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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Gestora de recursos

Reag Investimentos

Documentado

Principais fatos

O Banco Central liquidou instituições da Reag (gestora de fundos usados em operações do Máxima/Master) em 15/01/2026; a Reag Trust (hoje CBSF) é citada com liquidação na mesma data. A acusação em curso sustenta que fundos geridos pela Reag foram usados em fraudes do Máxima, e o fundador João Carlos Mansur passou a ser investigado na segunda fase da Operação Compliance Zero.

Confirmado por fontes independentesFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seção «Reag»#f01-reag-liquidada
Detalhes da evidência
Fato
15 jan. 2026
Fonte
Reag já fazia negócios com o Banco Máxima, transformado em Master por Vorcaro — Metrópoles (Gabriella Furquim), 19 jan. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
As duas reportagens nomeiam entidades diferentes do grupo (Reag Investimentos e Reag Trust). Atos de liquidação não examinados. A conexão com fraudes é acusação, não decisão. Mansur não tem ficha nesta entrega; a frente F05 trata das investigações.
Confirmam
Servidores do BC orientaram Vorcaro antes de reunião com Campos Neto que autorizou compra do Will Bank
Citados
Reag Investimentos, Banco Central, Banco Master
Estado
Documentado

Segundo o Valor (via Let's Money), o Departamento de Supervisão (Desup) do BC enviou ao Master em início de março de 2024 ofício sobre problemas nos índices de liquidez; em 28/05/2024, um dia depois da aprovação da compra da Will Financeira, outro ofício exigindo correção de déficit de capital de R$ 885 milhões e operações irregulares com o Fundo Bravo (gerido pela Reag); em agosto de 2024 o BC limitou a captação do Will à rolagem de vencimentos.

Fonte únicaFonte: Let's Money · original (abre em nova aba)seção «Desup (Supervision Department) alerts»; reportagem original do Valor não aberta#f01-desup-oficios-2024
Detalhes da evidência
Fato
28 maio 2024
Fonte
BC aprovou compras do Master apesar de alertas internos de crise — Let's Money (Gabriel Pereira), 4 maio 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Ofícios descritos por reportagem, não examinados. Os R$ 885 milhões são déficit de capital apontado pelo BC, não perda. A reportagem diz que a aprovação do Voiter (26/03/2024) veio pouco mais de duas semanas depois do primeiro ofício.
Citados
Banco Central, Banco Master, Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, Reag Investimentos
Estado
Documentado

Em 2021 o fundo Arleen, administrado pela Reag, comprou dos irmãos de Toffoli uma participação no Tayayá por R$ 20 milhões, valor igual ao que Vorcaro diz ter aplicado inicialmente; segundo proposta de delação rejeitada, Vorcaro teria acertado R$ 35 milhões, desembolsado R$ 20 milhões e deixado R$ 15 milhões pendentes.

AlegadoGraveFonte: Gazeta do Povo · original (abre em nova aba)seções 'Venda de participação no Tayayá (2021)' e 'Fundo Arleen e Reag'#f04-arleen-20mi-2021
Dias Toffoli (11 set. 2026): Diz que os repasses da Maridt foram lícitos, declarados à Receita e rastreáveis; que a Maridt é empresa familiar e as vendas foram a valor de mercado; nega ter mantido recursos no exterior ou operado nas Ilhas Virgens Britânicas, nega favorecimento e informa que os demais dez ministros do STF não viram motivo de suspeição em 12/02/2026.
Detalhes da evidência
Fato
2021
Fonte
Vorcaro encontrou Dias Toffoli 12 vezes por voto de usinas sucroalcooleiras — Gazeta do Povo (Guilherme Grandi, Juliet Manfrin), 29 set. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Parte é mensagens apreendidas (divulgadas pelo UOL) e parte é proposta de delação rejeitada pela PGR; a defesa de Vorcaro não reconhece a autenticidade do material. A matéria não informa quem figura como comprador no contrato, só que o fundo Arleen comprou. Os R$ 35 milhões também aparecem como valor recebido pelo fundo de Vorcaro (Paraná Urgente) - o que é outra afirmação (aporte no fundo) e não pode ser somada ao preço de R$ 20 milhões.
Citados
Fundo Arleen, Reag Investimentos, Maridt Participações, Resort Tayayá (Ribeirão Claro, PR), Daniel Vorcaro, Dias Toffoli
Estado
Revisado

A PF diz ter identificado propina de Vorcaro ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa na forma de seis imóveis de luxo (quatro em São Paulo e dois em Brasília), registrados em nome de seis empresas, com valor total acordado de R$ 146,5 milhões e mais de R$ 74,6 milhões já rastreados; a decisão de Mendonça de 16/04/2026 decretou a prisão preventiva de Costa e do advogado Daniel Monteiro.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Detalhes da evidência
Fato
16 abr. 2026
Fonte
Veja os seis imóveis de luxo que foram pagos como propina por Vorcaro ao ex-presidente do BRB — Times Brasil (CNBC) (Allan Ravagnani), 16 abr. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Alegação da PF acolhida em decisão cautelar; não é condenação. Valor total também aparece como R$ 140 milhões (título/corpo da outra matéria do Times Brasil) e R$ 146 milhões: não reconciliados. Não há valor por imóvel. Nenhuma das duas matérias traz a defesa. Segundo a reportagem, os recursos aportados nas empresas vieram de fundos da REAG, e Vorcaro teria mandado paralisar os pagamentos ao saber de procedimento sigiloso do MPF (maio de 2025).
Citados
Paulo Henrique Costa, Daniel Lopes Monteiro, Daniel Vorcaro, BRB - Banco de Brasília S.A., Reag Investimentos, Polícia Federal, STF
Estado
Revisado

Em nota de 24/02/2026 a CVM listou seis inquéritos administrativos em andamento ligados ao Grupo Master/Reag (nºs 19957.005195/2025-70, 19957.010013/2025-82, 19957.012897/2025-18, 19957.018392/2025-59, 19957.018395/2025-92 e 19957.019923/2024-40, este último apenas autorizado), sobre emissões de notas comerciais e CRIs adquiridos por fundos, gestão de fundos da BRK e da Reag DTVM e reorganização societária da GetNinjas/Reag Investimentos.

Comprovado por documentoFonte: Comissão de Valores Mobiliários · original (abre em nova aba)seção 1 (Inquéritos Administrativos)#f05-cvm-inqueritos-2026-02
Detalhes da evidência
Fato
24 fev. 2026
Fonte
Informações relativas a Grupo Master, REAG e outras entidades conexas — Comissão de Valores Mobiliários, 24 fev. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Posição de 24/02/2026; a CVM diz que a lista não é exaustiva e pode mudar. A nota trata de processos e alegações, não de culpa. Pessoas físicas não são nomeadas nos inquéritos.
Citados
CVM, Reag Investimentos, Banco Master, Inquéritos administrativos da CVM sobre Grupo Master, Reag e entidades conexas (posição de 24/02/2026; seis inquéritos e vários PAS)
Estado
Documentado

Segundo a Agência Pública e a Jovem Pan, a 3ª fase veio com bloqueio de bens de até cerca de R$ 22 bilhões; a PF afirma que R$ 2,2 bilhões foram ocultados em conta em nome do pai de Vorcaro na CBSF DTVM (ex-Reag); há pedido de congelamento nos EUA de um imóvel na Flórida.

Confirmado por fontes independentesGraveFonte: Agência Pública · original (abre em nova aba)seção 'Bloqueios e valores'#f05-cz-fase3-bloqueio
Detalhes da evidência
Fato
4 mar. 2026
Fonte
A Turma de Vorcaro: banqueiro tem prisão preventiva decretada por ministro Mendonça — Agência Pública (Thiago Domenici), 4 mar. 2026
Acesso
Trecho examinado pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Valor de bloqueio é teto determinado, não patrimônio apurado. O texto do SBT sobre a decisão não menciona bloqueio. R$ 2,2 bi 'ocultados' é afirmação da PF, não conferida em documento.
Confirmam
Compliance Zero completa 6 meses; o que a investigação sobre o Master já revelou
Citados
Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, Reag Investimentos, Pet 15.556/DF - autos do inquérito da PF da Operação Compliance Zero no STF (representação inicial; relator: Mendonça de fev/2026 a 12/09/2026; avocada pela Presidência em 12/09/2026)
Estado
Revisado

Operações e pagamentos

Relações documentadas

Cronologia

Outras evidências que citam esta entidade

Segundo a reportagem, as seis empresas que figuram como donas dos imóveis (Allora, Lenore, Stanza, Domani, Chesapeake e Milano) tinham capital inicial irrisório e depois receberam aportes compatíveis com o valor dos bens; um cunhado do advogado Daniel Monteiro aparece como diretor fictício, segundo a PF.

AlegadoGraveFonte: Times Brasil (CNBC) · original (abre em nova aba)seção 'Empresas em cujo nome os imóveis foram registrados'#f04-costa-imoveis-empresas

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

A PF aponta Henrique Moura Vorcaro como 'demandante, beneficiário e operador financeiro' do núcleo 'A Turma', ligado a intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasão de dispositivos, e à ocultação de patrimônio ligada ao fundo Reag.

AlegadoGraveFonte: Gazeta do Povo · original (abre em nova aba)seção 'Papéis atribuídos a Henrique'#f05-cz-fase6-imputacao-henrique

A mesma nota da CVM lista processos administrativos sancionadores: PAS 19957.007976/2020-94 (cotas de fundo fechado; acusados incluem Banco Master, Viking, Daniel e Henrique Vorcaro e Benjamim Botelho, aguardando julgamento), PAS 19957.005363/2021-01 (Brazil Realty), processos sobre administradores da Reag Capital Holding e da Reag Investimentos, sobre negociação de ações em período vedado por Dario Graziato Tanure, e sobre a Reag Trust DTVM e seu diretor; cita ainda termos de compromisso já aceitos em 2020, 2022 e 2024 (inclusive sobre Banco Máxima/Master e Reag DTVM) e a criação, em 06/02/2026, de grupo de trabalho da CVM para consolidar informações.

Terreno de 96 hectares em Uberlândia, destinado a data center de R$ 6 bilhões da RT-One (arrendado por R$ 1 mil mensais por 15 anos), pertence ao Fundo de Investimento Imobiliário Bacuri, administrado em períodos distintos pela Reag Trust e pela WNT Capital, ambas alvo de investigação da PF por suspeitas de fraudes contábeis na reavaliação de ativos; segundo o balanço do fundo, o terreno foi comprado em 2019 por R$ 14 milhões e reavaliado para R$ 76 milhões em 2025.

Fonte únicaFonte: JM Online · original (abre em nova aba)seções 'Terreno e contrato' e 'Fundo e gestoras'#f13-bacuri-terreno-uberlandia
WNT Capital (13 jul. 2026): A WNT Capital contestou a reportagem do Intercept, disse que a operação citada 'não foi adiante', negou vínculo direto ou indireto com a Reag ou com o Banco Master nos fatos investigados e afirmou administrar mais de cem fundos com governança independente.

O que ainda não se sabe

  • Entidades liquidadas em 15/01/2026 (Reag Investimentos e Reag Trust/CBSF) não distinguidas em ato oficial.
  • Atos de liquidação não lidos.
  • Razão social e papel exato não verificados; ficha em outra frente.
  • Liquidação da Reag pelo BC (janeiro/2026) é tema da frente F01; só pista via Wikipédia nesta frente.

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