Segundo relatório de inteligência financeira do Coaf revelado pelo Estadão em 19/03/2026, a Consult Inteligência Tributária recebeu cerca de R$ 18 milhões entre agosto de 2024 e julho de 2025 (R$ 6,6 milhões do Banco Master e R$ 11,3 milhões da JBS), tendo declarado faturamento de R$ 25,5 mil; o Coaf considerou as transações incompatíveis com a capacidade financeira da empresa, indicando que parte dos valores pode ter origem não formal.
Consult Inteligência Tributária (19 mar. 2026): A Consult diz atuar desde 2004 com outro CNPJ, ter aberto o atual em 2022 para atender Sul e Sudeste e ter mais de 300 clientes; que prestou ao Master e à JBS serviços de auditoria e consultoria tributária, desenvolvimento e implantação de sistemas e migração de dados; e que o pagamento de cerca de R$ 281 mil ao escritório de Kevin foi remuneração por serviços técnicos e de assessoria jurídica prestados em 2024 e 2025.
JBS (19 mar. 2026): A JBS diz que, como toda grande empresa, lida com a complexidade tributária e contrata consultores, entre eles a Consult; em julho acrescentou que os serviços foram prestados e documentados e que não tem ingerência sobre terceiros contratados pela consultoria.
Segundo o mesmo relatório do Coaf, o escritório do advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro Nunes Marques, recebeu R$ 281.630,00 da Consult entre agosto de 2024 e julho de 2025, levantados por amostragem: 11 transferências segundo o Estadão (via Bahia Notícias e Fórum), 10 parcelas segundo a Metrópoles; a Consult confirma ter pago cerca de R$ 281 mil por serviços técnicos e assessoria jurídica.
Kevin de Carvalho Marques (19 mar. 2026): O escritório de Kevin disse que o pagamento é lícito e decorre do exercício regular da advocacia, com atuação voltada ao ‘fisco administrativo’; que ele nunca defendeu caso no STF; rejeitou ‘tentativas de criminalização da advocacia’ e afirmou que os recursos estão declarados à Receita (pessoa física e jurídica). Em julho, a assessoria disse que ele ‘não advoga no STF’ e não informou a origem dos recursos nem seus clientes.
Consult Inteligência Tributária (19 mar. 2026): A Consult diz atuar desde 2004 com outro CNPJ, ter aberto o atual em 2022 para atender Sul e Sudeste e ter mais de 300 clientes; que prestou ao Master e à JBS serviços de auditoria e consultoria tributária, desenvolvimento e implantação de sistemas e migração de dados; e que o pagamento de cerca de R$ 281 mil ao escritório de Kevin foi remuneração por serviços técnicos e de assessoria jurídica prestados em 2024 e 2025.
Segundo o Poder360 (relatório da PF), o Coaf identificou repasses da Entre Investimentos e Participações ao Havengate somando US$ 12,3 milhões ao longo de 2025; o fundo foi criado em 2020 para um projeto imobiliário no Texas que prometia green card a investidores, ficou inativo cerca de quatro anos ("operacionalmente inerte") e foi reativado em fevereiro de 2025 para receber os repasses.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Segundo a revista piauí (via Estadão Conteúdo), relatório do Coaf registra novo repasse de cerca de US$ 1,6 milhão em setembro de 2025 ao fundo que administrava os recursos do filme, elevando o total conhecido de US$ 10,6 mi para US$ 12,3 mi; Flávio havia dito que os pagamentos cessaram em maio de 2025. O Jornal Grande Bahia, citando a Folha, situa a remessa em 16/09/2025.
Flávio Bolsonaro (1 set. 2026): Ao chegar ao Senado, Flávio recusou dar detalhes do novo repasse apontado pelo Coaf/piauí: disse não ter como saber porque não trata disso, que cabe à Go Up informar, admitiu saber que Vorcaro era investidor e que não tinha como falar.