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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Agência de comunicação

Mithi (MiThi / Miranda Comunicação)

Documentado

Controle

Principais fatos

Segundo documentos da 10ª fase da Operação Compliance Zero (9/7/2026, autorizada por André Mendonça), a PF indica que Vorcaro ofereceu até R$ 2 milhões a influenciadores para atacar o Banco Central nas redes, no chamado 'Projeto DV', e teria intimidado os que recusaram; a PF atribui a coordenação ao publicitário Thiago Miranda (Miranda Comunicação/Mithi).

AlegadoGraveFonte: InfoMoney · original (abre em nova aba)seções 'O que a PF afirma' e 'Projeto DV'#f07-pf-projeto-dv-influenciadores-2mi

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
Fato
dez. 2025 a jan. 2026
Fonte
Vorcaro oferecia até R$ 2 mi a influenciadores para atacar o Banco Central, diz PF — InfoMoney (Caio César), 10 jul. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Hipótese da PF, descrita por reportagens; decisão e relatório não examinados. As reportagens citadas se apoiam na mesma decisão: não são confirmações independentes. 'Até R$ 2 milhões' é teto de proposta/contrato (Seu Dinheiro diz 'por publicação'; InfoMoney e Gazeta do Povo dizem 'até', e Gazeta diz que 'ao menos um perfil teria recebido' R$ 2 milhões): conflito de redação entre fontes; não é valor pago demonstrado. Influenciadores não nomeados nessas fontes. A origem dos recursos ('fraudes investigadas no banco', para InfoMoney e Seu Dinheiro) é uma tese da PF não examinada.
Confirmam
De dossiê contra CEO do Itaú a influenciadores: os alvos de intimidação por Vorcaro e os pagamentos bilionários para promover o Banco Master; Vorcaro cooptou cerca de 50 influenciadores e planejou produzir filme sobre o caso Master
Citados
Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Banco Central, Polícia Federal
Estado
Revisado

Segundo a Folha de S.Paulo (via Brasil 247), documentos do Projeto DV preveem: GPS Brasília, R$ 100 mil por mês por um ano (assinado em 3/1), com 6 conteúdos por mês e cláusula de confidencialidade; Luiz Bacci, via BN Publicidade e Marketing, R$ 500 mil por mês por seis meses, com 30 postagens por mês; Not Journal, R$ 30 mil por mês por 12 publicações mensais; os contratos chegaram a somar R$ 8 milhões e a PF identificou cerca de 40 perfis na campanha.

Luiz Bacci (11 maio 2026): Bacci confirmou relação comercial com a agência Mithi (que disse existir desde 2021), recusou detalhar o contrato por política de compliance e sigilo e disse que não divulga contratos de clientes.
GPS Brasília (11 maio 2026): O editor do GPS Brasília disse que o veículo tem contratos com várias agências, confirmou acordos anteriores com a Mithi e afirmou que um contrato foi rescindido dez dias após a assinatura por incompatibilidade entre os conteúdos propostos e a linha editorial.
Not Journal (11 maio 2026): O Not Journal confirmou o contrato, negou combinação prévia de conteúdo, disse que os textos alinhados com a agência foram escritos por um ex-funcionário, que recebeu três notificações extrajudiciais do Master e que sua regra principal é publicar fatos e não fake news. Informou ainda ter recusado a proposta de compra de 50%.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
Fato
dez. 2025 a jan. 2026
Fonte
Ataque ao Banco Central contratado por Vorcaro seguiu estratégia de agência e teve contratos milionários — Brasil 247 (Otávio Rosso), 11 maio 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Valores são PREVISTOS em contrato; a própria reportagem diz que não está claro quanto foi pago. Reportagem da Folha e os documentos não foram examinados. Bacci é descrito como jornalista; o contrato é com a empresa dele. Conteúdos de GPS Brasília criticaram Renato Gomes (diretor do BC) em 29/12 e 1º/1, segundo a matéria; GPS diz ter rescindido um contrato em dez dias por incompatibilidade com a linha editorial. Not Journal diz ter recebido três notificações extrajudiciais do Master e nega combinação prévia de conteúdo.
Citados
Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), GPS Brasília, BN Publicidade e Marketing, Luiz Bacci, Not Journal
Estado
Revisado

Operações e pagamentos

Relações documentadas

  • Contrato BN Publicidade e Marketing — Contrato previsto de R$ 500 mil por mês por seis meses, com 30 postagens mensais (previsto; pagamento não confirmado). (dez. 2025 a hoje) [evid]
  • Contrato GPS Brasília — Contrato previsto de R$ 100 mil por mês por um ano; o veículo diz ter rescindido após dez dias. (jan. 2026) [evid]
  • Contrato Not Journal — Contrato previsto de R$ 30 mil por mês, 12 publicações mensais; o veículo nega combinação prévia de conteúdo. (dez. 2025 a jan. 2026) [evid][evid]

Cronologia

Outras evidências que citam esta entidade

Em depoimento à PF em 12/5/2026, Thiago Miranda, dono da Mithi, negou ter atuado em ataque coordenado às instituições, em especial o Banco Central; segundo a Gazeta do Povo, a versão é que Vorcaro queria melhorar sua imagem após a primeira prisão. Seu advogado, Rafael Martins, afirmou que o Projeto DV nunca teve o objetivo de atacar autoridades ou órgãos de Estado.

Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.

Segundo o Metrópoles, investigadores mapearam ao menos 22 perfis contratados pela Mithi para o Projeto DV; em depoimento, Miranda citou Luiz Bacci (R$ 500 mil) e o Not Journal (R$ 30 mil), disse que a abordagem foi terceirizada à agência UNLTD e que ele próprio fazia os pagamentos, e que o briefing orientava a repostar matérias da imprensa.

AlegadoFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seções Influenciadores e Contratos e briefing#f07-mithi-22-perfis-bacci-notjournal
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Luiz Bacci (11 maio 2026): Bacci confirmou relação comercial com a agência Mithi (que disse existir desde 2021), recusou detalhar o contrato por política de compliance e sigilo e disse que não divulga contratos de clientes.
Not Journal (11 maio 2026): O Not Journal confirmou o contrato, negou combinação prévia de conteúdo, disse que os textos alinhados com a agência foram escritos por um ex-funcionário, que recebeu três notificações extrajudiciais do Master e que sua regra principal é publicar fatos e não fake news. Informou ainda ter recusado a proposta de compra de 50%.

Há três versões publicadas para os R$ 3,5 milhões ligados a Thiago Miranda: (a) Folha via Brasil 247: valor pago pela Super Empreendimentos à Mithi/Miranda entre o fim de dezembro de 2025 e o início de janeiro de 2026; (b) Metrópoles, relatando o depoimento: valor pago por Vorcaro, por meio de empresa chamada Super, por 10% do portal LeoDias, com o projeto durando cerca de 20 dias e sendo pago com o dinheiro dessa venda; (c) Gazeta do Povo: pagamento de R$ 3,5 milhões pelos serviços de recuperação de imagem, dos quais, segundo Miranda, só o primeiro mês foi pago. Brasil 247 (O Globo) acrescenta que o plano previa R$ 3,5 milhões MENSAIS a influenciadores.

AlegadoFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seção Valores; comparar com os demais#f07-mithi-3-5mi-versoes

Segundo a decisão de Mendonça descrita pelo Poder360, uma minuta de contrato para a produção de documentário audiovisual provisoriamente intitulado 'Caso Banco Master', em que Thiago Miranda e Vorcaro teriam assumido o compromisso de dar entrevistas e fornecer acesso a documentos e dados, foi encontrada em buscas de 9/7/2026 e teria sido 'supostamente celebrada' em 31/3/2026 na Superintendência da PF em Brasília.

Fonte únicaFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)seções Contrato e documento, Partes, Data e local#f07-documentario-minuta

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.

O editor do Not Journal (Bruno Richards) disse, em resposta à Folha (via Brasil 247), que o veículo recebeu três notificações extrajudiciais do Banco Master; a mesma reportagem registra que uma proposta de R$ 5 milhões pela compra de 50% do veículo foi recusada, segundo o veículo.

Not Journal (11 maio 2026): O Not Journal confirmou o contrato, negou combinação prévia de conteúdo, disse que os textos alinhados com a agência foram escritos por um ex-funcionário, que recebeu três notificações extrajudiciais do Master e que sua regra principal é publicar fatos e não fake news. Informou ainda ter recusado a proposta de compra de 50%.

O que ainda não se sabe

  • Razão social e CNPJ não verificados. Reportagens usam Mithi, MiThi e Miranda Comunicação; podem ser a mesma pessoa jurídica ou não.

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