veja o que PF diz sobre Ciro Nogueira — Agência Brasil (Alex Rodrigues), 7 maio 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Imputação da PF acolhida em decisão cautelar; o período dos pagamentos não é informado; a decisão fala em 'arranjo funcional' e 'indícios'. Não há denúncia. A defesa repudia ilicitude e critica medidas baseadas em 'mera troca de mensagens'. 'Emenda Master' e FGC também são tema de F03/F04.
- Confirmam
- Ciro Nogueira é alvo de nova fase da operação Compliance Zero
- Citados
- Ciro Nogueira, Daniel Vorcaro, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima
- Estado
- Revisado
Em 09/07/2026, a 10ª fase teve dois mandados de busca em Brasília, autorizados pelo STF (ministro Mendonça, segundo a Gazeta do Povo), contra o publicitário Thiago Miranda, a quem a PF atribui atuação, a pedido de Vorcaro, para minar a credibilidade do Banco Central, com contratos de até R$ 2 milhões com influenciadores e cláusula de confidencialidade.
Thiago Miranda (9 jul. 2026): A defesa de Thiago Miranda nega qualquer ilegalidade e participação em condutas de intimidação, invoca a presunção de inocência e diz que ele está à disposição das autoridades.
Detalhes da evidência
- Fato
- 9 jul. 2026
- Fonte
- Caso Master: PF deflagra 10ª fase da operação Compliance Zero — Gazeta do Povo (Hermano Freitas, Renan Ramalho, Vinicius Macia, Juliet Manfrin), 9 jul. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegações da PF sobre contratos e narrativas (ex.: que o TCU veria precipitação na liquidação) vêm da decisão descrita pela reportagem, não examinada. Defesa de Miranda nega ilegalidade e invoca presunção de inocência.
- Confirmam
- Polícia Federal deflagra 10ª fase da Operação Compliance Zero
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Banco Central, Polícia Federal, André Mendonça
- Estado
- Documentado
Segundo a Agencia Brasil (11/09/2026), Mendonca incluiu o senador Flavio Bolsonaro como investigado, em 22 de julho, no inquerito sigiloso (PET vinculada ao INQ 5026) que apura o repasse feito por Daniel Vorcaro para custear a producao do filme Dark Horse, de R$ 61 milhoes; os crimes citados no pedido da PF sao lavagem, evasao de divisas e corrupcao, entre outros; Eduardo Bolsonaro e apontado como possivel beneficiario de parte do dinheiro; a suspeita e que o valor foi disponibilizado a pedido do senador.
Flávio Bolsonaro (11 set. 2026): Segundo a Agência Brasil, Flávio Bolsonaro não nega a autenticidade de áudios em que pede recursos a Vorcaro e sustenta que buscar financiamento privado para um filme sobre o pai não é irregular; nega ter dado contrapartida. A reportagem não registra resposta da defesa.
Detalhes da evidência
- Fato
- 22 jul. 2026
- Fonte
- Mendonça incluiu Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse — Agência Brasil (Felipe Pontes), 11 set. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- R$ 61 milhões é valor 'repassado' segundo a reportagem; natureza e destino são frente F04. A PF pediu em 15/10/2026 mais 90 dias de prazo (resumo de buscador, não aberto). Flávio não nega a autenticidade de áudios em que pede recursos e nega contrapartida; a reportagem não registra resposta da defesa. A reportagem diz que Mario Frias não aparece como investigado nesse texto.
- Confirmam
- F05 Busca Dark Horse Prorrogacao
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Daniel Vorcaro, André Mendonça, PGR, Inquérito (PET sigilosa vinculada ao INQ 5026) sobre financiamento do filme Dark Horse com recursos atribuídos a Vorcaro; PF pediu mais 90 dias em 15/10/2026
- Estado
- Revisado
Segundo reportagens sobre o relatorio da PF (IPJ-A 3298613/2026), a PF identificou no celular de Vorcaro um contato salvo como 'Alexandre de Moraes BRASILIA' e 52 notas (capturas de tela, 5 delas enviadas em 17/11/2025 pelo chat de visualizacao unica; as respostas do ministro nao aparecem), ao menos seis encontros entre fev/2024 e ago/2025 (o primeiro, jantar em 02/02/2024) e um contrato do Master com o escritorio Barci de Moraes, da esposa do ministro, superior a R$ 130 milhoes (R$ 3,6 mi por mes por tres anos), cujo arquivo de minuta tem como ultimo editor o usuario 'Ministro Alexandre de Moraes' em 11 e 15/01/2024 (nome de usuario do arquivo). A PF diz ainda que um segundo contrato, de ate R$ 50 milhoes, com a Viking, foi assinado em 12/05/2025; Moraes e o escritorio negam que exista.
Barci de Moraes Sociedade de Advogados (20 set. 2026): Segundo a CNN Brasil, o escritório disse que o setor de compliance consultou o ministro Moraes, na condição de marido da sócia-diretora, sobre eventuais impedimentos; que o contrato foi assinado e os serviços prestados; que Moraes nunca julgou causa envolvendo o Master; que nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation teve Vorcaro ou pessoa alheia ao escritório; e que o segundo contrato (Viking) não existe. Em abril, classificara como incorretas e vazadas ilicitamente as informações da Receita sobre pagamentos de R$ 80,2 milhões.
Detalhes da evidência
- Fato
- jan. 2024
- Fonte
- Voo em jatinho e mensagens: o que se sabe sobre o caso Moraes e Vorcaro — CNN Brasil, 20 set. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A CNN registra que dados da Receita enviados a CPI mostrariam R$ 80,2 mi recebidos pelo escritorio entre 2024 e 2025 (o escritorio chama os numeros de incorretos e vazados), o que contradiz a ideia de que os valores foram so 'contratados, nao pagos'; mesmo assim, dinheiro pago ao escritorio da esposa NAO e dinheiro recebido pelo ministro. O relatorio da PF nao o apresenta como investigado. O escritorio diz que o compliance consultou o ministro, que nao viu impedimento.
- Confirmam
- Leia as íntegras de documentos que revelam relação de Moraes com Vorcaro; Gonet diz que Mendonça sabia que ordem levaria PF a investigar Moraes
- Citados
- Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro, Barci de Moraes Sociedade de Advogados, Viking Participações Ltda., Pet 16.662 - relatório da PF (IPJ-A 3298613/2026) sobre o celular de Vorcaro, desentranhado da Pet 15.556; sigilo levantado em 01/09/2026; relatoria transferida à Presidência em 12/09/2026; questão de ordem sobre julgamento conjunto com a Pet 16.704 suspensa por vista em 15/09/2026
- Estado
- Revisado
O gabinete de Mendonça confirmou que ele recebeu Daniel Vorcaro uma única vez, em março de 2025, por iniciativa do empresário, e apenas ouviu; o assunto era a STP 976, sobre créditos de precatórios de interesse do banco, em julgamento no STF; Mendonça decidiu contra a posição do banco; recebeu também o advogado dele no mesmo mês.
Detalhes da evidência
- Fato
- mar. 2025
- Fonte
- Mendonça admite encontro com Vorcaro em 2025 para tratar de precatórios — CNN Brasil (Matheus Teixeira, Elijonas Maia, Gustavo Uribe), 2 set. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Declaração do próprio gabinete; a reportagem cita ainda um encontro em fevereiro/2025 em alfaiataria, descrito em áudio de advogado de Vorcaro e não confirmado. Um resumo de buscador cita ordem de Dino em 15/09/2026 para apurar o encontro; não foi aberto.
- Citados
- André Mendonça, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A defesa de Vorcaro apresentou à PF e à PGR propostas de colaboração premiada desde março de 2026; a PF recusou a primeira (maio) e a segunda (início de junho); a PGR também recusou, comunicando a decisão a Mendonça; em 09/10/2026 a PF disse que as propostas não foram aceitas por 'não atendimento aos requisitos legais'; a PGR disse que as recebeu 'sem juízo nem recusas prévias' e que Vorcaro não depôs porque não foram aceitas.
Detalhes da evidência
- Fato
- jun. 2026
- Fonte
- Vorcaro e PGR negam depoimento oral durante negociações por delação — O Tempo (Gabriel Ferreira Borges), 9 out. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Propostas e decisões estão sob sigilo; o conteúdo é desconhecido. Datas exatas das recusas não informadas. O Tempo nota tensão entre 'ambas recusadas' e 'sem recusas prévias' da PGR. Proposta de delação é alegação de parte, não prova; recusa não é juízo de mérito sobre os fatos. A Fundação Perseu Abramo não cita a fonte original.
- Confirmam
- F05 Busca Pgr Mantem Negociacao Maio; Fim da delação de Daniel Vorcaro: PGR e PF descartam acordo; Acordo com a PGR e delação unilateral: os possíveis caminhos de Daniel Vorcaro após ter proposta recusada pela PF; Delação de Vorcaro é rejeitada por PF e PGR, e caso Banco Master volta ao STF
- Citados
- Daniel Vorcaro, Polícia Federal, PGR, André Mendonça, Negociação de colaboração premiada de Daniel Vorcaro com a PF e a PGR (propostas desde março/2026, recusadas pela PF e pela PGR; nenhum acordo homologado); conteúdo sigiloso - tudo o que se atribui a essa negociação é ALEGAÇÃO
- Estado
- Revisado
Segundo a Gazeta do Povo, a defesa de Vorcaro ofereceu pagar R$ 40 bilhões em 10 anos; investigadores dizem que a proposta trazia informações que a polícia já conhecia, com relatos de 'ouvi dizer', e que o compromisso de devolução era insuficiente.
Detalhes da evidência
- Fato
- jun. 2026
- Fonte
- Fim da delação de Daniel Vorcaro: PGR e PF descartam acordo — Gazeta do Povo (Juliet Manfrin), 16 jul. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valor 'proposto' (nunca contratado nem pago) segundo uma reportagem, sem confirmação por outra fonte aberta; proposta sob sigilo. Não é perda, saldo nem valor devolvido.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Negociação de colaboração premiada de Daniel Vorcaro com a PF e a PGR (propostas desde março/2026, recusadas pela PF e pela PGR; nenhum acordo homologado); conteúdo sigiloso - tudo o que se atribui a essa negociação é ALEGAÇÃO
- Estado
- Documentado
A revista Veja publicou em 09/10/2026 áudio em que Vorcaro diria a interlocutor não identificado, em data não informada, ter dado R$ 30 milhões para um documentário sobre Lula via Instituto Lula, para obter investimentos de fundos de pensão de servidores federais, e disse que o relato constaria de uma das propostas de delação; a PF recebeu notícia-crime no mesmo dia.
Daniel Vorcaro (9 out. 2026): Os advogados Sergio Leonardo e Engels Muniz disseram que Vorcaro não prestou depoimento à PF ou à PGR, que a defesa não reconhece origem, autenticidade e integridade do material divulgado pela Veja e que ele segue disponível para colaborar.
Polícia Federal (9 out. 2026): A PF disse que Vorcaro não prestou o depoimento descrito nem entregou anexos com esse conteúdo e que as propostas não foram aceitas por não atenderem requisitos legais; a PGR não comentou o conteúdo, citando sigilo, e disse que as negociações foram mediadas pelos advogados e que ele não depôs porque as propostas nunca foram aceitas.
Campanha Lula (9 out. 2026): A campanha de Lula chamou o caso de 'farsa com objetivos eleitorais' e disse que tomaria providências legais. A reportagem não registra manifestação própria do Instituto Lula.
Detalhes da evidência
- Fato
- 9 out. 2026
- Fonte
- Vorcaro e PGR negam depoimento oral durante negociações por delação — O Tempo (Gabriel Ferreira Borges), 9 out. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação de terceiro (Veja) não verificada pelo O Tempo; a reportagem original da Veja não foi aberta. A defesa de Vorcaro disse não reconhecer origem, autenticidade e integridade do material e que ele não prestou depoimento; PF e PGR dizem que Vorcaro não depôs nem entregou anexos com esse conteúdo; a campanha de Lula chamou de 'farsa com objetivos eleitorais'.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Instituto Lula, Polícia Federal, Negociação de colaboração premiada de Daniel Vorcaro com a PF e a PGR (propostas desde março/2026, recusadas pela PF e pela PGR; nenhum acordo homologado); conteúdo sigiloso - tudo o que se atribui a essa negociação é ALEGAÇÃO
- Estado
- Revisado
Mendonça afirmou ter recusado uma 'delação seletiva', usada para escolher quem seria denunciado ou isentar aliados, e, após a segunda rejeição, autorizou transferência de Vorcaro para a ala 'Papudinha' do Complexo da Papuda, incomunicável com outros investigados; a PF diz já ter provas de dez fases, incluindo oito celulares de Vorcaro e cerca de 120 dispositivos.
Detalhes da evidência
- Fato
- jun. 2026
- Fonte
- Fim da delação de Daniel Vorcaro: PGR e PF descartam acordo — Gazeta do Povo (Juliet Manfrin), 16 jul. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Frase atribuída a Mendonça sem citação literal nem decisão aberta. A contagem de dispositivos é da reportagem.
- Citados
- André Mendonça, Daniel Vorcaro, Polícia Federal
- Estado
- Documentado
Em 08/10/2026 a defesa de Vorcaro enviou petição ao presidente do STF pedindo que Mendonça analise o pedido de soltura, alegando prisão há mais de oito meses sem indiciamento nem ação penal; em 18/09 havia pedido a revogação da preventiva, e a revisão periódica da prisão (art. 316, parágrafo único, do CPP) ficou sem autoridade definida após a suspensão do julgamento sobre relatoria em 15/09.
Detalhes da evidência
- Fato
- 8 out. 2026
- Fonte
- Defesa quer que Mendonça analise soltura de Daniel Vorcaro — Agência Brasil (André Richter), 8 out. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação da defesa. A afirmação 'sem indiciamento e sem ação penal' coincide com a BBC de 22/05 (inquérito sem denúncia) e com as demais fontes lidas, mas o projeto não consultou o sistema do STF e não pode afirmar que nada foi apresentado depois. A CNN descreve um cálculo atribuído à defesa sobre votos possíveis, sem valor de fato.
- Confirmam
- Vorcaro aposta em crise no STF para sair da prisão
- Citados
- Daniel Vorcaro, Edson Fachin, André Mendonça, Pet 15.556/DF - autos do inquérito da PF da Operação Compliance Zero no STF (representação inicial; relator: Mendonça de fev/2026 a 12/09/2026; avocada pela Presidência em 12/09/2026)
- Estado
- Documentado
Em 16/10/2026 a defesa de Vorcaro pediu ao presidente do STF a abertura de investigação sobre o vazamento de conversas privadas que integram o caso, alegando 'linchamento público' e sustentando que as conversas vazadas não podem embasar investigações contra ele.
Detalhes da evidência
- Fato
- 16 out. 2026
- Fonte
- Defesa de Vorcaro pede investigação sobre vazamento de conversas — Estado de Minas (texto da Agência Brasil), 17 out. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A reportagem lida não cita nomes das conversas vazadas nem reação de ministros.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Edson Fachin
- Estado
- Documentado
Segundo a PF, via CNN Brasil, entre julho de 2024 e outubro de 2025 o BRB transferiu cerca de R$ 16,7 bilhões ao grupo Master, dos quais R$ 12,2 bilhões em operações com indícios de fraude (carteiras de crédito sem lastro e supervalorizadas), e cerca de R$ 150 milhões em imóveis teriam sido oferecidos como propina para facilitar a compra; a PF ouvirá ainda Paulo Henrique Costa, sem data.
Detalhes da evidência
- Fato
- 15 out. 2026
- Fonte
- Caso Master: Vorcaro presta hoje novo depoimento à PF sobre o BRB — CNN Brasil (Jonatas Martins), 15 out. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valores 'transferidos' e 'com indício de fraude' são alegações da PF; não são perda reconhecida nem prejuízo apurado em perícia. R$ 150 mi (CNN) e R$ 146,5 mi (outras fontes) são aproximações do mesmo tema. A defesa pediu perícia para afastar a narrativa de fraude e prejuízo.
- Confirmam
- Vorcaro nega fraude de R$ 12 bi no BRB e chama Compliance Zero de 'açodada'
- Citados
- BRB - Banco de Brasília S.A., Banco Master, Polícia Federal, Paulo Henrique Costa, Daniel Vorcaro
- Estado
- Documentado
Um jato Falcon 7X (Dassault, 2010), avaliado em cerca de R$ 200 milhões e registrado em nome da Viking Participações, empresa de Daniel Vorcaro, foi apreendido pela Polícia Federal em 18/11/2025, no âmbito da Operação Compliance Zero, um dia após a prisão do banqueiro em Guarulhos.
Detalhes da evidência
- Fato
- 18 nov. 2025
- Fonte
- Caso Master: veja o jatinho do banqueiro Daniel Vorcaro apreendido pela PF — CNN Brasil, 19 nov. 2025
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valor aproximado ('cerca de'). A matéria não informa onde a aeronave estava, quem a operava nem quem voou nela. Não demonstra uso para benefício de terceiros. A defesa disse que a viagem a Dubai estava ligada às negociações de venda do banco.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Viking Participações Ltda., Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Um Gulfstream GV-SP (2010, matrícula PR-PSE), comprado em junho de 2023 por cerca de R$ 120 milhões e registrado em nome da Viking, foi apreendido pela PF em Assunção, Paraguai, em 15/08/2026 e levado a Brasília em 16/08. Está sujeito a duas ordens judiciais de bloqueio e, segundo a matéria, era o mais caro de três aviões da frota da Viking (cerca de R$ 260 milhões no total).
Detalhes da evidência
- Fato
- 15 ago. 2026
- Fonte
- PF apreende jatinho de Vorcaro avaliado em R$ 120 milhões — Gazeta do Povo (Guilherme Grandi), 17 ago. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valores aproximados. A matéria diz que Vorcaro usava e também emprestava o avião a terceiros, sem dizer a quem nem em que datas. Não indica passageiros.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Viking Participações Ltda., Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Desde a segunda prisão de Vorcaro (04/03/2026), o GV-SP fez 16 voos internacionais, todos com Assunção como origem ou destino, com destinos como Nova York, Mônaco e Dubai. O Registro Aeronáutico Brasileiro não indica sublocação. Não há registro público de passageiros nem explicação sobre as circunstâncias.
Detalhes da evidência
- Fato
- 4 mar. 2026 a ago. 2026
- Fonte
- PF apreende jatinho de Vorcaro avaliado em R$ 120 milhões — Gazeta do Povo (Guilherme Grandi), 17 ago. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Apuração original da Folha (não aberta pelo projeto), relatada pela Gazeta. Não diz quem estava a bordo; não demonstra irregularidade nem benefício a ninguém. A defesa não explicou o uso.
- Citados
- Viking Participações Ltda., Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Em 22/08/2025, o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, voaram em um Legacy 650 e desembarcaram no Santos Dumont (Rio), conforme vídeo divulgado por O Globo em 20/09/2026. A PF afirma que a aeronave pertencia a uma empresa de Vorcaro; o escritório Barci de Moraes diz que contrata táxi aéreo, cita a Prime Aviation entre as empresas usadas e nega que algum voo de integrante do escritório tenha tido Vorcaro ou terceiro alheio ao escritório a bordo.
Barci de Moraes Sociedade de Advogados (20 set. 2026): O escritório diz contratar táxi aéreo (Prime Aviation está entre as empresas usadas) e que nenhum voo com integrantes do escritório teve Vorcaro ou pessoa alheia a bordo; nega a existência do segundo contrato; sobre o contrato de R$ 130 milhões, diz que o compliance consultou o ministro, que respondeu não haver impedimento. Moraes não tem manifestação direta nas fontes lidas.
Detalhes da evidência
- Fato
- 22 ago. 2025
- Fonte
- Voo em jatinho e mensagens: o que se sabe sobre o caso Moraes e Vorcaro — CNN Brasil, 20 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Vídeo (O Globo) e relatório da PF não examinados pelo projeto. A matéria não informa a origem do voo, nem quem operava naquele voo, nem se Vorcaro estava a bordo. A propriedade da aeronave por 'empresa de Vorcaro' é afirmação da PF; o escritório contesta o enquadramento. Não demonstra pagamento do voo por Vorcaro.
- Citados
- Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, Daniel Vorcaro, Barci de Moraes Sociedade de Advogados, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
A PF sustenta que o voo de 22/08/2025 ocorreu depois de negociações do escritório de Viviane de Moraes para um segundo contrato, de até R$ 50 milhões, com a Viking Participações, empresa representada por Vorcaro; o escritório nega a existência desse segundo contrato. A matéria cita ainda um contrato assinado em 12/05/2025 (a redação não deixa claro a qual dos contratos se refere) e outro de R$ 130 milhões, assuntos da frente F04.
Barci de Moraes Sociedade de Advogados (20 set. 2026): O escritório diz contratar táxi aéreo (Prime Aviation está entre as empresas usadas) e que nenhum voo com integrantes do escritório teve Vorcaro ou pessoa alheia a bordo; nega a existência do segundo contrato; sobre o contrato de R$ 130 milhões, diz que o compliance consultou o ministro, que respondeu não haver impedimento. Moraes não tem manifestação direta nas fontes lidas.
Detalhes da evidência
- Fato
- 22 ago. 2025
- Fonte
- Voo em jatinho e mensagens: o que se sabe sobre o caso Moraes e Vorcaro — CNN Brasil, 20 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Ordem cronológica não é prova de troca de vantagem. A interpretação do vínculo entre voo e negociação contratual é da PF, segundo a matéria. Segundo a CNN, Moraes e o escritório negam a existência do segundo contrato; o escritório diz ainda que seu compliance consultou o ministro, que respondeu não haver impedimento. Honorários profissionais não são, por si, propina.
- Citados
- Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, Barci de Moraes Sociedade de Advogados, Viking Participações Ltda., Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Documentos que a PF encontrou no computador de Willer Tomaz (Operação Sem Desconto) indicam que, em janeiro de 2025, Flávio Bolsonaro e familiares voaram de Fort Lauderdale a Brasília com Tomaz em jato cuja cota estaria ligada à Alcazar Holdings, de Tomaz, e outra à Prime You, que teria Daniel Vorcaro entre os sócios. Tomaz diz que usou horas da própria cota; Flávio nega qualquer relação com Vorcaro e diz que o convite veio só de Tomaz.
Flávio Bolsonaro (16 out. 2026): Flávio nega qualquer relação com Vorcaro e diz que o convite ao voo veio só de Tomaz. Tomaz diz que usou horas da própria cota e pagou as viagens, que os passeios foram entre famílias sem contrapartida e que não conhece Zettel nem Vorcaro.
Detalhes da evidência
- Fato
- jan. 2025
- Fonte
- Da conta aos jatinhos: o que se sabe da relação entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz — O Brasilianista (Júlia Carmo), 16 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Fonte única, veículo de menor porte, documentos da PF não examinados. Não está demonstrado que seja a mesma aeronave dos outros episódios, nem que Flávio tenha pago ou se beneficiado de Vorcaro: a própria reportagem diz que não prova isso. O vínculo de Vorcaro é apenas como sócio de Prime You, cota ligada à aeronave. Outros voos (abril e maio de 2025, NetJets) foram comprados pela Cathedral Holdings, sem relação documentada com Vorcaro.
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Willer Tomaz, Daniel Vorcaro, Prime You, Alcazar Holdings
- Estado
- Revisado
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, comprou em abril de 2025 um apartamento na Vila Nova Conceição (SP) por R$ 5,5 milhões e o vendeu em fevereiro de 2026 à empresa de Willer Tomaz por R$ 3,5 milhões; segundo a matéria, Flávio Bolsonaro usou o imóvel por alguns dias na campanha. Tomaz diz não conhecer Zettel nem Vorcaro.
Flávio Bolsonaro (16 out. 2026): Flávio nega qualquer relação com Vorcaro e diz que o convite ao voo veio só de Tomaz. Tomaz diz que usou horas da própria cota e pagou as viagens, que os passeios foram entre famílias sem contrapartida e que não conhece Zettel nem Vorcaro.
Detalhes da evidência
- Fato
- abr. 2025 a fev. 2026
- Fonte
- Da conta aos jatinhos: o que se sabe da relação entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz — O Brasilianista (Júlia Carmo), 16 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Fonte única. Não demonstra que Vorcaro tenha tido papel na compra ou venda, nem favorecimento. Zettel aparece aqui por papel empresarial/patrimonial como comprador, não por parentesco.
- Citados
- Fabiano Zettel, Willer Tomaz, Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Em ação apresentada em 07/10/2026 no Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida, o liquidante do Banco Master (EFB Regimes Especiais de Empresas) alega que três imóveis de luxo (dois em Miami e um em Aspen, mais de US$ 168 milhões) foram comprados à vista com recursos desviados do banco, e que Vorcaro os usava pessoalmente sem pagar os aluguéis firmados. Compradores: Clear River Properties (Aspen, US$ 77 milhões, abril de 2024) e Goldbeach Properties (Miami, US$ 85,2 milhões em janeiro de 2025 e US$ 6,9 milhões em fevereiro de 2025).
Detalhes da evidência
- Fato
- abr. 2024 a fev. 2025
- Fonte
- Liquidante do Banco Master recorre à Justiça dos EUA para recuperar imóveis de R$ 843 milhões ligados a Vorcaro — Times Brasil (CNBC) (Vinícius Marques), 9 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação de uma parte (o liquidante) em peça não examinada pelo projeto; sem decisão judicial. Vorcaro não é réu direto; o pedido é contra as duas empresas. A reportagem não traz manifestação de Vorcaro. O uso pessoal e a origem dos recursos são hipóteses do liquidante. Valores em dólares, aproximados em reais pela matéria.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Banco Master, EFB Regimes Especiais de Empresas Ltda., Goldbeach Properties LLC, Clear River Properties
- Estado
- Revisado
O Poder360 relatou, com base no The Real Deal, que a Goldbeach Properties LLC (Delaware) comprou em janeiro de 2025 uma casa no condomínio Bay Point, Miami, por US$ 85,2 milhões (cerca de R$ 460 milhões), e que Vorcaro seria o 'verdadeiro dono'; o The Real Deal teria confirmado a identidade com fontes ligadas à transação, sem documentos em nome de Vorcaro.
Detalhes da evidência
- Fato
- jan. 2025
- Fonte
- Vorcaro comprou mansão de R$ 460 mi antes da crise do Banco Master — Poder360, 26 nov. 2025
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Titularidade final baseada em fontes anônimas citadas de segunda mão; sem documento em nome de Vorcaro. Registro da compra pela empresa é o fato mais firme; quem a controla não está documentado nas fontes lidas.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Goldbeach Properties LLC
- Estado
- Revisado
A ação do liquidante diz que Vorcaro usava um cartão de crédito em nome de David Garff, presidente da Accuvest Global Advisors (empresa supostamente ligada ao grupo Mosaic), com despesas pessoais que em alguns meses passaram de US$ 100 mil.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2026
- Fonte
- Offshores ligadas a Vorcaro receberam R$ 188 milhões após liquidação do Master — Times Brasil (CNBC) (Sofia Bianco), 14 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação do liquidante. Despesas de mais de US$ 100 mil (R$ 500 mil) ocorreram em alguns meses, não todos. Datas dos gastos e natureza das despesas não detalhadas. Sem manifestação de Vorcaro, Mosaic ou Garff nas fontes lidas. Cartão ou limite não equivale a transferência de dinheiro.
- Citados
- Daniel Vorcaro, David Garff, Accuvest Global Advisors, Mosaic Group
- Estado
- Revisado
Mensagens extraídas do celular de Vorcaro e descritas por reportagem indicam que, em fevereiro de 2025, houve um evento no tríplex dele, com contratação de chef e convocação de mulheres. Um funcionário relatou ter cedido um quarto a um ministro e a cinco mulheres, e uma intermediária cobrou R$ 10 mil. Segundo a coluna do UOL, Vorcaro não estava presente e acompanhou por mensagens.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025
- Fonte
- Mensagens revelam suposto quarto para Nunes Marques e cinco mulheres em festa de banqueiro — Bahia Notícias (Redação), 13 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mensagens não examinadas pelo projeto. Descrição por veículo que republica o UOL. Mensagem é relato de terceiro, não prova independente do fato. Não afirma condição profissional das mulheres nem situação de coerção, e este registro também não. Divergências sobre número de mulheres, presença de Vorcaro e valores entre as versões lidas (ver evid:f06-festa-0228-versao-piaui).
- Citados
- Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A identificação do 'ministro' da festa como Kassio Nunes Marques é uma leitura de investigadores da PF e de ministros do STF a partir do nome 'Kassio' nas mensagens; a matéria diz que a festa não o mencionou diretamente e não traz confirmação de sua presença. A assessoria de Nunes Marques nega ter trocado mensagens com Vorcaro ou pedido algo a ele e diz que o filho nunca recebeu dinheiro do Master.
Kassio Nunes Marques (16 out. 2026): A assessoria nega irregularidades, diz que o ministro nunca trocou mensagens com Vorcaro nem lhe pediu algo, que o filho nunca recebeu dinheiro do Master e que a reportagem faz ilações. Segundo o Fatonews, também nega ter votado a favor de Vorcaro e diz não poder responder por conversas ou ações de terceiros.
Detalhes da evidência
- Fato
- 28 fev. 2025
- Fonte
- Mensagens revelam suposto quarto para Nunes Marques e cinco mulheres em festa de banqueiro — Bahia Notícias (Redação), 13 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Convite ou menção em mensagem não é comparecimento; comparecimento a uma festa não é, por si, vantagem indevida nem ato de ofício. A nota de Nunes Marques consta da versão do Bahia 16/10 (a versão de 13/10 não traz manifestação). Nenhum documento oficial ou foto com autoria foi visto pelo projeto.
- Citados
- Kassio Nunes Marques, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo versão atribuída à revista piauí (via Bahia Notícias, 16/10/2026, e Fatonews), o mordomo teria registrado a chegada do convidado principal às 14h49 e a saída às 23h17; a lista de compras de gastronomia somou R$ 21.121,90; Vorcaro teria sido cobrado em R$ 10 mil uma semana depois; um desembargador do TRF-1 teria pedido hotel para 'KN' em 26/02. As versões divergem: número de mulheres (cinco vs. duas), presença de Vorcaro (ausente vs. 'não esclarecido') e despesas totais citadas em outros veículos (R$ 27 mil vs. mais de R$ 62 mil, não verificadas).
Kassio Nunes Marques (16 out. 2026): A assessoria nega irregularidades, diz que o ministro nunca trocou mensagens com Vorcaro nem lhe pediu algo, que o filho nunca recebeu dinheiro do Master e que a reportagem faz ilações. Segundo o Fatonews, também nega ter votado a favor de Vorcaro e diz não poder responder por conversas ou ações de terceiros.
Detalhes da evidência
- Fato
- 28 fev. 2025
- Fonte
- Mensagens revelam que ex-banqueiro organizou festa com acompanhantes para ministro do STF — Bahia Notícias (Redação), 16 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Segunda leitura de mensagens; original (piauí) não aberto. O Fatonews (agregador) dá 125 mensagens e fala em 'KN' e desembargador; o Bahia de 13/10 não menciona 'KN' nem desembargador. A inicial 'KN' e a associação ao ministro dependem de interpretação. Registrar o desembargador como pessoa exige o original; por isso não foi cadastrado.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Kassio Nunes Marques
- Estado
- Revisado
Segundo a PF, conforme relatado pela Banda B, Moraes teria sugerido nomes para a lista de convidados, feito convites pessoalmente e participado da definição do cronograma do fórum de Londres, enquanto Leonardo Serrano Giunchetti operava a logística e submetia o cronograma à aprovação do ministro.
Detalhes da evidência
- Fato
- abr. 2024
- Fonte
- 'Fui porque Moraes chamou': Toffoli se explica sobre evento pago por Vorcaro em Londres — Banda B (Cecilia Sizanoski), 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Interpretação das mensagens pela PF/piauí. A Banda B não traz manifestação do ministro. Colaboração na organização de um fórum não demonstra benefício pessoal.
- Citados
- Alexandre de Moraes, Leonardo Serrano, Daniel Vorcaro, Fórum Jurídico Brasil de Ideias
- Estado
- Revisado
Mensagens do celular de Vorcaro, descritas pelo Poder360 a partir do relatório da PF, mostram que o advogado Ciro Soares (que indicaria ser interlocutor do PGR Paulo Gonet) perguntou em 29/03/2025 se o filho de Gonet poderia acompanhar a comitiva a Londres (2ª edição do fórum, 2025); Vorcaro respondeu 'Óbvio né'. Em 11/04/2025 Vorcaro escreveu que o filho de Gonet e Ciro estavam 'ok' entre os convidados com despesas pagas. O evento não aconteceu e a matéria não indica que o filho tenha viajado.
Paulo Gonet (1 set. 2026): O Poder360 procurou o PGR e não obteve manifestação até a publicação; nenhuma nota da PGR foi localizada nas fontes lidas. Resultados de busca indicam prazo de cinco dias dado pelo ministro Mendonça para a PGR se manifestar (não verificado).
Detalhes da evidência
- Fato
- 28 mar. 2025 a 19 jun. 2025
- Fonte
- Gonet pediu a Vorcaro para bancar ida do filho para Londres, diz PF — Poder360 (Nino Guimarães), 1 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O pedido é atribuído a Gonet apenas por mensagem de um intermediário, sem fala direta do PGR. Não há comprovante de pagamento. Viagem não ocorreu. Benefício a familiar não equivale a benefício à autoridade. Sem resposta de Gonet/PGR até a publicação. Ciro Soares não foi localizado pela reportagem. O filho não é nomeado no acervo (nome completo não publicado pela matéria; sem papel empresarial).
- Citados
- Paulo Gonet, Ciro Soares, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Na 5ª fase da Operação Compliance Zero (07/05/2026), autorizada pelo ministro André Mendonça (STF), a PF afirmou ter indícios de pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil de Vorcaro ao senador Ciro Nogueira, além de custeio de viagens internacionais, hospedagens, restaurantes, voos privados e uso de imóveis de alto padrão, em troca de projetos de interesse do banqueiro (entre eles a Emenda 11 à PEC 65, de agosto de 2024). O ministro registrou que os autos reúnem, 'em tese', comprovantes bancários, registros de viagens e mensagens, e apontam arranjo de benefícios mútuos.
Ciro Nogueira (7 maio 2026): A defesa repudia qualquer ilação de ilicitude, diz que ele não participou de atividades ilícitas, coloca-se à disposição e critica medidas invasivas baseadas em mera troca de mensagens de terceiros.
Detalhes da evidência
- Fato
- 7 maio 2026
- Fonte
- Mesada e viagens internacionais: veja o que PF diz sobre Ciro Nogueira — Agência Brasil (EBC) (Alex Rodrigues), 7 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegações da PF e avaliação preliminar do ministro ('em tese'), ainda não julgadas. A reportagem não detalha destinos, datas, valores por viagem nem quem pagou cada uma. A relação entre benefícios e projetos de lei é leitura da PF. Decisão (PDF) não examinada pelo projeto.
- Citados
- Ciro Nogueira, Daniel Vorcaro, Polícia Federal, STF
- Estado
- Revisado
O Metrópoles, com acesso a documento da PF, relatou que Vorcaro disponibilizava um cartão de crédito para pagar despesas pessoais de Ciro Nogueira (hotel de alto padrão, viagens internacionais, restaurantes) e que, em conversa interceptada com 'Léo Serrano', apontado como intermediário, respondeu 'Sim' à pergunta sobre os restaurantes do senador continuarem sendo pagos e escreveu 'Depois leva meu cartão para St. Barths'.
Ciro Nogueira (7 maio 2026): A defesa repudia qualquer ilação de ilicitude, diz que ele não participou de atividades ilícitas, coloca-se à disposição e critica medidas invasivas baseadas em mera troca de mensagens de terceiros.
Detalhes da evidência
- Fato
- 7 maio 2026
- Fonte
- Vorcaro tinha 'cartão liberado' para pagar despesas pessoais de Ciro — Metrópoles (Carinne Souza), 7 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Fonte única para o cartão (a Agência Brasil não o menciona). Datas e valores dos gastos não informados. Identidade de 'Léo Serrano' com Leonardo Serrano (UOL/Banda B) é provável, mas não confirmada nas fontes lidas. Cartão disponibilizado não é transferência de dinheiro. Documento da PF não examinado.
- Citados
- Ciro Nogueira, Daniel Vorcaro, Leonardo Serrano
- Estado
- Revisado
Em 03/03/2025, em mensagem descrita pela Folha e reproduzida pelo O Tempo, Hugo Motta pediu a Vorcaro quatro entradas no camarote para o desfile das campeãs do Carnaval do Rio (08/03); Vorcaro aceitou e pediu nome completo, CPF, e-mail e telefone de cada convidado.
Hugo Motta (29 set. 2026): Em nota geral sobre as mensagens, nega ilícito, favorecimento ou interesse indevido. Não há resposta específica sobre o camarote nas fontes lidas.
Detalhes da evidência
- Fato
- 3 mar. 2025
- Fonte
- Vorcaro e Motta trocaram mensagens com elogios, pedidos de camarote em festa e lembranças de viagem — O Tempo (Renato Alves), 29 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A matéria não diz se Motta compareceu, se usou as entradas nem quem as usou; pedido e aceite não equivalem a comparecimento. Não informa quem pagou o camarote nem valor. Motta afirma em nota geral que não há ilícito nos diálogos.
- Citados
- Hugo Motta, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo reportagem do UOL de 13/10/2026 (lida por republicação do Estadão Conteúdo), mensagens recuperadas pela PF indicariam que Vorcaro participava de uma estrutura de recrutamento de mulheres para festas privadas em São Paulo, Rio, Londres, Paris, Roma e Dubai, com agenciadores e organizadores, incluindo seleção de quem permanecia, negociação de valores e planejamento de eventos. A PF apura desde maio de 2026 possíveis crimes, entre eles tráfico internacional de pessoas.
Daniel Vorcaro (14 out. 2026): A defesa não quis se manifestar sobre a reportagem do UOL e não explicou o uso do GV-SP; nenhuma versão da defesa sobre a festa de 28/02/2025, as viagens ou os imóveis dos EUA foi localizada nas fontes lidas.
Felipe Nisti (13 out. 2026): Diz que Vorcaro demonstrou interesse na Allure, nega que a transação tenha avançado nos termos descritos e afirma que precisaria verificar origem e finalidade da transferência de R$ 500 mil.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2023 a 2025
- Fonte
- Mensagens apontam Vorcaro como sócio de rede de prostituição e recrutamento, diz portal — Notícias ao Minuto (conteúdo do Estadão Conteúdo), 14 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mensagens e inquérito não examinados; original do UOL não aberto. A própria matéria afirma que as declarações, por si só, não comprovam tráfico internacional de pessoas e que a investigação deve esclarecer recrutamento, deslocamento, permanência e eventual exploração. Prostituição entre adultos não é crime no Brasil; a exploração por terceiros pode ser. Nenhuma mensagem foi interpretada aqui como prova de idade, coerção ou condição profissional de qualquer mulher. Números de mulheres nas mensagens variam e não são aferidos. A defesa de Vorcaro não quis se manifestar; a matéria lida não informa se Serrano e Batista responderam.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Leonardo Serrano, Diogo Batista, Polícia Federal, Possível vítima (identidade protegida)
- Estado
- Revisado
Segundo o UOL (via Estadão Conteúdo), a SL Consulting, de Leonardo Serrano, emitiu 21 faturas entre abril de 2024 e março de 2025, somando cerca de US$ 70 milhões, enviadas à gestora Moriah Asset; e haveria menção à compra de 50% da Allure Eventos por R$ 1,5 milhão, com pagamento parcelado e comprovante de Pix no celular de Vorcaro. O dono da Allure, Felipe Nisti, diz que Vorcaro demonstrou interesse, nega que a transação tenha avançado nos termos descritos e que precisaria verificar origem e finalidade da transferência de R$ 500 mil.
Felipe Nisti (13 out. 2026): Diz que Vorcaro demonstrou interesse na Allure, nega que a transação tenha avançado nos termos descritos e afirma que precisaria verificar origem e finalidade da transferência de R$ 500 mil.
Detalhes da evidência
- Fato
- abr. 2024 a mar. 2025
- Fonte
- Mensagens apontam Vorcaro como sócio de rede de prostituição e recrutamento, diz portal — Notícias ao Minuto (conteúdo do Estadão Conteúdo), 14 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valor aproximado. Não se sabe a que serviços as faturas se referem (podem incluir logística de eventos como o de Londres); a ligação entre as faturas e festas privadas não está demonstrada nas fontes lidas. Não somar com outros valores desta frente. Documentos não examinados.
- Citados
- Leonardo Serrano, SL Consulting, Moriah Asset, Allure Eventos, Felipe Nisti, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo o Repórter Ceará (atribuindo ao UOL), a PF enviou ao STF em 15/10/2026 inquérito, sob sigilo, que apura a possível participação de Vorcaro no financiamento e estruturação de uma rede internacional de prostituição, com suspeita de tráfico internacional de pessoas; seriam investigados Vorcaro, Leonardo Serrano e Diogo Batista, este último com pagamentos mensais de R$ 120 mil, e Vorcaro teria investido R$ 4,3 milhões desde 2023, segundo mensagens analisadas.
Daniel Vorcaro (14 out. 2026): A defesa não quis se manifestar sobre a reportagem do UOL e não explicou o uso do GV-SP; nenhuma versão da defesa sobre a festa de 28/02/2025, as viagens ou os imóveis dos EUA foi localizada nas fontes lidas.
Detalhes da evidência
- Fato
- 15 out. 2026
- Fonte
- PF envia ao STF investigação sobre suspeita de tráfico internacional de pessoas envolvendo Daniel Vorcaro — Repórter Ceará (Redação), 16 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Republicação de reportagem do UOL; não é confirmação independente. Inquérito sigiloso, não examinado; relator específico não confirmado (a matéria cita o presidente do STF como destinatário). O R$ 4,3 milhões e os R$ 120 mil mensais são valores segundo mensagens, sem comprovação de pagamento. Não há denúncia nem decisão.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Leonardo Serrano, Diogo Batista, Polícia Federal, STF
- Estado
- Revisado
Relatório da PF sobre o celular de Vorcaro, entregue em 27/08/2026 a pedido do ministro André Mendonça (STF), teve o sigilo levantado e foi divulgado em 01/09/2026; a PF diz que a análise não é exaustiva (72 horas) e que parte das mensagens era de visualização única, o que impede reconstruir conversas inteiras.
Detalhes da evidência
- Fato
- 27 ago. 2026
- Fonte
- Saiba como a PF descobriu as mensagens de Vorcaro para Moraes — Poder360 (Rafael Barbosa), 1 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Número de páginas diverge entre fontes (218 no Poder360; 196 na Banda B). O relatório em si não foi examinado pelo projeto (o Poder360 publicou 'íntegras' em outra matéria, não aberta). O relatório reúne dados brutos de comunicação; não conclui culpa.
- Citados
- Polícia Federal, STF, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens do celular de Vorcaro reveladas pelo UOL, o Master negociou em novembro de 2024 um contrato publicitário de R$ 20 milhões com o Metrópoles; a então responsável por comunicação e marketing perguntou se o custo seria dividido entre empresas do grupo (Kovr e Will) e Vorcaro aprovou; o valor teria sido pago em 2025 em parcelas de R$ 5 milhões.
Lilian Tahan (15 out. 2026): A CEO do Metrópoles disse ao UOL que consultar a fonte antes de publicar, para saber se o texto reflete o que ela informou, é prática com empresários, políticos e magistrados; que o contrato de R$ 20 milhões não tinha vínculo editorial; que o portal cobriu as dificuldades financeiras das empresas de Vorcaro; que o diretor do BC Renato Gomes era relevante por sua posição na compra do Master pelo BRB; e que o dono do portal, Luiz Estevão, era crítico da operação e repassou análises a Cappelli. Segundo uma republicação, em outro veículo ela não se manifestou.
Detalhes da evidência
- Fato
- nov. 2024 a 2025
- Fonte
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens — Gazeta Mercantil (Carlos Menezes), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Todas as fontes listadas reproduzem o levantamento do UOL; não são confirmações independentes. O projeto não viu o contrato, notas fiscais nem extratos; 'valor negociado' e 'valor pago' vêm de mensagens. Publicidade contratada é atividade comercial lícita; a hipótese de irregularidade só existe se houver contrapartida editorial, o que a reportagem não demonstra. Brasil de Fato diz 'autorizado e quitado em 2025'; as demais dizem 'teria sido pago'.
- Confirmam
- Mensagens apontam que Vorcaro aprovava e alterava reportagens do site Metrópoles antes de publicação; Vorcaro mandou Metrópoles vetar Cappelli para evitar críticas à venda do Master ao BRB; Mensagens da PF indicam rede de influência de Daniel Vorcaro em sites por meio de patrocínios, investimentos e interferências editoriais
- Citados
- Banco Master, Metrópoles, Ana Matos, Daniel Vorcaro, Kovr, Will Bank
- Estado
- Revisado
Segundo levantamento do UOL, ao menos 14 textos do Metrópoles foram enviados a Vorcaro antes da publicação (2024-2025); 11 foram alterados depois de pedidos dele e duas reportagens foram produzidas e publicadas a pedido direto dele.
Lilian Tahan (15 out. 2026): A CEO do Metrópoles disse ao UOL que consultar a fonte antes de publicar, para saber se o texto reflete o que ela informou, é prática com empresários, políticos e magistrados; que o contrato de R$ 20 milhões não tinha vínculo editorial; que o portal cobriu as dificuldades financeiras das empresas de Vorcaro; que o diretor do BC Renato Gomes era relevante por sua posição na compra do Master pelo BRB; e que o dono do portal, Luiz Estevão, era crítico da operação e repassou análises a Cappelli. Segundo uma republicação, em outro veículo ela não se manifestou.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2024 a 2025
- Fonte
- Mensagens apontam que Vorcaro aprovava e alterava reportagens do site Metrópoles antes de publicação — Brasil de Fato (Kaique Dalapola (metadados)), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mesma origem (UOL). Os textos originais e editados não foram comparados pelo projeto; a própria Gazeta Mercantil afirma que seria preciso comparar versões. Consultar fonte antes de publicar é prática jornalística comum; a diferença entre correção factual e influência sobre pauta é o ponto em aberto.
- Confirmam
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens
- Citados
- Metrópoles, Daniel Vorcaro, Lilian Tahan
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens relatadas pelo UOL, em agosto de 2025 Vorcaro pediu à CEO do Metrópoles que desse 'uma freada' na cobertura de Ricardo Cappelli, pré-candidato ao governo do DF contrário à compra do Master pelo BRB, e ela respondeu 'Deixa comigo'.
Lilian Tahan (15 out. 2026): A CEO do Metrópoles disse ao UOL que consultar a fonte antes de publicar, para saber se o texto reflete o que ela informou, é prática com empresários, políticos e magistrados; que o contrato de R$ 20 milhões não tinha vínculo editorial; que o portal cobriu as dificuldades financeiras das empresas de Vorcaro; que o diretor do BC Renato Gomes era relevante por sua posição na compra do Master pelo BRB; e que o dono do portal, Luiz Estevão, era crítico da operação e repassou análises a Cappelli. Segundo uma republicação, em outro veículo ela não se manifestou.
Detalhes da evidência
- Fato
- ago. 2025
- Fonte
- Vorcaro mandou Metrópoles vetar Cappelli para evitar críticas à venda do Master ao BRB — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- As mensagens não mostram se a cobertura foi de fato reduzida. O título da fonte é mais forte do que o corpo.
- Confirmam
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens
- Citados
- Metrópoles, Daniel Vorcaro, Lilian Tahan, Ricardo Cappelli
- Estado
- Revisado
Segundo o Estadão, em 20/8/2025, após reportagem do Estadão sobre investigação da CVM envolvendo o Master, Vorcaro escreveu à CEO do Metrópoles que 'vamos entrar com criminal' contra o repórter Aguirre Talento; as fontes consultadas não registram que ação tenha sido proposta.
Detalhes da evidência
- Fato
- 20 ago. 2025
- Fonte
- Vorcaro ameaçou processar repórter do Estadão após reportagem sobre operações do Master — Farol da Bahia (Da Redação), 16 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Intenção manifestada em conversa privada; o texto não confirma ajuizamento. Reportagem original do Estadão não foi localizada. Não há resposta do Estadão na página.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Aguirre Talento, Lilian Tahan, Grupo Estado (O Estado de S. Paulo)
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens relatadas pelo UOL, em março de 2025 o ligado ao PlatôBR (Flávio Carneiro, da Foone) ofereceu a Vorcaro a prévia de reportagens; Vorcaro pediu mudanças em entrevista com o presidente do BRB, que foi alterada, e em agosto de 2025 pediu que o veículo evitasse cobertura sobre dois políticos e fizesse cobertura desfavorável a outro.
Flávio Carneiro (18 maio 2026): Carneiro negou que Vorcaro fosse sócio, direto ou indireto, da Foone ou dos veículos citados e admitiu que o Master fez aportes publicitários no Portal Léo Dias (resposta a O Globo, via Brasil 247). Segundo as republicações do UOL de outubro de 2026, ele não respondeu ao UOL sobre as mensagens do PlatôBR; PlatôBR e Brazil Journal disseram que cabia a ele comentar.
Detalhes da evidência
- Fato
- mar. 2025 a ago. 2025
- Fonte
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens — Gazeta Mercantil (Carlos Menezes), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mesma origem (UOL). Carneiro teria respondido nas mensagens que tentaria coordenar; a escala da cobertura resultante não foi demonstrada. Carneiro não respondeu ao UOL, segundo as republicações. Aqui o texto não registra valor pago ao veículo.
- Confirmam
- Mensagens da PF indicam rede de influência de Daniel Vorcaro em sites por meio de patrocínios, investimentos e interferências editoriais
- Citados
- PlatôBR, Foone Empreendimentos, Flávio Carneiro, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens relatadas pelo UOL, em fevereiro de 2024 Vorcaro pediu a retirada de uma referência a agronegócio em texto relacionado ao Master e Geraldo Samor teria confirmado a mudança; também pediu a retirada de uma referência à Voiter em reportagem sobre o Will Bank; e recebeu antecipadamente conteúdo sobre evento do Master em Londres com Tony Blair.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2024 a hoje
- Fonte
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens — Gazeta Mercantil (Carlos Menezes), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mesma origem (UOL). Samor não respondeu ao UOL, segundo as republicações. O brazil Journal também aparece como veículo em que Vorcaro 'já teria participação' segundo Miranda, o que é alegação separada.
- Confirmam
- Mensagens da PF indicam rede de influência de Daniel Vorcaro em sites por meio de patrocínios, investimentos e interferências editoriais
- Citados
- Brazil Journal, Geraldo Samor, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo o UOL, em 2024 Vorcaro pediu ao ligado à IstoÉ e IstoÉ Dinheiro (Antônio Carlos Freixo Júnior, 'Mineiro') uma capa sobre a farmacêutica Biomm, na qual investira, e queria rever antes da publicação a cobertura sobre três políticos; o UOL também aponta participação de Flávio Carneiro em investimento na IstoÉ.
Grupo Entre (18 maio 2026): O Grupo Entre, apontado como controlador da IstoÉ, negou interferência externa na gestão editorial e disse manter gestão independente (resposta a O Globo, via Brasil 247). Não há resposta dele sobre as mensagens do UOL de outubro nas fontes lidas.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2024
- Fonte
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens — Gazeta Mercantil (Carlos Menezes), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mesma origem (UOL). Gazeta Mercantil e JGB não trazem resposta da IstoÉ; o Grupo Entre (controlador da IstoÉ, segundo O Globo via Brasil 247) negou, em maio de 2026, interferência externa na gestão editorial. Valores não informados.
- Confirmam
- Mensagens da PF indicam rede de influência de Daniel Vorcaro em sites por meio de patrocínios, investimentos e interferências editoriais
- Citados
- IstoÉ e IstoÉ Dinheiro, Antônio Carlos Freixo Júnior, Daniel Vorcaro, Flávio Carneiro
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens relatadas pelo UOL, em dezembro de 2020 o então Banco Máxima adiantou R$ 300 mil à CartaCapital; em 2021 foi firmado patrocínio de cinco anos; em 2024 a publisher pediu adiantamento de receita publicitária; em agosto de 2023 houve conversa sobre Vorcaro entrar no capital da revista, sem concretização.
Manuela Carta (15 out. 2026): Segundo o Jornal Grande Bahia, a publisher reconheceu relação comercial com o banco e negou interferência editorial; segundo a Gazeta Mercantil, a CartaCapital não foi localizada pelo UOL. Fontes conflitam sobre se a resposta foi dada ao UOL; o texto da resposta não foi lido.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2020 a 2024
- Fonte
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens — Gazeta Mercantil (Carlos Menezes), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mesma origem (UOL). O projeto não viu o contrato de cinco anos. R$ 300 mil é 'adiantado' em mensagem, sem comprovante. A publisher reconhece vínculo comercial e nega interferência editorial (segundo o JGB). Gazeta Mercantil diz que a decisão sobre a publicação de uma reportagem teria sido submetida a Vorcaro, o que a CartaCapital nega.
- Confirmam
- Mensagens da PF indicam rede de influência de Daniel Vorcaro em sites por meio de patrocínios, investimentos e interferências editoriais
- Citados
- CartaCapital, Banco Master, Manuela Carta, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo a decisão que autorizou a prisão de Vorcaro (4/3/2026), descrita pelo Poder360, Vorcaro discutiu com Felipe Mourão pagamentos mensais para 'DCM e mais dois editores' a fim de evitar conteúdo negativo; segundo coluna de Malu Gaspar (O Globo, 5/3/2026), em outubro de 2024 Vorcaro propôs R$ 50 mil por mês e Mourão respondeu que pediam o dobro; em seguida Mourão escreveu 'Estão retirando'.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Diário do Centro do Mundo (DCM) (4 mar. 2026): O Diário do Centro do Mundo negou ter recebido recursos, pagamentos ou quaisquer benefícios das pessoas investigadas, disse que a decisão não o identifica nem à sua pessoa jurídica (NN&A Produções Artísticas Ltda.) e que publicou reportagens críticas a Vorcaro. Segundo o JGB, em outubro de 2026 o UOL aguardava resposta atualizada do veículo.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2024
- Fonte
- Vorcaro discutiu com 'Sicário' pagamentos mensais a site de esquerda — Poder360 (Redação Poder360), 5 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A sigla 'DCM' é interpretada pela imprensa como o Diário do Centro do Mundo; o próprio DCM diz que a decisão não o nomeia nem à sua pessoa jurídica. R$ 50 mil é valor PROPOSTO, em outro veículo (O Globo), não confirmado como pago. Mourão faleceu em março de 2026 e não pode responder. A Gazeta Mercantil cita ainda mensagem de 21/10/2024 em que Mourão diz que o DCM foi 'pago e fechado', também sem valor. Os pagamentos mensais de R$ 1 milhão de Vorcaro a Mourão citados na decisão (via Fabiano Zettel) são tratados em outras frentes e não se destinavam, pelo texto, ao DCM.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, Diário do Centro do Mundo (DCM)
- Estado
- Revisado
Segundo o UOL, em maio de 2025, após reportagem crítica, Vorcaro pediu a retirada imediata do texto e Mourão respondeu que ele foi apagado no mesmo dia; o valor, o número de pagamentos e a duração do suposto acordo com o DCM são desconhecidos.
Diário do Centro do Mundo (DCM) (4 mar. 2026): O Diário do Centro do Mundo negou ter recebido recursos, pagamentos ou quaisquer benefícios das pessoas investigadas, disse que a decisão não o identifica nem à sua pessoa jurídica (NN&A Produções Artísticas Ltda.) e que publicou reportagens críticas a Vorcaro. Segundo o JGB, em outubro de 2026 o UOL aguardava resposta atualizada do veículo.
Detalhes da evidência
- Fato
- maio 2025
- Fonte
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens — Gazeta Mercantil (Carlos Menezes), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mesma origem (UOL). O DCM, em nota de 5/3/2026, negou ter recebido recursos; o UOL aguardava resposta atualizada. Não foi verificado no site se o texto foi retirado.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, Diário do Centro do Mundo (DCM)
- Estado
- Revisado
Segundo capturas de tela de mensagens extraídas pela PF e publicadas pelo próprio Jornal de Brasília, em outubro de 2024 (sobre texto envolvendo relatório do TCU e a Caixa Asset) e em setembro de 2025 (coluna 'Do Alto da Torre') Vorcaro e Felipe Mourão trataram de derrubar do ar reportagens do jornal; no episódio de 2025 o jornal relata invasão detectada no mesmo dia e arquivo original corrompido depois.
Jornal de Brasília (1 out. 2026): O Jornal de Brasília publicou editorial repudiando tentativas de restringir a imprensa, afirmando que não é defesa corporativa e que seguirá publicando reportagens independentes.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2024 a set. 2025
- Fonte
- Vorcaro determinou a derrubada de matérias do Jornal de Brasília — Jornal de Brasília (Suzano Almeida, Olavo David), 1 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O jornal é parte interessada. A reportagem não relata contrato nem pagamento ligado ao jornal. A ligação entre a invasão e as mensagens é cronológica, não estabelecida. Mourão não pode mais responder.
- Citados
- Jornal de Brasília, Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão
- Estado
- Revisado
Segundo conversas relatadas pela Jovem Pan, Vorcaro pediu a Frederic Kachar (então diretor-geral de mídia impressa e rádio do Grupo Globo) que acompanhasse de perto o trabalho de Malu Gaspar e criticou análise do Valor Econômico; Kachar respondeu defendendo a autonomia da redação; o Grupo Globo informou em 15/10/2026 que o desligou depois de revisar conversas de out/2023 a jul/2025 que revelariam 'relação inadequada do executivo com um anunciante'.
Grupo Globo (15 out. 2026): O Grupo Globo informou que desligou Frederic Kachar depois de revisar conversas privadas de outubro de 2023 a julho de 2025 que revelariam relação inadequada do executivo com um anunciante, reafirmou a independência editorial e reconheceu 29 anos de serviço. Nas conversas relatadas, Kachar defende a autonomia da jornalista.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2023 a jul. 2025
- Fonte
- Vorcaro cobrou executivo da Globo sobre matérias do Caso Master — Jovem Pan (jpadmin), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A Jovem Pan não identifica quem obteve as conversas primeiro. A própria matéria diz que as conversas não provam retirada de textos nem censura. A nota da Globo é declaração da parte, reproduzida de segunda mão. Nada aqui documenta pagamento da Globo a Vorcaro ou o contrário.
- Citados
- Grupo Globo, Frederic Kachar, Daniel Vorcaro, Malu Gaspar, Valor Econômico
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens de 5/4/2025 extraídas do celular de Vorcaro e publicadas pelo Poder360, uma integrante não identificada da equipe de marketing do Master disse que 'o contrato está assinado por 12 meses' com a advogada e influenciadora Gabriela Prioli, que não quis contato direto com o banco e que o contrato foi fechado 'via uma agência' para não aparecer o nome do Master; Vorcaro elogiou e pediu sigilo.
Gabriela Prioli (16 out. 2026): Em vídeo publicado em 16/10/2026, Prioli chamou as informações de mentiras, disse nunca ter tido reunião, contato ou diálogo com o Master ou com Vorcaro, nunca ter celebrado contrato com o banco, empresas ligadas, Vorcaro ou qualquer agência que o representasse, não ter recebido pagamentos e que seus trabalhos têm nota fiscal; questionou a existência do contrato e dos pagamentos. Em abril de 2025 já negara ao Poder360 contrato direto. A reportagem não registra reação dela à mensagem sobre o vídeo de CDBs.
Detalhes da evidência
- Fato
- 5 abr. 2025
- Fonte
- Gabriela Prioli nega contrato com Master e comunicação com Vorcaro — Poder360 (Redação Poder360), 17 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A confirmação é do mesmo veículo (Poder360), em texto anterior. Não há valor, nome da agência, contrato, nota fiscal ou prova de pagamento na reportagem; ela própria diz que a agência 'pode ter intermediado'. A autoria das mensagens é atribuída a Ana Matos apenas pela Tribuna do Planalto (republicação); o Poder360 não identifica a pessoa e o projeto não registra o nome como autor das mensagens sobre Prioli. As mensagens dizem o que a equipe do banco relatou a Vorcaro, não o que Prioli aceitou. Prioli nega contrato, pagamento e contato.
- Confirmam
- Depois de defender Master, Gabriela Prioli sugere voto em Lula
- Citados
- Gabriela Prioli, Daniel Vorcaro, Banco Master
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens de 18/4/2025, Vorcaro sugeriu um vídeo de Prioli sobre CDBs com a tese de que, em caso de problema, tudo continua garantido pelo FGC; a integrante da equipe respondeu que falara com ela sobre a abordagem de desinformação e Vorcaro respondeu 'Sim'.
Gabriela Prioli (16 out. 2026): Em vídeo publicado em 16/10/2026, Prioli chamou as informações de mentiras, disse nunca ter tido reunião, contato ou diálogo com o Master ou com Vorcaro, nunca ter celebrado contrato com o banco, empresas ligadas, Vorcaro ou qualquer agência que o representasse, não ter recebido pagamentos e que seus trabalhos têm nota fiscal; questionou a existência do contrato e dos pagamentos. Em abril de 2025 já negara ao Poder360 contrato direto. A reportagem não registra reação dela à mensagem sobre o vídeo de CDBs.
Detalhes da evidência
- Fato
- 18 abr. 2025
- Fonte
- Gabriela Prioli nega contrato com Master e comunicação com Vorcaro — Poder360 (Redação Poder360), 17 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A Tribuna do Planalto afirma que em um vídeo ela disse que CDBs eram mais seguros pela garantia do FGC; o Poder360 não registra isso e o projeto não viu o vídeo: não tratar como fato. O vídeo público de abril de 2025 que o Poder360 descreve (cerca de 3 minutos) diz que questionar a confiabilidade do banco serviria para vendê-lo mais barato; não consta menção ao FGC na descrição. Uma sugestão de pauta em mensagem não demonstra conteúdo publicado nem pagamento. Prioli nega.
- Citados
- Gabriela Prioli, Daniel Vorcaro, Banco Master, FGC
- Estado
- Revisado
Segundo documentos da 10ª fase da Operação Compliance Zero (9/7/2026, autorizada por André Mendonça), a PF indica que Vorcaro ofereceu até R$ 2 milhões a influenciadores para atacar o Banco Central nas redes, no chamado 'Projeto DV', e teria intimidado os que recusaram; a PF atribui a coordenação ao publicitário Thiago Miranda (Miranda Comunicação/Mithi).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2025 a jan. 2026
- Fonte
- Vorcaro oferecia até R$ 2 mi a influenciadores para atacar o Banco Central, diz PF — InfoMoney (Caio César), 10 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese da PF, descrita por reportagens; decisão e relatório não examinados. As reportagens citadas se apoiam na mesma decisão: não são confirmações independentes. 'Até R$ 2 milhões' é teto de proposta/contrato (Seu Dinheiro diz 'por publicação'; InfoMoney e Gazeta do Povo dizem 'até', e Gazeta diz que 'ao menos um perfil teria recebido' R$ 2 milhões): conflito de redação entre fontes; não é valor pago demonstrado. Influenciadores não nomeados nessas fontes. A origem dos recursos ('fraudes investigadas no banco', para InfoMoney e Seu Dinheiro) é uma tese da PF não examinada.
- Confirmam
- De dossiê contra CEO do Itaú a influenciadores: os alvos de intimidação por Vorcaro e os pagamentos bilionários para promover o Banco Master; Vorcaro cooptou cerca de 50 influenciadores e planejou produzir filme sobre o caso Master
- Citados
- Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Banco Central, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Em depoimento à PF em 12/5/2026, Thiago Miranda, dono da Mithi, negou ter atuado em ataque coordenado às instituições, em especial o Banco Central; segundo a Gazeta do Povo, a versão é que Vorcaro queria melhorar sua imagem após a primeira prisão. Seu advogado, Rafael Martins, afirmou que o Projeto DV nunca teve o objetivo de atacar autoridades ou órgãos de Estado.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 12 maio 2026
- Fonte
- Publicitário dos influencers de Vorcaro presta depoimento à PF e nega ataque às instituições — Gazeta do Povo (Hermano Freitas), 12 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Versão da defesa/investigado. Não demonstra que o conteúdo publicado cumpriu a cláusula. A PF sustenta tese diferente (evid:f07-pf-projeto-dv-influenciadores-2mi).
- Confirmam
- 'Queria contar a verdade dele': o que Thiago Miranda disse à PF sobre Vorcaro e projeto com influenciadores
- Citados
- Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Há três versões publicadas para os R$ 3,5 milhões ligados a Thiago Miranda: (a) Folha via Brasil 247: valor pago pela Super Empreendimentos à Mithi/Miranda entre o fim de dezembro de 2025 e o início de janeiro de 2026; (b) Metrópoles, relatando o depoimento: valor pago por Vorcaro, por meio de empresa chamada Super, por 10% do portal LeoDias, com o projeto durando cerca de 20 dias e sendo pago com o dinheiro dessa venda; (c) Gazeta do Povo: pagamento de R$ 3,5 milhões pelos serviços de recuperação de imagem, dos quais, segundo Miranda, só o primeiro mês foi pago. Brasil 247 (O Globo) acrescenta que o plano previa R$ 3,5 milhões MENSAIS a influenciadores.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2025 a jan. 2026
- Fonte
- 'Queria contar a verdade dele': o que Thiago Miranda disse à PF sobre Vorcaro e projeto com influenciadores — Metrópoles (Isadora Teixeira), 12 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Conflito de fontes registrado, não resolvido. N3 News diz que o valor não é especificado como mensal ou total. Nenhum dos documentos foi examinado.
- Confirmam
- Ataque ao Banco Central contratado por Vorcaro seguiu estratégia de agência e teve contratos milionários; Publicitário dos influencers de Vorcaro presta depoimento à PF e nega ataque às instituições; Agência que aproximou Vorcaro e Flávio fez campanha contra BC (Vorcaro e o projeto de R$ 3,5 mi contra o BC); Publicitário confirma que Vorcaro tentou montar conglomerado de mídia para se proteger
- Citados
- Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Super Empreendimentos, Portal LeoDias (Grupo Léo Dias), Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo a decisão de Mendonça descrita pelo Seu Dinheiro, o trabalho de Miranda incluiu a elaboração, a pedido de Vorcaro, de um dossiê sobre o presidente-executivo do Itaú Unibanco e o levantamento de informações profissionais, pessoais e financeiras da jornalista Malu Gaspar (O Globo) para tentar desacreditá-la.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025 a 2026
- Fonte
- De dossiê contra CEO do Itaú a influenciadores: os alvos de intimidação por Vorcaro e os pagamentos bilionários para promover o Banco Master — Seu Dinheiro (Dani Alvarenga), 10 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese da PF em decisão não examinada. A defesa de Miranda nega ilegalidade. Malu Gaspar e o Itaú não têm manifestação nas reportagens lidas. Possível violação de dado sigiloso é tratada na frente de justiça.
- Confirmam
- Vorcaro oferecia até R$ 2 mi a influenciadores para atacar o Banco Central, diz PF
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Malu Gaspar, Milton Maluhy Filho
- Estado
- Revisado
Segundo a PF, conforme o InfoMoney, Vorcaro cogitou contratar a jornalista Malu Gaspar (O Globo) com salário de R$ 120 mil mais bônus contratual para impedir novas reportagens sobre o Master.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025 a 2026
- Fonte
- Vorcaro oferecia até R$ 2 mi a influenciadores para atacar o Banco Central, diz PF — InfoMoney (Caio César), 10 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valor apenas COGITADO. Nada indica que a jornalista foi procurada, aceitou ou recebeu; ela é descrita como alvo de tentativa de coação. Documento da PF não examinado. Manifestação dela não consta.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Malu Gaspar, Thiago Miranda
- Estado
- Revisado
Segundo Thiago Miranda (via O Globo e Brasil 247), Flávio Carneiro, que ele aponta como representante de Vorcaro, comprou 17% do Portal Léo Dias por R$ 10 milhões em julho de 2024 e, depois, o portal passou a receber cerca de R$ 1,2 milhão por mês de publicidade do Master; Carneiro nega que Vorcaro fosse sócio da Foone ou dos veículos e admite aportes publicitários do Master no portal.
Flávio Carneiro (18 maio 2026): Carneiro negou que Vorcaro fosse sócio, direto ou indireto, da Foone ou dos veículos citados e admitiu que o Master fez aportes publicitários no Portal Léo Dias (resposta a O Globo, via Brasil 247). Segundo as republicações do UOL de outubro de 2026, ele não respondeu ao UOL sobre as mensagens do PlatôBR; PlatôBR e Brazil Journal disseram que cabia a ele comentar.
Detalhes da evidência
- Fato
- jul. 2024 a hoje
- Fonte
- Publicitário confirma que Vorcaro tentou montar conglomerado de mídia para se proteger — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 18 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação de Miranda; a reportagem diz não verificar a participação de Vorcaro nem a autenticidade dos contratos. Outras versões dão Vorcaro 70%, Léo Dias 20%, Miranda 10% (N3 News) ou Vorcaro comprando 10% por R$ 3,5 milhões (Metrópoles): conflito. Registro societário não consultado. 'Cerca de R$ 1,2 milhão por mês' é alegação, não contrato visto.
- Citados
- Thiago Miranda, Flávio Carneiro, Portal LeoDias (Grupo Léo Dias), Foone Empreendimentos, Banco Master, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Thiago Miranda afirmou (via O Globo e Brasil 247) que Vorcaro tentou montar um grupo de mídia para ampliar influência e se proteger antes da liquidação, dizendo ter participação na IstoÉ e no Brazil Journal e investindo em veículos digitais, influenciadores e operações de mídia por meio de aliados; segundo ele, esses veículos não cobriram a prisão de Vorcaro nem a liquidação.
Flávio Carneiro (18 maio 2026): Carneiro negou que Vorcaro fosse sócio, direto ou indireto, da Foone ou dos veículos citados e admitiu que o Master fez aportes publicitários no Portal Léo Dias (resposta a O Globo, via Brasil 247). Segundo as republicações do UOL de outubro de 2026, ele não respondeu ao UOL sobre as mensagens do PlatôBR; PlatôBR e Brazil Journal disseram que cabia a ele comentar.
Grupo Entre (18 maio 2026): O Grupo Entre, apontado como controlador da IstoÉ, negou interferência externa na gestão editorial e disse manter gestão independente (resposta a O Globo, via Brasil 247). Não há resposta dele sobre as mensagens do UOL de outubro nas fontes lidas.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2024 a nov. 2025
- Fonte
- Publicitário confirma que Vorcaro tentou montar conglomerado de mídia para se proteger — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 18 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação de uma parte com interesse próprio no inquérito. A afirmação de que os veículos não cobriram a prisão não foi verificada pelo projeto. Sem registro societário de participação de Vorcaro.
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, IstoÉ e IstoÉ Dinheiro, Brazil Journal, Portal LeoDias (Grupo Léo Dias), PlatôBR
- Estado
- Revisado
Segundo o Intercept Brasil (via Brasil 247), Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Vorcaro um financiamento de cerca de US$ 24 milhões (R$ 134 milhões à época) para o filme Dark Horse, e ao menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) teriam sido pagos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025, pela Entre Investimentos e Participações ao fundo Havengate Development Fund LP; a reportagem não classifica o aporte como patrocínio, empréstimo, investimento ou doação.
Flávio Bolsonaro (16 out. 2026): Ao Intercept, perguntado sobre o financiamento, Flávio Bolsonaro respondeu que era mentira e saiu. Em entrevistas posteriores, segundo coluna de Mônica Bergamo da Folha citada pelo Brasil 247, disse que o dinheiro veio de patrocínio negociado em acordo privado com Vorcaro; seu gabinete diz que ele apenas negociou o patrocínio, não participou dos pagamentos e não foi informado de como as transferências foram feitas. Nenhum contrato foi apresentado, segundo a reportagem.
Liquidação extrajudicial do Banco Master (liquidante) (out. 2026): O liquidante (Eduardo Bianchini) respondeu à Câmara que não encontrou registros de operações da instituição para financiar ou patrocinar o filme nem documentos sobre relações com o fundo Havengate ligadas ao filme.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025 a nov. 2025
- Fonte
- Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, diz Intercept — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 14 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Reportagem original do Intercept (mensagens, áudios, comprovantes) não examinada. Conversões em reais são aproximadas. Origem dos recursos não esclarecida. O liquidante do Master não encontrou registros de financiamento ou patrocínio do filme pelo banco (evid:f07-darkhorse-liquidante-sem-registros). Flávio Bolsonaro, citado por Miranda como interlocutor do patrocínio, tem versões descritas abaixo. O assunto cruza a frente de pagamentos; fica aqui por ter sido chamado de 'patrocínio' por Miranda e pelo próprio senador.
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro), Thiago Miranda, Fabiano Zettel
- Estado
- Revisado
Segundo a decisão de Mendonça descrita pelo Poder360, uma minuta de contrato para a produção de documentário audiovisual provisoriamente intitulado 'Caso Banco Master', em que Thiago Miranda e Vorcaro teriam assumido o compromisso de dar entrevistas e fornecer acesso a documentos e dados, foi encontrada em buscas de 9/7/2026 e teria sido 'supostamente celebrada' em 31/3/2026 na Superintendência da PF em Brasília.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 31 mar. 2026
- Fonte
- Vorcaro teria assinado produção de documentário enquanto estava preso — Poder360 (Redação Poder360), 11 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Trata-se de minuta; a matéria diz que foi 'supostamente celebrado', sem confirmar execução. Sem valores. Mendonça afirmou que produzir obra audiovisual não é, por si só, prática criminosa; são as circunstâncias e a abrangência do conteúdo que lhe dão contornos penais. Gazeta do Povo e Poder360 se baseiam no mesmo material da PF. Sem manifestação de Vorcaro e Miranda sobre esse documento.
- Confirmam
- Vorcaro cooptou cerca de 50 influenciadores e planejou produzir filme sobre o caso Master
- Citados
- Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Segundo o Poder360, a partir de conversas de outubro de 2024 entre Luciano Huck e Vorcaro, o Will Bank patrocinou o programa Domingão com Huck, da TV Globo, com contrato fechado em dezembro de 2024; em 28/10/2025 Huck citou em mensagem investimento de R$ 83 milhões do banco e outros R$ 26 milhões do que chamou de 'contrato pessoal'.
Luciano Huck (30 set. 2026): A assessoria de Huck disse que a interação foi em torno da captação e da gestão do patrocínio do Will Bank, que não houve sociedade, que o acordo teve contrato assinado, notas emitidas, impostos recolhidos e serviços prestados, e que os contratos de imagem e publicidade foram rescindidos antes da intervenção do BC no Will Bank.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2024 a out. 2025
- Fonte
- Leia as mensagens entre Luciano Huck e Daniel Vorcaro — Poder360 (Redação Poder360), 30 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valores aparecem em mensagem, sem contrato, notas fiscais ou extratos; a reportagem não diz que os R$ 83 milhões foram destinados à mídia da Globo. A natureza dos R$ 26 milhões ('contrato pessoal') e quem foi o destinatário não são esclarecidos, e não se deve atribuí-los a Huck como pessoa. A assessoria de Huck diz que a interação foi sobre captação e gestão do patrocínio, que houve contrato assinado, notas emitidas, impostos recolhidos e serviços prestados, que não houve sociedade e que os contratos de imagem e publicidade foram rescindidos antes da intervenção do BC. O Poder360 avalia que não há relação imprópria ou ilegal nos diálogos. Datas das mensagens de 'dezembro' são do contrato, não necessariamente das conversas.
- Citados
- Will Bank, Grupo Globo, Luciano Huck, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
O 1º Summit Valor Econômico Brasil-EUA, realizado em 15/5/2024 em Nova York e organizado pelo Valor Econômico (Editora Globo), foi 'apresentado por Banco Master' segundo a página institucional do Grupo Globo citada pela Revista Fórum; Vorcaro abriu a programação, e Gulf e JBS aparecem como patrocinadoras master.
Detalhes da evidência
- Fato
- 15 maio 2024
- Fonte
- Globo promoveu Daniel Vorcaro em encontro em Nova York organizado pelo jornal Valor — Revista Fórum (Diego Feijó de Abreu), 11 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O projeto não abriu a página da Globo. Sem valor: a estimativa de 'não menos de R$ 10 milhões' da coluna de opinião de Magnavita vem de especialistas anônimos e NÃO é registrada como valor. A coluna também cita agradecimento a patrocinadores por executivo da Globo, a partir de legenda de vídeo. Patrocínio de evento não implica pagamento ao palestrante nem contrapartida editorial. O Globo/Valor não têm resposta nas fontes lidas. Segundo a Revista Fórum, o Master também patrocinou o Camarote Quem/O Globo em 2022 e 2023 (sem valor).
- Confirmam
- Coluna Magnavita: Vorcaro foi estrela de evento do Grupo Globo bancado pelo Banco Master em Nova Iorque
- Citados
- Banco Master, Valor Econômico, Grupo Globo, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo o Estadão, vorcaro falou no 1º Fórum Internacional Esfera, em Paris, em outubro de 2023; o jornal não confirma patrocínio do Master e o Esfera não quis informar.
Fórum Esfera (14 dez. 2025): O Esfera disse ser apartidário e independente, não divulgar investimentos por compliance e escolher palestrantes por relevância.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2023
- Fonte
- Banco Master bancou eventos com 4 ministros do STF, Gonet e Messias — Brasilagro (republicação do Estadão), 15 dez. 2025
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Patrocínio NÃO confirmado. Esfera disse que é apartidário e independente e que não divulga investimentos por compliance.
- Citados
- Fórum Esfera, Daniel Vorcaro, Banco Master
- Estado
- Revisado
Segundo o Estadão, o Master foi patrocinador do 2º Fórum Esfera Internacional, em Roma, em outubro de 2024, e Vorcaro participou de painel; compareceram ministros do STF.
Fórum Esfera (14 dez. 2025): O Esfera disse ser apartidário e independente, não divulgar investimentos por compliance e escolher palestrantes por relevância.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2024
- Fonte
- Banco Master bancou eventos com 4 ministros do STF, Gonet e Messias — Brasilagro (republicação do Estadão), 15 dez. 2025
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Original não aberto; valor não informado. Esfera não divulga seus investidores.
- Citados
- Banco Master, Fórum Esfera, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo o Estadão (via Times Brasil), um evento jurídico em Londres previsto para agosto de 2025, com o Master como patrocinador, foi cancelado depois que, em 30-31/7/2025, os EUA anunciaram sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes; mensagens mostram a responsável pelo marketing do Master discutindo adiamento e sugerindo manter só o Grupo Voto e o escritório de Walfrido Warde como organizadores, e Vorcaro pedindo que o nome dele fosse retirado.
Alexandre de Moraes (16 out. 2026): Segundo o Times Brasil, Moraes nega trocar mensagens com o banqueiro e diz ser alvo de acusações falsas. Não há resposta de Viviane Barci, de Vorcaro ou dos organizadores sobre o evento.
Detalhes da evidência
- Fato
- ago. 2025
- Fonte
- Após Lei Magnitsky, equipe de Vorcaro avaliou adiar evento com Moraes em Londres; Banco Master era patrocinador do encontro — Times Brasil (Vinícius Marques), 16 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Original do Estadão não aberto. A matéria diz que a responsável trabalhou o programa com a advogada Viviane Barci de Moraes, que Moraes nega trocar mensagens com o banqueiro e que há contratos do banco com o escritório dela (frente de pagamentos). Participação de uma autoridade em programação de evento não é benefício pessoal.
- Citados
- Banco Master, Grupo Voto, Walfrido Warde, Ana Matos, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A reportagem da Gazeta do Povo de 27/4/2026 sobre o Fórum de Lisboa ('Gilmarpalooza') não documenta patrocínio direto do Master ao fórum; trata de despesas de autoridades em agendas paralelas, atribuídas a Vorcaro com o verbo 'teria' (cerca de R$ 60 milhões em 2024 com passagens, hotéis e festas em Londres e Lisboa).
Detalhes da evidência
- Fato
- 2024
- Fonte
- Por que o 'Gilmarpalooza' gera polêmica em meio ao escândalo do Banco Master — Gazeta do Povo (Gazeta do Povo Lab, Wesley Oliveira), 27 abr. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valor não confirmado no texto. Tratado pela frente de benefícios pessoais. O IDP não é mencionado na matéria. Nada aqui comprova patrocínio ao Fórum de Lisboa.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Banco Master
- Estado
- Revisado
Segundo relatório da PF de 218 páginas (descrito pelo Poder360), em 12/5/2024 Vorcaro pediu à responsável de marketing do Master que providenciasse ingressos para um dos filhos de Alexandre de Moraes para jogo Atlético-MG x Grêmio na Arena MRV, ela respondeu que faria isso, e a PF classifica o pedido como 'convites'; o relatório não informa quem pagou nem valores.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Barci de Moraes Sociedade de Advogados (1 set. 2026): O escritório onde trabalham os filhos do ministro disse que os convites se referiam a evento solidário na Arena MRV e que jamais foram solicitados ou recebidos por nenhum deles. O ministro, a defesa de Vorcaro e Ana Matos não responderam até a publicação.
Detalhes da evidência
- Fato
- 12 maio 2024
- Fonte
- Vorcaro deu ingressos VIP para filhos de Moraes em jogo do Atlético-MG — Poder360 (Redação Poder360), 1 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O título fala em 'deu ingressos VIP'; o corpo descreve pedido e resposta, sem comprovar entrega. O escritório Barci de Moraes diz que os convites se referiam a evento solidário na Arena MRV e que 'jamais foram solicitados ou recebidos' por nenhum dos filhos. O ministro, Vorcaro e Matos não responderam até a publicação. Familiar adulto de autoridade não é a autoridade; nenhum nome de filho foi registrado. Relatório da PF não examinado.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Ana Matos, Banco Master, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens reveladas pelo Poder360 e relatadas pela Revista Oeste, em 1º/11/2024 Vorcaro autorizou ('Pode fazer') um camarote para um dos filhos de Arthur Lira, a pedido do pai de Vorcaro, segundo mensagens com Fabiano Zettel; as mensagens não citam a Fórmula 1 (a associação com o GP de São Paulo é da assessoria de Lira, pela data) nem confirmam o uso.
Arthur Lira (12 out. 2026): A assessoria de Lira negou que ele, seus filhos, o pai de Vorcaro ou Fabiano Zettel tenham solicitado ingressos ou benefício a Vorcaro e disse que Lira não pode responder por mensagens de terceiros.
Detalhes da evidência
- Fato
- 1 nov. 2024
- Fonte
- Vorcaro autorizou camarote para filho de Arthur Lira, mostram mensagens — Revista Oeste (Letícia Alves), 12 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Republicação (Oeste) de reportagem do Poder360 não aberta. A assessoria de Lira nega que ele, os filhos, o pai de Vorcaro ou Zettel tenham solicitado ingressos ou qualquer benefício, e diz que Lira não responde por mensagens de terceiros. Camarote concedido a familiar de político não é benefício ao político sem evidência adicional.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Arthur Lira
- Estado
- Revisado
Segundo a Folha (coluna de Mônica Bergamo), confirmada pela CNN Brasil, em outubro de 2024 o então diretor jurídico do Master, Luiz Rennó, escreveu a Vorcaro ‘vencemos Alcídia’ após decisão do STF sobre o setor sucroalcooleiro e, em seguida, enviou um print com o contato de Kevin Marques acompanhado de ‘Dominado aqui’. A Bahia Notícias, reproduzindo a Folha, data a primeira mensagem de 01/10/2024.
Kevin de Carvalho Marques (15 set. 2026): A assessoria de Kevin diz que ele não prestou serviços ao Master nem recebeu dinheiro de Vorcaro; confirma ter recebido R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos na área tributária administrativa, sem relação com o STF.
Kassio Nunes Marques (15 set. 2026): Na sessão do plenário do STF de 15/09/2026, ao declarar impedimento por presidir o TSE, o ministro disse que nunca julgou processo relacionado ao Master, que o filho nunca prestou serviço ao banco nem foi remunerado por ele, que não há registro de mensagem sua a Vorcaro e que atribui a ‘absoluta isenção’ aos votos que proferiu; o subtítulo do Poder360 diz que ele citou a quebra do próprio sigilo bancário, mas o texto lido não detalha a fala. Pedidos de que se abra investigação sobre ele (PT, 12/10) seguem sem resposta localizada.
Detalhes da evidência
- Fato
- 1 out. 2024
- Fonte
- Diálogos de Vorcaro citam suposta mesada de R$ 500 mil para filho de Nunes — CNN Brasil (Gustavo Uribe, Matheus Teixeira, Tainá Falcão, Teo Cury), 15 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “vencemos Alcídia”
- Limites
- Mensagem descrita por reportagem; a íntegra não foi examinada pelo projeto e a coluna da Folha não foi aberta. A grafia varia: CNN ‘vencemos Alcídia’, Correio da Manhã e as peças de Vieira e do PT: ‘ganhamos Alcídia’; Bahia Notícias e Brasil 247 não reproduzem essa frase. Não se sabe o que ‘Dominado aqui’ significa: o ICL Notícias registra que a PF não estabeleceu o sentido. O envio do contato de Kevin não demonstra que ele tenha atuado para o Master. Bahia Notícias e Brasil 247 republicam a Folha e não são confirmações independentes.
- Confirmam
- Mensagens de Vorcaro citam pagamento de R$ 500 mil a filho de Kassio Nunes Marques; Mensagens de Vorcaro associam filho de Nunes Marques a valor de R$ 500 mil mensais
- Citados
- Luiz Rennó, Daniel Vorcaro, Kevin de Carvalho Marques, Kassio Nunes Marques, Destilaria Alcídia S/A, Banco Master
- Estado
- Revisado
Segundo a Folha reproduzida pela Bahia Notícias e pela CNN, em 04/07/2025 Rennó reenviou a Vorcaro o print com o contato de Kevin Marques e escreveu ‘Esse aqui _ 500 mil mês - mantém?’, seguido de ‘Então esse aqui já era, né?’; Vorcaro respondeu apenas com risadas.
Kevin de Carvalho Marques (15 set. 2026): A assessoria de Kevin diz que ele não prestou serviços ao Master nem recebeu dinheiro de Vorcaro; confirma ter recebido R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos na área tributária administrativa, sem relação com o STF.
Kassio Nunes Marques (15 set. 2026): Na sessão do plenário do STF de 15/09/2026, ao declarar impedimento por presidir o TSE, o ministro disse que nunca julgou processo relacionado ao Master, que o filho nunca prestou serviço ao banco nem foi remunerado por ele, que não há registro de mensagem sua a Vorcaro e que atribui a ‘absoluta isenção’ aos votos que proferiu; o subtítulo do Poder360 diz que ele citou a quebra do próprio sigilo bancário, mas o texto lido não detalha a fala. Pedidos de que se abra investigação sobre ele (PT, 12/10) seguem sem resposta localizada.
Detalhes da evidência
- Fato
- 4 jul. 2025
- Fonte
- Mensagens de Vorcaro citam pagamento de R$ 500 mil a filho de Kassio Nunes Marques — Bahia Notícias, 15 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A mensagem cita o valor de R$ 500 mil por mês e pergunta se será ‘mantido’; não demonstra que algum pagamento de R$ 500 mil tenha sido feito, a quem, por quem ou por quê. A CNN trata a mesada como ‘suposta’ e a CNN (blog de Julliana Lopes) diz que os registros não comprovam pagamento. Não se sabe a quem se refere o ‘esse aqui’ além do contato do print. Brasil 247 e Bahia Notícias repetem a Folha.
- Confirmam
- Diálogos de Vorcaro citam suposta mesada de R$ 500 mil para filho de Nunes; Diálogos no celular de Vorcaro citam filho de Nunes Marques e repasse mensal de R$ 500 mil
- Citados
- Luiz Rennó, Daniel Vorcaro, Kevin de Carvalho Marques
- Estado
- Revisado
Segundo a Folha reproduzida pela Bahia Notícias, em 08/08/2025 Rennó escreveu a Vorcaro que entre os ‘pagamentos essenciais’ estava faltando a Consult e, ao reenviar o print com o contato de Kevin Marques, escreveu ‘Aqui. Esse aí. Único ‘meu’ que faltou’.
Kevin de Carvalho Marques (15 set. 2026): A assessoria de Kevin diz que ele não prestou serviços ao Master nem recebeu dinheiro de Vorcaro; confirma ter recebido R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos na área tributária administrativa, sem relação com o STF.
Consult Inteligência Tributária (19 mar. 2026): A Consult diz atuar desde 2004 com outro CNPJ, ter aberto o atual em 2022 para atender Sul e Sudeste e ter mais de 300 clientes; que prestou ao Master e à JBS serviços de auditoria e consultoria tributária, desenvolvimento e implantação de sistemas e migração de dados; e que o pagamento de cerca de R$ 281 mil ao escritório de Kevin foi remuneração por serviços técnicos e de assessoria jurídica prestados em 2024 e 2025.
Detalhes da evidência
- Fato
- 8 ago. 2025
- Fonte
- Mensagens de Vorcaro citam pagamento de R$ 500 mil a filho de Kassio Nunes Marques — Bahia Notícias, 15 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A mensagem liga a Consult à lista de ‘pagamentos essenciais’ do grupo, mas não diz o valor, a data de pagamento nem a finalidade, e não demonstra que o dinheiro tenha chegado a Kevin ou ao ministro. O Correio da Manhã diz que a mensagem menciona que um pagamento ‘foi feito’, sem valor nem data; as demais fontes dizem ‘faltava’. Brasil 247 e Bahia Notícias repetem a Folha.
- Confirmam
- Diálogos de Vorcaro citam suposta mesada de R$ 500 mil para filho de Nunes; Diálogos no celular de Vorcaro citam filho de Nunes Marques e repasse mensal de R$ 500 mil
- Citados
- Luiz Rennó, Daniel Vorcaro, Kevin de Carvalho Marques, Consult Inteligência Tributária
- Estado
- Revisado
Mensagens do celular de Vorcaro citam o desembargador Newton Ramos e a advogada Camilla Ramos como ‘turma do KN’; a CNN diz que ‘KN’ seria uma referência ao ministro Kassio Nunes Marques e que ‘turma’ seria Newton e Camilla; o Metrópoles registra que PF e investigadores tomam KN por Kassio Nunes Marques, amigo do casal.
Kassio Nunes Marques (21 set. 2026): À CNN e ao Metrópoles, o ministro classificou a divulgação como tentativa de criar narrativa para incriminá-lo; disse nunca ter autorizado ninguém a falar em seu nome, nunca ter trocado mensagens com Vorcaro, nunca ter votado a favor dele ou do Master e que o processo que julgou no STF não se relaciona às ações de precatórios do STJ. Sobre o Alcídia, a assessoria afirma que o impedimento fora registrado porque ele analisara o caso como vice-presidente do TRF-1, que depois concluiu não haver impedimento técnico e que as mensagens celebravam tese ampla, não caso do Master. Na peça de Vieira, a assessoria repete que não havia impedimento e que o processo tratava de tese de alcance amplo. Classificou como irresponsável relacionar sua atuação aos serviços prestados pelo filho ou por terceiros.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025
- Fonte
- 'Turma do KN' negociou contrato de R$ 427 mi com Master, apontam mensagens — CNN Brasil (Gustavo Uribe, Janaína Camelo), 21 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A identificação de ‘KN’ como o ministro é leitura da PF/imprensa sobre mensagens; o ministro diz nunca ter trocado mensagens com Vorcaro nem autorizado ninguém a falar em seu nome e classificou a divulgação como ‘tentativa de criar narrativa para incriminá-lo’. ‘Turma do KN’ é expressão das mensagens, não classificação jurídica nem do projeto. Itatiaia republica a CNN.
- Confirmam
- Vorcaro reservou mansão de R$ 250 milhões para ministro 'KN' no Carnaval
- Citados
- Newton Ramos, Camilla Ramos, Kassio Nunes Marques, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo a CNN, em junho de 2025 Camilla Ramos comemorou a Vorcaro uma ‘vitória’ em ação na Segunda Turma do STF, com a frase ‘Um excelente voto do Min. Nunes Marques’; o Metrópoles registra que ela escreveu que o voto fazia ‘a distinção dos casos’ sobre critérios de indenização.
Kassio Nunes Marques (21 set. 2026): À CNN e ao Metrópoles, o ministro classificou a divulgação como tentativa de criar narrativa para incriminá-lo; disse nunca ter autorizado ninguém a falar em seu nome, nunca ter trocado mensagens com Vorcaro, nunca ter votado a favor dele ou do Master e que o processo que julgou no STF não se relaciona às ações de precatórios do STJ. Sobre o Alcídia, a assessoria afirma que o impedimento fora registrado porque ele analisara o caso como vice-presidente do TRF-1, que depois concluiu não haver impedimento técnico e que as mensagens celebravam tese ampla, não caso do Master. Na peça de Vieira, a assessoria repete que não havia impedimento e que o processo tratava de tese de alcance amplo. Classificou como irresponsável relacionar sua atuação aos serviços prestados pelo filho ou por terceiros.
Detalhes da evidência
- Fato
- jun. 2025
- Fonte
- 'Turma do KN' negociou contrato de R$ 427 mi com Master, apontam mensagens — CNN Brasil (Gustavo Uribe, Janaína Camelo), 21 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Um excelente voto do Min. Nunes Marques”
- Limites
- Mensagem descrita por reportagem. Celebrar publicamente o voto de um ministro não demonstra combinação com ele. Nunes Marques diz que as mensagens celebravam tese ampla, não caso do Master. A Metrópoles não data a mensagem; a CNN data junho de 2025.
- Confirmam
- R$ 427 milhões: o contrato da 'Turma do KN' para destravar precatórios de Vorcaro
- Citados
- Camilla Ramos, Daniel Vorcaro, Kassio Nunes Marques, Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal
- Estado
- Revisado
Segundo a CNN e a Metrópoles, mensagens indicam que o desembargador Newton Ramos repassou a Vorcaro pedidos atribuídos ao ministro: em fevereiro de 2025, Leonardo Serrano Giunchetti escreveu a Vorcaro que a 'turma do KN/Newton' mandou seis nomes para a lista do camarote e perguntou se podia encaminhar a lista; em maio de 2025, uma interlocutora identificada como 'Ana Matos Mkt' disse a Vorcaro ter recebido pedido de Newton e encaminhou a mensagem 'Ministro Kassio me pediu para ver se vocês conseguem para ele uma tarifa promocional para o Fasano. Só uma diária'; a Metrópoles e o Brasil de Fato atribuem a Vorcaro a autorização 'Pode botar na minha conta'.
Newton Ramos (24 set. 2026): Em nota, Newton Ramos diz que mantinha relação pessoal com Vorcaro antes dos fatos investigados; que a consulta a Vorcaro sobre imóveis e transportes decorreu da participação societária deste na Prime You, em situação privada sem vínculo com funções públicas; que nunca julgou causa de interesse do Master e se considera impedido em processos de familiares; e que considera regular a correição do CNJ, confiando na Corregedoria e colocando-se à disposição. Não respondeu à Metrópoles sobre a casa do Joá.
Kassio Nunes Marques (21 set. 2026): À CNN e ao Metrópoles, o ministro classificou a divulgação como tentativa de criar narrativa para incriminá-lo; disse nunca ter autorizado ninguém a falar em seu nome, nunca ter trocado mensagens com Vorcaro, nunca ter votado a favor dele ou do Master e que o processo que julgou no STF não se relaciona às ações de precatórios do STJ. Sobre o Alcídia, a assessoria afirma que o impedimento fora registrado porque ele analisara o caso como vice-presidente do TRF-1, que depois concluiu não haver impedimento técnico e que as mensagens celebravam tese ampla, não caso do Master. Na peça de Vieira, a assessoria repete que não havia impedimento e que o processo tratava de tese de alcance amplo. Classificou como irresponsável relacionar sua atuação aos serviços prestados pelo filho ou por terceiros.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025 a maio 2025
- Fonte
- 'Turma do KN' negociou contrato de R$ 427 mi com Master, apontam mensagens — CNN Brasil (Gustavo Uribe, Janaína Camelo), 21 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Pedido relatado não é pedido feito pelo ministro: a atribuição vem de terceiros nas mensagens. Não há valor da diária nem prova de que a hospedagem ocorreu ou foi paga por Vorcaro; ‘Pode botar na minha conta’ é autorização relatada. Newton diz que a consulta a Vorcaro sobre imóveis e transportes decorreu da participação societária deste na Prime You, em situação privada sem vínculo com funções públicas. Brasil de Fato fala em reserva ‘de sexta a sábado’; não confirmado em outra fonte. Brasil de Fato republica o Metrópoles.
- Confirmam
- R$ 427 milhões: o contrato da 'Turma do KN' para destravar precatórios de Vorcaro; Diária no Fasano, jatinho, mansão no Carnaval: escritório de advocacia negociava favores de Vorcaro para o ministro Kassio Nunes
- Citados
- Newton Ramos, Daniel Vorcaro, Kassio Nunes Marques
- Estado
- Revisado
Segundo o Metrópoles (17/09/2026), mensagens do celular de Vorcaro mostram que ele providenciou hospedagem, em casa de alto padrão no Joá (Rio), para ‘KN’ e para o desembargador Newton Ramos no Carnaval de 2025, com chef, garçons, motoristas, bebidas e camarote; as conversas indicam custo de cerca de R$ 1,45 milhão pela semana; a PF identifica ‘KN’ como o ministro Kassio Nunes Marques.
Kassio Nunes Marques (17 set. 2026): À coluna do Metrópoles, o ministro disse que nunca trocou mensagens com Daniel Vorcaro nem pediu nada a ele. A nota, segundo a matéria, não esclarece se esteve na casa.
Camilla Ramos (17 set. 2026): Camilla diz prestar ao Master serviços cíveis, principalmente tributários, desde 2023 e que a família ficou numa residência oferecida a ela no Carnaval de 2025, sem contraprestação, vínculo comercial ou interesse profissional (Metrópoles). O escritório afirma manter contrato formal com o Master, ter 5% de êxito acordado, não ter recebido pró-labore nem êxito, não ter negociado a transferência dos precatórios, e que nenhum caso em que atua para o Master tramita no STF ou tem vínculo com ministros da Corte. A assessoria da advogada diz que o voo a Maceió foi particular e contratado por ela para a comemoração de seu aniversário.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025
- Fonte
- Vorcaro reservou mansão de R$ 250 milhões para ministro 'KN' no Carnaval — Metrópoles (Tácio Lorran, Mateus Salomão), 17 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mensagens descritas por reportagem; íntegra não examinada. R$ 1,45 milhão é CUSTO ESTIMADO da semana segundo as conversas, não pagamento demonstrado. O valor de R$ 250 milhões é o preço anunciado do imóvel, não gasto. A própria matéria diz que em 19/02/2025 não estava claro se KN ficaria na casa e que isso foi ‘confirmado dias depois’; a hospedagem efetiva do ministro NÃO está demonstrada nas fontes lidas. Camilla Ramos diz que a família ficou numa residência que lhe foi oferecida no Carnaval de 2025, sem contraprestação, vínculo comercial ou interesse profissional. Newton Ramos não respondeu à Metrópoles. Brasil de Fato republica o Metrópoles.
- Confirmam
- Diária no Fasano, jatinho, mansão no Carnaval: escritório de advocacia negociava favores de Vorcaro para o ministro Kassio Nunes; Master: deputados do PT pedem a Fachin investigação contra Nunes Marques
- Citados
- Daniel Vorcaro, Newton Ramos, Kassio Nunes Marques, tx:f10-carnaval-2025-hospedagem
- Estado
- Revisado
Segundo o Estadão (via Gazeta do Povo, 25/05/2026), em 14/11/2025 Nunes Marques e a esposa voaram de Brasília a Maceió em aeronave operada pela Prime Aviation, ligada à Prime You (gestora de bens da qual Vorcaro foi sócio até setembro de 2025), para a festa de aniversário da advogada Camilla Ewerton Ramos; o gabinete do ministro confirmou a viagem e disse que ela convidou ‘outros casais de amigos’ e ficou responsável pelo voo, e a assessoria da advogada diz que o voo foi contratado por ela.
Camilla Ramos (17 set. 2026): Camilla diz prestar ao Master serviços cíveis, principalmente tributários, desde 2023 e que a família ficou numa residência oferecida a ela no Carnaval de 2025, sem contraprestação, vínculo comercial ou interesse profissional (Metrópoles). O escritório afirma manter contrato formal com o Master, ter 5% de êxito acordado, não ter recebido pró-labore nem êxito, não ter negociado a transferência dos precatórios, e que nenhum caso em que atua para o Master tramita no STF ou tem vínculo com ministros da Corte. A assessoria da advogada diz que o voo a Maceió foi particular e contratado por ela para a comemoração de seu aniversário.
Detalhes da evidência
- Fato
- 14 nov. 2025
- Fonte
- Nunes Marques e esposa viajaram em voo bancado por advogada do Master — Gazeta do Povo (Guilherme Grandi), 25 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A viagem é confirmada pelo gabinete do ministro (declaração da parte); quem pagou é declaração da advogada via assessoria, não demonstrada. Reportagem original (Estadão) não aberta. A ligação da aeronave com Vorcaro é indireta (empresa vinculada à Prime You, de que ele deixou a participação direta em setembro de 2025). Não consta valor do voo. Parte da cadeia (Prime You) já é objeto de outra frente (F06).
- Citados
- Kassio Nunes Marques, Camilla Ramos, Newton Ramos, Prime You, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo a piauí (via Painel Político e Estado de Minas), as 125 mensagens do celular de Vorcaro identificam como ‘KN’ o ministro Nunes Marques e indicam que ele esteve na festa de 28/02/2025 no tríplex de Vorcaro, chegando antes das 15h e ficando até as 23h; a revista cita gasto de cerca de R$ 27 mil com a estrutura. A assessoria do ministro, em resposta à piauí, diz que ele nunca votou a favor de Vorcaro, nunca trocou mensagens com ele nem pediu algo e que não autoriza terceiros a falar em seu nome, sem responder se compareceu.
Kassio Nunes Marques (15 out. 2026): Em resposta enviada à piauí, a assessoria diz que o ministro nunca votou a favor de Vorcaro (cita voto pela manutenção da prisão dele), nunca trocou mensagens com ele nem pediu nada, não autoriza terceiros a falar em seu nome e não responde por conversas de outras pessoas. Segundo o resumo do Painel Político, a nota não responde se ele compareceu à festa nem sobre eventuais conflitos de interesse em casos do Master.
Detalhes da evidência
- Fato
- 28 fev. 2025
- Fonte
- Mensagens revelam bastidores de festa organizada por Vorcaro para Nunes Marques — Estado de Minas, 16 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Original da piauí não examinado; Estado de Minas e Painel Político republicam. Complementa, sem substituir, evid:f06-festa-0228-ministro-interpretacao (F06), que registra que outras reportagens atribuem a identificação a leitura de investigadores e dizem que o ministro não foi mencionado diretamente. A identificação de ‘KN’ e a presença dependem de interpretação das mensagens. Nada é registrado aqui sobre as mulheres citadas nas mensagens, por proteção de possíveis vítimas.
- Confirmam
- As 125 mensagens que reconstroem a festa de Nunes Marques no triplex de Vorcaro
- Citados
- Kassio Nunes Marques, Daniel Vorcaro, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Em 15/09/2026, no plenário do STF, Nunes Marques declarou-se impedido de participar do julgamento sobre o relatório da PF com mensagens de Vorcaro a Moraes, alegando que, como presidente do TSE, não deveria votar em processo com impacto eleitoral, e deixou o plenário; na mesma ocasião disse que nunca julgou processo relacionado ao Master, que o filho nunca prestou serviço ao banco nem foi remunerado por ele, e que não há registro de mensagem sua a Vorcaro.
Kassio Nunes Marques (15 set. 2026): Na sessão do plenário do STF de 15/09/2026, ao declarar impedimento por presidir o TSE, o ministro disse que nunca julgou processo relacionado ao Master, que o filho nunca prestou serviço ao banco nem foi remunerado por ele, que não há registro de mensagem sua a Vorcaro e que atribui a ‘absoluta isenção’ aos votos que proferiu; o subtítulo do Poder360 diz que ele citou a quebra do próprio sigilo bancário, mas o texto lido não detalha a fala. Pedidos de que se abra investigação sobre ele (PT, 12/10) seguem sem resposta localizada.
Detalhes da evidência
- Fato
- 15 set. 2026
- Fonte
- Kassio avalia declarar impedimento em julgamento sobre Mendonça — CNN Brasil (Tainá Falcão), 15 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Declaração da parte, não verificada. O Poder360 aponta que o subtítulo menciona quebra de sigilo bancário do ministro, mas os trechos lidos não detalham a fala; a oferta de abrir o sigilo não pôde ser confirmada em texto. A frase ‘nunca julguei processo relacionado ao Master’ convive com a controvérsia sobre o Alcídia: o ministro sustenta que o caso era disputa da Destilaria e que não havia impedimento; denunciantes dizem que o Master tinha interesse econômico. Complementa evid:f05-plenario-2026-09-15 (F05).
- Confirmam
- Nunes Marques diz que filho nunca prestou serviço ao Master
- Citados
- Kassio Nunes Marques, Daniel Vorcaro, Kevin de Carvalho Marques, STF, Pet 16.662 - relatório da PF (IPJ-A 3298613/2026) sobre o celular de Vorcaro, desentranhado da Pet 15.556; sigilo levantado em 01/09/2026; relatoria transferida à Presidência em 12/09/2026; questão de ordem sobre julgamento conjunto com a Pet 16.704 suspensa por vista em 15/09/2026
- Estado
- Revisado
Em decisão assinada em 22/09/2026, a pedido da AGU, o corregedor nacional de Justiça mandou cancelar 16 precatórios, de cerca de R$ 4,7 bilhões, de três usinas do setor sucroalcooleiro, que estavam em contas judiciais desde dezembro de 2023; a Itatiaia registra que a Usina Capricho aparece na minuta de contrato de honorários de março de 2024 com o escritório de Camilla Ramos e que os três grupos estão numa lista de ‘precatórios a receber’ achada no celular de Vorcaro.
Camilla Ramos (17 set. 2026): Camilla diz prestar ao Master serviços cíveis, principalmente tributários, desde 2023 e que a família ficou numa residência oferecida a ela no Carnaval de 2025, sem contraprestação, vínculo comercial ou interesse profissional (Metrópoles). O escritório afirma manter contrato formal com o Master, ter 5% de êxito acordado, não ter recebido pró-labore nem êxito, não ter negociado a transferência dos precatórios, e que nenhum caso em que atua para o Master tramita no STF ou tem vínculo com ministros da Corte. A assessoria da advogada diz que o voo a Maceió foi particular e contratado por ela para a comemoração de seu aniversário.
Detalhes da evidência
- Fato
- 22 set. 2026
- Fonte
- CNJ cancela R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Banco Master — Itatiaia, 23 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A decisão do CNJ não menciona Alcídia nem Nunes Marques; a Itatiaia também não os relaciona. O CNJ questiona a expedição dos precatórios antes do trânsito em julgado da fase de execução, não a existência dos créditos. O escritório de Camilla diz não ter negociado a transferência dos precatórios nem recebido honorários do Master. Valores do CNJ (R$ 4,7 bi; depois R$ 2,36 bi) são cancelamentos de precatórios, não valores pagos ao Master nem a terceiros.
- Citados
- CNJ, Advocacia-Geral da União, Banco Master, Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo reportagem baseada em mensagens extraídas do celular de Vorcaro (maio de 2024 a agosto de 2025), Rodrigo Fux, advogado e filho do ministro Luiz Fux, manteve contato frequente com Vorcaro, incluindo encontros, convites sociais e a orientação, em março de 2025, de que Vorcaro enviasse e-mail à secretaria do ministro Fux no STF com cópia para ele; em novembro de 2024 Vorcaro lhe pediu ajuda em um caso e enviou um documento.
Rodrigo Fux (15 set. 2026): A assessoria de Rodrigo Fux diz que ele e seu escritório nunca atuaram para Vorcaro, para o Master ou empresas e fundos do grupo, sem contrato, pagamento ou proposta concretizada; reconhece tentativa de aproximação comercial que não avançou; e diz que a orientação do escritório a quem quer chegar ao ministro é usar os canais oficiais do STF. Luiz Fux não respondeu.
Detalhes da evidência
- Fato
- maio 2024 a ago. 2025
- Fonte
- Filho de Fux ofereceu 'tapete vermelho' a Vorcaro e manteve contato por mais de um ano — Correio da Manhã (Redação), 15 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A própria matéria diz que os dados vêm de uma única reportagem, sem acesso aos documentos; não comprova participação de Luiz Fux nem favorecimento do Master pelo ministro. Rodrigo Fux e o escritório dizem que nunca atuaram para Vorcaro, o Master ou empresas do grupo, sem contrato, pagamento ou proposta concretizada; reconhecem tentativa de aproximação comercial que não avançou. Luiz Fux não respondeu à SBT News nem consta resposta na outra matéria. A Correio da Manhã afirma ainda que, em versões de proposta de delação de Vorcaro, referências a Fux e a Nunes Marques foram retiradas e que investigadores e PGR não identificaram prova de favorecimento; por se tratar de proposta de delação não homologada, não foi registrado como fato.
- Confirmam
- Diálogos de Vorcaro sobre filhos de Kassio e Fux são vazados
- Citados
- Rodrigo Fux, Luiz Fux, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo relatórios da PF tornados públicos, Flávio Bolsonaro pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção; R$ 60 milhões "teriam sido pagos"; relatório de inteligência financeira aponta ao menos sete remessas da Entre Investimentos ao Havengate Development Fund LP (EUA), somando US$ 12,33 milhões, a primeira de US$ 2 milhões em 13/02/2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025 a nov. 2025
- Fonte
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse — Agência Brasil (Wellton Máximo), 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Documento da PF descrito por reportagem; íntegra não examinada. Os R$ 60 mi (pago) e os US$ 12,33 mi (remessas) estão em moedas distintas e a reportagem não os concilia. A reportagem não diz a quem Flávio "pediu" o dinheiro além de Vorcaro nem se o valor era patrocínio, empréstimo ou doação. Flávio e Eduardo negam irregularidades; Flávio não nega ter pedido patrocínio.
- Confirmam
- PF pede mais 90 dias para investigar financiamento de Vorcaro a 'Dark Horse'; Relatório da PF sobre 'Dark Horse' contraria versão de Flávio
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Go Up Entertainment LLC, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Segundo o Intercept (via Brasil 247), Flávio negociou com Vorcaro financiamento de cerca de US$ 24 milhões (R$ 134 milhões "na época", conversão da reportagem) e ao menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões pela cotação das datas) teriam sido pagos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025; o texto dá uma ordem de US$ 2 milhões em 14/02/2025 e não classifica o aporte como patrocínio, empréstimo, investimento ou doação.
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025 a maio 2025
- Fonte
- Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, diz Intercept — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 13 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Reportagem original (Intercept) não examinada; republicação não conta como confirmação. A PF situa a primeira remessa em 13/02/2025 (conflito de um dia). O Intercept diz ter documentos, mas não os publicou integralmente nem detalhou como chegou às cifras (Poder360). Conversões em reais são da reportagem.
- Confirmam
- Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio cobrou dinheiro; ouça; Flávio confirma pedido de dinheiro a Vorcaro, mas diz que era privado
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Thiago Miranda, Fabiano Zettel
- Estado
- Revisado
A planilha "Funding Schedule", divulgada pelo Intercept em 09/06/2026, prevê US$ 23,9 milhões em pagamentos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026; seis parcelas (US$ 10,6 mi) já teriam sido repassadas entre fevereiro e maio de 2025. O Metrópoles descreve plano de 12 parcelas de US$ 1,6 mi e duas de US$ 2 mi (totalizando "US$ 24 mi") e o Poder360 fala em 14 parcelas.
Detalhes da evidência
- Fato
- jan. 2025 a jan. 2026
- Fonte
- Planilha expõe pagamentos de US$ 10,6 mi de Vorcaro para Dark Horse — Congresso em Foco, jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A planilha é um cronograma de pagamentos previsto; não é contrato assinado nem prova de pagamento. 12 x 1,6 + 2 x 2 = US$ 23,2 mi, não 24: as descrições são aproximadas e não coincidem com os US$ 23,9 mi da planilha. Autoria da planilha desconhecida. O Congresso em Foco não traz datas individuais de parcelas.
- Confirmam
- Produtora de Dark Horse declara gasto de R$ 75 milhões com filme de Bolsonaro; Master pagou R$ 2,3 mi a empresa que financiou filme de Bolsonaro
- Citados
- Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Thiago Miranda, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Em colaboração à PGR, Antônio Carlos Freixo Júnior ("Mineiro"), dono da Entre Investimentos, confirmou ter feito sete transferências ao Havengate somando US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões, conversão da reportagem), de fevereiro a setembro de 2025, a pedido de Vorcaro; o sétimo pagamento teria sido de US$ 1,66 milhão. Também relatou entregas de dinheiro vivo a pessoas indicadas por Vorcaro, sem saber a finalidade.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025 a set. 2025
- Fonte
- Dark Horse: delator confirma 7 pagamentos para fundo de advogado de Eduardo Bolsonaro — ICL Notícias, 8 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Declaração de colaborador; conteúdo do acordo é sigiloso e a reportagem original (O Globo) não foi aberta. A Agência Brasil liga o colaborador a repasses em dinheiro vivo "ligados ao filme"; o ICL diz que ele não sabia a finalidade: o vínculo das entregas em espécie com o filme não está esclarecido.
- Confirmam
- PF avalia que delação pode reforçar pedido aos EUA sobre fundo que repassou dinheiro para Dark Horse
- Citados
- Antônio Carlos Freixo Júnior, Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo a Agência O Globo (Folha PE), Freixo contou à PGR que recebeu mensagens de Vorcaro entre o fim de 2024 e o início de 2025, que não sabia que o dinheiro financiaria um filme e que foi procurado por Paulo Calixto, que gere o fundo; o Brasil 247 (16/10/2026) acrescenta que o pedido de enviar recursos aos EUA veio de Fabiano Zettel, apresentado como investimento imobiliário.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2024 a set. 2025
- Fonte
- PF avalia que delação pode reforçar pedido aos EUA sobre fundo que repassou dinheiro para Dark Horse — Folha PE (Agência O Globo), 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Versão do colaborador, com interesse próprio no acordo; contraria, quanto ao conhecimento da finalidade, a ideia de que a Entre sabia que financiava o filme. O Brasil 247 atribui a Folha/Bergamo outra declaração e descreve a delação sem fonte direta.
- Confirmam
- Ao contrário do que diz Flávio Bolsonaro, patrocínio de 'Dark Horse' não veio do Banco Master
- Citados
- Antônio Carlos Freixo Júnior, Fabiano Zettel, Paulo Calixto, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A BBC registra que a Entre é liderada por Antônio Carlos Freixo Júnior, alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero; que o Banco Central decretou em março de 2026 a liquidação extrajudicial da Entrepay e de empresas do mesmo conglomerado; que a PF investiga se Vorcaro seria "dono oculto" da Entre; e que a Entre nega vínculo societário com Vorcaro.
Grupo Entre (jun. 2026): O Grupo Entre afirmou operar em conformidade com as normas do setor financeiro e se colocou à disposição das autoridades (Congresso em Foco); a BBC registra que a Entre nega vínculo societário com Vorcaro.
Detalhes da evidência
- Fato
- mar. 2026
- Fonte
- Havengate: o fundo na mira da PF que conecta Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro — BBC News Brasil (republicada pelo O Povo), 24 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese da PF, não fato demonstrado; a negativa da Entre consta da própria reportagem. O Metrópoles (12/06/2026) fala em pagamento "via Entrepay", enquanto PF, Intercept e Coaf citam a Entre Investimentos e Participações: pessoas jurídicas distintas, sem conciliação nas fontes.
- Confirmam
- Master pagou R$ 2,3 mi a empresa que financiou filme de Bolsonaro
- Citados
- Entre Investimentos e Participações, Antônio Carlos Freixo Júnior, Daniel Vorcaro, Entrepay
- Estado
- Revisado
Segundo a revista piauí (via Estadão Conteúdo), relatório do Coaf registra novo repasse de cerca de US$ 1,6 milhão em setembro de 2025 ao fundo que administrava os recursos do filme, elevando o total conhecido de US$ 10,6 mi para US$ 12,3 mi; Flávio havia dito que os pagamentos cessaram em maio de 2025. O Jornal Grande Bahia, citando a Folha, situa a remessa em 16/09/2025.
Flávio Bolsonaro (1 set. 2026): Ao chegar ao Senado, Flávio recusou dar detalhes do novo repasse apontado pelo Coaf/piauí: disse não ter como saber porque não trata disso, que cabe à Go Up informar, admitiu saber que Vorcaro era investidor e que não tinha como falar.
Detalhes da evidência
- Fato
- set. 2025
- Fonte
- Flávio se nega a dar informações sobre novo repasse identificado pelo Coaf a 'Dark Horse' — O Liberal (Estadão Conteúdo), 1 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Reportagem original da piauí não aberta (domínio bloqueado); documento do Coaf não examinado. Há indício de pagamento adicional em outubro de 2025, sem confirmação (O Liberal). A ligação aritmética entre os US$ 10,6 mi do Intercept e os US$ 12,3 mi do Coaf é da própria piauí, não demonstrada em documento aberto.
- Confirmam
- PF avalia fatiar caso Dark Horse, concluir suspeitas contra Daniel Vorcaro e deixar apuração sobre Flávio Bolsonaro para etapa posterior
- Citados
- Havengate Development Fund LP, Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro, Coaf
- Estado
- Revisado
O Jornal Grande Bahia, citando a Folha, diz que a PF avalia dividir a apuração: concluir primeiro a parte mais avançada, sobre suspeitas de evasão de divisas atribuídas a Vorcaro, e depois aprofundar a apuração sobre Flávio Bolsonaro, que dependeria de dados bancários nos EUA; segundo a mesma reportagem, o pedido de cooperação aos EUA foi encaminhado em 09/10/2026. A reportagem menciona o Inquérito 5.070 (protocolado em 06/08/2026, relator Mendonça), mas não o identifica como o inquérito de Dark Horse e não cita Vorcaro nem Flávio entre os investigados listados nele.
Detalhes da evidência
- Fato
- 14 out. 2026
- Fonte
- PF avalia fatiar caso Dark Horse, concluir suspeitas contra Daniel Vorcaro e deixar apuração sobre Flávio Bolsonaro para etapa posterior — Jornal Grande Bahia (Carlos Augusto), 14 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Reportagem derivada da Folha (não aberta); sem decisão judicial anunciada sobre o desmembramento; data de 09/10 e número do inquérito só aqui (O Tempo e a Gazeta tratam a cooperação como pendente; a F05 registra "PET vinculada ao INQ 5026" e a Agência Brasil fala em Petição 16.369).
- Citados
- Polícia Federal, Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro
- Estado
- Revisado
Em mensagens de 28/01/2025 divulgadas pelo Intercept, Vorcaro teria dito a Fabiano Zettel que o filme era prioridade absoluta e que "Não pode falhar mais".
Detalhes da evidência
- Fato
- 28 jan. 2025
- Fonte
- Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio cobrou dinheiro; ouça — Metrópoles, 13 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Não pode falhar mais”
- Limites
- Mensagem interpretada por reportagem; autenticidade e identidade dos interlocutores não verificadas pelo projeto; o texto não diz do que o "falhar" se refere além do financiamento do filme. Vorcaro e Zettel não responderam na reportagem.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro)
- Estado
- Revisado
Em diálogo de 05/02/2025, Zettel relatou recusas do câmbio do Master para a remessa e Vorcaro orientou o pagamento "via entre" (a Entre Investimentos); segundo o Metrópoles, Vorcaro perguntou para quem fazer o repasse e decretou: "Manda a grana".
Detalhes da evidência
- Fato
- 5 fev. 2025
- Fonte
- Havengate: o fundo na mira da PF que conecta Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro — BBC News Brasil (republicada pelo O Povo), 24 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Manda a grana”
- Limites
- Mensagens divulgadas pelo Intercept, descritas por duas reportagens que não têm acesso independente. A mensagem sugere que a corretora de câmbio do Master estava criando obstáculos à remessa e que a Entre foi escolhida como via alternativa; não demonstra a origem do dinheiro da Entre.
- Confirmam
- Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio cobrou dinheiro; ouça
- Citados
- Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Entre Investimentos e Participações, Banco Master
- Estado
- Revisado
Em 21/03/2025 (Poder360; a Agência Brasil diz "março"), Thiago Miranda enviou a Vorcaro uma captura de tela de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro com orientações sobre como os recursos poderiam ser geridos nos EUA, com referência à disponibilidade de Altieres Santana; segundo a Agência Brasil, a conversa dizia que o ideal seria os recursos já estarem nos EUA e que remessas de empresa brasileira sem orçamento grande teriam de ser feitas aos poucos, em cerca de seis meses; a PGR também citou o diálogo. O Intercept (via Estado de Minas) afirma que Eduardo sugeriu enviar "o máximo possível" de recursos ao exterior.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Detalhes da evidência
- Fato
- 21 mar. 2025
- Fonte
- Eduardo orientou gestão de recursos de "Dark Horse" nos EUA, diz PF — Poder360, 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Captura de tela encaminhada por Miranda a Vorcaro; a autoria por Eduardo é atribuição da PF e do intermediário, não perícia. Eduardo nega ter recebido dinheiro do fundo e diz que só cedeu direitos de imagem; o diálogo, mesmo autêntico, trata de forma de enviar recursos e não demonstra recebimento por Eduardo nem destino final do dinheiro.
- Confirmam
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse; Eduardo tinha poder sobre dinheiro do filme de Bolsonaro, revela contrato
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Eduardo Bolsonaro, Altieris Santana
- Estado
- Revisado
Em mensagens de agosto de 2025, Thiago Miranda citou a planilha de pagamentos a Vorcaro, dizendo que havia duas parcelas atrasadas e uma prestes a vencer; Vorcaro respondeu "Segunda fazemos duas" e cobrou de Zettel uma solução, que respondeu que iria "para cima do mineiro" (apelido de Freixo, segundo a reportagem). A Agência Brasil registra que Miranda cobrou Vorcaro sobre parcelas atrasadas em agosto de 2025.
Detalhes da evidência
- Fato
- ago. 2025
- Fonte
- Planilha expõe pagamentos de US$ 10,6 mi de Vorcaro para Dark Horse — Congresso em Foco, jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Segunda fazemos duas”
- Limites
- Mensagens divulgadas pelo Intercept e descritas pela PF; não examinadas. Reflete o cronograma de parcelas, não confirma valores pagos nas datas.
- Confirmam
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Antônio Carlos Freixo Júnior
- Estado
- Revisado
Segundo a PF (Agência Brasil), as primeiras mensagens diretas entre Flávio e Vorcaro são de 20/08/2025: Vorcaro escreveu "21 pode ser", Flávio respondeu "Blz" com figurinha, e a PF vê possível encontro presencial; em setembro Miranda avisou Vorcaro de que Flávio queria conversar pessoalmente sobre o filme, e em outubro Flávio convidou-o para jantar com a equipe da produção, marcado para 6 de novembro.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 20 ago. 2025
- Fonte
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse — Agência Brasil (Wellton Máximo), 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Interpretação da PF sobre mensagens; não há confirmação de encontro. A Agência Brasil não informa se o jantar ocorreu. Mensagens anteriores de Flávio com Vorcaro (dez/2024, segundo Flávio) não foram descritas por esta fonte.
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Em mensagens de 22/10/2025 a 31/10/2025 tornadas públicas pelo STF, Vorcaro disse a Miranda que, "apesar de qualquer tempestade", iria "até o fim" com o financiamento; em 30/10 Miranda relatou mensagem atribuída a Flávio sobre depósito que não veio e, em 31/10, "Chegou os documentos mas não o recurso"; Vorcaro respondeu que a transferência havia "voltado" e seria refeita em poucos dias.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 22 out. 2025 a 31 out. 2025
- Fonte
- "Vou até o fim com isso", disse Vorcaro sobre Dark Horse — Poder360, 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “vou até o fim com isso”
- Limites
- Mensagens interpretadas pela reportagem; a reportagem não informa valores. Não informa de que banco ou conta a transferência "voltou". Vorcaro, Miranda e Flávio não se manifestaram na reportagem.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Flávio Bolsonaro
- Estado
- Revisado
Em 07/11/2025, após enviar um vídeo de visualização única, Flávio escreveu a Vorcaro "Tudo isso só está sendo possível por causa de vc"; Vorcaro respondeu "Que demais" e "Ficou perfeito" (Intercept via Brasil 247).
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Detalhes da evidência
- Fato
- 7 nov. 2025
- Fonte
- Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, diz Intercept — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 13 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Tudo isso só está sendo possível por causa de vc”
- Limites
- Mensagem divulgada pelo Intercept; o conteúdo do vídeo não é descrito. Flávio diz que a relação com Vorcaro foi "única e exclusivamente por causa do filme" e privada.
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro
- Estado
- Documentado
Segundo o Intercept (via InfoMoney, 19/05/2026), em 11/12 (dezembro de 2024, segundo o artigo) Mario Frias enviou a Vorcaro áudio agradecendo ("Só te agradecer, meu irmão"), poucos minutos depois do horário previsto para encontro de Vorcaro com Flávio, e em 15/12 enviou captura de conversa com o diretor Cyrus Nowrasteh; Frias disse antes que Vorcaro não pôs "um único centavo" no filme e, no dia seguinte, falou em "diferença de interpretação sobre a origem formal".
Mario Frias (19 maio 2026): Frias afirmou inicialmente que Vorcaro não pôs "um único centavo" no filme e, no dia seguinte, falou em "diferença de interpretação sobre a origem formal" dos recursos, dizendo que Vorcaro "não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico" e que o Banco Master nunca foi investidor formal.
Mario Frias (15 maio 2026): A defesa de Frias negou que Eduardo fosse produtor executivo e disse que ele nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento ligado ao filme.
Detalhes da evidência
- Fato
- 11 dez. 2024
- Fonte
- Áudios mostram Mario Frias agradecendo Vorcaro por apoio a "Dark Horse", diz site — InfoMoney (Marina Verenicz), 19 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Só te agradecer, meu irmão”
- Limites
- O texto lido não informa o ano das mensagens; a datação a dezembro de 2024 é do artigo. Frias não comentou o áudio ao Intercept (resumo de buscador, não confirmado em fonte aberta). O encontro Flávio-Vorcaro não foi confirmado (Miranda disse que a reunião de dezembro de 2024 não ocorreu). Agradecimento a apoio não prova pagamento nem sua origem.
- Citados
- Mario Frias, Daniel Vorcaro, Cyrus Nowrasteh
- Estado
- Revisado
Thiago Miranda confirmou ao SBT News ter intermediado o investimento de Vorcaro no filme e ter ficado responsável por um encontro entre Flávio e Vorcaro marcado para dezembro de 2024, que, segundo ele, não ocorreu; segundo ele, o financiamento da produção já havia começado nessa época. O Poder360 acrescenta que Miranda teria apresentado Flávio a Vorcaro.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2024
- Fonte
- Publicitário confirma intermediação de reunião e repasses de Vorcaro para filme sobre Bolsonaro — SBT News, 13 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Declaração de Miranda ao SBT, em 13/05/2026; sem valores. A reportagem não traz resposta de Flávio ou Vorcaro. A afirmação de que o financiamento "já havia começado" em dezembro de 2024 contrasta com a primeira remessa conhecida, de 13/02/2025; não conciliado. A Agência Brasil o chama de "publicitário apontado como intermediário dos repasses".
- Confirmam
- Flávio confirma pedido de dinheiro a Vorcaro, mas diz que era privado; PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro
- Estado
- Revisado
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, aparece nas mensagens do Intercept como destinatário das ordens de Vorcaro para efetivar a remessa e usar a Entre; o Poder360 o descreve como operador financeiro de Vorcaro e o Brasil 247 diz que ele pediu a Freixo o envio de recursos aos EUA, segundo o colaborador.
Detalhes da evidência
- Fato
- 5 fev. 2025
- Fonte
- Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio cobrou dinheiro; ouça — Metrópoles, 13 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O papel de operador financeiro é descrição da PF em outro contexto (Compliance Zero); a reportagem não traz resposta de Zettel. O parentesco só importa pelo papel empresarial apontado.
- Confirmam
- Master pagou R$ 2,3 mi a empresa que financiou filme de Bolsonaro; Ao contrário do que diz Flávio Bolsonaro, patrocínio de 'Dark Horse' não veio do Banco Master
- Citados
- Fabiano Zettel, Daniel Vorcaro, Entre Investimentos e Participações
- Estado
- Revisado
Segundo a Agência Brasil (cópia no DGABC), Flávio Bolsonaro foi incluído como investigado em 22/07/2026 no inquérito que apura o repasse de R$ 61 milhões de Vorcaro para o filme; o pedido da PF cita lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos; Eduardo Bolsonaro também é alvo, apontado como possível beneficiário de parte do dinheiro; a suspeita é que o valor foi disponibilizado a pedido do senador. A inclusão só se tornou pública com o levantamento de sigilo de 10/09/2026.
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Detalhes da evidência
- Fato
- 22 jul. 2026
- Fonte
- Mendonça incluiu Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse — Diário do Grande ABC, 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A PF pediu a instauração de uma PET sigilosa vinculada ao INQ 5026; a Agência Brasil não traz a decisão. No dia 23/07 o Estadão (Money Times) dizia que não havia lista formal de investigados; O Tempo e a Gazeta (16-17/10) não afirmam expressamente que Flávio é investigado. A data de inclusão de Eduardo e de Vorcaro como investigados não foi informada. Flávio não nega o pedido de patrocínio e nega contrapartida.
- Confirmam
- Mendonça levanta sigilo de 39 processos no STF e inclui investigação sobre filme Dark Horse; Mendonça levanta sigilo do caso Dark Horse e torna públicas 38 ações; PF avalia fatiar caso Dark Horse, concluir suspeitas contra Daniel Vorcaro e deixar apuração sobre Flávio Bolsonaro para etapa posterior
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, André Mendonça, Polícia Federal, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo a Revista Fórum (citando a CNN Brasil), Vorcaro apresentou em 03/06/2026 nova proposta de delação à PF e à PGR que inclui capítulo sobre o financiamento de Dark Horse, com "todos os detalhes das transações financeiras" feitas com Flávio Bolsonaro; a primeira proposta foi rejeitada e a nova seria analisada. O Correio da Manhã (23/07) escreve que, nela, Vorcaro admite ter enviado R$ 61 milhões ao filme por meio de Thiago Miranda.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 3 jun. 2026
- Fonte
- Vorcaro apresenta nova proposta de delação e inclui Flávio Bolsonaro e filme "Dark Horse" — Revista Fórum (Marcelo Hailer), 3 jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Proposta não homologada e sem íntegra pública; nenhuma das duas reportagens traz o texto. O Poder360 (12/09) não menciona delação de Vorcaro. Não há resposta da defesa nas duas reportagens. Proposta de colaboração não é prova.
- Confirmam
- Mendonça autoriza PF a investigar repasses de Vorcaro para "Dark Horse"
- Citados
- Daniel Vorcaro, Polícia Federal, PGR, Flávio Bolsonaro, Thiago Miranda
- Estado
- Revisado
Segundo o Correio da Manhã (15/05/2026), a CPI de São Roque pretende ouvir o prefeito Guto Issa (PSD) e Daniel Vorcaro; a reportagem não registra manifestação de nenhum dos dois.
Detalhes da evidência
- Fato
- 14 maio 2026
- Fonte
- São Roque Prev tem R$ 108 milhões bloqueados após falência do Banco Master — Correio da Manhã (Campinas) (Ana Laura Gonzalez), 15 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- "Pretende ouvir" é intenção da comissão, sem convocação documentada. Não indica que o prefeito tenha autorizado ou votado as aplicações.
- Citados
- Câmara Municipal de São Roque, Guto Issa, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
No cadastro da Receita Federal consultado em 17/10/2026, o Banco Master S/A (CNPJ 33.923.798/0001-00), em liquidação extrajudicial desde 18/11/2025, tem sede registrada no Rio de Janeiro/RJ, aberta em 25/04/1973, e Daniel Bueno Vorcaro consta como presidente do quadro de administradores.
Detalhes da evidência
- Fato
- 17 out. 2026
- Fonte
- Cadastro CNPJ (Receita Federal) de Banco Master S/A, em liquidação extrajudicial — Receita Federal do Brasil (dados abertos servidos pela BrasilAPI), 17 out. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Registrada porque a sede do banco muitas vezes é dada como São Paulo em conversas informais; a Receita indica RJ. Por isso o projeto NÃO usa o banco para vincular o caso a São Paulo por critério "sede".
- Citados
- Banco Master, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A defesa de Fabiano Zettel disse, ao saber da Operação Compliance Zero (3ª fase, 04/03/2026), que ele "se apresentou à Polícia Federal" e está "à inteira disposição das autoridades"; a reportagem informa que a PF apura ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos por organização criminosa, e que Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro.
Detalhes da evidência
- Fato
- 4 mar. 2026
- Fonte
- Alvo da PF, cunhado de Vorcaro doou R$ 5 milhões para Tarcísio e Bolsonaro — Metrópoles (Vinicius Passarelli), 4 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A investigação é da PF e as suspeitas são amplas; a reportagem não liga a doação eleitoral a nenhuma delas. Parentesco, por si só, não indica papel no grupo (o papel empresarial de Zettel está nos registros da F04).
- Citados
- Fabiano Zettel, Daniel Vorcaro, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Segundo o Diario de Pernambuco, que reproduz o UOL (Fábio Serapião), Vorcaro afirma na proposta de delação que o pagamento seria inicialmente todo em dinheiro, que interlocutores de Kassab disseram a Augusto Lima que só aceitariam doações oficiais, que houve doação formal e também pagamento de caixa dois e que o benefício prometido se concretizou (o Credcesta no governo Tarcísio); em linha separada, a reportagem registra que o Credcesta se manteve exclusivo em São Paulo até dezembro de 2024, sem atribuir essa frase a Vorcaro. A página não traz resposta de Tarcísio nem de Kassab (negativas estão no Poder360 e na CNN).
Tarcísio de Freitas (3 set. 2026): Chama o relato de Vorcaro de "ilação que beira o ridículo", diz nunca ter se encontrado com Fabiano Zettel nem o conhecer, afirma que não há comunicações dele no celular de Zettel nem agendas de Zettel no governo, e que a PKL One já estava credenciada antes de sua gestão.
Gilberto Kassab (3 set. 2026): Nega com veemência qualquer tratativa sobre doações com Augusto Lima ou Vorcaro, diz nunca ter falado com Vorcaro e não ter recebido doações nem valores em espécie, e que nunca tratou do Credcesta.
Estado de São Paulo (governo estadual) (4 set. 2026): Repudia as insinuações; diz que a PKL foi credenciada em maio de 2022 na gestão anterior, que a atual gestão não a credenciou nem contratou, que a empresa responde por 3,4% de R$ 634 milhões em consignados (chegou a 5,26%), que a suspensão ocorreu quando a empresa perdeu condições de operar e que os contratos vigentes são honrados por orientação da PGE.
Detalhes da evidência
- Fato
- 3 set. 2026
- Fonte
- R$ 5 milhões: a doação de Vorcaro para campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio — Diario de Pernambuco (informações do UOL) (Guto Moraes), 3 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação de Vorcaro em proposta de delação rejeitada pela PF e pela PGR; íntegra da proposta não examinada. O texto não traz manifestações de Tarcísio, Bolsonaro, Kassab, Zettel ou da defesa de Vorcaro (as negativas estão em outras fontes) e é inconsistente quanto a anos e cargos. Não há decisão judicial nem inquérito conhecido sobre a alegação.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Gilberto Kassab, Fabiano Zettel, Tarcísio de Freitas, PKL One Participações S.A.
- Estado
- Revisado
Gilberto Kassab nega "com veemência" o relato, diz nunca ter tratado de doações com Augusto Lima ou Vorcaro, nunca ter falado com Vorcaro e não ter recebido doações nem valores em espécie, e que conhece Lima e Thiago Botelho mas nunca tratou do Credcesta; a defesa de Augusto Lima disse que não comentaria e chamou as declarações de "absurdas".
Detalhes da evidência
- Fato
- 3 set. 2026
- Fonte
- Vorcaro diz que doações a Tarcísio e Bolsonaro foram propina — Poder360, 3 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Declarações das partes, não verificadas pela reportagem. A defesa de Bolsonaro foi procurada e não respondeu até a publicação; a defesa de Vorcaro também não.
- Citados
- Gilberto Kassab, Augusto Ferreira Lima, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A aeronave é um Embraer 505 Phenom 300, prefixo PT-PVH segundo a reportagem; a Prime You é apontada como proprietária oficial dela e de outras aeronaves ligadas a Vorcaro.
Prime You (3 mar. 2026): A Prime You nega que Vorcaro seja ou tenha sido dono da aeronave; diz que ela opera em táxi aéreo com voos fretados e já operava assim em outubro de 2022; que Vorcaro tinha participação minoritária e deixou a sociedade em setembro de 2025; e não informa quem contratou ou pagou os voos, citando LGPD e confidencialidade do setor.
Daniel Vorcaro (3 mar. 2026): A defesa de Vorcaro afirmou, segundo a Jovem Pan, que a aeronave 'não pertence ao banqueiro'. Não há resposta localizada da defesa à mensagem de abril de 2024 sobre os voos.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2022
- Fonte
- Nikolas e jato em 2022: operadora nega vínculo de Vorcaro com a aeronave — A Crítica, 3 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O modelo é dado por Poder360, Jovem Pan e pelo próprio Nikolas; o prefixo PT-PVH aparece só em A Crítica (e em um resumo de buscador), atribuído ao O Globo. Registro no RAB/ANAC não consultado. 'Proprietária oficial' é afirmação do O Globo; a Prime You diz que a aeronave opera em regime de táxi aéreo, com voos fretados, e que já operava assim em outubro de 2022, e a defesa de Vorcaro diz que ela 'não pertence ao banqueiro'. Operador do voo não identificado.
- Confirmam
- Nikolas Ferreira usou jato de Vorcaro em campanha por Bolsonaro em 2022, diz jornal
- Citados
- Prime You, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A Prime You afirmou que Vorcaro não é nem foi dono da aeronave, que os trajetos foram 'voos fretados' nos moldes do táxi aéreo, que a aeronave já operava assim em outubro de 2022, e recusou informar quem solicitou a aeronave e quem arcou com os custos, citando confidencialidade do setor e a LGPD.
Detalhes da evidência
- Fato
- 3 mar. 2026
- Fonte
- Nikolas Ferreira usou jato de Vorcaro em campanha por Bolsonaro em 2022, diz jornal — Jovem Pan (Victor Trovão), 3 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A recusa em informar contratante e pagador deixa sem resposta a pergunta central: quem contratou e pagou os voos de 2022 não foi esclarecido por fonte aberta.
- Confirmam
- Nikolas e jato em 2022: operadora nega vínculo de Vorcaro com a aeronave; Deputados cobram investigação de Nikolas Ferreira por uso de aeronave de Daniel Vorcaro
- Citados
- Prime You, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Em mensagens de abril de 2024 a Flávio Carneiro, extraídas do celular de Vorcaro, Vorcaro escreveu 'Esse Nikolas eu banquei todos os voos dele', ao reclamar de publicações do deputado sobre o Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres e patrocinado pelo Master.
Nikolas Ferreira (3 set. 2026): Em vídeo, Nikolas admitiu ter contatado Vorcaro ao menos duas vezes, ter pedido ajuda para um ativo minerário de seu advogado e ter aceitado a oferta de um jatinho do banqueiro no segundo turno de 2022, 'quando eu já estava eleito'; disse que nunca recebeu dinheiro nem encontrou Vorcaro, que se desculpou a pedido de Valadão pela publicação de abril de 2024 e que quem fechou contrato com Vorcaro foi 'a mulher do Moraes'. A reportagem do ICL não traz resposta dele à frase específica sobre os voos; o advogado dele negou que ele tenha apagado publicações.
Detalhes da evidência
- Fato
- abr. 2024
- Fonte
- Republicação do exclusivo do ICL Notícias sobre as mensagens de Vorcaro e Nikolas — BPMoney (Marina Finelli (crédito ao ICL)), 3 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Esse Nikolas eu banquei todos os voos dele”
- Limites
- Afirmação do próprio Vorcaro em conversa privada, divulgada pelo ICL Notícias (original não aberto; este registro usa a republicação do BPMoney, que não é confirmação independente). As mensagens não dizem quantos voos, quando, por qual aeronave nem valores; não vinculam a frase aos voos de 2022. Nenhum comprovante de pagamento foi divulgado. Um resumo de buscador diz que a CNN Brasil confirmou o conteúdo do diálogo; não foi conferido. A reportagem não traz resposta de Nikolas à alegação específica sobre o pagamento dos voos; ele nega ter recebido dinheiro.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Nikolas Ferreira, Flávio Carneiro
- Estado
- Revisado
Em vídeo de 03/09/2026, Nikolas Ferreira admitiu ter aceitado a oferta de uso de um jatinho do banqueiro, usado no segundo turno de 2022 'quando eu já estava eleito', e afirmou 'Eu nunca recebi um tostão do cara' e 'Eu nunca encontrei com ele'.
Nikolas Ferreira (3 set. 2026): Em vídeo, Nikolas admitiu ter contatado Vorcaro ao menos duas vezes, ter pedido ajuda para um ativo minerário de seu advogado e ter aceitado a oferta de um jatinho do banqueiro no segundo turno de 2022, 'quando eu já estava eleito'; disse que nunca recebeu dinheiro nem encontrou Vorcaro, que se desculpou a pedido de Valadão pela publicação de abril de 2024 e que quem fechou contrato com Vorcaro foi 'a mulher do Moraes'. A reportagem do ICL não traz resposta dele à frase específica sobre os voos; o advogado dele negou que ele tenha apagado publicações.
Detalhes da evidência
- Fato
- 3 set. 2026
- Fonte
- Nikolas Ferreira admite ter pedido ajuda a Vorcaro, mas diz que não recebeu 'nenhum tostão' do banqueiro — BBC News Brasil (republicada por A Gazeta), 3 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Eu nunca recebi um tostão do cara.”
- Limites
- Declaração da parte descrita pela BBC News Brasil; vídeo não assistido pelo projeto. A matéria não diz que ele soubesse, em 2022, de quem era o jato. Há tensão entre esta fala (aceitou oferta do jato 'do banqueiro') e a nota de 03/03/2026 (não sabia o dono, convite do pastor): podem se conciliar se ele soube depois, mas isso não está explicado nas fontes lidas. Em 2022 ele já havia sido eleito deputado federal (eleição de 02/10/2022; posse em 01/02/2023).
- Citados
- Nikolas Ferreira, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A Bloomberg Línea descreve Daniel Vorcaro como empresário mineiro e herdeiro do grupo familiar Multipar (Vorcaro Imóveis e Centro Sul Empreendimentos), com empreendimentos imobiliários na região de Belo Horizonte, do qual foi CEO; em 2016 comprou participação minoritária no Banco Máxima (Minas Gerais), em 2017 acertou o controle com aportes de mais de R$ 75 milhões e o BC oficializou a troca de controle em 12/10/2019.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2016 a 12 out. 2019
- Fonte
- De herdeiro imobiliário a banqueiro: a trajetória de Daniel Vorcaro até o Master — Bloomberg Línea (Sérgio Ripardo), 18 nov. 2025
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Perfil de jornal, sem documento primário. Datas divergem de F01: a F01 documenta participação qualificada de 20% em agosto de 2017 e compra do bloco de Sabbá em 15/09/2017 (evid:f01-entrada-vorcaro-2017); a Bloomberg fala em minoritária em 2016. O texto não informa anos do cargo de CEO da Multipar, local de nascimento, formação, nem o papel de Henrique Vorcaro. Sede e municípios dos empreendimentos não detalhados.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Multipar (grupo familiar de empreendimentos imobiliários), Banco Master
- Estado
- Documentado
Em 24/07/2023 O Tempo informou que Vorcaro, então CEO do Master, aportaria R$ 100 milhões, por meio de um fundo de investimento, para ter 11% da futura SAF do Atlético Mineiro, e negociava os naming rights da Cidade do Galo por cerca de R$ 25 milhões.
Detalhes da evidência
- Fato
- jul. 2023
- Fonte
- Saiba quem é o banqueiro que será investidor da SAF do Galo, além dos 4Rs — O Tempo, 24 jul. 2023
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Informação atribuída à 'Central do CAM', com confirmação do jornal; proposta/negociação em curso (valor 'proposto'), não valor transferido. Sem resposta do clube na página.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Galo Holding, Clube Atlético Mineiro
- Estado
- Documentado
Em 30/04/2024 a Itatiaia informou que o Conselho Deliberativo do Atlético aprovou Daniel Vorcaro como conselheiro grande-benemérito; ele integra a Galo Holding, controladora majoritária da SAF, e por meio do FIP Galo Forte sua participação na Galo Holding subiu de 8,2% para 20,2%, com aportes de R$ 100 milhões até 2023 e de mais R$ 200 milhões em fevereiro de 2024, total de R$ 300 milhões.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2023 a 30 abr. 2024
- Fonte
- Investidor do Atlético, Daniel Vorcaro se torna conselheiro grande-benemérito — Rádio Itatiaia, 30 abr. 2024
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valores e percentuais da reportagem; sem documento do fundo. Um título de reportagem do ge (11/03/2024: 'SAF do Atlético-MG ainda aguarda R$ 200 milhões do Fundo Galo Forte cair na conta'), citado pela Wikipédia e não aberto, sugere que o aporte de fevereiro de 2024 ainda não havia sido recebido em 11/03/2024: possível conflito de datas, a confirmar. A reportagem não diz se o dinheiro do FIP é pessoal de Vorcaro, do Master ou de terceiros; sua participação 'por meio do fundo' não esclarece a origem dos recursos. Fuad Noman (prefeito de BH) e Bruno Muzzi (CEO do clube) receberam o mesmo título; isso não indica relação com o Master.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Galo Holding, FIP Galo Forte, Clube Atlético Mineiro
- Estado
- Revisado
Segundo o Jornal Razão, o CARE11 nasceu com a participação de empresas próximas da corretora Planner e do antigo Banco Máxima, que depois virou o Banco Master; segundo reportagem regional que cita relatórios da PF enviados ao STF, o fundo foi inicialmente administrado pela Máxima Asset Management, Vorcaro teria aportado mais de R$ 154 milhões no fundo em 2023 e 2024, e o fundo tem 20% das ações da Cortel, concessionária de cemitérios em São Paulo.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2023
- Fonte
- Dino manda apurar relação de Master com cemitério — Conecta Piauí, set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Os R$ 154 mi são descritos com 'teria' e não são atribuídos expressamente à PF; relatórios da PF não examinados. A reportagem não afirma vínculo direto da Máxima Asset com Vorcaro. Fabiano Zettel, citado como diretor da Cortel, aparece em atas com e-mails do Master/Máxima. A decisão de Flávio Dino de 15/09/2026 (ADPF 1.196) pede informações, não conclui. CVM multou em 2022 dois outros sócios do fundo por informação privilegiada, e a Cortel Holding foi absolvida. Nenhuma fonte lida liga os investimentos dos institutos fluminenses a Vorcaro.
- Confirmam
- Banco Master: cidade de SC 'perdeu' R$ 3,3 milhões dos aposentados
- Citados
- Brazilian Graveyard and Death Care Services (fundo imobiliário), Banco Master, Planner Corretora de Valores S.A., Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado