Agências, patrocínios, publicidade, fóruns e eventos. Patrocinar um evento não é pagar quem fala nele; aparecer num fórum patrocinado não é receber benefício pessoal sem prova adicional.
O que é alegado, de fonte única ou contestado
Nada abaixo está demonstrado. Cada item diz quem afirma e a resposta, quando houve.
O 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias foi realizado em Londres de 24 a 27/04/2024 e, segundo relatório da PF descrito pela piauí e pela Banda B, foi financiado quase integralmente pelo Banco Master. Gastos citados: hospedagem no The Peninsula entre 760 mil e 850 mil libras por três dias, degustação de uísque de cerca de R$ 3,3 milhões e média de R$ 145 mil por participante. Segundo a Banda B, participaram 22 dos mais de 60 convidados, entre eles Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Andrei Rodrigues, Hugo Motta e Paulo Gonet; Gilmar Mendes e Flávio Dino constam apenas da lista de convidados enviada por Moraes a Vorcaro, sem confirmação de comparecimento nessa fonte.
Detalhes da evidência
- Fato
- 24 abr. 2024 a 27 abr. 2024
- Fonte
- 'Fui porque Moraes chamou': Toffoli se explica sobre evento pago por Vorcaro em Londres — Banda B (Cecilia Sizanoski), 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Relatório da PF não examinado; piauí não aberta. Valores aproximados; a média por participante não deve ser somada aos totais. CONFLITO: o Poder360 (correção de 02/09/2026) informa que o plano de viagem do filho do PGR era para a 2ª edição (2025), que não ocorreu; a presença de Gonet na edição de 2024 aparece só na Banda B e não foi confirmada por outra fonte lida. A lista é de 'participantes citados', não de comparecimento comprovado para cada nome, exceto onde houver confirmação própria (Toffoli). Evento jurídico/acadêmico com financiamento privado não é, por si, ilícito; o relatório da PF diz não fazer juízo definitivo sobre conduta de autoridades.
- Citados
- Fórum Jurídico Brasil de Ideias, Banco Master, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Andrei Rodrigues, Paulo Gonet, Hugo Motta, Leonardo Serrano
- Estado
- Revisado
Segundo a PF, conforme relatado pela Banda B, Moraes teria sugerido nomes para a lista de convidados, feito convites pessoalmente e participado da definição do cronograma do fórum de Londres, enquanto Leonardo Serrano Giunchetti operava a logística e submetia o cronograma à aprovação do ministro.
Detalhes da evidência
- Fato
- abr. 2024
- Fonte
- 'Fui porque Moraes chamou': Toffoli se explica sobre evento pago por Vorcaro em Londres — Banda B (Cecilia Sizanoski), 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Interpretação das mensagens pela PF/piauí. A Banda B não traz manifestação do ministro. Colaboração na organização de um fórum não demonstra benefício pessoal.
- Citados
- Alexandre de Moraes, Leonardo Serrano, Daniel Vorcaro, Fórum Jurídico Brasil de Ideias
- Estado
- Revisado
O gabinete de Dias Toffoli afirmou que ele foi ao evento de Londres a convite de Alexandre de Moraes e que nunca teve amizade ou intimidade com Vorcaro.
Detalhes da evidência
- Fato
- abr. 2024
- Fonte
- 'Fui porque Moraes chamou': Toffoli se explica sobre evento pago por Vorcaro em Londres — Banda B (Cecilia Sizanoski), 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Declaração do próprio gabinete: confirma a presença; não esclarece quem pagou passagens/hospedagem dele.
- Citados
- Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Fórum Jurídico Brasil de Ideias
- Estado
- Revisado
Mensagens do celular de Vorcaro, descritas pelo Poder360 a partir do relatório da PF, mostram que o advogado Ciro Soares (que indicaria ser interlocutor do PGR Paulo Gonet) perguntou em 29/03/2025 se o filho de Gonet poderia acompanhar a comitiva a Londres (2ª edição do fórum, 2025); Vorcaro respondeu 'Óbvio né'. Em 11/04/2025 Vorcaro escreveu que o filho de Gonet e Ciro estavam 'ok' entre os convidados com despesas pagas. O evento não aconteceu e a matéria não indica que o filho tenha viajado.
Paulo Gonet (1 set. 2026): O Poder360 procurou o PGR e não obteve manifestação até a publicação; nenhuma nota da PGR foi localizada nas fontes lidas. Resultados de busca indicam prazo de cinco dias dado pelo ministro Mendonça para a PGR se manifestar (não verificado).
Detalhes da evidência
- Fato
- 28 mar. 2025 a 19 jun. 2025
- Fonte
- Gonet pediu a Vorcaro para bancar ida do filho para Londres, diz PF — Poder360 (Nino Guimarães), 1 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O pedido é atribuído a Gonet apenas por mensagem de um intermediário, sem fala direta do PGR. Não há comprovante de pagamento. Viagem não ocorreu. Benefício a familiar não equivale a benefício à autoridade. Sem resposta de Gonet/PGR até a publicação. Ciro Soares não foi localizado pela reportagem. O filho não é nomeado no acervo (nome completo não publicado pela matéria; sem papel empresarial).
- Citados
- Paulo Gonet, Ciro Soares, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens do celular de Vorcaro reveladas pelo UOL, o Master negociou em novembro de 2024 um contrato publicitário de R$ 20 milhões com o Metrópoles; a então responsável por comunicação e marketing perguntou se o custo seria dividido entre empresas do grupo (Kovr e Will) e Vorcaro aprovou; o valor teria sido pago em 2025 em parcelas de R$ 5 milhões.
Lilian Tahan (15 out. 2026): A CEO do Metrópoles disse ao UOL que consultar a fonte antes de publicar, para saber se o texto reflete o que ela informou, é prática com empresários, políticos e magistrados; que o contrato de R$ 20 milhões não tinha vínculo editorial; que o portal cobriu as dificuldades financeiras das empresas de Vorcaro; que o diretor do BC Renato Gomes era relevante por sua posição na compra do Master pelo BRB; e que o dono do portal, Luiz Estevão, era crítico da operação e repassou análises a Cappelli. Segundo uma republicação, em outro veículo ela não se manifestou.
Detalhes da evidência
- Fato
- nov. 2024 a 2025
- Fonte
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens — Gazeta Mercantil (Carlos Menezes), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Todas as fontes listadas reproduzem o levantamento do UOL; não são confirmações independentes. O projeto não viu o contrato, notas fiscais nem extratos; 'valor negociado' e 'valor pago' vêm de mensagens. Publicidade contratada é atividade comercial lícita; a hipótese de irregularidade só existe se houver contrapartida editorial, o que a reportagem não demonstra. Brasil de Fato diz 'autorizado e quitado em 2025'; as demais dizem 'teria sido pago'.
- Confirmam
- Mensagens apontam que Vorcaro aprovava e alterava reportagens do site Metrópoles antes de publicação; Vorcaro mandou Metrópoles vetar Cappelli para evitar críticas à venda do Master ao BRB; Mensagens da PF indicam rede de influência de Daniel Vorcaro em sites por meio de patrocínios, investimentos e interferências editoriais
- Citados
- Banco Master, Metrópoles, Ana Matos, Daniel Vorcaro, Kovr, Will Bank
- Estado
- Revisado
Segundo as mensagens relatadas pelo UOL, o Master fez um pagamento de R$ 1 milhão ao Metrópoles em junho de 2024 e acertou em julho de 2024 mais R$ 900 mil para projetos de educação financeira ligados a Kovr e Will Bank; o contato com o portal começou em maio de 2024, por meio de um consultor.
Lilian Tahan (15 out. 2026): A CEO do Metrópoles disse ao UOL que consultar a fonte antes de publicar, para saber se o texto reflete o que ela informou, é prática com empresários, políticos e magistrados; que o contrato de R$ 20 milhões não tinha vínculo editorial; que o portal cobriu as dificuldades financeiras das empresas de Vorcaro; que o diretor do BC Renato Gomes era relevante por sua posição na compra do Master pelo BRB; e que o dono do portal, Luiz Estevão, era crítico da operação e repassou análises a Cappelli. Segundo uma republicação, em outro veículo ela não se manifestou.
Detalhes da evidência
- Fato
- maio 2024 a jul. 2024
- Fonte
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens — Gazeta Mercantil (Carlos Menezes), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mesma origem (UOL). R$ 900 mil foi 'acertado', não necessariamente pago. Não foi esclarecido se esses valores estão contidos nos R$ 20 milhões: não somar.
- Confirmam
- Vorcaro mandou Metrópoles vetar Cappelli para evitar críticas à venda do Master ao BRB
- Citados
- Banco Master, Metrópoles, Kovr, Will Bank
- Estado
- Revisado
Segundo levantamento do UOL, ao menos 14 textos do Metrópoles foram enviados a Vorcaro antes da publicação (2024-2025); 11 foram alterados depois de pedidos dele e duas reportagens foram produzidas e publicadas a pedido direto dele.
Lilian Tahan (15 out. 2026): A CEO do Metrópoles disse ao UOL que consultar a fonte antes de publicar, para saber se o texto reflete o que ela informou, é prática com empresários, políticos e magistrados; que o contrato de R$ 20 milhões não tinha vínculo editorial; que o portal cobriu as dificuldades financeiras das empresas de Vorcaro; que o diretor do BC Renato Gomes era relevante por sua posição na compra do Master pelo BRB; e que o dono do portal, Luiz Estevão, era crítico da operação e repassou análises a Cappelli. Segundo uma republicação, em outro veículo ela não se manifestou.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2024 a 2025
- Fonte
- Mensagens apontam que Vorcaro aprovava e alterava reportagens do site Metrópoles antes de publicação — Brasil de Fato (Kaique Dalapola (metadados)), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mesma origem (UOL). Os textos originais e editados não foram comparados pelo projeto; a própria Gazeta Mercantil afirma que seria preciso comparar versões. Consultar fonte antes de publicar é prática jornalística comum; a diferença entre correção factual e influência sobre pauta é o ponto em aberto.
- Confirmam
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens
- Citados
- Metrópoles, Daniel Vorcaro, Lilian Tahan
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens relatadas pelo UOL, em agosto de 2025 Vorcaro pediu à CEO do Metrópoles que desse 'uma freada' na cobertura de Ricardo Cappelli, pré-candidato ao governo do DF contrário à compra do Master pelo BRB, e ela respondeu 'Deixa comigo'.
Lilian Tahan (15 out. 2026): A CEO do Metrópoles disse ao UOL que consultar a fonte antes de publicar, para saber se o texto reflete o que ela informou, é prática com empresários, políticos e magistrados; que o contrato de R$ 20 milhões não tinha vínculo editorial; que o portal cobriu as dificuldades financeiras das empresas de Vorcaro; que o diretor do BC Renato Gomes era relevante por sua posição na compra do Master pelo BRB; e que o dono do portal, Luiz Estevão, era crítico da operação e repassou análises a Cappelli. Segundo uma republicação, em outro veículo ela não se manifestou.
Detalhes da evidência
- Fato
- ago. 2025
- Fonte
- Vorcaro mandou Metrópoles vetar Cappelli para evitar críticas à venda do Master ao BRB — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- As mensagens não mostram se a cobertura foi de fato reduzida. O título da fonte é mais forte do que o corpo.
- Confirmam
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens
- Citados
- Metrópoles, Daniel Vorcaro, Lilian Tahan, Ricardo Cappelli
- Estado
- Revisado
Segundo o Estadão, em 20/8/2025, após reportagem do Estadão sobre investigação da CVM envolvendo o Master, Vorcaro escreveu à CEO do Metrópoles que 'vamos entrar com criminal' contra o repórter Aguirre Talento; as fontes consultadas não registram que ação tenha sido proposta.
Detalhes da evidência
- Fato
- 20 ago. 2025
- Fonte
- Vorcaro ameaçou processar repórter do Estadão após reportagem sobre operações do Master — Farol da Bahia (Da Redação), 16 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Intenção manifestada em conversa privada; o texto não confirma ajuizamento. Reportagem original do Estadão não foi localizada. Não há resposta do Estadão na página.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Aguirre Talento, Lilian Tahan, Grupo Estado (O Estado de S. Paulo)
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens relatadas pelo UOL, em março de 2025 o ligado ao PlatôBR (Flávio Carneiro, da Foone) ofereceu a Vorcaro a prévia de reportagens; Vorcaro pediu mudanças em entrevista com o presidente do BRB, que foi alterada, e em agosto de 2025 pediu que o veículo evitasse cobertura sobre dois políticos e fizesse cobertura desfavorável a outro.
Flávio Carneiro (18 maio 2026): Carneiro negou que Vorcaro fosse sócio, direto ou indireto, da Foone ou dos veículos citados e admitiu que o Master fez aportes publicitários no Portal Léo Dias (resposta a O Globo, via Brasil 247). Segundo as republicações do UOL de outubro de 2026, ele não respondeu ao UOL sobre as mensagens do PlatôBR; PlatôBR e Brazil Journal disseram que cabia a ele comentar.
Detalhes da evidência
- Fato
- mar. 2025 a ago. 2025
- Fonte
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens — Gazeta Mercantil (Carlos Menezes), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mesma origem (UOL). Carneiro teria respondido nas mensagens que tentaria coordenar; a escala da cobertura resultante não foi demonstrada. Carneiro não respondeu ao UOL, segundo as republicações. Aqui o texto não registra valor pago ao veículo.
- Confirmam
- Mensagens da PF indicam rede de influência de Daniel Vorcaro em sites por meio de patrocínios, investimentos e interferências editoriais
- Citados
- PlatôBR, Foone Empreendimentos, Flávio Carneiro, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens relatadas pelo UOL, em dezembro de 2020 o então Banco Máxima adiantou R$ 300 mil à CartaCapital; em 2021 foi firmado patrocínio de cinco anos; em 2024 a publisher pediu adiantamento de receita publicitária; em agosto de 2023 houve conversa sobre Vorcaro entrar no capital da revista, sem concretização.
Manuela Carta (15 out. 2026): Segundo o Jornal Grande Bahia, a publisher reconheceu relação comercial com o banco e negou interferência editorial; segundo a Gazeta Mercantil, a CartaCapital não foi localizada pelo UOL. Fontes conflitam sobre se a resposta foi dada ao UOL; o texto da resposta não foi lido.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2020 a 2024
- Fonte
- Vorcaro interferia em notícias e articulava pagamentos a veículos de imprensa, indicam mensagens — Gazeta Mercantil (Carlos Menezes), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mesma origem (UOL). O projeto não viu o contrato de cinco anos. R$ 300 mil é 'adiantado' em mensagem, sem comprovante. A publisher reconhece vínculo comercial e nega interferência editorial (segundo o JGB). Gazeta Mercantil diz que a decisão sobre a publicação de uma reportagem teria sido submetida a Vorcaro, o que a CartaCapital nega.
- Confirmam
- Mensagens da PF indicam rede de influência de Daniel Vorcaro em sites por meio de patrocínios, investimentos e interferências editoriais
- Citados
- CartaCapital, Banco Master, Manuela Carta, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo a decisão que autorizou a prisão de Vorcaro (4/3/2026), descrita pelo Poder360, Vorcaro discutiu com Felipe Mourão pagamentos mensais para 'DCM e mais dois editores' a fim de evitar conteúdo negativo; segundo coluna de Malu Gaspar (O Globo, 5/3/2026), em outubro de 2024 Vorcaro propôs R$ 50 mil por mês e Mourão respondeu que pediam o dobro; em seguida Mourão escreveu 'Estão retirando'.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Diário do Centro do Mundo (DCM) (4 mar. 2026): O Diário do Centro do Mundo negou ter recebido recursos, pagamentos ou quaisquer benefícios das pessoas investigadas, disse que a decisão não o identifica nem à sua pessoa jurídica (NN&A Produções Artísticas Ltda.) e que publicou reportagens críticas a Vorcaro. Segundo o JGB, em outubro de 2026 o UOL aguardava resposta atualizada do veículo.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2024
- Fonte
- Vorcaro discutiu com 'Sicário' pagamentos mensais a site de esquerda — Poder360 (Redação Poder360), 5 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A sigla 'DCM' é interpretada pela imprensa como o Diário do Centro do Mundo; o próprio DCM diz que a decisão não o nomeia nem à sua pessoa jurídica. R$ 50 mil é valor PROPOSTO, em outro veículo (O Globo), não confirmado como pago. Mourão faleceu em março de 2026 e não pode responder. A Gazeta Mercantil cita ainda mensagem de 21/10/2024 em que Mourão diz que o DCM foi 'pago e fechado', também sem valor. Os pagamentos mensais de R$ 1 milhão de Vorcaro a Mourão citados na decisão (via Fabiano Zettel) são tratados em outras frentes e não se destinavam, pelo texto, ao DCM.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, Diário do Centro do Mundo (DCM)
- Estado
- Revisado
Segundo capturas de tela de mensagens extraídas pela PF e publicadas pelo próprio Jornal de Brasília, em outubro de 2024 (sobre texto envolvendo relatório do TCU e a Caixa Asset) e em setembro de 2025 (coluna 'Do Alto da Torre') Vorcaro e Felipe Mourão trataram de derrubar do ar reportagens do jornal; no episódio de 2025 o jornal relata invasão detectada no mesmo dia e arquivo original corrompido depois.
Jornal de Brasília (1 out. 2026): O Jornal de Brasília publicou editorial repudiando tentativas de restringir a imprensa, afirmando que não é defesa corporativa e que seguirá publicando reportagens independentes.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2024 a set. 2025
- Fonte
- Vorcaro determinou a derrubada de matérias do Jornal de Brasília — Jornal de Brasília (Suzano Almeida, Olavo David), 1 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O jornal é parte interessada. A reportagem não relata contrato nem pagamento ligado ao jornal. A ligação entre a invasão e as mensagens é cronológica, não estabelecida. Mourão não pode mais responder.
- Citados
- Jornal de Brasília, Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão
- Estado
- Revisado
Segundo conversas relatadas pela Jovem Pan, Vorcaro pediu a Frederic Kachar (então diretor-geral de mídia impressa e rádio do Grupo Globo) que acompanhasse de perto o trabalho de Malu Gaspar e criticou análise do Valor Econômico; Kachar respondeu defendendo a autonomia da redação; o Grupo Globo informou em 15/10/2026 que o desligou depois de revisar conversas de out/2023 a jul/2025 que revelariam 'relação inadequada do executivo com um anunciante'.
Grupo Globo (15 out. 2026): O Grupo Globo informou que desligou Frederic Kachar depois de revisar conversas privadas de outubro de 2023 a julho de 2025 que revelariam relação inadequada do executivo com um anunciante, reafirmou a independência editorial e reconheceu 29 anos de serviço. Nas conversas relatadas, Kachar defende a autonomia da jornalista.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2023 a jul. 2025
- Fonte
- Vorcaro cobrou executivo da Globo sobre matérias do Caso Master — Jovem Pan (jpadmin), 15 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A Jovem Pan não identifica quem obteve as conversas primeiro. A própria matéria diz que as conversas não provam retirada de textos nem censura. A nota da Globo é declaração da parte, reproduzida de segunda mão. Nada aqui documenta pagamento da Globo a Vorcaro ou o contrário.
- Citados
- Grupo Globo, Frederic Kachar, Daniel Vorcaro, Malu Gaspar, Valor Econômico
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens de 5/4/2025 extraídas do celular de Vorcaro e publicadas pelo Poder360, uma integrante não identificada da equipe de marketing do Master disse que 'o contrato está assinado por 12 meses' com a advogada e influenciadora Gabriela Prioli, que não quis contato direto com o banco e que o contrato foi fechado 'via uma agência' para não aparecer o nome do Master; Vorcaro elogiou e pediu sigilo.
Gabriela Prioli (16 out. 2026): Em vídeo publicado em 16/10/2026, Prioli chamou as informações de mentiras, disse nunca ter tido reunião, contato ou diálogo com o Master ou com Vorcaro, nunca ter celebrado contrato com o banco, empresas ligadas, Vorcaro ou qualquer agência que o representasse, não ter recebido pagamentos e que seus trabalhos têm nota fiscal; questionou a existência do contrato e dos pagamentos. Em abril de 2025 já negara ao Poder360 contrato direto. A reportagem não registra reação dela à mensagem sobre o vídeo de CDBs.
Detalhes da evidência
- Fato
- 5 abr. 2025
- Fonte
- Gabriela Prioli nega contrato com Master e comunicação com Vorcaro — Poder360 (Redação Poder360), 17 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A confirmação é do mesmo veículo (Poder360), em texto anterior. Não há valor, nome da agência, contrato, nota fiscal ou prova de pagamento na reportagem; ela própria diz que a agência 'pode ter intermediado'. A autoria das mensagens é atribuída a Ana Matos apenas pela Tribuna do Planalto (republicação); o Poder360 não identifica a pessoa e o projeto não registra o nome como autor das mensagens sobre Prioli. As mensagens dizem o que a equipe do banco relatou a Vorcaro, não o que Prioli aceitou. Prioli nega contrato, pagamento e contato.
- Confirmam
- Depois de defender Master, Gabriela Prioli sugere voto em Lula
- Citados
- Gabriela Prioli, Daniel Vorcaro, Banco Master
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens de 18/4/2025, Vorcaro sugeriu um vídeo de Prioli sobre CDBs com a tese de que, em caso de problema, tudo continua garantido pelo FGC; a integrante da equipe respondeu que falara com ela sobre a abordagem de desinformação e Vorcaro respondeu 'Sim'.
Gabriela Prioli (16 out. 2026): Em vídeo publicado em 16/10/2026, Prioli chamou as informações de mentiras, disse nunca ter tido reunião, contato ou diálogo com o Master ou com Vorcaro, nunca ter celebrado contrato com o banco, empresas ligadas, Vorcaro ou qualquer agência que o representasse, não ter recebido pagamentos e que seus trabalhos têm nota fiscal; questionou a existência do contrato e dos pagamentos. Em abril de 2025 já negara ao Poder360 contrato direto. A reportagem não registra reação dela à mensagem sobre o vídeo de CDBs.
Detalhes da evidência
- Fato
- 18 abr. 2025
- Fonte
- Gabriela Prioli nega contrato com Master e comunicação com Vorcaro — Poder360 (Redação Poder360), 17 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A Tribuna do Planalto afirma que em um vídeo ela disse que CDBs eram mais seguros pela garantia do FGC; o Poder360 não registra isso e o projeto não viu o vídeo: não tratar como fato. O vídeo público de abril de 2025 que o Poder360 descreve (cerca de 3 minutos) diz que questionar a confiabilidade do banco serviria para vendê-lo mais barato; não consta menção ao FGC na descrição. Uma sugestão de pauta em mensagem não demonstra conteúdo publicado nem pagamento. Prioli nega.
- Citados
- Gabriela Prioli, Daniel Vorcaro, Banco Master, FGC
- Estado
- Revisado
Segundo a Revista Oeste, mensagens do celular de Vorcaro indicam patrocínio de R$ 100 mil por mês ao podcast Reconversa a partir de março de 2024 (12 parcelas, R$ 1,2 milhão); Reinaldo Azevedo confirmou o recebimento em entrevista à Rádio TMC e, em nota, disse que o contrato foi firmado diretamente com a área comercial de uma empresa 'Super, ligada ao Banco Master' e era de conhecimento dos seus contratantes.
Reinaldo Azevedo (16 out. 2026): Azevedo confirmou o recebimento em entrevista à Rádio TMC e, em nota, disse que o patrocínio foi formalizado diretamente com a área comercial da empresa, era do conhecimento de seus contratantes, que nunca escreveu textos em defesa do Master, que o podcast não agiu pelos interesses do banco, que nunca falou com Vorcaro ou Fabiano Zettel e que em março de 2024 não havia acusações públicas contra o Master.
Detalhes da evidência
- Fato
- mar. 2024 a hoje
- Fonte
- Reinaldo Azevedo recebeu R$ 100 mil mensais do Banco Master — Revista Oeste (Carlo Cauti), 16 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Um só veículo (de linha editorial identificada); a entrevista à Rádio TMC e a nota não foram vistas pelo projeto. O contrato é do podcast (empresa do programa), não necessariamente de Azevedo pessoa física. Patrocínio de podcast não é pagamento por opinião: Azevedo nega ter escrito textos em defesa do Master e nega contato com Vorcaro ou Zettel. A reportagem diz que receber por serviços não é irregular em si. Busca em jornais indica que Walfrido Warde, coapresentador, foi advogado do Master, o que não foi lido em fonte integral.
- Citados
- Reinaldo Azevedo, Reconversa (podcast), Walfrido Warde, Super Empreendimentos, Banco Master
- Estado
- Revisado
Segundo documentos da 10ª fase da Operação Compliance Zero (9/7/2026, autorizada por André Mendonça), a PF indica que Vorcaro ofereceu até R$ 2 milhões a influenciadores para atacar o Banco Central nas redes, no chamado 'Projeto DV', e teria intimidado os que recusaram; a PF atribui a coordenação ao publicitário Thiago Miranda (Miranda Comunicação/Mithi).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2025 a jan. 2026
- Fonte
- Vorcaro oferecia até R$ 2 mi a influenciadores para atacar o Banco Central, diz PF — InfoMoney (Caio César), 10 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese da PF, descrita por reportagens; decisão e relatório não examinados. As reportagens citadas se apoiam na mesma decisão: não são confirmações independentes. 'Até R$ 2 milhões' é teto de proposta/contrato (Seu Dinheiro diz 'por publicação'; InfoMoney e Gazeta do Povo dizem 'até', e Gazeta diz que 'ao menos um perfil teria recebido' R$ 2 milhões): conflito de redação entre fontes; não é valor pago demonstrado. Influenciadores não nomeados nessas fontes. A origem dos recursos ('fraudes investigadas no banco', para InfoMoney e Seu Dinheiro) é uma tese da PF não examinada.
- Confirmam
- De dossiê contra CEO do Itaú a influenciadores: os alvos de intimidação por Vorcaro e os pagamentos bilionários para promover o Banco Master; Vorcaro cooptou cerca de 50 influenciadores e planejou produzir filme sobre o caso Master
- Citados
- Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Banco Central, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Em depoimento à PF em 12/5/2026, Thiago Miranda, dono da Mithi, negou ter atuado em ataque coordenado às instituições, em especial o Banco Central; segundo a Gazeta do Povo, a versão é que Vorcaro queria melhorar sua imagem após a primeira prisão. Seu advogado, Rafael Martins, afirmou que o Projeto DV nunca teve o objetivo de atacar autoridades ou órgãos de Estado.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 12 maio 2026
- Fonte
- Publicitário dos influencers de Vorcaro presta depoimento à PF e nega ataque às instituições — Gazeta do Povo (Hermano Freitas), 12 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Versão da defesa/investigado. Não demonstra que o conteúdo publicado cumpriu a cláusula. A PF sustenta tese diferente (evid:f07-pf-projeto-dv-influenciadores-2mi).
- Confirmam
- 'Queria contar a verdade dele': o que Thiago Miranda disse à PF sobre Vorcaro e projeto com influenciadores
- Citados
- Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo o Metrópoles, investigadores mapearam ao menos 22 perfis contratados pela Mithi para o Projeto DV; em depoimento, Miranda citou Luiz Bacci (R$ 500 mil) e o Not Journal (R$ 30 mil), disse que a abordagem foi terceirizada à agência UNLTD e que ele próprio fazia os pagamentos, e que o briefing orientava a repostar matérias da imprensa.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Luiz Bacci (11 maio 2026): Bacci confirmou relação comercial com a agência Mithi (que disse existir desde 2021), recusou detalhar o contrato por política de compliance e sigilo e disse que não divulga contratos de clientes.
Not Journal (11 maio 2026): O Not Journal confirmou o contrato, negou combinação prévia de conteúdo, disse que os textos alinhados com a agência foram escritos por um ex-funcionário, que recebeu três notificações extrajudiciais do Master e que sua regra principal é publicar fatos e não fake news. Informou ainda ter recusado a proposta de compra de 50%.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2025 a jan. 2026
- Fonte
- 'Queria contar a verdade dele': o que Thiago Miranda disse à PF sobre Vorcaro e projeto com influenciadores — Metrópoles (Isadora Teixeira), 12 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Os 22 perfis são contagem das investigações; os valores e o briefing vêm do depoimento do investigado. Contagens diferentes em outras fontes (cerca de 40 perfis, Folha via Brasil 247); a Gazeta do Povo da mesma data não traz o número 40 a 50.
- Citados
- Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Unltd, Thiago Miranda, Luiz Bacci, Not Journal
- Estado
- Revisado
Segundo a Folha de S.Paulo (via Brasil 247), documentos do Projeto DV preveem: GPS Brasília, R$ 100 mil por mês por um ano (assinado em 3/1), com 6 conteúdos por mês e cláusula de confidencialidade; Luiz Bacci, via BN Publicidade e Marketing, R$ 500 mil por mês por seis meses, com 30 postagens por mês; Not Journal, R$ 30 mil por mês por 12 publicações mensais; os contratos chegaram a somar R$ 8 milhões e a PF identificou cerca de 40 perfis na campanha.
Luiz Bacci (11 maio 2026): Bacci confirmou relação comercial com a agência Mithi (que disse existir desde 2021), recusou detalhar o contrato por política de compliance e sigilo e disse que não divulga contratos de clientes.
GPS Brasília (11 maio 2026): O editor do GPS Brasília disse que o veículo tem contratos com várias agências, confirmou acordos anteriores com a Mithi e afirmou que um contrato foi rescindido dez dias após a assinatura por incompatibilidade entre os conteúdos propostos e a linha editorial.
Not Journal (11 maio 2026): O Not Journal confirmou o contrato, negou combinação prévia de conteúdo, disse que os textos alinhados com a agência foram escritos por um ex-funcionário, que recebeu três notificações extrajudiciais do Master e que sua regra principal é publicar fatos e não fake news. Informou ainda ter recusado a proposta de compra de 50%.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2025 a jan. 2026
- Fonte
- Ataque ao Banco Central contratado por Vorcaro seguiu estratégia de agência e teve contratos milionários — Brasil 247 (Otávio Rosso), 11 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valores são PREVISTOS em contrato; a própria reportagem diz que não está claro quanto foi pago. Reportagem da Folha e os documentos não foram examinados. Bacci é descrito como jornalista; o contrato é com a empresa dele. Conteúdos de GPS Brasília criticaram Renato Gomes (diretor do BC) em 29/12 e 1º/1, segundo a matéria; GPS diz ter rescindido um contrato em dez dias por incompatibilidade com a linha editorial. Not Journal diz ter recebido três notificações extrajudiciais do Master e nega combinação prévia de conteúdo.
- Citados
- Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), GPS Brasília, BN Publicidade e Marketing, Luiz Bacci, Not Journal
- Estado
- Revisado
Há três versões publicadas para os R$ 3,5 milhões ligados a Thiago Miranda: (a) Folha via Brasil 247: valor pago pela Super Empreendimentos à Mithi/Miranda entre o fim de dezembro de 2025 e o início de janeiro de 2026; (b) Metrópoles, relatando o depoimento: valor pago por Vorcaro, por meio de empresa chamada Super, por 10% do portal LeoDias, com o projeto durando cerca de 20 dias e sendo pago com o dinheiro dessa venda; (c) Gazeta do Povo: pagamento de R$ 3,5 milhões pelos serviços de recuperação de imagem, dos quais, segundo Miranda, só o primeiro mês foi pago. Brasil 247 (O Globo) acrescenta que o plano previa R$ 3,5 milhões MENSAIS a influenciadores.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2025 a jan. 2026
- Fonte
- 'Queria contar a verdade dele': o que Thiago Miranda disse à PF sobre Vorcaro e projeto com influenciadores — Metrópoles (Isadora Teixeira), 12 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Conflito de fontes registrado, não resolvido. N3 News diz que o valor não é especificado como mensal ou total. Nenhum dos documentos foi examinado.
- Confirmam
- Ataque ao Banco Central contratado por Vorcaro seguiu estratégia de agência e teve contratos milionários; Publicitário dos influencers de Vorcaro presta depoimento à PF e nega ataque às instituições; Agência que aproximou Vorcaro e Flávio fez campanha contra BC (Vorcaro e o projeto de R$ 3,5 mi contra o BC); Publicitário confirma que Vorcaro tentou montar conglomerado de mídia para se proteger
- Citados
- Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Super Empreendimentos, Portal LeoDias (Grupo Léo Dias), Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo a decisão de Mendonça descrita pelo Seu Dinheiro, o trabalho de Miranda incluiu a elaboração, a pedido de Vorcaro, de um dossiê sobre o presidente-executivo do Itaú Unibanco e o levantamento de informações profissionais, pessoais e financeiras da jornalista Malu Gaspar (O Globo) para tentar desacreditá-la.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025 a 2026
- Fonte
- De dossiê contra CEO do Itaú a influenciadores: os alvos de intimidação por Vorcaro e os pagamentos bilionários para promover o Banco Master — Seu Dinheiro (Dani Alvarenga), 10 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese da PF em decisão não examinada. A defesa de Miranda nega ilegalidade. Malu Gaspar e o Itaú não têm manifestação nas reportagens lidas. Possível violação de dado sigiloso é tratada na frente de justiça.
- Confirmam
- Vorcaro oferecia até R$ 2 mi a influenciadores para atacar o Banco Central, diz PF
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Malu Gaspar, Milton Maluhy Filho
- Estado
- Revisado
Segundo Thiago Miranda (via O Globo e Brasil 247), Flávio Carneiro, que ele aponta como representante de Vorcaro, comprou 17% do Portal Léo Dias por R$ 10 milhões em julho de 2024 e, depois, o portal passou a receber cerca de R$ 1,2 milhão por mês de publicidade do Master; Carneiro nega que Vorcaro fosse sócio da Foone ou dos veículos e admite aportes publicitários do Master no portal.
Flávio Carneiro (18 maio 2026): Carneiro negou que Vorcaro fosse sócio, direto ou indireto, da Foone ou dos veículos citados e admitiu que o Master fez aportes publicitários no Portal Léo Dias (resposta a O Globo, via Brasil 247). Segundo as republicações do UOL de outubro de 2026, ele não respondeu ao UOL sobre as mensagens do PlatôBR; PlatôBR e Brazil Journal disseram que cabia a ele comentar.
Detalhes da evidência
- Fato
- jul. 2024 a hoje
- Fonte
- Publicitário confirma que Vorcaro tentou montar conglomerado de mídia para se proteger — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 18 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação de Miranda; a reportagem diz não verificar a participação de Vorcaro nem a autenticidade dos contratos. Outras versões dão Vorcaro 70%, Léo Dias 20%, Miranda 10% (N3 News) ou Vorcaro comprando 10% por R$ 3,5 milhões (Metrópoles): conflito. Registro societário não consultado. 'Cerca de R$ 1,2 milhão por mês' é alegação, não contrato visto.
- Citados
- Thiago Miranda, Flávio Carneiro, Portal LeoDias (Grupo Léo Dias), Foone Empreendimentos, Banco Master, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo o Intercept Brasil (via Brasil 247), Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Vorcaro um financiamento de cerca de US$ 24 milhões (R$ 134 milhões à época) para o filme Dark Horse, e ao menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) teriam sido pagos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025, pela Entre Investimentos e Participações ao fundo Havengate Development Fund LP; a reportagem não classifica o aporte como patrocínio, empréstimo, investimento ou doação.
Flávio Bolsonaro (16 out. 2026): Ao Intercept, perguntado sobre o financiamento, Flávio Bolsonaro respondeu que era mentira e saiu. Em entrevistas posteriores, segundo coluna de Mônica Bergamo da Folha citada pelo Brasil 247, disse que o dinheiro veio de patrocínio negociado em acordo privado com Vorcaro; seu gabinete diz que ele apenas negociou o patrocínio, não participou dos pagamentos e não foi informado de como as transferências foram feitas. Nenhum contrato foi apresentado, segundo a reportagem.
Liquidação extrajudicial do Banco Master (liquidante) (out. 2026): O liquidante (Eduardo Bianchini) respondeu à Câmara que não encontrou registros de operações da instituição para financiar ou patrocinar o filme nem documentos sobre relações com o fundo Havengate ligadas ao filme.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025 a nov. 2025
- Fonte
- Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, diz Intercept — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 14 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Reportagem original do Intercept (mensagens, áudios, comprovantes) não examinada. Conversões em reais são aproximadas. Origem dos recursos não esclarecida. O liquidante do Master não encontrou registros de financiamento ou patrocínio do filme pelo banco (evid:f07-darkhorse-liquidante-sem-registros). Flávio Bolsonaro, citado por Miranda como interlocutor do patrocínio, tem versões descritas abaixo. O assunto cruza a frente de pagamentos; fica aqui por ter sido chamado de 'patrocínio' por Miranda e pelo próprio senador.
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro), Thiago Miranda, Fabiano Zettel
- Estado
- Revisado
Segundo a decisão de Mendonça descrita pelo Poder360, uma minuta de contrato para a produção de documentário audiovisual provisoriamente intitulado 'Caso Banco Master', em que Thiago Miranda e Vorcaro teriam assumido o compromisso de dar entrevistas e fornecer acesso a documentos e dados, foi encontrada em buscas de 9/7/2026 e teria sido 'supostamente celebrada' em 31/3/2026 na Superintendência da PF em Brasília.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 31 mar. 2026
- Fonte
- Vorcaro teria assinado produção de documentário enquanto estava preso — Poder360 (Redação Poder360), 11 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Trata-se de minuta; a matéria diz que foi 'supostamente celebrado', sem confirmar execução. Sem valores. Mendonça afirmou que produzir obra audiovisual não é, por si só, prática criminosa; são as circunstâncias e a abrangência do conteúdo que lhe dão contornos penais. Gazeta do Povo e Poder360 se baseiam no mesmo material da PF. Sem manifestação de Vorcaro e Miranda sobre esse documento.
- Confirmam
- Vorcaro cooptou cerca de 50 influenciadores e planejou produzir filme sobre o caso Master
- Citados
- Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Segundo o Metrópoles, o contrato foi assinado entre a AMF1 e a Máxima Patrimonial (empresa do conglomerado do Master) e fixava pagamento de US$ 5 milhões (cerca de R$ 26 milhões), descrito como financiamento de XP e outras empresas brasileiras, incluindo o Master, à evolução de Felipe Drugovich rumo a uma vaga na F1, com a marca do Master no carro, nos macacões e em outros espaços.
XP Investimentos (26 mar. 2026): A XP afirmou que o contrato foi patrocínio institucional com exposição global de marca e que optou por não renovar ao fim do prazo.
Detalhes da evidência
- Fato
- ago. 2022 a 2023
- Fonte
- Fórmula 1: Master e XP investiram R$ 26 milhões em piloto que nunca correu — Metrópoles (Gabriella Furquim), 26 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Contrato não examinado. US$ 5 milhões é valor CONTRATADO; pagamento efetivo e divisão entre XP e Master não informados. O título diz 'Master e XP investiram R$ 26 milhões' mas o corpo atribui o US$ 5 milhões ao contrato com a Máxima, sem repartir. Datas: o texto fala em anúncio em 2023 e em memorando juridicamente vinculativo de 23/8/2022 entre a AMF1 e a XP. A XP diz que o contrato limitou-se a patrocínio institucional e que decidiu não renovar ao fim do prazo. Drugovich nunca correu oficialmente na F1 (fato esportivo, não indício de irregularidade).
- Citados
- Máxima Patrimonial Ltda., Aston Martin Aramco Formula One Team (AMF1), Banco Master, XP Investimentos, Felipe Drugovich
- Estado
- Revisado
Vinicius Júnior foi embaixador do Will Bank (marca do Grupo Master), estrelando campanhas publicitárias de outubro de 2024 a outubro de 2025; a assessoria do jogador nega vínculo comercial atual e diz que a parceria durou um ano e terminou pelo fim do prazo; o Will Bank não respondeu à reportagem.
Vinicius Júnior (21 jan. 2026): A assessoria do jogador negou vínculo comercial atual com o Will Bank e disse que a parceria durou um ano e terminou pelo fim do prazo contratual; nem ele nem a assessoria farão declaração oficial.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2024 a out. 2025
- Fonte
- Banco envolvido em 'caso Master' teve Vini Jr. como embaixador; entenda relação — Lance! (Vinicius Barbosa Harfush), 21 jan. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valores não informados. Publicidade com celebridade, identificada como campanha de marca; não há indício de irregularidade na matéria. IstoÉ também apresenta Vini Jr. como embaixador em 2024 (mesma informação pública). A IstoÉ é veículo citado em outras evidências desta frente, mas a lista é de campanhas públicas.
- Confirmam
- Relembre famosos que fizeram campanha do Will Bank, marca do Grupo Master
- Citados
- Vinicius Júnior, Will Bank, Banco Master
- Estado
- Revisado
Segundo o Poder360, a partir de conversas de outubro de 2024 entre Luciano Huck e Vorcaro, o Will Bank patrocinou o programa Domingão com Huck, da TV Globo, com contrato fechado em dezembro de 2024; em 28/10/2025 Huck citou em mensagem investimento de R$ 83 milhões do banco e outros R$ 26 milhões do que chamou de 'contrato pessoal'.
Luciano Huck (30 set. 2026): A assessoria de Huck disse que a interação foi em torno da captação e da gestão do patrocínio do Will Bank, que não houve sociedade, que o acordo teve contrato assinado, notas emitidas, impostos recolhidos e serviços prestados, e que os contratos de imagem e publicidade foram rescindidos antes da intervenção do BC no Will Bank.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2024 a out. 2025
- Fonte
- Leia as mensagens entre Luciano Huck e Daniel Vorcaro — Poder360 (Redação Poder360), 30 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valores aparecem em mensagem, sem contrato, notas fiscais ou extratos; a reportagem não diz que os R$ 83 milhões foram destinados à mídia da Globo. A natureza dos R$ 26 milhões ('contrato pessoal') e quem foi o destinatário não são esclarecidos, e não se deve atribuí-los a Huck como pessoa. A assessoria de Huck diz que a interação foi sobre captação e gestão do patrocínio, que houve contrato assinado, notas emitidas, impostos recolhidos e serviços prestados, que não houve sociedade e que os contratos de imagem e publicidade foram rescindidos antes da intervenção do BC. O Poder360 avalia que não há relação imprópria ou ilegal nos diálogos. Datas das mensagens de 'dezembro' são do contrato, não necessariamente das conversas.
- Citados
- Will Bank, Grupo Globo, Luciano Huck, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
O 1º Summit Valor Econômico Brasil-EUA, realizado em 15/5/2024 em Nova York e organizado pelo Valor Econômico (Editora Globo), foi 'apresentado por Banco Master' segundo a página institucional do Grupo Globo citada pela Revista Fórum; Vorcaro abriu a programação, e Gulf e JBS aparecem como patrocinadoras master.
Detalhes da evidência
- Fato
- 15 maio 2024
- Fonte
- Globo promoveu Daniel Vorcaro em encontro em Nova York organizado pelo jornal Valor — Revista Fórum (Diego Feijó de Abreu), 11 mar. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O projeto não abriu a página da Globo. Sem valor: a estimativa de 'não menos de R$ 10 milhões' da coluna de opinião de Magnavita vem de especialistas anônimos e NÃO é registrada como valor. A coluna também cita agradecimento a patrocinadores por executivo da Globo, a partir de legenda de vídeo. Patrocínio de evento não implica pagamento ao palestrante nem contrapartida editorial. O Globo/Valor não têm resposta nas fontes lidas. Segundo a Revista Fórum, o Master também patrocinou o Camarote Quem/O Globo em 2022 e 2023 (sem valor).
- Confirmam
- Coluna Magnavita: Vorcaro foi estrela de evento do Grupo Globo bancado pelo Banco Master em Nova Iorque
- Citados
- Banco Master, Valor Econômico, Grupo Globo, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Participaram do fórum de Londres de 2024, segundo o Poder360, ministros do STF (Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli), do STJ e outras autoridades; o Master tinha na época uma ação do STF (recurso sobre CSLL) relatada por Gilmar Mendes, que participou de painel, e 27 ações no STJ, três delas relatadas por Raul Araújo, que também participou de painel.
Detalhes da evidência
- Fato
- abr. 2024
- Fonte
- Com ações no STF e no STJ, Banco Master patrocina evento com juízes — Poder360 (Redação Poder360), 27 abr. 2024
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Presença em evento patrocinado não é benefício pessoal sem evidência adicional (viagem, hospedagem, pagamento). O texto não afirma que o banco pagou despesas de magistrados. A reportagem registra debate no CNJ em 2023 sobre eventos financiados por empresas com processos, sem norma aprovada. Relatoria e decisões nos processos são objeto da frente de Justiça.
- Citados
- Banco Master, STF, STJ, Grupo Voto
- Estado
- Revisado
Segundo levantamento do Estadão, o Master pagou jantar do Lide Brazil Conference no Fasano de Nova York em novembro de 2022, com presença de ministros do STF.
Detalhes da evidência
- Fato
- nov. 2022
- Fonte
- Banco Master bancou eventos com 4 ministros do STF, Gonet e Messias — Brasilagro (republicação do Estadão), 15 dez. 2025
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Original do Estadão não aberto. Valores e lista de presentes confirmados não verificados pelo projeto. O Lide recusou comentar. Pagar um jantar corporativo não é pagamento a convidados; presença não indica benefício.
- Citados
- Banco Master, Lide (Grupo de Líderes Empresariais)
- Estado
- Revisado
Segundo o Estadão, vorcaro falou no 1º Fórum Internacional Esfera, em Paris, em outubro de 2023; o jornal não confirma patrocínio do Master e o Esfera não quis informar.
Fórum Esfera (14 dez. 2025): O Esfera disse ser apartidário e independente, não divulgar investimentos por compliance e escolher palestrantes por relevância.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2023
- Fonte
- Banco Master bancou eventos com 4 ministros do STF, Gonet e Messias — Brasilagro (republicação do Estadão), 15 dez. 2025
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Patrocínio NÃO confirmado. Esfera disse que é apartidário e independente e que não divulga investimentos por compliance.
- Citados
- Fórum Esfera, Daniel Vorcaro, Banco Master
- Estado
- Revisado
Segundo o Estadão, o Master foi patrocinador Platinum da Brazil Conference (Harvard/MIT, EUA) em 2024; a organização é de estudantes brasileiros e participaram, entre outros, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Jorge Messias e Paulo Gonet; Fux disse ter ido a convite dos estudantes e Messias, em nota, que foi convidado por Harvard.
Luiz Fux (14 dez. 2025): Luiz Fux disse ter ido a convite dos estudantes de Harvard, não do banco, e frequentar eventos acadêmicos. Jorge Messias disse ter falado no seminário de Londres a convite da Revista Fórum, sem conhecer a empresa patrocinadora, e ter sido convidado por Harvard para a Brazil Conference. Os demais citados no levantamento do Estadão não responderam.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2024
- Fonte
- Banco Master bancou eventos com 4 ministros do STF, Gonet e Messias — Brasilagro (republicação do Estadão), 15 dez. 2025
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Original do Estadão não aberto. A Brazil Conference recusou comentar. Convites partiram da organização estudantil, segundo os citados. Valor não informado.
- Citados
- Banco Master, Brazil Conference (Harvard/MIT)
- Estado
- Revisado
Segundo o Estadão, o Master foi patrocinador do 2º Fórum Esfera Internacional, em Roma, em outubro de 2024, e Vorcaro participou de painel; compareceram ministros do STF.
Fórum Esfera (14 dez. 2025): O Esfera disse ser apartidário e independente, não divulgar investimentos por compliance e escolher palestrantes por relevância.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2024
- Fonte
- Banco Master bancou eventos com 4 ministros do STF, Gonet e Messias — Brasilagro (republicação do Estadão), 15 dez. 2025
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Original não aberto; valor não informado. Esfera não divulga seus investidores.
- Citados
- Banco Master, Fórum Esfera, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo o Estadão, o Master foi patrocinador do 23º Fórum Empresarial Lide, no Rio de Janeiro (Fairmont), em 15 a 17 de agosto de 2025, e o ministro Dias Toffoli palestrou.
Detalhes da evidência
- Fato
- 15 ago. 2025
- Fonte
- Banco Master bancou eventos com 4 ministros do STF, Gonet e Messias — Brasilagro (republicação do Estadão), 15 dez. 2025
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Original não aberto; o Lide recusou comentar. Valor não informado.
- Citados
- Banco Master, Lide (Grupo de Líderes Empresariais)
- Estado
- Revisado
Segundo o Estadão (via Times Brasil), um evento jurídico em Londres previsto para agosto de 2025, com o Master como patrocinador, foi cancelado depois que, em 30-31/7/2025, os EUA anunciaram sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes; mensagens mostram a responsável pelo marketing do Master discutindo adiamento e sugerindo manter só o Grupo Voto e o escritório de Walfrido Warde como organizadores, e Vorcaro pedindo que o nome dele fosse retirado.
Alexandre de Moraes (16 out. 2026): Segundo o Times Brasil, Moraes nega trocar mensagens com o banqueiro e diz ser alvo de acusações falsas. Não há resposta de Viviane Barci, de Vorcaro ou dos organizadores sobre o evento.
Detalhes da evidência
- Fato
- ago. 2025
- Fonte
- Após Lei Magnitsky, equipe de Vorcaro avaliou adiar evento com Moraes em Londres; Banco Master era patrocinador do encontro — Times Brasil (Vinícius Marques), 16 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Original do Estadão não aberto. A matéria diz que a responsável trabalhou o programa com a advogada Viviane Barci de Moraes, que Moraes nega trocar mensagens com o banqueiro e que há contratos do banco com o escritório dela (frente de pagamentos). Participação de uma autoridade em programação de evento não é benefício pessoal.
- Citados
- Banco Master, Grupo Voto, Walfrido Warde, Ana Matos, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo relatório da PF de 218 páginas (descrito pelo Poder360), em 12/5/2024 Vorcaro pediu à responsável de marketing do Master que providenciasse ingressos para um dos filhos de Alexandre de Moraes para jogo Atlético-MG x Grêmio na Arena MRV, ela respondeu que faria isso, e a PF classifica o pedido como 'convites'; o relatório não informa quem pagou nem valores.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Barci de Moraes Sociedade de Advogados (1 set. 2026): O escritório onde trabalham os filhos do ministro disse que os convites se referiam a evento solidário na Arena MRV e que jamais foram solicitados ou recebidos por nenhum deles. O ministro, a defesa de Vorcaro e Ana Matos não responderam até a publicação.
Detalhes da evidência
- Fato
- 12 maio 2024
- Fonte
- Vorcaro deu ingressos VIP para filhos de Moraes em jogo do Atlético-MG — Poder360 (Redação Poder360), 1 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O título fala em 'deu ingressos VIP'; o corpo descreve pedido e resposta, sem comprovar entrega. O escritório Barci de Moraes diz que os convites se referiam a evento solidário na Arena MRV e que 'jamais foram solicitados ou recebidos' por nenhum dos filhos. O ministro, Vorcaro e Matos não responderam até a publicação. Familiar adulto de autoridade não é a autoridade; nenhum nome de filho foi registrado. Relatório da PF não examinado.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Ana Matos, Banco Master, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Segundo mensagens reveladas pelo Poder360 e relatadas pela Revista Oeste, em 1º/11/2024 Vorcaro autorizou ('Pode fazer') um camarote para um dos filhos de Arthur Lira, a pedido do pai de Vorcaro, segundo mensagens com Fabiano Zettel; as mensagens não citam a Fórmula 1 (a associação com o GP de São Paulo é da assessoria de Lira, pela data) nem confirmam o uso.
Arthur Lira (12 out. 2026): A assessoria de Lira negou que ele, seus filhos, o pai de Vorcaro ou Fabiano Zettel tenham solicitado ingressos ou benefício a Vorcaro e disse que Lira não pode responder por mensagens de terceiros.
Detalhes da evidência
- Fato
- 1 nov. 2024
- Fonte
- Vorcaro autorizou camarote para filho de Arthur Lira, mostram mensagens — Revista Oeste (Letícia Alves), 12 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Republicação (Oeste) de reportagem do Poder360 não aberta. A assessoria de Lira nega que ele, os filhos, o pai de Vorcaro ou Zettel tenham solicitado ingressos ou qualquer benefício, e diz que Lira não responde por mensagens de terceiros. Camarote concedido a familiar de político não é benefício ao político sem evidência adicional.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Arthur Lira
- Estado
- Revisado
Mensagens do celular de Vorcaro citam o desembargador Newton Ramos e a advogada Camilla Ramos como ‘turma do KN’; a CNN diz que ‘KN’ seria uma referência ao ministro Kassio Nunes Marques e que ‘turma’ seria Newton e Camilla; o Metrópoles registra que PF e investigadores tomam KN por Kassio Nunes Marques, amigo do casal.
Kassio Nunes Marques (21 set. 2026): À CNN e ao Metrópoles, o ministro classificou a divulgação como tentativa de criar narrativa para incriminá-lo; disse nunca ter autorizado ninguém a falar em seu nome, nunca ter trocado mensagens com Vorcaro, nunca ter votado a favor dele ou do Master e que o processo que julgou no STF não se relaciona às ações de precatórios do STJ. Sobre o Alcídia, a assessoria afirma que o impedimento fora registrado porque ele analisara o caso como vice-presidente do TRF-1, que depois concluiu não haver impedimento técnico e que as mensagens celebravam tese ampla, não caso do Master. Na peça de Vieira, a assessoria repete que não havia impedimento e que o processo tratava de tese de alcance amplo. Classificou como irresponsável relacionar sua atuação aos serviços prestados pelo filho ou por terceiros.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025
- Fonte
- 'Turma do KN' negociou contrato de R$ 427 mi com Master, apontam mensagens — CNN Brasil (Gustavo Uribe, Janaína Camelo), 21 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A identificação de ‘KN’ como o ministro é leitura da PF/imprensa sobre mensagens; o ministro diz nunca ter trocado mensagens com Vorcaro nem autorizado ninguém a falar em seu nome e classificou a divulgação como ‘tentativa de criar narrativa para incriminá-lo’. ‘Turma do KN’ é expressão das mensagens, não classificação jurídica nem do projeto. Itatiaia republica a CNN.
- Confirmam
- Vorcaro reservou mansão de R$ 250 milhões para ministro 'KN' no Carnaval
- Citados
- Newton Ramos, Camilla Ramos, Kassio Nunes Marques, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo o Metrópoles (17/09/2026), mensagens do celular de Vorcaro mostram que ele providenciou hospedagem, em casa de alto padrão no Joá (Rio), para ‘KN’ e para o desembargador Newton Ramos no Carnaval de 2025, com chef, garçons, motoristas, bebidas e camarote; as conversas indicam custo de cerca de R$ 1,45 milhão pela semana; a PF identifica ‘KN’ como o ministro Kassio Nunes Marques.
Kassio Nunes Marques (17 set. 2026): À coluna do Metrópoles, o ministro disse que nunca trocou mensagens com Daniel Vorcaro nem pediu nada a ele. A nota, segundo a matéria, não esclarece se esteve na casa.
Camilla Ramos (17 set. 2026): Camilla diz prestar ao Master serviços cíveis, principalmente tributários, desde 2023 e que a família ficou numa residência oferecida a ela no Carnaval de 2025, sem contraprestação, vínculo comercial ou interesse profissional (Metrópoles). O escritório afirma manter contrato formal com o Master, ter 5% de êxito acordado, não ter recebido pró-labore nem êxito, não ter negociado a transferência dos precatórios, e que nenhum caso em que atua para o Master tramita no STF ou tem vínculo com ministros da Corte. A assessoria da advogada diz que o voo a Maceió foi particular e contratado por ela para a comemoração de seu aniversário.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025
- Fonte
- Vorcaro reservou mansão de R$ 250 milhões para ministro 'KN' no Carnaval — Metrópoles (Tácio Lorran, Mateus Salomão), 17 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mensagens descritas por reportagem; íntegra não examinada. R$ 1,45 milhão é CUSTO ESTIMADO da semana segundo as conversas, não pagamento demonstrado. O valor de R$ 250 milhões é o preço anunciado do imóvel, não gasto. A própria matéria diz que em 19/02/2025 não estava claro se KN ficaria na casa e que isso foi ‘confirmado dias depois’; a hospedagem efetiva do ministro NÃO está demonstrada nas fontes lidas. Camilla Ramos diz que a família ficou numa residência que lhe foi oferecida no Carnaval de 2025, sem contraprestação, vínculo comercial ou interesse profissional. Newton Ramos não respondeu à Metrópoles. Brasil de Fato republica o Metrópoles.
- Confirmam
- Diária no Fasano, jatinho, mansão no Carnaval: escritório de advocacia negociava favores de Vorcaro para o ministro Kassio Nunes; Master: deputados do PT pedem a Fachin investigação contra Nunes Marques
- Citados
- Daniel Vorcaro, Newton Ramos, Kassio Nunes Marques, tx:f10-carnaval-2025-hospedagem
- Estado
- Revisado
Dark Horse (título alternativo "O Azarão") é uma cinebiografia de ficção sobre Jair Bolsonaro; a Ancine emitiu o Registro de Obra Estrangeira (ROE) em 7 de agosto de 2026, com a Go Up Entertainment como produtora responsável. A mesma reportagem diz que a Ancine abriu processo administrativo contra a Go Up por filmar no Brasil sem comunicação prévia.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 7 ago. 2026
- Fonte
- Ancine concede registro a 'Dark Horse', filme sobre Bolsonaro — Poder360, 25 ago. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A reportagem não informa razão social, CNPJ nem orçamento declarado no registro, e o ano do ROE é deduzido pela data da publicação (25/08/2026). O G1 de 24/08/2026 (não aberto) noticia o mesmo registro. O ROE é pré-requisito para o certificado de registro de título, não prova de lançamento.
- Citados
- Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro), Go Up Entertainment LLC, Agência Nacional do Cinema (Ancine)
- Estado
- Revisado
O filme foi gravado em inglês e teve a primeira exibição em 15/06/2026, em Las Vegas (EUA), durante o "Fraud-Fighter Summit", evento conservador organizado pelo grupo UnAuthorized; não há data de lançamento no Brasil. Eduardo Bolsonaro participou de painel do evento.
Detalhes da evidência
- Fato
- 15 jun. 2026
- Fonte
- Em Las Vegas, filme Dark Horse é exibido pela primeira vez — Gazeta do Povo, 17 jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Exibição fechada em evento; não é lançamento comercial.
- Citados
- Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro)
- Estado
- Revisado
Segundo o Metrópoles, a distribuidora Europa Filmes prevê o lançamento de Dark Horse no Brasil só em 2027 (a estreia era esperada para novembro ou dezembro de 2026) porque não haveria tempo, entre o fim das eleições e o fim do ano, para preparar a divulgação. A produção não se manifestou na reportagem.
Detalhes da evidência
- Fato
- 14 out. 2026
- Fonte
- Dark Horse: filme sobre Jair Bolsonaro só deve chegar aos cinemas em 2027 — Metrópoles (Kevin Lima), 14 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Informação obtida pelo Metrópoles junto à distribuidora; não confirmada por outra fonte aberta.
- Citados
- Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro), Europa Filmes (Unifilmes Distribuidora de Filmes Ltda.)
- Estado
- Revisado
O Estadão situa as filmagens de Dark Horse entre outubro e dezembro de 2025; a Go Up movimentou R$ 19.033.071,00 entre 10/11/2025 e 30/12/2025, segundo a PF.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2025 a dez. 2025
- Fonte
- Produtora ligada a Dark Horse recebeu ao menos R$ 1 milhão de ONG suspeita de desviar emenda — Diario de Pernambuco (Estadão Conteúdo), 10 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Estadão não informa o local das filmagens; a Wikipédia (pista) cita São Paulo e o Memorial da América Latina. Valor movimentado é dado da PF reportado pelo Estadão, sem origem demonstrada.
- Citados
- Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro), Go Up Entertainment LLC
- Estado
- Documentado
Contrato assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30/01/2024, entre ele, o deputado Mario Frias e a GoUp Entertainment como produtora, o descreve como produtor executivo, com atividades que incluem "envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme" e ajudar a identificar fontes de financiamento (créditos, incentivos fiscais, colocação de produtos, patrocínio). A BBC News Brasil registra que o texto data de novembro de 2023 e que o filme se chamava "O Capitão do Povo".
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Mario Frias (15 maio 2026): A defesa de Frias negou que Eduardo fosse produtor executivo e disse que ele nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento ligado ao filme.
Detalhes da evidência
- Fato
- 30 jan. 2024
- Fonte
- Eduardo tinha poder sobre dinheiro do filme de Bolsonaro, revela contrato — Estado de Minas, 15 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme”
- Limites
- Contrato descrito por reportagem; íntegra não examinada. Eduardo disse ter apenas cedido direitos de imagem e, depois, que assinou o contrato com o cargo mas os planos mudaram; a defesa de Frias nega que ele fosse produtor executivo. A BBC classifica a GoUp do contrato como empresa sediada nos EUA. Cláusula de poder sobre o dinheiro do fundo não foi verificada.
- Confirmam
- Havengate: o fundo na mira da PF que conecta Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro
- Citados
- Eduardo Bolsonaro, Mario Frias, Go Up Entertainment LLC
- Estado
- Revisado
Segundo o Metrópoles, o laudo privado contratado pela Go Up declara custo de US$ 13,3 milhões (cerca de R$ 75 milhões) e orçamento inicial aprovado de US$ 16 milhões (R$ 89,7 milhões); por rubrica (US$): desenvolvimento 383 mil, soft-production 2,6 mi, pré-produção EUA 2,6 mi, filmagem EUA 1,9 mi, filmagem Brasil 3,7 mi, pós-produção EUA 1,9 mi. Em reais, EUA R$ 54,2 mi e Brasil R$ 20,9 mi, dos quais cerca de R$ 18,4 mi por Pix.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- jun. 2026
- Fonte
- Produtora de Dark Horse declara gasto de R$ 75 milhões com filme de Bolsonaro — Metrópoles (Renan Porto), 12 jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Declaração da própria produtora, em laudo privado, não auditada. As rubricas somam cerca de US$ 13,1 milhões (não 13,3) e R$ 54,2 + 20,9 = R$ 75,1 mi; as conversões em reais são da reportagem, sem taxa informada. Não é valor pago por Vorcaro nem prova de aplicação.
- Confirmam
- Dark Horse: PF identifica 'severa' divergência milionária em recursos para filme sobre Bolsonaro
- Citados
- Go Up Entertainment LLC, Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro), Instituto de Perícia Investigativa (IPI)
- Estado
- Revisado
O laudo privado conclui que "os ingressos vinculados ao projeto possuem origem privada" e que, até 10/06/2026, o Havengate Development Fund LP enviara US$ 13,3 milhões ao filme. O Money Times (Estadão Conteúdo) acrescenta que Karina Gama informou à Justiça, por meio de perícia, que R$ 75 milhões foram gastos na produção, todos de um fundo dos EUA controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.
Detalhes da evidência
- Fato
- 10 jun. 2026
- Fonte
- Produtora de Dark Horse declara gasto de R$ 75 milhões com filme de Bolsonaro — Metrópoles (Renan Porto), 12 jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “os ingressos vinculados ao projeto possuem origem privada”
- Limites
- Laudo contratado pela parte interessada; a conclusão de origem privada não afasta suspeita de origem ilícita do dinheiro privado. US$ 13,3 mi do laudo são maiores que os US$ 12,33 mi rastreados pela PF e não estão conciliados. A Veja (26/08/2026, não aberta) intitula que o Havengate seria o "maior investidor" segundo a perícia, o que sugere haver outros investidores: pista não confirmada.
- Confirmam
- André Mendonça autoriza inquérito sobre repasses para Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro
- Citados
- Instituto de Perícia Investigativa (IPI), Go Up Entertainment LLC, Havengate Development Fund LP
- Estado
- Revisado
Segundo relatórios da PF tornados públicos, Flávio Bolsonaro pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção; R$ 60 milhões "teriam sido pagos"; relatório de inteligência financeira aponta ao menos sete remessas da Entre Investimentos ao Havengate Development Fund LP (EUA), somando US$ 12,33 milhões, a primeira de US$ 2 milhões em 13/02/2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025 a nov. 2025
- Fonte
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse — Agência Brasil (Wellton Máximo), 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Documento da PF descrito por reportagem; íntegra não examinada. Os R$ 60 mi (pago) e os US$ 12,33 mi (remessas) estão em moedas distintas e a reportagem não os concilia. A reportagem não diz a quem Flávio "pediu" o dinheiro além de Vorcaro nem se o valor era patrocínio, empréstimo ou doação. Flávio e Eduardo negam irregularidades; Flávio não nega ter pedido patrocínio.
- Confirmam
- PF pede mais 90 dias para investigar financiamento de Vorcaro a 'Dark Horse'; Relatório da PF sobre 'Dark Horse' contraria versão de Flávio
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Go Up Entertainment LLC, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Segundo o Intercept (via Brasil 247), Flávio negociou com Vorcaro financiamento de cerca de US$ 24 milhões (R$ 134 milhões "na época", conversão da reportagem) e ao menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões pela cotação das datas) teriam sido pagos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025; o texto dá uma ordem de US$ 2 milhões em 14/02/2025 e não classifica o aporte como patrocínio, empréstimo, investimento ou doação.
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025 a maio 2025
- Fonte
- Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, diz Intercept — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 13 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Reportagem original (Intercept) não examinada; republicação não conta como confirmação. A PF situa a primeira remessa em 13/02/2025 (conflito de um dia). O Intercept diz ter documentos, mas não os publicou integralmente nem detalhou como chegou às cifras (Poder360). Conversões em reais são da reportagem.
- Confirmam
- Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio cobrou dinheiro; ouça; Flávio confirma pedido de dinheiro a Vorcaro, mas diz que era privado
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Thiago Miranda, Fabiano Zettel
- Estado
- Revisado
A planilha "Funding Schedule", divulgada pelo Intercept em 09/06/2026, prevê US$ 23,9 milhões em pagamentos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026; seis parcelas (US$ 10,6 mi) já teriam sido repassadas entre fevereiro e maio de 2025. O Metrópoles descreve plano de 12 parcelas de US$ 1,6 mi e duas de US$ 2 mi (totalizando "US$ 24 mi") e o Poder360 fala em 14 parcelas.
Detalhes da evidência
- Fato
- jan. 2025 a jan. 2026
- Fonte
- Planilha expõe pagamentos de US$ 10,6 mi de Vorcaro para Dark Horse — Congresso em Foco, jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A planilha é um cronograma de pagamentos previsto; não é contrato assinado nem prova de pagamento. 12 x 1,6 + 2 x 2 = US$ 23,2 mi, não 24: as descrições são aproximadas e não coincidem com os US$ 23,9 mi da planilha. Autoria da planilha desconhecida. O Congresso em Foco não traz datas individuais de parcelas.
- Confirmam
- Produtora de Dark Horse declara gasto de R$ 75 milhões com filme de Bolsonaro; Master pagou R$ 2,3 mi a empresa que financiou filme de Bolsonaro
- Citados
- Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Thiago Miranda, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo o Poder360 (relatório da PF), o Coaf identificou repasses da Entre Investimentos e Participações ao Havengate somando US$ 12,3 milhões ao longo de 2025; o fundo foi criado em 2020 para um projeto imobiliário no Texas que prometia green card a investidores, ficou inativo cerca de quatro anos ("operacionalmente inerte") e foi reativado em fevereiro de 2025 para receber os repasses.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025
- Fonte
- Eduardo orientou gestão de recursos de "Dark Horse" nos EUA, diz PF — Poder360, 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Relatório da PF/Coaf descrito; íntegra não examinada. A PF vê na reativação uma circunstância objetiva que exige checar se o veículo corresponde à finalidade declarada; isso não demonstra irregularidade por si. Flávio disse à GloboNews que o Havengate era fundo exclusivo para o filme; a PF contraria essa versão.
- Confirmam
- Relatório da PF sobre 'Dark Horse' contraria versão de Flávio; PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
- Citados
- Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Coaf, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Em colaboração à PGR, Antônio Carlos Freixo Júnior ("Mineiro"), dono da Entre Investimentos, confirmou ter feito sete transferências ao Havengate somando US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões, conversão da reportagem), de fevereiro a setembro de 2025, a pedido de Vorcaro; o sétimo pagamento teria sido de US$ 1,66 milhão. Também relatou entregas de dinheiro vivo a pessoas indicadas por Vorcaro, sem saber a finalidade.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025 a set. 2025
- Fonte
- Dark Horse: delator confirma 7 pagamentos para fundo de advogado de Eduardo Bolsonaro — ICL Notícias, 8 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Declaração de colaborador; conteúdo do acordo é sigiloso e a reportagem original (O Globo) não foi aberta. A Agência Brasil liga o colaborador a repasses em dinheiro vivo "ligados ao filme"; o ICL diz que ele não sabia a finalidade: o vínculo das entregas em espécie com o filme não está esclarecido.
- Confirmam
- PF avalia que delação pode reforçar pedido aos EUA sobre fundo que repassou dinheiro para Dark Horse
- Citados
- Antônio Carlos Freixo Júnior, Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
A BBC registra que a Entre é liderada por Antônio Carlos Freixo Júnior, alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero; que o Banco Central decretou em março de 2026 a liquidação extrajudicial da Entrepay e de empresas do mesmo conglomerado; que a PF investiga se Vorcaro seria "dono oculto" da Entre; e que a Entre nega vínculo societário com Vorcaro.
Grupo Entre (jun. 2026): O Grupo Entre afirmou operar em conformidade com as normas do setor financeiro e se colocou à disposição das autoridades (Congresso em Foco); a BBC registra que a Entre nega vínculo societário com Vorcaro.
Detalhes da evidência
- Fato
- mar. 2026
- Fonte
- Havengate: o fundo na mira da PF que conecta Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro — BBC News Brasil (republicada pelo O Povo), 24 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese da PF, não fato demonstrado; a negativa da Entre consta da própria reportagem. O Metrópoles (12/06/2026) fala em pagamento "via Entrepay", enquanto PF, Intercept e Coaf citam a Entre Investimentos e Participações: pessoas jurídicas distintas, sem conciliação nas fontes.
- Confirmam
- Master pagou R$ 2,3 mi a empresa que financiou filme de Bolsonaro
- Citados
- Entre Investimentos e Participações, Antônio Carlos Freixo Júnior, Daniel Vorcaro, Entrepay
- Estado
- Revisado
Segundo a revista piauí (via Estadão Conteúdo), relatório do Coaf registra novo repasse de cerca de US$ 1,6 milhão em setembro de 2025 ao fundo que administrava os recursos do filme, elevando o total conhecido de US$ 10,6 mi para US$ 12,3 mi; Flávio havia dito que os pagamentos cessaram em maio de 2025. O Jornal Grande Bahia, citando a Folha, situa a remessa em 16/09/2025.
Flávio Bolsonaro (1 set. 2026): Ao chegar ao Senado, Flávio recusou dar detalhes do novo repasse apontado pelo Coaf/piauí: disse não ter como saber porque não trata disso, que cabe à Go Up informar, admitiu saber que Vorcaro era investidor e que não tinha como falar.
Detalhes da evidência
- Fato
- set. 2025
- Fonte
- Flávio se nega a dar informações sobre novo repasse identificado pelo Coaf a 'Dark Horse' — O Liberal (Estadão Conteúdo), 1 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Reportagem original da piauí não aberta (domínio bloqueado); documento do Coaf não examinado. Há indício de pagamento adicional em outubro de 2025, sem confirmação (O Liberal). A ligação aritmética entre os US$ 10,6 mi do Intercept e os US$ 12,3 mi do Coaf é da própria piauí, não demonstrada em documento aberto.
- Confirmam
- PF avalia fatiar caso Dark Horse, concluir suspeitas contra Daniel Vorcaro e deixar apuração sobre Flávio Bolsonaro para etapa posterior
- Citados
- Havengate Development Fund LP, Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro, Coaf
- Estado
- Revisado
Segundo o G1 (via Brasil 247), a PF aponta "severa" divergência entre mais de US$ 12 milhões enviados ao exterior e US$ 2,8 milhões registrados como entrada no Brasil (diferença de mais de US$ 9,2 milhões) e examina se a produção serviu de "narrativa de cobertura" para ocultação, simulação e desvio de recursos; a PF compara os gastos declarados pela Go Up (R$ 75,1 milhões, cerca de R$ 54 mi no exterior e R$ 20,9 mi no Brasil), contratos de câmbio e o fluxo de US$ 12,3 mi.
Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2026
- Fonte
- Dark Horse: PF identifica 'severa' divergência milionária em recursos para filme sobre Bolsonaro — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 17 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Reportagem de segunda mão (Brasil 247 sobre o G1); documento da PF não examinado. A diferença é cálculo da PF, não prova de desvio; a PF diz estar verificando se os gastos são compatíveis. Moedas distintas, sem conciliação nas fontes. O texto não menciona Michael Davis. A soma R$ 54 + 20,9 dá R$ 74,9 mi, não 75,1 (sem explicação na fonte).
- Confirmam
- PF pede mais 90 dias para investigar financiamento de Vorcaro a 'Dark Horse'
- Citados
- Polícia Federal, Go Up Entertainment LLC, Havengate Development Fund LP, Entre Investimentos e Participações
- Estado
- Revisado
O liquidante do Banco Master, Eduardo Bianchini, respondeu à Câmara (a pedido do deputado Lindbergh Farias) que não encontrou "documentos, registros contábeis ou contratuais" de operações do banco para financiar ou patrocinar Dark Horse nem sobre operações do Master com o Havengate ligadas ao filme, "nos limites das informações examinadas".
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Eduardo Félix Bianchini (out. 2026): O liquidante respondeu à Câmara que não encontrou documentos, registros contábeis ou contratuais de operações do Master para financiar Dark Horse, nem sobre operações com o Havengate ligadas ao filme, nos limites das informações examinadas.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2026
- Fonte
- Ao contrário do que diz Flávio Bolsonaro, patrocínio de 'Dark Horse' não veio do Banco Master — Brasil 247 (João Antonio Cunha), 16 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Resposta ao Congresso não examinada; data desconhecida. "Sem registro do banco" não exclui pagamento por outras empresas do grupo de Vorcaro, por pessoas físicas ou por terceiros; a PF aponta a Entre como pagadora. O título da reportagem é mais assertivo que a resposta.
- Citados
- Eduardo Félix Bianchini, Liquidação extrajudicial do Banco Master (liquidante), Banco Master, Havengate Development Fund LP
- Estado
- Revisado
Segundo a declaração de Imposto de Renda de 2025, enviada à CPI do Crime Organizado, o Banco Master pagou R$ 2,3 milhões à Entre Investimentos e Participações, controlada por Antônio Carlos Freixo Júnior, segundo o Poder360.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025
- Fonte
- Master pagou R$ 2,3 mi a empresa que financiou filme de Bolsonaro — Poder360, maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O texto não diz o objeto do pagamento nem o liga a repasses ao filme; a ligação é a que o Poder360 sugere no título. Não demonstra que dinheiro do Master financiou Dark Horse (o liquidante não achou registro). Documento (declaração do Master) não examinado.
- Citados
- Banco Master, Entre Investimentos e Participações, Antônio Carlos Freixo Júnior
- Estado
- Revisado
A PF pediu ao STF, por ofício ao ministro André Mendonça, 90 dias adicionais no inquérito sobre o financiamento de Vorcaro a Dark Horse (prazo inicial vencido em 10/10/2026); cita pendências: perícia contábil-financeira do INC em andamento, compatibilidade entre gastos declarados pela Go Up (laudo privado), contratos de câmbio e o fluxo de US$ 12,3 mi, análise de dados telemáticos de Zettel e Freixo e cooperação jurídica internacional com os EUA para obter registros da Go Up. Crimes citados: evasão de divisas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 15 out. 2026
- Fonte
- PF pede mais 90 dias para investigar financiamento de Vorcaro a 'Dark Horse' — O Tempo (Gabriel Ferreira Borges), 17 out. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O Tempo diz que o ofício saiu na quinta-feira (15/10); a Gazeta do Povo, na sexta-feira (16/10); o Metrópoles/Brasil 247 também situa em 15/10 (resumos). Não há decisão de Mendonça noticiada. A reportagem não traz manifestação das defesas.
- Confirmam
- PF pede mais 90 dias a Mendonça para investigar caso Dark Horse
- Citados
- Polícia Federal, André Mendonça, Instituto Nacional de Criminalística (INC/PF), Go Up Entertainment LLC, Antônio Carlos Freixo Júnior, Fabiano Zettel
- Estado
- Revisado
A PF enviou ofício a Karina Ferreira da Gama em 19/08/2026, com prazo de dez dias, pedindo contratos, comprovantes de pagamento, instrumentos de câmbio, notas fiscais, documentos societários, bancários e informações sobre o financiamento do filme; em e-mail de 02/09/2026, Michael Davis disse não autorizar o envio direto desses documentos a autoridades brasileiras, que devem ser pedidos por cooperação jurídica internacional, com ordem de juiz americano.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Michael Davis (2 set. 2026): Em e-mail à produtora brasileira, Davis disse não autorizar o envio direto de documentos societários, contábeis, fiscais, bancários ou contratuais a autoridades brasileiras e que pedidos devem seguir cooperação jurídica internacional, com ordem de juiz americano e direito de defesa.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2 set. 2026
- Fonte
- Produtor de Dark Horse rejeitou dados à PF sem aval dos EUA — SBT News, set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- E-mail descrito por reportagem. A Agência Brasil (12/09) diz que Davis respondeu que os documentos mantidos nos EUA não devem ser enviados diretamente. Fontes divergem sobre o que a Go Up já entregou (o Diario de Pernambuco diz que nenhum documento foi entregue; resumos de buscador citam notas fiscais e contratos de atores brasileiros): não resolvido. A recusa se funda em procedimento, não é admissão de irregularidade.
- Confirmam
- Produtor dos EUA impôs condições para liberar dados de Dark Horse; PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
- Citados
- Polícia Federal, Karina Gama, Michael Davis, Go Up Entertainment LLC
- Estado
- Revisado
Em mensagens de 28/01/2025 divulgadas pelo Intercept, Vorcaro teria dito a Fabiano Zettel que o filme era prioridade absoluta e que "Não pode falhar mais".
Detalhes da evidência
- Fato
- 28 jan. 2025
- Fonte
- Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio cobrou dinheiro; ouça — Metrópoles, 13 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Não pode falhar mais”
- Limites
- Mensagem interpretada por reportagem; autenticidade e identidade dos interlocutores não verificadas pelo projeto; o texto não diz do que o "falhar" se refere além do financiamento do filme. Vorcaro e Zettel não responderam na reportagem.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro)
- Estado
- Revisado
Em diálogo de 05/02/2025, Zettel relatou recusas do câmbio do Master para a remessa e Vorcaro orientou o pagamento "via entre" (a Entre Investimentos); segundo o Metrópoles, Vorcaro perguntou para quem fazer o repasse e decretou: "Manda a grana".
Detalhes da evidência
- Fato
- 5 fev. 2025
- Fonte
- Havengate: o fundo na mira da PF que conecta Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro — BBC News Brasil (republicada pelo O Povo), 24 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Manda a grana”
- Limites
- Mensagens divulgadas pelo Intercept, descritas por duas reportagens que não têm acesso independente. A mensagem sugere que a corretora de câmbio do Master estava criando obstáculos à remessa e que a Entre foi escolhida como via alternativa; não demonstra a origem do dinheiro da Entre.
- Confirmam
- Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio cobrou dinheiro; ouça
- Citados
- Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Entre Investimentos e Participações, Banco Master
- Estado
- Revisado
Em 21/03/2025 (Poder360; a Agência Brasil diz "março"), Thiago Miranda enviou a Vorcaro uma captura de tela de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro com orientações sobre como os recursos poderiam ser geridos nos EUA, com referência à disponibilidade de Altieres Santana; segundo a Agência Brasil, a conversa dizia que o ideal seria os recursos já estarem nos EUA e que remessas de empresa brasileira sem orçamento grande teriam de ser feitas aos poucos, em cerca de seis meses; a PGR também citou o diálogo. O Intercept (via Estado de Minas) afirma que Eduardo sugeriu enviar "o máximo possível" de recursos ao exterior.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Detalhes da evidência
- Fato
- 21 mar. 2025
- Fonte
- Eduardo orientou gestão de recursos de "Dark Horse" nos EUA, diz PF — Poder360, 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Captura de tela encaminhada por Miranda a Vorcaro; a autoria por Eduardo é atribuição da PF e do intermediário, não perícia. Eduardo nega ter recebido dinheiro do fundo e diz que só cedeu direitos de imagem; o diálogo, mesmo autêntico, trata de forma de enviar recursos e não demonstra recebimento por Eduardo nem destino final do dinheiro.
- Confirmam
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse; Eduardo tinha poder sobre dinheiro do filme de Bolsonaro, revela contrato
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Eduardo Bolsonaro, Altieris Santana
- Estado
- Revisado
Em mensagens de agosto de 2025, Thiago Miranda citou a planilha de pagamentos a Vorcaro, dizendo que havia duas parcelas atrasadas e uma prestes a vencer; Vorcaro respondeu "Segunda fazemos duas" e cobrou de Zettel uma solução, que respondeu que iria "para cima do mineiro" (apelido de Freixo, segundo a reportagem). A Agência Brasil registra que Miranda cobrou Vorcaro sobre parcelas atrasadas em agosto de 2025.
Detalhes da evidência
- Fato
- ago. 2025
- Fonte
- Planilha expõe pagamentos de US$ 10,6 mi de Vorcaro para Dark Horse — Congresso em Foco, jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Segunda fazemos duas”
- Limites
- Mensagens divulgadas pelo Intercept e descritas pela PF; não examinadas. Reflete o cronograma de parcelas, não confirma valores pagos nas datas.
- Confirmam
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Antônio Carlos Freixo Júnior
- Estado
- Revisado
Segundo a PF (Agência Brasil), as primeiras mensagens diretas entre Flávio e Vorcaro são de 20/08/2025: Vorcaro escreveu "21 pode ser", Flávio respondeu "Blz" com figurinha, e a PF vê possível encontro presencial; em setembro Miranda avisou Vorcaro de que Flávio queria conversar pessoalmente sobre o filme, e em outubro Flávio convidou-o para jantar com a equipe da produção, marcado para 6 de novembro.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 20 ago. 2025
- Fonte
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse — Agência Brasil (Wellton Máximo), 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Interpretação da PF sobre mensagens; não há confirmação de encontro. A Agência Brasil não informa se o jantar ocorreu. Mensagens anteriores de Flávio com Vorcaro (dez/2024, segundo Flávio) não foram descritas por esta fonte.
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Em mensagens de 22/10/2025 a 31/10/2025 tornadas públicas pelo STF, Vorcaro disse a Miranda que, "apesar de qualquer tempestade", iria "até o fim" com o financiamento; em 30/10 Miranda relatou mensagem atribuída a Flávio sobre depósito que não veio e, em 31/10, "Chegou os documentos mas não o recurso"; Vorcaro respondeu que a transferência havia "voltado" e seria refeita em poucos dias.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 22 out. 2025 a 31 out. 2025
- Fonte
- "Vou até o fim com isso", disse Vorcaro sobre Dark Horse — Poder360, 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “vou até o fim com isso”
- Limites
- Mensagens interpretadas pela reportagem; a reportagem não informa valores. Não informa de que banco ou conta a transferência "voltou". Vorcaro, Miranda e Flávio não se manifestaram na reportagem.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Flávio Bolsonaro
- Estado
- Revisado
Em 07/11/2025, após enviar um vídeo de visualização única, Flávio escreveu a Vorcaro "Tudo isso só está sendo possível por causa de vc"; Vorcaro respondeu "Que demais" e "Ficou perfeito" (Intercept via Brasil 247).
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Detalhes da evidência
- Fato
- 7 nov. 2025
- Fonte
- Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, diz Intercept — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 13 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Tudo isso só está sendo possível por causa de vc”
- Limites
- Mensagem divulgada pelo Intercept; o conteúdo do vídeo não é descrito. Flávio diz que a relação com Vorcaro foi "única e exclusivamente por causa do filme" e privada.
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro
- Estado
- Documentado
Segundo o Intercept (via InfoMoney, 19/05/2026), em 11/12 (dezembro de 2024, segundo o artigo) Mario Frias enviou a Vorcaro áudio agradecendo ("Só te agradecer, meu irmão"), poucos minutos depois do horário previsto para encontro de Vorcaro com Flávio, e em 15/12 enviou captura de conversa com o diretor Cyrus Nowrasteh; Frias disse antes que Vorcaro não pôs "um único centavo" no filme e, no dia seguinte, falou em "diferença de interpretação sobre a origem formal".
Mario Frias (19 maio 2026): Frias afirmou inicialmente que Vorcaro não pôs "um único centavo" no filme e, no dia seguinte, falou em "diferença de interpretação sobre a origem formal" dos recursos, dizendo que Vorcaro "não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico" e que o Banco Master nunca foi investidor formal.
Mario Frias (15 maio 2026): A defesa de Frias negou que Eduardo fosse produtor executivo e disse que ele nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento ligado ao filme.
Detalhes da evidência
- Fato
- 11 dez. 2024
- Fonte
- Áudios mostram Mario Frias agradecendo Vorcaro por apoio a "Dark Horse", diz site — InfoMoney (Marina Verenicz), 19 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Só te agradecer, meu irmão”
- Limites
- O texto lido não informa o ano das mensagens; a datação a dezembro de 2024 é do artigo. Frias não comentou o áudio ao Intercept (resumo de buscador, não confirmado em fonte aberta). O encontro Flávio-Vorcaro não foi confirmado (Miranda disse que a reunião de dezembro de 2024 não ocorreu). Agradecimento a apoio não prova pagamento nem sua origem.
- Citados
- Mario Frias, Daniel Vorcaro, Cyrus Nowrasteh
- Estado
- Revisado
Thiago Miranda confirmou ao SBT News ter intermediado o investimento de Vorcaro no filme e ter ficado responsável por um encontro entre Flávio e Vorcaro marcado para dezembro de 2024, que, segundo ele, não ocorreu; segundo ele, o financiamento da produção já havia começado nessa época. O Poder360 acrescenta que Miranda teria apresentado Flávio a Vorcaro.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2024
- Fonte
- Publicitário confirma intermediação de reunião e repasses de Vorcaro para filme sobre Bolsonaro — SBT News, 13 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Declaração de Miranda ao SBT, em 13/05/2026; sem valores. A reportagem não traz resposta de Flávio ou Vorcaro. A afirmação de que o financiamento "já havia começado" em dezembro de 2024 contrasta com a primeira remessa conhecida, de 13/02/2025; não conciliado. A Agência Brasil o chama de "publicitário apontado como intermediário dos repasses".
- Confirmam
- Flávio confirma pedido de dinheiro a Vorcaro, mas diz que era privado; PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro
- Estado
- Revisado
Nos arquivos que tiveram o sigilo levantado, manifestação da PGR diz que Eduardo Bolsonaro "orientou" a gestão dos recursos de Dark Horse nos EUA; o Poder360 relata que a PF o aponta como responsável por orientar como o dinheiro de Vorcaro seria gerido nos EUA com base em conversas extraídas do celular de Vorcaro.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025
- Fonte
- Relatório da PF sobre 'Dark Horse' contraria versão de Flávio — Poder360, 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Atribuição da PF/PGR com base em mensagens de intermediários, não em ato de Eduardo próprio demonstrado. Eduardo nega ter recebido dinheiro do fundo, diz que só cedeu direitos de imagem e que o escritório de Calixto cuidava apenas da gestão burocrática, financeira e legal.
- Confirmam
- Eduardo orientou gestão de recursos de "Dark Horse" nos EUA, diz PF
- Citados
- Eduardo Bolsonaro, PGR, Havengate Development Fund LP, Paulo Calixto
- Estado
- Revisado
Em 23/07/2026, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de inquérito sobre os repasses de Vorcaro para Dark Horse, a pedido da PF e com parecer favorável da PGR (Paulo Gonet); o presidente do STF, Edson Fachin, distribuiu o caso a Mendonça no lugar de Alexandre de Moraes, designado para o pedido do deputado Lindbergh Farias, que a PGR recomendou arquivar e Mendonça acolheu; o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, já pedira em junho nova apuração sobre as remessas de Vorcaro aos EUA.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 23 jul. 2026
- Fonte
- André Mendonça autoriza inquérito sobre repasses para Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro — Money Times (Estadão Conteúdo), 23 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Decisão descrita; número do processo e rol de investigados não informados nessa reportagem. O Correio da Manhã descreve o objeto como a origem do dinheiro enviado por Vorcaro, se foi ao filme e se houve repasse de emendas, conduzido pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor) da PF.
- Confirmam
- Mendonça autoriza PF a investigar repasses de Vorcaro para "Dark Horse"
- Citados
- André Mendonça, Polícia Federal, PGR, Paulo Gonet, Edson Fachin, Lindbergh Farias
- Estado
- Revisado
Segundo a Agência Brasil (cópia no DGABC), Flávio Bolsonaro foi incluído como investigado em 22/07/2026 no inquérito que apura o repasse de R$ 61 milhões de Vorcaro para o filme; o pedido da PF cita lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos; Eduardo Bolsonaro também é alvo, apontado como possível beneficiário de parte do dinheiro; a suspeita é que o valor foi disponibilizado a pedido do senador. A inclusão só se tornou pública com o levantamento de sigilo de 10/09/2026.
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Detalhes da evidência
- Fato
- 22 jul. 2026
- Fonte
- Mendonça incluiu Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse — Diário do Grande ABC, 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A PF pediu a instauração de uma PET sigilosa vinculada ao INQ 5026; a Agência Brasil não traz a decisão. No dia 23/07 o Estadão (Money Times) dizia que não havia lista formal de investigados; O Tempo e a Gazeta (16-17/10) não afirmam expressamente que Flávio é investigado. A data de inclusão de Eduardo e de Vorcaro como investigados não foi informada. Flávio não nega o pedido de patrocínio e nega contrapartida.
- Confirmam
- Mendonça levanta sigilo de 39 processos no STF e inclui investigação sobre filme Dark Horse; Mendonça levanta sigilo do caso Dark Horse e torna públicas 38 ações; PF avalia fatiar caso Dark Horse, concluir suspeitas contra Daniel Vorcaro e deixar apuração sobre Flávio Bolsonaro para etapa posterior
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, André Mendonça, Polícia Federal, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Em 10/06/2026, o PT, por seus advogados, levou à PF uma "notícia de fato" e ao STF uma ADPF pedindo apuração se o orçamento do filme serviu de financiamento clandestino (caixa 2) à pré-campanha de Flávio Bolsonaro, com base no art. 350 do Código Eleitoral e em abuso de poder econômico, além de pedir checagens na Ancine, no US Copyright Office e a aplicação do FARA nos EUA.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 10 jun. 2026
- Fonte
- PT pede investigação se orçamento de 'Dark Horse' virou caixa 2 da campanha de Flávio — Diário do Grande ABC, 10 jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese formulada por partido adversário, não por órgão de investigação; não há decisão da PF ou do STF localizada. A reportagem não traz resposta de Karina, Vorcaro, Calixto ou da produtora; Flávio disse que o dinheiro foi integralmente usado na produção.
- Citados
- Polícia Federal, STF, Flávio Bolsonaro
- Estado
- Revisado
Segundo a Revista Fórum (citando a CNN Brasil), Vorcaro apresentou em 03/06/2026 nova proposta de delação à PF e à PGR que inclui capítulo sobre o financiamento de Dark Horse, com "todos os detalhes das transações financeiras" feitas com Flávio Bolsonaro; a primeira proposta foi rejeitada e a nova seria analisada. O Correio da Manhã (23/07) escreve que, nela, Vorcaro admite ter enviado R$ 61 milhões ao filme por meio de Thiago Miranda.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 3 jun. 2026
- Fonte
- Vorcaro apresenta nova proposta de delação e inclui Flávio Bolsonaro e filme "Dark Horse" — Revista Fórum (Marcelo Hailer), 3 jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Proposta não homologada e sem íntegra pública; nenhuma das duas reportagens traz o texto. O Poder360 (12/09) não menciona delação de Vorcaro. Não há resposta da defesa nas duas reportagens. Proposta de colaboração não é prova.
- Confirmam
- Mendonça autoriza PF a investigar repasses de Vorcaro para "Dark Horse"
- Citados
- Daniel Vorcaro, Polícia Federal, PGR, Flávio Bolsonaro, Thiago Miranda
- Estado
- Revisado
Em mensagens de abril de 2024 a Flávio Carneiro, extraídas do celular de Vorcaro, Vorcaro escreveu 'Esse Nikolas eu banquei todos os voos dele', ao reclamar de publicações do deputado sobre o Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres e patrocinado pelo Master.
Nikolas Ferreira (3 set. 2026): Em vídeo, Nikolas admitiu ter contatado Vorcaro ao menos duas vezes, ter pedido ajuda para um ativo minerário de seu advogado e ter aceitado a oferta de um jatinho do banqueiro no segundo turno de 2022, 'quando eu já estava eleito'; disse que nunca recebeu dinheiro nem encontrou Vorcaro, que se desculpou a pedido de Valadão pela publicação de abril de 2024 e que quem fechou contrato com Vorcaro foi 'a mulher do Moraes'. A reportagem do ICL não traz resposta dele à frase específica sobre os voos; o advogado dele negou que ele tenha apagado publicações.
Detalhes da evidência
- Fato
- abr. 2024
- Fonte
- Republicação do exclusivo do ICL Notícias sobre as mensagens de Vorcaro e Nikolas — BPMoney (Marina Finelli (crédito ao ICL)), 3 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Esse Nikolas eu banquei todos os voos dele”
- Limites
- Afirmação do próprio Vorcaro em conversa privada, divulgada pelo ICL Notícias (original não aberto; este registro usa a republicação do BPMoney, que não é confirmação independente). As mensagens não dizem quantos voos, quando, por qual aeronave nem valores; não vinculam a frase aos voos de 2022. Nenhum comprovante de pagamento foi divulgado. Um resumo de buscador diz que a CNN Brasil confirmou o conteúdo do diálogo; não foi conferido. A reportagem não traz resposta de Nikolas à alegação específica sobre o pagamento dos voos; ele nega ter recebido dinheiro.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Nikolas Ferreira, Flávio Carneiro
- Estado
- Revisado
Em vídeo de 03/09/2026, Nikolas Ferreira admitiu ter aceitado a oferta de uso de um jatinho do banqueiro, usado no segundo turno de 2022 'quando eu já estava eleito', e afirmou 'Eu nunca recebi um tostão do cara' e 'Eu nunca encontrei com ele'.
Nikolas Ferreira (3 set. 2026): Em vídeo, Nikolas admitiu ter contatado Vorcaro ao menos duas vezes, ter pedido ajuda para um ativo minerário de seu advogado e ter aceitado a oferta de um jatinho do banqueiro no segundo turno de 2022, 'quando eu já estava eleito'; disse que nunca recebeu dinheiro nem encontrou Vorcaro, que se desculpou a pedido de Valadão pela publicação de abril de 2024 e que quem fechou contrato com Vorcaro foi 'a mulher do Moraes'. A reportagem do ICL não traz resposta dele à frase específica sobre os voos; o advogado dele negou que ele tenha apagado publicações.
Detalhes da evidência
- Fato
- 3 set. 2026
- Fonte
- Nikolas Ferreira admite ter pedido ajuda a Vorcaro, mas diz que não recebeu 'nenhum tostão' do banqueiro — BBC News Brasil (republicada por A Gazeta), 3 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Eu nunca recebi um tostão do cara.”
- Limites
- Declaração da parte descrita pela BBC News Brasil; vídeo não assistido pelo projeto. A matéria não diz que ele soubesse, em 2022, de quem era o jato. Há tensão entre esta fala (aceitou oferta do jato 'do banqueiro') e a nota de 03/03/2026 (não sabia o dono, convite do pastor): podem se conciliar se ele soube depois, mas isso não está explicado nas fontes lidas. Em 2022 ele já havia sido eleito deputado federal (eleição de 02/10/2022; posse em 01/02/2023).
- Citados
- Nikolas Ferreira, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Em 24/07/2023 O Tempo informou que Vorcaro, então CEO do Master, aportaria R$ 100 milhões, por meio de um fundo de investimento, para ter 11% da futura SAF do Atlético Mineiro, e negociava os naming rights da Cidade do Galo por cerca de R$ 25 milhões.
Detalhes da evidência
- Fato
- jul. 2023
- Fonte
- Saiba quem é o banqueiro que será investidor da SAF do Galo, além dos 4Rs — O Tempo, 24 jul. 2023
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Informação atribuída à 'Central do CAM', com confirmação do jornal; proposta/negociação em curso (valor 'proposto'), não valor transferido. Sem resposta do clube na página.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Galo Holding, Clube Atlético Mineiro
- Estado
- Documentado
Em 30/04/2024 a Itatiaia informou que o Conselho Deliberativo do Atlético aprovou Daniel Vorcaro como conselheiro grande-benemérito; ele integra a Galo Holding, controladora majoritária da SAF, e por meio do FIP Galo Forte sua participação na Galo Holding subiu de 8,2% para 20,2%, com aportes de R$ 100 milhões até 2023 e de mais R$ 200 milhões em fevereiro de 2024, total de R$ 300 milhões.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2023 a 30 abr. 2024
- Fonte
- Investidor do Atlético, Daniel Vorcaro se torna conselheiro grande-benemérito — Rádio Itatiaia, 30 abr. 2024
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valores e percentuais da reportagem; sem documento do fundo. Um título de reportagem do ge (11/03/2024: 'SAF do Atlético-MG ainda aguarda R$ 200 milhões do Fundo Galo Forte cair na conta'), citado pela Wikipédia e não aberto, sugere que o aporte de fevereiro de 2024 ainda não havia sido recebido em 11/03/2024: possível conflito de datas, a confirmar. A reportagem não diz se o dinheiro do FIP é pessoal de Vorcaro, do Master ou de terceiros; sua participação 'por meio do fundo' não esclarece a origem dos recursos. Fuad Noman (prefeito de BH) e Bruno Muzzi (CEO do clube) receberam o mesmo título; isso não indica relação com o Master.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Galo Holding, FIP Galo Forte, Clube Atlético Mineiro
- Estado
- Revisado