Outras evidências que citam esta entidade
A lista dos 18 entes divulgada traz, em valor aplicado: Estado do RJ R$ 970 mi; Estado do AP R$ 400 mi; Maceió (AL) R$ 97 mi; São Roque (SP) R$ 93,15 mi; Cajamar (SP) R$ 87 mi; Itaguaí (RJ) R$ 59,6 mi; Estado do AM R$ 50 mi; Aparecida de Goiânia (GO) R$ 40 mi; Araras (SP) R$ 29 mi; Congonhas (MG) R$ 14 mi; Fátima do Sul (MS) R$ 7 mi; Santo Antônio de Posse (SP) R$ 7 mi; São Gabriel do Oeste (MS) R$ 3 mi; Paulista (PE) R$ 3 mi; Jateí (MS) R$ 2,5 mi; Angélica (MS) R$ 2 mi; Santa Rita D'Oeste (SP) R$ 2 mi; Campo Grande (MS) R$ 1,2 mi.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Dos 18 entes da lista do ministério, apenas três são RPPS estaduais: Rio de Janeiro (R$ 970 mi), Amapá (R$ 400 mi) e Amazonas (R$ 50 mi); os outros 15 são institutos municipais.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Cruzando dados da CVM com a carteira dos RPPS registrada no Ministério da Previdência, a Folha identificou pelo menos 100 regimes (3 estaduais - Amapá, Rio de Janeiro e Tocantins - e 98 municipais) com aplicações indiretas em cinco fundos ligados ao Master (Texas I, Aquila, Osasco Properties, São Domingos e Brazilian Graveyard & Death Care), somando R$ 238 milhões antes de 2025, com queda posterior de 57%.
Segundo a Folha, o Amapá aportou R$ 30 mi no fundo Texas I, valor que caiu para R$ 4,2 mi em dois meses, e Rio de Janeiro e Amapá tiveram, juntos, perda de R$ 100 mi nesse fundo; a carteira do Texas I tinha 93% em ações da Ambipar em setembro de 2025.
Levantamento da CNN citado pelo Brasil 247 (11/06/2026) fala em ao menos R$ 4,4 bilhões de fundos previdenciários estaduais e municipais no Master, incluindo R$ 3,6 bi do Rioprevidência e R$ 400 mi do Amapá, e atribui R$ 154 mi em conjunto a 'Goiás, Amazonas e Mato Grosso do Sul'.
Em entrevista (10/03/2026), o ex-presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, disse que o Comitê de Investimento aprovou por unanimidade (5 a 0) R$ 500 mi em letra financeira na reunião de 12/07/2024, depois R$ 100 mi ao Master por 3 a 2 condicionados a visita técnica, e mais R$ 100 mi por decisão unânime, dentro de estratégia de R$ 800 mi; e que as propostas foram apresentadas também a Safra, BTG e Santander.
Jocildo Silva Lemos (10 mar. 2026): Jocildo Lemos disse que renunciou para demonstrar compromisso com as autoridades, que a decisão foi do comitê colegiado com propostas também a Safra, BTG e Santander, que a Amprev recuperara os R$ 400 mi em cinco anos e que deixou o fundo com R$ 10 bi capaz de pagar benefícios até 2059.
Segundo Jocildo Lemos, o comitê que decidiu em julho de 2024 era formado por ele (presidente), um servidor da Amprev, Alexandre Monteiro (procurador-geral do MP-AP), Glaucio Bezerra (secretário de finanças do TJAP) e Jacson Rubens (representante dos servidores efetivos).
Em 06/02/2026 a PF deflagrou a Operação Zona Cinzenta, desdobramento da Compliance Zero, com quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela 4ª Vara da Justiça Federal, para apurar gestão temerária e fraudulenta nas aplicações da Amprev em letras do Master; alvos: o diretor-presidente Jocildo Lemos e dois integrantes do comitê de investimentos (nomes não divulgados).
Jocildo Lemos renunciou em 11/02/2026; em 10/03/2026 afirmou que a Amprev recuperaria os R$ 400 mi em cinco anos, que reteve cerca de R$ 600 mil/mês de consignados desde novembro e, após decisão favorável obtida pela PGE, passou a reter R$ 7,5 mi/mês de consignados de 96 a 120 meses, com meta de recuperar metade em 60 meses; e que o contrato de dez anos renderia R$ 630 mi se o Master não tivesse quebrado.
Jocildo Silva Lemos (10 mar. 2026): Jocildo Lemos disse que renunciou para demonstrar compromisso com as autoridades, que a decisão foi do comitê colegiado com propostas também a Safra, BTG e Santander, que a Amprev recuperara os R$ 400 mi em cinco anos e que deixou o fundo com R$ 10 bi capaz de pagar benefícios até 2059.
A Amprev aplicou R$ 30 mi no fundo Texas I, valor que a Folha diz ter caído para R$ 4,2 mi em dois meses.
Jocildo Silva Lemos presidia a Amprev desde cerca de janeiro de 2023; ele diz que o governador Clecio Luis fez a nomeação e que o senador Davi Alcolumbre o convidou; a reportagem do Estadão (via Terra) diz que a indicação partiu de Alcolumbre, que nega qualquer participação em nomeações.
Davi Alcolumbre (6 fev. 2026): Alcolumbre disse, em nota, que não possui participação, influência ou atribuição em nomeações.
Segundo o Estadão (via Terra, 06/02/2026), Jocildo Lemos teria ignorado alertas do TCU e do MPF ao investir R$ 100 milhões em títulos do Master, conselheiros protestaram contra os aportes em julho de 2024 e o total aplicado no Master seria de R$ 470 milhões, 4,7% do patrimônio.
Amapá Previdência (Amprev) (18 nov. 2025): A Amprev afirma que as aplicações seguiram as normas do Sistema Financeiro Nacional e a política de investimentos, que o banco estava autorizado a operar com RPPS e que os pagamentos estão assegurados; em 06/01/2026 acrescentou decisão judicial favorável sobre os consignados. Não há resposta da atual direção a Zona Cinzenta nas fontes lidas.
Segundo a reportagem do UOL via Brasil 247, mensagens extraídas pela PF mostram em abril de 2024 Fernando Mascarenhas dizendo 'Amapá, confirmado 400', cerca de R$ 300 mi do Amapá transferidos até 01/08/2024 e, mais tarde, tesoureiro do Master citando 'comissão Amapá' de R$ 11 mi.
A Amprev disse em nota (18/11/2025) que as aplicações no Master seguiram as normas do Sistema Financeiro Nacional e a política de investimentos, que o banco estava autorizado a operar com RPPS e que os pagamentos a aposentados e pensionistas estão assegurados; em 06/01/2026 disse que Estado e Amprev obtiveram decisão judicial para garantir a segurança dos consignados.