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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Instituto de previdência (RPPS)

Amapá Previdência (Amprev)

Documentado · Macapá / AP

Ver a ficha previdenciária: aplicações, saldo, perda e cadeia decisória →

Controle

Principais fatos

A Amprev (RPPS do Amapá) aparece na lista do ministério com R$ 400 milhões aplicados em letras financeiras do Master em 2024, cerca de 4,7% do patrimônio do regime.

Confirmado por fontes independentesFonte: CartaCapital · original (abre em nova aba)seção 'Valores e datas'#f02a-ap-lf-400-ministerio
Detalhes da evidência
Fato
jul. 2024
Fonte
PF investiga investimentos da Previdência do Amapá no Banco Master e mira cúpula da Amprev — CartaCapital (Vinicius Nunes), 6 fev. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Valor APLICADO. O percentual de 4,7% do patrimônio vem da reportagem; o Estadão (via Terra) fala em R$ 470 mi no total, igualmente 4,7% (inconsistente com R$ 400 mi). Oferta/taxa: 8% ao ano por dez anos (auditoria do ministério, via Investidor Institucional).
Confirmam
PF mira R$ 400 milhões da previdência dos servidores do AP no Master; RPPS usavam mesmo modelo para investir no Master, diz auditoria
Citados
Amapá Previdência (Amprev), Banco Master, Ministério da Previdência Social (Secretaria de Regime Próprio e Complementar - SRPC/DRPPS)
Estado
Revisado

A auditoria do Ministério da Previdência sobre a Amprev, segundo a Investidor Institucional, registra três reuniões do comitê de investimentos entre 12 e 30 de julho de 2024 que autorizaram R$ 200 mi, R$ 100 mi e R$ 100 mi (total R$ 400 mi) em letras do Master a 8% ao ano por dez anos, com textos de credenciamento idênticos aos de Itaguaí, Aparecida de Goiânia e Congonhas e 'promocionais', o que o ministério chamou de 'negligência incompatível' com o dever fiduciário.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Detalhes da evidência
Fato
12 jul. 2024 a 30 jul. 2024
Fonte
Relatório de auditoria do Ministério da Previdência Social sobre aplicações da Amprev no Banco Master — Ministério da Previdência Social, fev. 2026
Acesso
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Consulta
17 out. 2026
Limites
Documento descrito por reportagem sem autoria; íntegra não examinada. A divisão 200/100/100 não coincide com a versão do ex-presidente (votos de R$ 500 mi, R$ 100 mi e R$ 100 mi); possível reconciliação (parte de R$ 500 mi de uma estratégia maior de letras) não confirmada.
Citados
Amapá Previdência (Amprev), Ministério da Previdência Social (Secretaria de Regime Próprio e Complementar - SRPC/DRPPS), Banco Master
Estado
Revisado

Cronologia

Outras evidências que citam esta entidade

A lista dos 18 entes divulgada traz, em valor aplicado: Estado do RJ R$ 970 mi; Estado do AP R$ 400 mi; Maceió (AL) R$ 97 mi; São Roque (SP) R$ 93,15 mi; Cajamar (SP) R$ 87 mi; Itaguaí (RJ) R$ 59,6 mi; Estado do AM R$ 50 mi; Aparecida de Goiânia (GO) R$ 40 mi; Araras (SP) R$ 29 mi; Congonhas (MG) R$ 14 mi; Fátima do Sul (MS) R$ 7 mi; Santo Antônio de Posse (SP) R$ 7 mi; São Gabriel do Oeste (MS) R$ 3 mi; Paulista (PE) R$ 3 mi; Jateí (MS) R$ 2,5 mi; Angélica (MS) R$ 2 mi; Santa Rita D'Oeste (SP) R$ 2 mi; Campo Grande (MS) R$ 1,2 mi.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Dos 18 entes da lista do ministério, apenas três são RPPS estaduais: Rio de Janeiro (R$ 970 mi), Amapá (R$ 400 mi) e Amazonas (R$ 50 mi); os outros 15 são institutos municipais.

Fonte únicaFonte: CNN Brasil · original (abre em nova aba)tabela da reportagem, linhas 'Estado do ...'#f02a-nac-so-tres-estaduais

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Cruzando dados da CVM com a carteira dos RPPS registrada no Ministério da Previdência, a Folha identificou pelo menos 100 regimes (3 estaduais - Amapá, Rio de Janeiro e Tocantins - e 98 municipais) com aplicações indiretas em cinco fundos ligados ao Master (Texas I, Aquila, Osasco Properties, São Domingos e Brazilian Graveyard & Death Care), somando R$ 238 milhões antes de 2025, com queda posterior de 57%.

Em entrevista (10/03/2026), o ex-presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, disse que o Comitê de Investimento aprovou por unanimidade (5 a 0) R$ 500 mi em letra financeira na reunião de 12/07/2024, depois R$ 100 mi ao Master por 3 a 2 condicionados a visita técnica, e mais R$ 100 mi por decisão unânime, dentro de estratégia de R$ 800 mi; e que as propostas foram apresentadas também a Safra, BTG e Santander.

AlegadoFonte: Diário do Amapá · original (abre em nova aba)seção 'Decisão de investimento e votações'#f02a-ap-jocildo-votacao
Jocildo Silva Lemos (10 mar. 2026): Jocildo Lemos disse que renunciou para demonstrar compromisso com as autoridades, que a decisão foi do comitê colegiado com propostas também a Safra, BTG e Santander, que a Amprev recuperara os R$ 400 mi em cinco anos e que deixou o fundo com R$ 10 bi capaz de pagar benefícios até 2059.

Segundo Jocildo Lemos, o comitê que decidiu em julho de 2024 era formado por ele (presidente), um servidor da Amprev, Alexandre Monteiro (procurador-geral do MP-AP), Glaucio Bezerra (secretário de finanças do TJAP) e Jacson Rubens (representante dos servidores efetivos).

AlegadoFonte: Diário do Amapá · original (abre em nova aba)seção 'Composição na época'#f02a-ap-comite-composicao

Em 06/02/2026 a PF deflagrou a Operação Zona Cinzenta, desdobramento da Compliance Zero, com quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela 4ª Vara da Justiça Federal, para apurar gestão temerária e fraudulenta nas aplicações da Amprev em letras do Master; alvos: o diretor-presidente Jocildo Lemos e dois integrantes do comitê de investimentos (nomes não divulgados).

Confirmado por fontes independentesGraveFonte: CartaCapital · original (abre em nova aba)texto da matéria#f02a-ap-zona-cinzenta

Jocildo Lemos renunciou em 11/02/2026; em 10/03/2026 afirmou que a Amprev recuperaria os R$ 400 mi em cinco anos, que reteve cerca de R$ 600 mil/mês de consignados desde novembro e, após decisão favorável obtida pela PGE, passou a reter R$ 7,5 mi/mês de consignados de 96 a 120 meses, com meta de recuperar metade em 60 meses; e que o contrato de dez anos renderia R$ 630 mi se o Master não tivesse quebrado.

AlegadoFonte: Diário do Amapá · original (abre em nova aba)seção 'Declarações de Jocildo Lemos'#f02a-ap-jocildo-saida-recuperacao
Jocildo Silva Lemos (10 mar. 2026): Jocildo Lemos disse que renunciou para demonstrar compromisso com as autoridades, que a decisão foi do comitê colegiado com propostas também a Safra, BTG e Santander, que a Amprev recuperara os R$ 400 mi em cinco anos e que deixou o fundo com R$ 10 bi capaz de pagar benefícios até 2059.

Jocildo Silva Lemos presidia a Amprev desde cerca de janeiro de 2023; ele diz que o governador Clecio Luis fez a nomeação e que o senador Davi Alcolumbre o convidou; a reportagem do Estadão (via Terra) diz que a indicação partiu de Alcolumbre, que nega qualquer participação em nomeações.

ContestadoFonte: Amapá Previdência (Amprev) · original (abre em nova aba)texto da notícia; nota de Alcolumbre em fonte:f02a-terra-jocildo-2026-02-06#f02a-ap-nomeacao-jocildo
Davi Alcolumbre (6 fev. 2026): Alcolumbre disse, em nota, que não possui participação, influência ou atribuição em nomeações.

Segundo o Estadão (via Terra, 06/02/2026), Jocildo Lemos teria ignorado alertas do TCU e do MPF ao investir R$ 100 milhões em títulos do Master, conselheiros protestaram contra os aportes em julho de 2024 e o total aplicado no Master seria de R$ 470 milhões, 4,7% do patrimônio.

AlegadoFonte: Na Hora da Notícia (conteúdo Terra/Estadão) · original (abre em nova aba)seção 'Alegações (não comprovadas)' da reportagem#f02a-ap-alertas-tcu-mpf-total-470
Amapá Previdência (Amprev) (18 nov. 2025): A Amprev afirma que as aplicações seguiram as normas do Sistema Financeiro Nacional e a política de investimentos, que o banco estava autorizado a operar com RPPS e que os pagamentos estão assegurados; em 06/01/2026 acrescentou decisão judicial favorável sobre os consignados. Não há resposta da atual direção a Zona Cinzenta nas fontes lidas.

A Amprev disse em nota (18/11/2025) que as aplicações no Master seguiram as normas do Sistema Financeiro Nacional e a política de investimentos, que o banco estava autorizado a operar com RPPS e que os pagamentos a aposentados e pensionistas estão assegurados; em 06/01/2026 disse que Estado e Amprev obtiveram decisão judicial para garantir a segurança dos consignados.

AlegadoFonte: Amapá Previdência (Amprev) · original (abre em nova aba)texto da nota; segunda declaração em fonte:f02a-gazetadopovo-zona-cinzenta-2026-02-06#f02a-ap-amprev-nota-conforme-regras

O que ainda não se sabe

  • CNPJ não lido em fonte aberta; atas do comitê de julho/2024 não localizadas.
  • Operação Zona Cinzenta só em fonte secundária.

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