Outras evidências que citam esta entidade
Em julho de 2024 o BC recebeu ofício da Polícia Federal alertando para possíveis irregularidades no Master, entre elas a suspeita de que o empresário Nelson Tanure seria o dono oculto do banco, por cadeia de operações societárias com fundos da Aventtti Strategic Partners, nas Bahamas. O BC respondeu à PF que as suspeitas já eram conhecidas desde 2023, haviam sido analisadas no contexto do aumento de capital do Master e arquivadas, que não via necessidade de procedimento específico, que decidiu depois de receber documentos de representantes de Vorcaro e que a questão das incorporações cabia à CVM.
Banco Central (2024): Em resposta à PF (descrita pela SBT News) e ao relatório da ESH (descrito pela Revista Oeste), o BC afirmou que as suspeitas eram conhecidas desde 2023, que os temas estavam cobertos pela supervisão contínua, que não via necessidade de procedimento específico e que a questão das incorporações cabia à CVM; disse ter decidido após receber documentos de representantes de Vorcaro. Datas exatas da resposta não constam. O BC não respondeu aos pedidos da Oeste e informou à SBT que não comenta informações sob sigilo.
O Banco Central afastou em março de 2026 os servidores Belline Santana (chefe do departamento de supervisão) e Paulo Sérgio de Souza (adjunto), apontados como alvos da PF na Operação Compliance Zero; seus advogados afirmam que a decisão final competia à área de Organização do Sistema Financeiro.
Belline Santana (4 maio 2026): Os advogados de Belline Santana e Paulo Sérgio de Souza, segundo o Let's Money (a partir do Valor), dizem que a decisão final sobre as aquisições era da área de Organização do Sistema Financeiro. Não foi localizada resposta específica às acusações de recebimento de mensalidades e benefícios.
Relatórios da PF tornados públicos pelo ministro André Mendonça apontam que Vorcaro pagou mesada e benefícios aos ex-dirigentes do BC Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana em troca de orientação informal (consultoria): segundo a Itatiaia, US$ 8 mil em espécie por pacote de parques na Disney e pagamentos a Belline que superariam R$ 760 mil segundo mensagem de dezembro de 2023 de Fabiano Zettel; segundo a Agência O Globo, mensalidades de R$ 500 mil a Belline por contratos fictícios e viagem a Paris. A PF concluiu que os dois «extrapolaram significativamente» suas funções.
Daniel Vorcaro (ago. 2026): Em depoimento à PF (sexta-feira, 28, mês inferido de resumo da própria página), segundo a Revista Oeste, Vorcaro negou ter dito que pagou diretores do BC; admitiu ter oferecido serviço de concierge a Paulo Sérgio Neves de Souza na viagem da família à Disney, que descreveu como «agrado» e não pagamento, e disse que enviar minutas de documentos do Master a diretores do BC era prática para evitar problemas com o regulador. Disse não lembrar se houve reembolso. A reportagem não traz posição dos advogados.
Belline Santana (4 maio 2026): Os advogados de Belline Santana e Paulo Sérgio de Souza, segundo o Let's Money (a partir do Valor), dizem que a decisão final sobre as aquisições era da área de Organização do Sistema Financeiro. Não foi localizada resposta específica às acusações de recebimento de mensalidades e benefícios.
A Agência Pública relata que, segundo a PF, a Tirreno seria empresa de fachada criada por Vorcaro que vendeu créditos ao BRB (R$ 12,2 bilhões), e que o BRB comprou carteiras de crédito inexistentes do Master desde julho de 2024, negócios que chegaram a R$ 12 bilhões segundo a PF.
Segundo a PF, o BRB repassou cerca de R$ 16,7 bilhões ao grupo de Vorcaro entre julho de 2024 e outubro de 2025, dos quais R$ 12,2 bilhões envolvem operações com indícios de fraude; a PF também suspeita que Vorcaro ofereceu cerca de R$ 150 milhões em imóveis como propina para facilitar os negócios.
Na 1ª fase da Operação Compliance Zero (18/11/2025), a Polícia Federal prendeu, entre outros: Daniel Vorcaro (presidente do banco); Luiz Antônio Bull (diretor responsável por riscos, compliance, recursos humanos, operações e tecnologia); Alberto Felix de Oliveira Neto (superintendente executivo de tesouraria); Augusto Ferreira Lima (ex-CEO); e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva (sócio). A investigação apura criação e negociação de títulos de crédito sem lastro.
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é apontado pela Agência Pública como dono de fundos que compraram participações (como a fatia dos irmãos de um ministro do STF no resort Tayayá, por R$ 6,6 milhões) e, em reportagem de O Globo, como intermediário de pagamentos a servidores do BC; foi preso na 3ª fase da Compliance Zero (04/03/2026).
Em 15/10/2026 Vorcaro, preso preventivamente desde março de 2026 na Papudinha (Complexo da Papuda, Brasília), seria ouvido pela PF por videoconferência sobre as negociações entre o Master e o BRB; em 13/10/2026 seus advogados divulgaram carta em que ele diz querer falar sobre «todas as minhas relações».
Até 18/05/2026, a Operação Compliance Zero somava 21 prisões, 116 mandados de busca e apreensão e R$ 27,71 bilhões em bloqueios, distribuídos em seis fases: 18/11/2025 (7 presos, incluindo Vorcaro; liquidação do Master no mesmo dia; TRF-1 soltou Vorcaro cerca de dez dias depois), 14/01/2026 (42 buscas; mais de R$ 5,7 bilhões bloqueados), 04/03/2026 (nova prisão de Vorcaro; ~R$ 22 bilhões bloqueados), 16/04/2026, 07/05/2026 e 14/05/2026.
Segundo a Investidor Institucional (12/10/2026), a PF disse que o conteúdo publicado pela Veja não vem de depoimento de Vorcaro nem de documentos da corporação e a PGR disse que não houve depoimento oral porque as propostas de colaboração não foram aceitas.
A Operação Barco de Papel nasceu do IPL 2025.0132465 (DELECOR/DRPJ/SR/PF/RJ), instaurado em 21/11/2025, processo 5125868-54.2025.4.02.5101 na 6ª Vara Federal Criminal do Rio, sobre as letras de nov/2023 a jul/2024 (R$ 970 mi); teve três fases: 23/01/2026 (4 mandados de busca), 03/02/2026 (3 prisões temporárias, incluindo o ex-presidente do Rioprevidência, e 9 buscas) e 11/02/2026 (2 buscas).
Em 26/05/2026 a 8ª fase da Compliance Zero cumpriu busca e apreensão contra Cláudio Castro, apurando crimes envolvendo o Master e o Rioprevidência, no âmbito da Pet 15.497 (relator no STF: André Mendonça).
O Poder360 informou em 12/09/2026 que a investigação se tornou pública depois que o ministro do STF André Mendonça retirou o sigilo de documentos do caso Master, o que permitiu a publicação da representação da PF de 11/03/2026.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 06/02/2026 a PF deflagrou a Operação Zona Cinzenta, desdobramento da Compliance Zero, com quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela 4ª Vara da Justiça Federal, para apurar gestão temerária e fraudulenta nas aplicações da Amprev em letras do Master; alvos: o diretor-presidente Jocildo Lemos e dois integrantes do comitê de investimentos (nomes não divulgados).
Em 06/03/2026 a PF, com apoio do Ministério da Previdência, deflagrou a Operação Sine Consensu, com buscas na sede da Amazonprev e afastamento de três servidores (ordem da juíza Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, 4ª Vara Federal Criminal, com aval do MPF): Claudinei Soares (gestor e coordenador do comitê), André Luis Bentes de Souza (diretor de previdência; aprovou o credenciamento de Master e C6) e Claudio Marins de Melo (diretor de administração e finanças; ordenou a aplicação de R$ 50 mi no Master).
Fundação Amazonprev (Fundação de Previdência do Amazonas) (6 mar. 2026): A Amazonprev diz colaborar com as investigações, que um dos três alvos deixou o cargo em 2024 e os outros dois foram afastados, e que as aplicações não ameaçam benefícios (superávit atuarial de R$ 1,7 bi; mais de R$ 11 bi em recursos).
Em 10/08/2026, a PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão no caso do Iprev de Maceió, com autorização do ministro André Mendonça (STF, decisão assinada em 08/08/2026); o ministro determinou o bloqueio de bens de seis investigados até R$ 97 milhões e negou afastamento dos investigados e buscas contra o atual presidente do Iprev e uma ex-chefe de gabinete.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A PF apresentou representação em 06/03/2026 e, em 17/03/2026, o juiz federal Raimundo Alves de Campos Junior determinou o envio integral do inquérito ao STF, onde corre como Pet-16344, com relatoria do ministro André Mendonça.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 13/05/2026, a PF deflagrou a Operação Off-Balance sobre a aplicação de recursos do IPSSC de Cajamar, com seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e São Paulo, por ordem da 9a Vara Criminal Federal de São Paulo; pessoas ligadas a previdência foram afastadas dos cargos e tiveram bens bloqueados; a PF apura gestão temerária e fraudulenta.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A PF afirma que os gestores falharam em praticamente todas as etapas do processo de investimento: não analisaram adequadamente os emissores nem os riscos, não justificaram as escolhas nem fixaram critérios objetivos, a política de investimentos não previa limites de concentração por emissor e não se verificou a liquidez dos papéis.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 23/04/2026, a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim na Operação Moral Hazard, com medidas cautelares de afastamento de função pública e indisponibilidade de bens decretadas pela 9a Vara Federal de Campinas.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A CNN Brasil, citando pessoas a par da investigação, extratos, conversas recuperadas e atas, informou que a PF apura que a aplicação ocorreu sem anuência dos conselheiros e com apresentação de dados falsos, que Einstein Paniago teria acordado os investimentos com o prefeito Vilmar Mariano e se aproximado de Daniel Vorcaro, e que havia expectativa de aportes de ao menos mais R$ 10 milhões (conversas citam tratativas próximas de R$ 30 milhões).
Einstein Paniago (20 nov. 2025): O ex-secretário nega ter apresentado o banco ao instituto; diz que o banco procurou a diretoria financeira para credenciamento, processo que não se confunde com a aprovação de operações.
Em 27/05/2026, a PF (delegacia de Dourados) deflagrou as operações Zehirut e Charitzut sobre aplicações dos institutos de Angélica (R$ 2 mi) e Fátima do Sul (R$ 7 mi) em letras financeiras do Master feitas em 2024, com mandados em Angélica, Fátima do Sul e São Paulo, apreensão de celulares, computadores e uma pasta com atas, e suspensão do exercício de funções públicas de alguns investigados; a PF apura se responsáveis receberam propina de corretoras.
Em 25/08/2026, a PF deflagrou a Operação Presciência, com seis mandados de busca e apreensão autorizados pela 3a Vara Federal de Campo Grande e quebra de sigilos bancário e fiscal, sobre a aplicação de R$ 1,2 milhão do IMPCG; investigação nasceu de relatório de auditoria da Coordenação-Geral de Auditoria do Departamento dos Regimes Próprios do Ministério da Previdência, que apontou servidores municipais ignorando normas técnicas e administrativas; crimes apurados: gestão temerária, corrupção ativa e passiva.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 10/06/2026, a PF deflagrou a Operação Take Over, com dez mandados de busca e apreensão em Paulista, Recife e Rio de Janeiro, para apurar se gestores do PreviPaulista decidiram em desacordo com normas legais, se houve gestão fraudulenta ou crimes contra a administração pública, incluindo o possível recebimento de vantagens indevidas.
Em 18/11/2025, no primeiro dia da Operação Compliance Zero, a Justiça afastou por 60 dias o presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor executivo financeiro Dario Oswaldo Garcia Junior; ambos eram alvo de busca e apreensão. O BRB informou que nenhuma prisão foi realizada.
Segundo relatório da PF ao STF, cujo sigilo foi retirado em 09/10/2026, Ibaneis Rocha teria autorizado valores de aumento de capital do BRB, definido a estratégia de expansão e validado decisões operacionais críticas, com decisões estratégicas do banco público submetidas a ele antes de serem tomadas; teria ainda articulado com agentes privados. A reportagem ressalta que ele e citado poucas vezes e que o documento e da PF, não decisão judicial.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Ibaneis Rocha (out. 2026): A defesa, conduzida pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro (Kakay), nega pressão ou ingerência nas operações do BRB, diz que o presidente do banco tinha autonomia, que Ibaneis não é interlocutor direto de Vorcaro e que e citado poucas vezes (quatro, segundo a defesa) no relatório.
A reportagem cita, a partir da apuração da PF, aumentos de capital do BRB de R$ 750 milhões em 2024 e de R$ 294 milhões em 2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Laudo pericial da PF de 13/08/2026, tornado público em 11/09/2026, aponta participação individual de seis ex-dirigentes do BRB nas aquisições de carteiras do Master (R$ 17,5 bi): Paulo Henrique Costa (presidente), Cristiane Maria Lima Bukowitz (Gestão de Pessoas), Dario Oswaldo Garcia Junior (Finanças e Controladoria, unidade proponente das notas executivas, aparece em e-mails autorizando liquidação), Luana de Andrade Ribeiro (Controle e Riscos, assinou relatórios de desenquadramento e votou a favor em 11 deliberações posteriores), Diogo Ilario de Araujo Oliveira (Atacado e Governo) e José Maria Correa Dias Junior (Tecnologia). O diretor jurídico Jacques Veloso não foi individualizado por não ter voto.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 20/08/2026 a PF enviou relatório parcial ao STF e pediu 60 dias de prorrogação ao ministro André Mendonça; afirma ter identificado participação individualizada de integrantes da Diretoria Colegiada (Dicol) do BRB nas decisões investigadas e que e preciso inclui-los no polo passivo do inquérito e ouvi-los.
O relatório da PF reproduz resultado de auditoria do BC sobre as carteiras da Tirreno ('empresa de fachada controlada pela Cartos', segundo a PF) e conclui que as carteiras cedidas ao BRB eram inexistentes ('Nenhum crédito sequer pode ser confirmado'). Do total de R$ 12,2 bi em CCBs do Master adquiridas pelo BRB, R$ 4,05 bi foram comprados depois de questionamentos do BC sobre a originadora dos créditos. O BRB assinou TAC com o BC em 10/02/2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. (set. 2026): A Cartos nega ter originado, estruturado, comercializado, intermediado ou cedido créditos ligados ao caso e diz nunca ter mantido relação com a Tirreno.
Segundo a PF, o BRB transferiu cerca de R$ 17 bi ao Master na compra de carteiras de crédito e cerca de R$ 12,2 bi eram títulos sem valor (CCBs derivadas de consignados inexistentes gerados pela Tirreno). A PF classifica as operações como de finalidade contábil imediata, sem fundamento econômico. O BRB declara que seus ex-dirigentes não devem ser confundidos com a instituição, que se apresenta como vítima, e admite ter comprado carteiras que não podia auditar por falta de documentos.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Reportagem do Brasil de Fato sobre o relatório da PF: prejuízo de cerca de R$ 17 bi em operações desde 2024 (estimativa da PF, decisão do TRF-1 de 28/11/2025 como fonte do número); fluxo 'atípico' de R$ 12,2 bi do BRB ao Master nos primeiros meses de 2025, acima do limite de exposição; preço proposto de 75% do PL do Master, estimado em R$ 3,5 bi (base jun/2024); 'prêmio' de R$ 5 bi mencionado em conversa de 15/03/2025 como hipótese; anúncio da aquisição em 28/03/2025; Inquérito 5.026 no STF, relator André Mendonça.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O laudo pericial da PF de 13/08/2026 trata de aquisições de carteiras de crédito do Master pelo BRB no total de R$ 17,5 bi.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O inquérito sobre as operações BRB-Master tramita no STF como Inquérito 5.026, sob relatoria do ministro André Mendonça segundo o Brasil de Fato; relatório policial com mais de 2,5 mil páginas cita o BRB mais de 50 vezes.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 16/04/2026, na quarta fase da Operacao Compliance Zero (dois mandados de prisao e sete de busca em SP e DF), a PF prendeu o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro; sao investigados corrupcao, lavagem, crimes financeiros e organizacao criminosa. A PF investiga se Costa recebeu R$ 140 milhoes de Vorcaro como suposta propina para viabilizar a compra do Master pelo BRB; o advogado teria ajudado a repassar seis imoveis de luxo a Costa por empresas de fachada. Costa nega (defesa: Cleber Lopes).
Paulo Henrique Costa (16 abr. 2026): O advogado Cleber Lopes critica a prisão e afirma que o cliente não cometeu crime; em 15/10/2026 a defesa diz que ele foi presidente do banco, não dono, que decisões desse porte exigiam aprovação do conselho e que o acionista majoritário era o GDF.
Governo do Distrito Federal (GDF) (16 abr. 2026): Nota do gabinete da governadora Celina Leão diz que os fatos estão sob análise do Judiciário e que o governo se compromete com transparência e cooperou com as autoridades; a governadora disse que a prisão não afeta a gestão e que quem errou terá de pagar.
O Tempo (25/06/2026): Paulo Henrique Costa e suspeito de ocultar seis imóveis (quatro em São Paulo e dois em Brasília), avaliados em R$ 146,5 mi, dos quais cerca de R$ 74,6 mi já teriam sido efetivamente pagos, recebidos como vantagem do Master; ele e investigado desde a primeira fase da operação, em novembro de 2025.
Paulo Henrique Costa (16 abr. 2026): O advogado Cleber Lopes critica a prisão e afirma que o cliente não cometeu crime; em 15/10/2026 a defesa diz que ele foi presidente do banco, não dono, que decisões desse porte exigiam aprovação do conselho e que o acionista majoritário era o GDF.
Em 15/10/2026 a PF ouviu Daniel Vorcaro, por videoconferência a partir do complexo da Papuda, sobre as negociações entre Master e BRB; a PF deve ouvir Paulo Henrique Costa depois, sem data. Ambos estão presos segundo as reportagens.
Segundo relatório da PF ao ministro Mendonça, publicado por O Globo, mensagens no celular de Vorcaro indicam que ele recebeu informações de uma 'notícia de fato' do MPF sobre a operação de R$ 500 mi com a Caixa Asset dois dias após a abertura; a CGU abriu auditoria sobre a operação; a PF investiga eventual acesso indevido a sistema do MPF.
A decisão de André Mendonça de 18/06/2026 (9ª fase da Compliance Zero) cita um apartamento de R$ 2,45 milhões em edifício de Salvador (unidade 1702, segundo mensagem citada) e diz que a PF apura se o senador Jaques Wagner atuou em favor do Banco Master no Congresso e recebeu vantagens indevidas, como o apartamento.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Jaques Wagner (18 jun. 2026): O gabinete do senador diz que ele não é réu, não foi denunciado nem acusado em processo relacionado aos fatos investigados, que o apartamento mencionado jamais integrou seu patrimônio e que ele nega atuação em favor do Banco Master ou de qualquer instituição financeira.
O Master pagou R$ 1,3 milhão a Varajo Consultoria (R$ 1 milhão declarado à Receita em 2025); a PF diz que a empresa integrava estrutura de apoio aos negócios de Vorcaro e contratou a consultoria de Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária do BC.
A PF diz ter identificado propina de Vorcaro ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa na forma de seis imóveis de luxo (quatro em São Paulo e dois em Brasília), registrados em nome de seis empresas, com valor total acordado de R$ 146,5 milhões e mais de R$ 74,6 milhões já rastreados; a decisão de Mendonça de 16/04/2026 decretou a prisão preventiva de Costa e do advogado Daniel Monteiro.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo relatório da PF revelado pela revista piauí, o fundo Arleen recebeu R$ 35 milhões de Vorcaro e a PF investiga se Toffoli é o real proprietário ou beneficiário final do fundo; em dezembro de 2025 os ativos foram transferidos para a Égide I Holding, nas Ilhas Virgens Britânicas.
Dias Toffoli (11 set. 2026): Diz que os repasses da Maridt foram lícitos, declarados à Receita e rastreáveis; que a Maridt é empresa familiar e as vendas foram a valor de mercado; nega ter mantido recursos no exterior ou operado nas Ilhas Virgens Britânicas, nega favorecimento e informa que os demais dez ministros do STF não viram motivo de suspeição em 12/02/2026.
Segundo relatórios da PF tornados públicos, Flávio Bolsonaro pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para o filme Dark Horse e R$ 60 milhões teriam sido pagos; a PF identificou ao menos sete remessas da Entre Investimentos ao Havengate Development Fund LP (EUA) somando US$ 12,33 milhões, a primeira de US$ 2 milhões em 13/02/2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Flávio Bolsonaro (12 set. 2026): Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades, segundo a Agência Brasil. A matéria não reproduz as notas; são necessárias as declarações originais.
Fabiano Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro e foi alvo (prisão temporária) da segunda fase da Operação Compliance Zero; sua defesa afirma que suas atividades empresariais são lícitas e sem relação com a gestão do Banco Master.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Henrique Vorcaro foi preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero, segundo a Itatiaia.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A PF informa, em relatório de 27/08/2026 ao ministro André Mendonça, que a prisão preventiva de Daniel Vorcaro na 1ª fase foi decretada pela 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do DF e que, na mesma ocasião, foi autorizada busca pessoal, na qual o celular dele foi apreendido; a PF descreve a apuração como fraudes na cessão de carteiras de crédito de cerca de R$ 12 bilhões do Master ao BRB.
Daniel Vorcaro foi preso pela PF em 17/11/2025 no aeroporto de Guarulhos (SP), quando, segundo a reportagem, tentava embarcar em jatinho particular para o exterior; ficou no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. Os advogados negaram que ele tentasse fugir.
Daniel Vorcaro (28 nov. 2025): Os advogados de Vorcaro negaram que ele tenha tentado deixar o país quando foi preso em Guarulhos, segundo a Agência Brasil.
Em relatório de 27/08/2026, a PF se dirige ao 'Exmo. Ministro André Mendonça' em cumprimento a requisição de informações 'nos autos da PET nº 15.556', que reúne a representação inicial da Operação Compliance Zero; o relatório cita a decisão do ministro-relator André Mendonça que exigia, em 72 horas, informações sobre integrantes da suposta rede de influência e monitoramento atribuída a Vorcaro.
A 2ª fase da Compliance Zero (14/01/2026) teve 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF, com bloqueio de mais de R$ 5,7 bilhões autorizado pelo ministro Dias Toffoli; entre os alvos, Nelson Tanure e João Carlos Mansur; Fabiano Zettel foi detido ao tentar embarcar para os Emirados Árabes e liberado em seguida.
Em 04/03/2026 Mendonça acolheu pedido da PF e determinou a transferência dos presos da 3ª fase (Vorcaro, Zettel, Marilson Roseno da Silva e Mourão) das superintendências da PF para o sistema penitenciário, por falta de estrutura especializada nas carceragens policiais.
Em 07/05/2026, a 5a fase teve buscas (Brasilia e Piaui, entre outros), prisao temporaria de Felipe Cançado Vorcaro (primo de Daniel) e bloqueio de bens de R$ 18,85 milhoes, autorizados por Mendonca; o senador Ciro Nogueira foi alvo de busca. O Poder360 nao informa a quem se aplica o bloqueio nem a proibicao de contato.
Em 14/05/2026, a 6a fase, autorizada por Mendonca, prendeu Henrique Moura Vorcaro (pai de Daniel Vorcaro) em Belo Horizonte, com outros seis mandados de prisao (sete no total) e 17 mandados de busca em MG, SP e RJ; uma delegada e uma agente da PF foram alvos e afastadas, sem identificacao. A Gazeta nao informa o tipo das prisoes.
Em 18/06/2026, a 9a fase da Compliance Zero cumpriu 18 mandados de busca e apreensao na BA, SP e DF, por decisao do ministro Andre Mendonca (STF); a investigacao se concentra na relacao entre o senador Jaques Wagner e o empresario Augusto Ferreira Lima, e o celular de Lima e a principal fonte de provas segundo a PF. Um dos enderecos buscados e ligado ao senador, em Salvador.
Em 09/07/2026, a 10ª fase teve dois mandados de busca em Brasília, autorizados pelo STF (ministro Mendonça, segundo a Gazeta do Povo), contra o publicitário Thiago Miranda, a quem a PF atribui atuação, a pedido de Vorcaro, para minar a credibilidade do Banco Central, com contratos de até R$ 2 milhões com influenciadores e cláusula de confidencialidade.
Thiago Miranda (9 jul. 2026): A defesa de Thiago Miranda nega qualquer ilegalidade e participação em condutas de intimidação, invoca a presunção de inocência e diz que ele está à disposição das autoridades.
A PF informa que a 10ª fase apura crimes contra o sistema financeiro, organização criminosa, obstrução de investigação e violação de dados, incluindo atuação coordenada em redes sociais para comprometer a credibilidade do Banco Central, intimidação de jornalistas, monitoramento ilegal de pessoas ligadas a agentes públicos e tentativas de interferir em investigações; a nota não menciona prisões.
O relatório da PF diz que as medidas deferidas na Pet 15.556 sustentam duas hipóteses criminosas conexas: (1) suposto pagamento de vantagens indevidas a servidores do Banco Central, no IPL 2026.0053200 (Pet 15.504), e (2) a atuação do grupo denominado 'Turma', no IPL 2026.0029775 (Pet 15.499); ambas em estágio avançado, pendentes de análises bancárias e de material apreendido, com oitivas a concluir em cerca de 60 dias (a contar de 27/08/2026).
Segundo o Migalhas, Fachin revogou a designação de Alexandre de Moraes para conduzir o Inquérito 4.781 (inquérito das fake news), preservando os atos já praticados; em 13/10/2026 Fachin pediu à PF agilidade na análise necessária para concluir esse inquérito.
Em 08/09/2026 Mendonça, em liminar a pedido do partido Novo, determinou o afastamento do diretor-geral da PF Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Leandro Almada, com apuração pela corregedoria da PF; submeteu a decisão ao referendo da Segunda Turma no mesmo dia. Em 09/09, Flávio Dino reintegrou ambos; depois, Fachin suspendeu as duas decisões e, segundo a Agência Brasil via News Rondônia, anulou os atos monocráticos.
Em 02/10/2026 Fachin enviou ofício (nº 3467748) à PF dizendo que fatos relevantes devem receber os encaminhamentos devidos quando apresentados na íntegra e que a investigação deve alcançar fatos e pessoas 'sem exceção', respeitado o devido processo legal.
Em 13/10/2026 Fachin recebeu o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e, segundo a JGB (citando nota conjunta STF-PF), definiu que a PF deve enviar à Presidência todas as menções a ministros do STF encontradas nas investigações do caso Master, com contexto e em caráter descritivo; qualquer ato investigativo contra ministro depende de decisão do Plenário após manifestação da PGR (art. 33, parágrafo único, da LC 35/1979); a Presidência aguarda o parecer da PGR na Pet 16.704; foram tratados também ameaças a magistrados e a conclusão do Inq 4.781.
A PF investiga, no IPL 2026.0053200 (Pet 15.504), suposto pagamento de vantagens indevidas a servidores do Banco Central; na 3ª fase, a ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária Belline Santana teve suspensão do exercício de função pública e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização, foi afastado judicialmente; a Agência Pública diz que ele mantinha consultoria informal com Vorcaro.
A defesa de Vorcaro apresentou à PF e à PGR propostas de colaboração premiada desde março de 2026; a PF recusou a primeira (maio) e a segunda (início de junho); a PGR também recusou, comunicando a decisão a Mendonça; em 09/10/2026 a PF disse que as propostas não foram aceitas por 'não atendimento aos requisitos legais'; a PGR disse que as recebeu 'sem juízo nem recusas prévias' e que Vorcaro não depôs porque não foram aceitas.
A revista Veja publicou em 09/10/2026 áudio em que Vorcaro diria a interlocutor não identificado, em data não informada, ter dado R$ 30 milhões para um documentário sobre Lula via Instituto Lula, para obter investimentos de fundos de pensão de servidores federais, e disse que o relato constaria de uma das propostas de delação; a PF recebeu notícia-crime no mesmo dia.
Daniel Vorcaro (9 out. 2026): Os advogados Sergio Leonardo e Engels Muniz disseram que Vorcaro não prestou depoimento à PF ou à PGR, que a defesa não reconhece origem, autenticidade e integridade do material divulgado pela Veja e que ele segue disponível para colaborar.
Polícia Federal (9 out. 2026): A PF disse que Vorcaro não prestou o depoimento descrito nem entregou anexos com esse conteúdo e que as propostas não foram aceitas por não atenderem requisitos legais; a PGR não comentou o conteúdo, citando sigilo, e disse que as negociações foram mediadas pelos advogados e que ele não depôs porque as propostas nunca foram aceitas.
Campanha Lula (9 out. 2026): A campanha de Lula chamou o caso de 'farsa com objetivos eleitorais' e disse que tomaria providências legais. A reportagem não registra manifestação própria do Instituto Lula.
Mendonça afirmou ter recusado uma 'delação seletiva', usada para escolher quem seria denunciado ou isentar aliados, e, após a segunda rejeição, autorizou transferência de Vorcaro para a ala 'Papudinha' do Complexo da Papuda, incomunicável com outros investigados; a PF diz já ter provas de dez fases, incluindo oito celulares de Vorcaro e cerca de 120 dispositivos.
Em 15/10/2026 Vorcaro prestou seu terceiro depoimento a PF (cerca de quatro horas, com o delegado na Papudinha) no inquerito sobre as operacoes entre o Master e o BRB; negou a fraude de R$ 12 bilhoes, chamou a Compliance Zero de 'acodada' e disse que o negocio da Tirreno nao foi concluido nem causou prejuizo; a defesa vai pedir pericia. A PF, em relatorio ao STF, fala em 'circularidade economica e dependencia financeira artificialmente construida'.
Daniel Vorcaro (15 out. 2026): A defesa diz que Vorcaro depôs de forma colaborativa e respondeu a todas as perguntas, que a versão inicial da investigação não se sustenta no plano factual ou jurídico, pede arquivamento do inquérito BRB-Master e revogação da preventiva por ausência de prova de ilícito, e disse que apresentaria contestação cível e pediria perícia.
Segundo a PF, via CNN Brasil, entre julho de 2024 e outubro de 2025 o BRB transferiu cerca de R$ 16,7 bilhões ao grupo Master, dos quais R$ 12,2 bilhões em operações com indícios de fraude (carteiras de crédito sem lastro e supervalorizadas), e cerca de R$ 150 milhões em imóveis teriam sido oferecidos como propina para facilitar a compra; a PF ouvirá ainda Paulo Henrique Costa, sem data.
Um jato Falcon 7X (Dassault, 2010), avaliado em cerca de R$ 200 milhões e registrado em nome da Viking Participações, empresa de Daniel Vorcaro, foi apreendido pela Polícia Federal em 18/11/2025, no âmbito da Operação Compliance Zero, um dia após a prisão do banqueiro em Guarulhos.
Um Gulfstream GV-SP (2010, matrícula PR-PSE), comprado em junho de 2023 por cerca de R$ 120 milhões e registrado em nome da Viking, foi apreendido pela PF em Assunção, Paraguai, em 15/08/2026 e levado a Brasília em 16/08. Está sujeito a duas ordens judiciais de bloqueio e, segundo a matéria, era o mais caro de três aviões da frota da Viking (cerca de R$ 260 milhões no total).
Em 22/08/2025, o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, voaram em um Legacy 650 e desembarcaram no Santos Dumont (Rio), conforme vídeo divulgado por O Globo em 20/09/2026. A PF afirma que a aeronave pertencia a uma empresa de Vorcaro; o escritório Barci de Moraes diz que contrata táxi aéreo, cita a Prime Aviation entre as empresas usadas e nega que algum voo de integrante do escritório tenha tido Vorcaro ou terceiro alheio ao escritório a bordo.
Barci de Moraes Sociedade de Advogados (20 set. 2026): O escritório diz contratar táxi aéreo (Prime Aviation está entre as empresas usadas) e que nenhum voo com integrantes do escritório teve Vorcaro ou pessoa alheia a bordo; nega a existência do segundo contrato; sobre o contrato de R$ 130 milhões, diz que o compliance consultou o ministro, que respondeu não haver impedimento. Moraes não tem manifestação direta nas fontes lidas.
Na 5ª fase da Operação Compliance Zero (07/05/2026), autorizada pelo ministro André Mendonça (STF), a PF afirmou ter indícios de pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil de Vorcaro ao senador Ciro Nogueira, além de custeio de viagens internacionais, hospedagens, restaurantes, voos privados e uso de imóveis de alto padrão, em troca de projetos de interesse do banqueiro (entre eles a Emenda 11 à PEC 65, de agosto de 2024). O ministro registrou que os autos reúnem, 'em tese', comprovantes bancários, registros de viagens e mensagens, e apontam arranjo de benefícios mútuos.
Ciro Nogueira (7 maio 2026): A defesa repudia qualquer ilação de ilicitude, diz que ele não participou de atividades ilícitas, coloca-se à disposição e critica medidas invasivas baseadas em mera troca de mensagens de terceiros.
Segundo reportagem do UOL de 13/10/2026 (lida por republicação do Estadão Conteúdo), mensagens recuperadas pela PF indicariam que Vorcaro participava de uma estrutura de recrutamento de mulheres para festas privadas em São Paulo, Rio, Londres, Paris, Roma e Dubai, com agenciadores e organizadores, incluindo seleção de quem permanecia, negociação de valores e planejamento de eventos. A PF apura desde maio de 2026 possíveis crimes, entre eles tráfico internacional de pessoas.
Daniel Vorcaro (14 out. 2026): A defesa não quis se manifestar sobre a reportagem do UOL e não explicou o uso do GV-SP; nenhuma versão da defesa sobre a festa de 28/02/2025, as viagens ou os imóveis dos EUA foi localizada nas fontes lidas.
Felipe Nisti (13 out. 2026): Diz que Vorcaro demonstrou interesse na Allure, nega que a transação tenha avançado nos termos descritos e afirma que precisaria verificar origem e finalidade da transferência de R$ 500 mil.
Segundo o Repórter Ceará (atribuindo ao UOL), a PF enviou ao STF em 15/10/2026 inquérito, sob sigilo, que apura a possível participação de Vorcaro no financiamento e estruturação de uma rede internacional de prostituição, com suspeita de tráfico internacional de pessoas; seriam investigados Vorcaro, Leonardo Serrano e Diogo Batista, este último com pagamentos mensais de R$ 120 mil, e Vorcaro teria investido R$ 4,3 milhões desde 2023, segundo mensagens analisadas.
Daniel Vorcaro (14 out. 2026): A defesa não quis se manifestar sobre a reportagem do UOL e não explicou o uso do GV-SP; nenhuma versão da defesa sobre a festa de 28/02/2025, as viagens ou os imóveis dos EUA foi localizada nas fontes lidas.
Relatório da PF sobre o celular de Vorcaro, entregue em 27/08/2026 a pedido do ministro André Mendonça (STF), teve o sigilo levantado e foi divulgado em 01/09/2026; a PF diz que a análise não é exaustiva (72 horas) e que parte das mensagens era de visualização única, o que impede reconstruir conversas inteiras.
Segundo documentos da 10ª fase da Operação Compliance Zero (9/7/2026, autorizada por André Mendonça), a PF indica que Vorcaro ofereceu até R$ 2 milhões a influenciadores para atacar o Banco Central nas redes, no chamado 'Projeto DV', e teria intimidado os que recusaram; a PF atribui a coordenação ao publicitário Thiago Miranda (Miranda Comunicação/Mithi).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Segundo a decisão de Mendonça descrita pelo Poder360, uma minuta de contrato para a produção de documentário audiovisual provisoriamente intitulado 'Caso Banco Master', em que Thiago Miranda e Vorcaro teriam assumido o compromisso de dar entrevistas e fornecer acesso a documentos e dados, foi encontrada em buscas de 9/7/2026 e teria sido 'supostamente celebrada' em 31/3/2026 na Superintendência da PF em Brasília.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Segundo relatório da PF de 218 páginas (descrito pelo Poder360), em 12/5/2024 Vorcaro pediu à responsável de marketing do Master que providenciasse ingressos para um dos filhos de Alexandre de Moraes para jogo Atlético-MG x Grêmio na Arena MRV, ela respondeu que faria isso, e a PF classifica o pedido como 'convites'; o relatório não informa quem pagou nem valores.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Barci de Moraes Sociedade de Advogados (1 set. 2026): O escritório onde trabalham os filhos do ministro disse que os convites se referiam a evento solidário na Arena MRV e que jamais foram solicitados ou recebidos por nenhum deles. O ministro, a defesa de Vorcaro e Ana Matos não responderam até a publicação.
A CNN afirma que, segundo a PF, a carteira de precatórios do setor sucroalcooleiro mantida pelo Master superava R$ 10 bilhões e que uma decisão favorável à Alcídia poderia afetá-la; o ICL Notícias, descrevendo relatório da PF de 09/02/2026, repete o valor de R$ 10 bilhões e registra a frase de André Kruschewsky Lima, então diretor jurídico do Master, de que o caso poderia ser ‘paradigma para nossos casos’.
Kassio Nunes Marques (21 set. 2026): À CNN e ao Metrópoles, o ministro classificou a divulgação como tentativa de criar narrativa para incriminá-lo; disse nunca ter autorizado ninguém a falar em seu nome, nunca ter trocado mensagens com Vorcaro, nunca ter votado a favor dele ou do Master e que o processo que julgou no STF não se relaciona às ações de precatórios do STJ. Sobre o Alcídia, a assessoria afirma que o impedimento fora registrado porque ele analisara o caso como vice-presidente do TRF-1, que depois concluiu não haver impedimento técnico e que as mensagens celebravam tese ampla, não caso do Master. Na peça de Vieira, a assessoria repete que não havia impedimento e que o processo tratava de tese de alcance amplo. Classificou como irresponsável relacionar sua atuação aos serviços prestados pelo filho ou por terceiros.
Segundo o Metrópoles (21/09/2026), confirmado pela CNN, a PF encontrou no celular de Vorcaro contrato de honorários entre o Master e o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos (da advogada Camilla Ramos) para atuar em 12 processos contra a União sobre indenizações do antigo IAA, com honorários de 5% líquidos sobre o que o banco recebesse, exigíveis até 5 dias após o ganho, que poderiam chegar a R$ 427 milhões sobre R$ 8,5 bilhões em créditos; a Itatiaia e o Times Brasil datam a minuta de março de 2024.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Camilla Ramos (17 set. 2026): Camilla diz prestar ao Master serviços cíveis, principalmente tributários, desde 2023 e que a família ficou numa residência oferecida a ela no Carnaval de 2025, sem contraprestação, vínculo comercial ou interesse profissional (Metrópoles). O escritório afirma manter contrato formal com o Master, ter 5% de êxito acordado, não ter recebido pró-labore nem êxito, não ter negociado a transferência dos precatórios, e que nenhum caso em que atua para o Master tramita no STF ou tem vínculo com ministros da Corte. A assessoria da advogada diz que o voo a Maceió foi particular e contratado por ela para a comemoração de seu aniversário.
Kassio Nunes Marques (21 set. 2026): À CNN e ao Metrópoles, o ministro classificou a divulgação como tentativa de criar narrativa para incriminá-lo; disse nunca ter autorizado ninguém a falar em seu nome, nunca ter trocado mensagens com Vorcaro, nunca ter votado a favor dele ou do Master e que o processo que julgou no STF não se relaciona às ações de precatórios do STJ. Sobre o Alcídia, a assessoria afirma que o impedimento fora registrado porque ele analisara o caso como vice-presidente do TRF-1, que depois concluiu não haver impedimento técnico e que as mensagens celebravam tese ampla, não caso do Master. Na peça de Vieira, a assessoria repete que não havia impedimento e que o processo tratava de tese de alcance amplo. Classificou como irresponsável relacionar sua atuação aos serviços prestados pelo filho ou por terceiros.
Newton Ramos (24 set. 2026): Em nota, Newton Ramos diz que mantinha relação pessoal com Vorcaro antes dos fatos investigados; que a consulta a Vorcaro sobre imóveis e transportes decorreu da participação societária deste na Prime You, em situação privada sem vínculo com funções públicas; que nunca julgou causa de interesse do Master e se considera impedido em processos de familiares; e que considera regular a correição do CNJ, confiando na Corregedoria e colocando-se à disposição. Não respondeu à Metrópoles sobre a casa do Joá.
Segundo a piauí (via Painel Político e Estado de Minas), as 125 mensagens do celular de Vorcaro identificam como ‘KN’ o ministro Nunes Marques e indicam que ele esteve na festa de 28/02/2025 no tríplex de Vorcaro, chegando antes das 15h e ficando até as 23h; a revista cita gasto de cerca de R$ 27 mil com a estrutura. A assessoria do ministro, em resposta à piauí, diz que ele nunca votou a favor de Vorcaro, nunca trocou mensagens com ele nem pediu algo e que não autoriza terceiros a falar em seu nome, sem responder se compareceu.
Kassio Nunes Marques (15 out. 2026): Em resposta enviada à piauí, a assessoria diz que o ministro nunca votou a favor de Vorcaro (cita voto pela manutenção da prisão dele), nunca trocou mensagens com ele nem pediu nada, não autoriza terceiros a falar em seu nome e não responde por conversas de outras pessoas. Segundo o resumo do Painel Político, a nota não responde se ele compareceu à festa nem sobre eventuais conflitos de interesse em casos do Master.
Segundo a Folhapress (16/10/2026), o presidente do STF, Edson Fachin, cobrou do diretor-geral da PF o envio ao Supremo de todas as menções a integrantes da corte no caso Master; a PF vai consolidar os relatórios, sem prazo; o texto não menciona inquérito ou investigação formalmente aberta contra Nunes Marques.
Em 24/09/2026, por determinação do corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, o CNJ, com apoio da PF, fez correição extraordinária no gabinete de Newton Ramos no TRF-1 para levantar informações sobre processos do setor sucroalcooleiro; ele não foi afastado e disse confiar no trabalho da Corregedoria.
Newton Ramos (24 set. 2026): Em nota, Newton Ramos diz que mantinha relação pessoal com Vorcaro antes dos fatos investigados; que a consulta a Vorcaro sobre imóveis e transportes decorreu da participação societária deste na Prime You, em situação privada sem vínculo com funções públicas; que nunca julgou causa de interesse do Master e se considera impedido em processos de familiares; e que considera regular a correição do CNJ, confiando na Corregedoria e colocando-se à disposição. Não respondeu à Metrópoles sobre a casa do Joá.
Segundo relatórios da PF tornados públicos, Flávio Bolsonaro pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção; R$ 60 milhões "teriam sido pagos"; relatório de inteligência financeira aponta ao menos sete remessas da Entre Investimentos ao Havengate Development Fund LP (EUA), somando US$ 12,33 milhões, a primeira de US$ 2 milhões em 13/02/2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Segundo o Poder360 (relatório da PF), o Coaf identificou repasses da Entre Investimentos e Participações ao Havengate somando US$ 12,3 milhões ao longo de 2025; o fundo foi criado em 2020 para um projeto imobiliário no Texas que prometia green card a investidores, ficou inativo cerca de quatro anos ("operacionalmente inerte") e foi reativado em fevereiro de 2025 para receber os repasses.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Segundo o G1 (via Brasil 247), a PF aponta "severa" divergência entre mais de US$ 12 milhões enviados ao exterior e US$ 2,8 milhões registrados como entrada no Brasil (diferença de mais de US$ 9,2 milhões) e examina se a produção serviu de "narrativa de cobertura" para ocultação, simulação e desvio de recursos; a PF compara os gastos declarados pela Go Up (R$ 75,1 milhões, cerca de R$ 54 mi no exterior e R$ 20,9 mi no Brasil), contratos de câmbio e o fluxo de US$ 12,3 mi.
Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.
A PF pediu ao STF, por ofício ao ministro André Mendonça, 90 dias adicionais no inquérito sobre o financiamento de Vorcaro a Dark Horse (prazo inicial vencido em 10/10/2026); cita pendências: perícia contábil-financeira do INC em andamento, compatibilidade entre gastos declarados pela Go Up (laudo privado), contratos de câmbio e o fluxo de US$ 12,3 mi, análise de dados telemáticos de Zettel e Freixo e cooperação jurídica internacional com os EUA para obter registros da Go Up. Crimes citados: evasão de divisas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O Jornal Grande Bahia, citando a Folha, diz que a PF avalia dividir a apuração: concluir primeiro a parte mais avançada, sobre suspeitas de evasão de divisas atribuídas a Vorcaro, e depois aprofundar a apuração sobre Flávio Bolsonaro, que dependeria de dados bancários nos EUA; segundo a mesma reportagem, o pedido de cooperação aos EUA foi encaminhado em 09/10/2026. A reportagem menciona o Inquérito 5.070 (protocolado em 06/08/2026, relator Mendonça), mas não o identifica como o inquérito de Dark Horse e não cita Vorcaro nem Flávio entre os investigados listados nele.
Segundo a Agência O Globo (11/09/2026), a PF avalia que a delação de Freixo pode reforçar pedido de cooperação aos EUA sobre o Havengate: a quebra de sigilo bancário nos EUA exige aprovação de juiz federal americano, o pedido iria pelo DRCI (Ministério da Justiça) ao Departamento de Justiça dos EUA (tratado de assistência jurídica) e Mendonça não pode ordenar diretamente a quebra; até então não havia pedido de diligência.
A PF enviou ofício a Karina Ferreira da Gama em 19/08/2026, com prazo de dez dias, pedindo contratos, comprovantes de pagamento, instrumentos de câmbio, notas fiscais, documentos societários, bancários e informações sobre o financiamento do filme; em e-mail de 02/09/2026, Michael Davis disse não autorizar o envio direto desses documentos a autoridades brasileiras, que devem ser pedidos por cooperação jurídica internacional, com ordem de juiz americano.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Michael Davis (2 set. 2026): Em e-mail à produtora brasileira, Davis disse não autorizar o envio direto de documentos societários, contábeis, fiscais, bancários ou contratuais a autoridades brasileiras e que pedidos devem seguir cooperação jurídica internacional, com ordem de juiz americano e direito de defesa.
Em 23/07/2026, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de inquérito sobre os repasses de Vorcaro para Dark Horse, a pedido da PF e com parecer favorável da PGR (Paulo Gonet); o presidente do STF, Edson Fachin, distribuiu o caso a Mendonça no lugar de Alexandre de Moraes, designado para o pedido do deputado Lindbergh Farias, que a PGR recomendou arquivar e Mendonça acolheu; o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, já pedira em junho nova apuração sobre as remessas de Vorcaro aos EUA.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo a Agência Brasil (cópia no DGABC), Flávio Bolsonaro foi incluído como investigado em 22/07/2026 no inquérito que apura o repasse de R$ 61 milhões de Vorcaro para o filme; o pedido da PF cita lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos; Eduardo Bolsonaro também é alvo, apontado como possível beneficiário de parte do dinheiro; a suspeita é que o valor foi disponibilizado a pedido do senador. A inclusão só se tornou pública com o levantamento de sigilo de 10/09/2026.
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Em 10/09/2026, a PF cumpriu 49 mandados da Operação Make Up, autorizada por Flávio Dino, com buscas contra Go7, ICB, GoUp Entertainment e Karina Gama; o alvo político é o deputado Mário Frias, que enviou R$ 2 milhões em emendas ao ICB. A suspeita relatada pelo Estadão é que parte dos recursos tenha financiado o filme; a PF diz que ainda não há comprovação de origem direta entre os recursos do ICB e os repasses à produtora, mas aponta relevância na proximidade temporal.
Mario Frias (10 set. 2026): Frias chamou a operação de "cortina de fumaça" em período eleitoral e negou irregularidade; em maio disse ao STF que as emendas enviadas às entidades não financiaram o filme (Brasil 247). O Estadão não obteve retorno das defesas de Karina e Frias.
Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.
Karina Gama registrou em cartório, em 03/09/2026, declaração de que recebeu três contatos entre maio e setembro de 2026 sugerindo delação premiada para evitar "complicações" judiciais; citou um empresário (que disse ser próximo de Dino, o que ele negou à CNN), um pastor e um jornalista; não anexou provas.
Em 10/06/2026, o PT, por seus advogados, levou à PF uma "notícia de fato" e ao STF uma ADPF pedindo apuração se o orçamento do filme serviu de financiamento clandestino (caixa 2) à pré-campanha de Flávio Bolsonaro, com base no art. 350 do Código Eleitoral e em abuso de poder econômico, além de pedir checagens na Ancine, no US Copyright Office e a aplicação do FARA nos EUA.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo a Revista Fórum (citando a CNN Brasil), Vorcaro apresentou em 03/06/2026 nova proposta de delação à PF e à PGR que inclui capítulo sobre o financiamento de Dark Horse, com "todos os detalhes das transações financeiras" feitas com Flávio Bolsonaro; a primeira proposta foi rejeitada e a nova seria analisada. O Correio da Manhã (23/07) escreve que, nela, Vorcaro admite ter enviado R$ 61 milhões ao filme por meio de Thiago Miranda.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A Polícia Federal deflagrou em 23/04/2026 a Operação Moral Hazard sobre a aplicação do Iprem de Santo Antônio de Posse em letras financeiras do Master, por alerta da Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social: foram alvos o ex-diretor-presidente, a ex-supervisora de gestão, três integrantes do comitê de investimentos e o próprio Iprem, com afastamento de funções públicas e bloqueio de bens determinados pela Justiça Federal.
O Fator informa que a exposição do Iprem de Santo Antônio de Posse equivalia a 6,48% dos ativos, acima do limite de 1% da política de investimentos, e que o instituto disse em novembro de 2025 ter aplicado R$ 7 milhões em 2024, valor diferente do apurado pela PF (cerca de R$ 13 milhões).
O Metrópoles (27/04/2026) diz que a Crédito e Mercado recomendou as aplicações ao Iprem de Santo Antônio de Posse, e que a PF, segundo fontes, investiga se as recomendações foram irregulares; a empresa afirma que a decisão final é exclusiva dos gestores e comitês dos RPPS e que não foi notificada pela operação.
O Metrópoles (13/04/2026), com base em documento do MPF que a coluna obteve, informa que a prefeitura de Embu das Artes (SP) teria investido cerca de R$ 46 milhões de recursos previdenciários em fundo (TMJ) que repassou parte do valor a fundos geridos pela Reag, e que o MPF vê a Operação Encilhamento (ao menos 25 municípios de sete estados) conectada à estrutura financeira associada ao banco de Vorcaro, hipótese formulada pelos procuradores com base no inquérito da PF.
A defesa de Fabiano Zettel disse, ao saber da Operação Compliance Zero (3ª fase, 04/03/2026), que ele "se apresentou à Polícia Federal" e está "à inteira disposição das autoridades"; a reportagem informa que a PF apura ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos por organização criminosa, e que Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro.
A proposta de delação de Vorcaro foi apresentada em três versões e rejeitada pela Polícia Federal e pela PGR por falta de ineditismo e de elementos de corroboração; Vorcaro pediu para depor ao ministro André Mendonça (STF), e a PGR rejeitou novamente pelos mesmos motivos.
Em 22/05/2026 a deputada estadual Bella Gonçalves enviou notícia-crime à Superintendência da PF em Minas Gerais sustentando que Zema sancionou a Lei nº 23.923 (data da lei ilegível na fonte) e editou o Decreto nº 48.370 (DO de 22/02/2022), ampliando em mais 10% a margem de consignação com destinação exclusiva a cartão benefício consignado, e que a doação de R$ 1 milhão de Henrique Moura Vorcaro ao Novo veio poucos meses depois do decreto, durante a campanha de reeleição; a deputada associa o ato ao CredCesta do Master e sugere possível favorecimento, sem a fonte afirmar troca de favores.
Segundo o Diario de Pernambuco (08/09/2026), Andrei Rodrigues foi nomeado diretor-geral da PF em janeiro de 2023.
Segundo o Diario de Pernambuco, Leandro Almada da Costa assumiu a Diretoria de Inteligência Policial (DIP) da PF em dezembro de 2024.