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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Associação

Fundo Garantidor de Créditos

Entidade privada, sem fins lucrativos, mantida pelas instituições associadas, que garante depósitos e alguns investimentos até o limite regulamentar.

Documentado

Operações e pagamentos

Relações documentadas

  • Outra Banco Master — Pagamento de garantia ordinária (até R$ 250 mil por CPF/CNPJ e conglomerado) aos credores das instituições liquidadas do conglomerado Master, desde 19/01/2026. (19 jan. 2026 a 6 abr. 2026) [evid][evid]
  • Outra Governo do Distrito Federal (GDF) — Empréstimo autorizado em lei distrital (até R$ 6,6 bi) para aporte de capital do DF no BRB, nos termos do acordo da ACO 3.755. Contrato assinado não confirmado. (9 jun. 2026) [evid][evid]

Cronologia

Outras evidências que citam esta entidade

Segundo votos do Banco Central obtidos pelo Valor Econômico, o risco potencial de perda do FGC com o Banco Máxima (rombo potencial) subiu de R$ 827 milhões em 2016 para R$ 3,224 bilhões em 2019.

Fonte únicaFonte: Let's Money · original (abre em nova aba)quadro «Valores»; reportagem original do Valor de 14/04/2026 não aberta#f01-fgc-exposicao-maxima-2016-2019

Reportagens descrevem que os CDBs do Master eram oferecidos ao público com a cobertura do FGC (até R$ 250 mil por CPF e por instituição) como fator de segurança, e que o banco usava a garantia para dar credibilidade às taxas altas.

Fonte únicaFonte: Agência Pública · original (abre em nova aba)linha «2019 em diante» da cronologia#f01-cdb-fgc-argumento

Segundo o Times Brasil, a XP vendeu R$ 26 bilhões em CDBs do Master e o BTG Pactual R$ 6,7 bilhões (16% da captação com garantia do FGC), somando R$ 32,7 bilhões dos R$ 40,6 bilhões acionados no FGC; as comissões podiam chegar a 4% por título, contra média de 0,5% ao ano para assessores. O BTG disse ter identificado dificuldades na análise do balanço do Master no início de 2024 e fixou a interrupção da distribuição em outubro de 2024 (divergência com dezembro de 2024 apontada pela reportagem).

Fonte únicaFonte: Times Brasil (CNBC) · original (abre em nova aba)seções «Distribuição de CDBs do Master», «Taxas e comissões» e «Alertas internos»#f01-plataformas-distribuicao
BTG Pactual (9 fev. 2026): O CEO do BTG, Roberto Sallouti, disse em teleconferência de resultados que o banco identificou dificuldades na análise do balanço do Master no início de 2024 e fixou em outubro de 2024 a interrupção da distribuição; o diretor financeiro Renato Cohn admitiu «exagero» na avaliação inicial. Sobre a ação civil pública, o BTG não comentou.

Pelos Atos do Presidente do BC nº 1.369, 1.371, 1.372 e 1.373, datados de 18/11/2025 e publicados no Diário Oficial da União de 19/11/2025 (Seção 1, p. 278), foram liquidadas extrajudicialmente as instituições Banco Master, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank e Master Corretora de Câmbio.

Confirmado por fontes independentesFonte: Fundo Garantidor de Créditos (FGC) · original (abre em nova aba)nota de rodapé 1#f01-liquidacao-4-instituicoes

O FGC informou em 17/01/2026 que, consolidada a lista de credores pelo liquidante, o número de credores da garantia do Banco Master, Master de Investimento e Letsbank, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil, e o valor total a pagar em garantias é de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões. As estimativas iniciais usaram o censo mensal das instituições, sem individualização dos clientes.

Comprovado por documentoFonte: Fundo Garantidor de Créditos (FGC) · original (abre em nova aba)5º parágrafo e nota de rodapé 2#f01-fgc-estimativa-e-consolidacao

Até 05/03/2026 o FGC havia pago R$ 38,4 bilhões (94% do montante) a cerca de 675 mil credores (87% do total) do Banco Master, Master de Investimento e Letsbank; o Conselho do FGC deliberou em 05/02/2026 antecipar contribuições ordinárias, com recolhimento em 25/03/2026 de 60 meses de contribuição, recomposição de caixa estimada em R$ 32,5 bilhões.

Até 23/03/2026 o FGC havia pago R$ 39 bilhões (96% do total) a 689 mil pessoas (89% dos credores) do conglomerado Master; no mesmo comunicado informou que o Banco Pleno tinha 152 mil credores com direito à garantia e R$ 4,8 bilhões a pagar (estimativa inicial: 160 mil credores e R$ 4,9 bilhões), com pagamentos iniciados em 23/03/2026.

Comprovado por documentoFonte: Fundo Garantidor de Créditos (FGC) · original (abre em nova aba)parágrafos 1 a 3 e bloco «Conglomerado Master»#f01-fgc-pagamentos-23mar

Até 06/04/2026 o FGC havia pago R$ 39,3 bilhões (96,90% do montante) a cerca de 669 mil credores (90,24%) do Banco Master, Master de Investimento e Letsbank; no Banco Pleno, R$ 3,61 bilhões (75,39% do valor) a 107.279 credores (70,45%). Pessoas jurídicas, menores e espólios seguem processos específicos.

Comprovado por documentoFonte: Fundo Garantidor de Créditos (FGC) · original (abre em nova aba)blocos «Conglomerado Master» e «Banco Pleno»#f01-fgc-pagamentos-6abr

Para o Will Bank, o FGC antecipou desde 13/02/2026 as garantias de até R$ 1.000 a clientes diretos (6,269 milhões de pessoas elegíveis; R$ 177,8 milhões estimados; até 06/04, R$ 126 milhões pagos a cerca de 1,145 milhão de pessoas), e em 07/04/2026 iniciou a segunda fase para valores de R$ 1.000 até R$ 250.000, estimando R$ 6,06 bilhões a cerca de 312 mil credores. Quem esgotou o limite de R$ 250 mil nas liquidações Master, Master de Investimento ou Letsbank não recebe adicional do Will, por pertencerem ao mesmo conglomerado.

O FGC registra datas diferentes para a consolidação do limite de garantia no conglomerado Master: em 21/01/2026, que clientes com produtos adquiridos antes da aquisição do Will pelo Master (21/08/2024) têm garantia preservada e, a partir de 22/08/2024, os valores são consolidados por CPF/CNPJ; em 07/04/2026, que os instrumentos adquiridos até 31/08/2024 têm garantia preservada e, a partir de 01/09/2024, o limite é consolidado.

Comprovado por documentoFonte: Fundo Garantidor de Créditos (FGC) · original (abre em nova aba)parágrafo sobre a consolidação do limite#f01-fgc-consolidacao-limite-data

Segundo o Banco Central (Relatório de Estabilidade Financeira de maio de 2026), entre 19/01 e 27/02/2026, do montante total estimado de R$ 40,4 bilhões em valor de cobertura (instituições Master, Master BI e Letsbank), R$ 37,7 bilhões foram efetivamente pagos (93,3%), restando R$ 2,7 bilhões pendentes; dos valores pagos, 55,1% foram direcionados a títulos emitidos por instituições financeiras e 41,0% tiveram outras destinações.

Comprovado por documentoFonte: Banco Central do Brasil · original (abre em nova aba)seção 1.2.1 Liquidez, parágrafo sobre clientes ressarcidos pelo FGC#f01-ref-fgc-cobertura-paga

Segundo o BC, com as liquidações de novembro de 2025 em diante a liquidez do FGC, considerando os montantes provisionados para a cobertura, chegou a R$ 66,8 bilhões (1,2% dos depósitos elegíveis) em janeiro de 2026; em março de 2026 foram aprovadas antecipações de contribuições (60 em março de 2026, 12 em março de 2027, 12 em março de 2028) e estimou-se liquidez de R$ 111,2 bilhões (2% dos depósitos elegíveis) em março de 2026.

Comprovado por documentoFonte: Banco Central do Brasil · original (abre em nova aba)Boxe 1 - Fundo Garantidor de Crédito (FGC)#f01-ref-fgc-liquidez

Reportagens apresentam números diferentes para o custo total do FGC com Master, Will Bank e Pleno: cerca de R$ 49,5 bilhões gastos para ressarcir clientes (Agência Brasil, 18/05/2026); R$ 47 bilhões (Master e Will, novembro de 2025) e R$ 56 bilhões depois da liquidação do Pleno (Agência Pública, 09/03/2026).

Fonte únicaFonte: Agência Brasil · original (abre em nova aba)seção «Outros números»#f01-custo-total-fgc-reportagens

Em agosto de 2024 o senador Ciro Nogueira apresentou acréscimo à PEC 65/2023 (a chamada «emenda Master») que elevaria a garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF; a Pública informa que a CCJ do Senado rejeitou a proposta no mesmo mês.

Confirmado por fontes independentesFonte: Agência Brasil · original (abre em nova aba)linha «Ago. 2024» do quadro#f01-emenda-master-fgc-1-milhao

O Regulamento do FGC (Anexo II da Res. CMN 4.222) lista como cobertos depósitos, letras de câmbio, hipotecárias, LCI, LCA e LCD, mas não letras financeiras; e exclui expressamente os créditos de titularidade de regimes próprios de previdência e os representados por cotas de fundos de investimento.

Comprovado por documentoFonte: Conselho Monetário Nacional / Banco Central do Brasil · original (abre em nova aba)Anexo II, art. 2º (incisos I a X) e §1º, V, alíneas 'a' e 'b' (pp. 31-32 de 37)#f02a-nac-fgc-regulamento

Segundo as reportagens sobre a lista do Ministério, as aplicações dos RPPS foram em letras financeiras, que não contam com cobertura do FGC; o Ministério da Previdência também afirmou que nenhum dos 18 entes e fundo de pensão.

Confirmado por fontes independentesFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)ressalvas do texto#f02b-fgc-nao-cobre-lf

Em fato relevante de 28/05/2026 o BRB informou que, na Ação Cível Originária 3.755/DF no STF, foi firmado termo de solução consensual entre o DF (controlador), a União, o Banco Central e o BRB: o DF contratara operação de crédito junto ao FGC de até 16% da Receita Corrente Líquida, exclusivamente para aporte de capital no BRB, com fiança de sindicato de instituições financeiras e contragarantia do DF (incluindo FPE e FPM), sem aval, garantia ou transferência de recursos da União; a implementação depende da análise do plano de negócios e das condições técnicas do FGC e de outras aprovações.

Comprovado por documentoFonte: BRB - Banco de Brasília S.A. · original (abre em nova aba)1o e 2o parágrafos#f03-acordo-fgc-aco3755

Em 09/06/2026 a CLDF aprovou, com emendas, por 11 votos a favor, 9 contra, 1 abstenção e 3 ausências, o PL 2363/2026 do Executivo distrital, que ratifica o acordo homologado pelo STF e autoriza o GDF a contrair empréstimo de até R$ 6,6 bi junto ao FGC para fortalecer o BRB, com contragarantias do FPE e do FPM e vedação de novos concursos e de alterações de carreira que aumentem despesas até a quitação ou nível A+ de capacidade de pagamento.

Segundo mensagens de 18/4/2025, Vorcaro sugeriu um vídeo de Prioli sobre CDBs com a tese de que, em caso de problema, tudo continua garantido pelo FGC; a integrante da equipe respondeu que falara com ela sobre a abordagem de desinformação e Vorcaro respondeu 'Sim'.

Gabriela Prioli (16 out. 2026): Em vídeo publicado em 16/10/2026, Prioli chamou as informações de mentiras, disse nunca ter tido reunião, contato ou diálogo com o Master ou com Vorcaro, nunca ter celebrado contrato com o banco, empresas ligadas, Vorcaro ou qualquer agência que o representasse, não ter recebido pagamentos e que seus trabalhos têm nota fiscal; questionou a existência do contrato e dos pagamentos. Em abril de 2025 já negara ao Poder360 contrato direto. A reportagem não registra reação dela à mensagem sobre o vídeo de CDBs.

Segundo o Metrópoles, ação civil pública da Abradecont na 6ª Vara Empresarial do Rio busca responsabilizar corretoras por publicidade enganosa na venda de CDBs do Master como seguros e garantidos pelo FGC; a única corretora nomeada na matéria é a XP.

Fonte únicaFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seção 'XP and Banco Master CDBs'#f07-abradecont-acao-distribuidores

Segundo O Fator (09/01/2026), a Prevcon aplicou R$ 14 milhões em letras financeiras do Master em maio de 2024 e tinha, junto ao banco, saldo de cerca de R$ 16,5 milhões (rendimentos de cerca de R$ 2,5 milhões), equivalente a 2,78% do patrimônio de R$ 593,9 milhões do último relatório da carteira divulgado em outubro; os títulos não têm cobertura do FGC.

Confirmado por fontes independentesFonte: O Fator · original (abre em nova aba)texto integral#f13-congonhas-saldo-2025-10-31

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