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Investigações e processos

Operação Make Up (PF, 10/09/2026): suposto desvio de emendas parlamentares, com apuração de possível ligação com o financiamento de Dark Horse; relator Flávio Dino

Inquérito policial · org:pf · org:stf

Documentado Parcialmente sigiloso · desde 10 set. 2026

49 mandados, segundo o Estadão. Frente separada do inquérito de Vorcaro (Mendonça). Medidas cautelares de Dino: interdição do ICB e da ANC, proibição de a Go Up e outras empresas investigadas licitarem, recolhimento de passaportes e vedação de comunicação entre investigados. A PF diz que ainda não há comprovação de origem direta entre os recursos do ICB e os repasses à produtora. Ver também proc:f11-operacao-make-up (F05).

Investigado não é réu; réu não é condenado; condenação recorrível não é definitiva. A situação de cada pessoa vale para este procedimento e para a data indicada.

Quem conduz

Partes e situação por data

Pessoa / entidadeSituação (da mais antiga à mais recente)
Mario Frias — Deputado federal (SP) — PL na data
Investigado 10 set. 2026 [evid]
Alvo de busca e apreensão 10 set. 2026 — Descrito como "alvo político" da operação pelo Estadão. A F11 não localizou, nas fontes lidas, a classificação formal (investigado) nem denúncia. [evid]
Karina Gama — sócia/proprietária da Go Up Entertainment; presidente da ANC; diretora do ICB (Agência Pública, 18/05/2026)
Investigado 10 set. 2026 [evid]
Alvo de busca e apreensão 10 set. 2026 [evid]
Medida cautelar 10 set. 2026 — Recolhimento de passaporte e vedação de comunicação, segundo a Gazeta do Povo. [evid]
Go Up Entertainment LLC
Alvo de busca e apreensão 10 set. 2026 [evid]
Instituto Conhecer Brasil (ICB)
Alvo de busca e apreensão 10 set. 2026 [evid]
Go7 Assessoria Produção e Marketing Cultural
Alvo de busca e apreensão 10 set. 2026 [evid]

Evidências

Em 10/09/2026, a PF cumpriu 49 mandados da Operação Make Up, autorizada por Flávio Dino, com buscas contra Go7, ICB, GoUp Entertainment e Karina Gama; o alvo político é o deputado Mário Frias, que enviou R$ 2 milhões em emendas ao ICB. A suspeita relatada pelo Estadão é que parte dos recursos tenha financiado o filme; a PF diz que ainda não há comprovação de origem direta entre os recursos do ICB e os repasses à produtora, mas aponta relevância na proximidade temporal.

ContestadoGraveFonte: Diario de Pernambuco (Estadão Conteúdo) · original (abre em nova aba)seções "Operação e decisão", "Valores" e "Contexto"#f11-make-up-hipotese
Mario Frias (10 set. 2026): Frias chamou a operação de "cortina de fumaça" em período eleitoral e negou irregularidade; em maio disse ao STF que as emendas enviadas às entidades não financiaram o filme (Brasil 247). O Estadão não obteve retorno das defesas de Karina e Frias.
Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.
Detalhes da evidência
Fato
10 set. 2026
Fonte
Produtora ligada a Dark Horse recebeu ao menos R$ 1 milhão de ONG suspeita de desviar emenda — Diario de Pernambuco (Estadão Conteúdo), 10 set. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Frente separada (emendas), sem Vorcaro; a ligação com Dark Horse é hipótese, e a própria PF reconhece que não há comprovação de origem direta. Frias chama a operação de "cortina de fumaça" em ano eleitoral e nega irregularidades; a reportagem não obteve retorno das defesas de Karina e Frias.
Confirmam
Produtora do filme Dark Horse diz ter sido pressionada a fazer delação; Além de Daniel Vorcaro, deputado de MS também ajudou a bancar filme
Citados
Polícia Federal, Flávio Dino, Mario Frias, Karina Gama, Instituto Conhecer Brasil (ICB), Go7 Assessoria Produção e Marketing Cultural, Go Up Entertainment LLC
Estado
Revisado

Dino decretou interdição total das atividades do ICB e da ANC, proibição de a Go Up e outras empresas investigadas participarem de licitações, recolhimento de passaportes e vedação de comunicação entre investigados; a Make Up apura organização criminosa para direcionar e desviar emendas ao ICB e à ANC, geridas por Karina, com auditorias da CGU e da PF apontando simulação de cotações, empresas sem estrutura, sobrepreço e falta de comprovação de execução.

Fonte únicaGraveFonte: Gazeta do Povo · original (abre em nova aba)seção "Medidas cautelares" e "A operação"#f11-make-up-cautelares
Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.
Mario Frias (10 set. 2026): Frias chamou a operação de "cortina de fumaça" em período eleitoral e negou irregularidade; em maio disse ao STF que as emendas enviadas às entidades não financiaram o filme (Brasil 247). O Estadão não obteve retorno das defesas de Karina e Frias.
Detalhes da evidência
Fato
10 set. 2026
Fonte
Produtora do filme Dark Horse diz ter sido pressionada a fazer delação — Gazeta do Povo, 10 set. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Medidas cautelares não são condenação. A suspeita de triangulação (a Go Up recebeu recursos de empresas contratadas com verba de emendas e de repasses de Frias) é hipótese citada pela reportagem. Karina nega ilícitos e diz que a produção ocorreu dentro da legalidade.
Confirmam
Produtora ligada a Dark Horse recebeu ao menos R$ 1 milhão de ONG suspeita de desviar emenda
Citados
Flávio Dino, Instituto Conhecer Brasil (ICB), Academia Nacional de Cultura (ANC), Go Up Entertainment LLC, Karina Gama
Estado
Revisado

Segundo a PF (Estadão), a Go Up recebeu R$ 750 mil da NTT Brasil e R$ 645,4 mil de Mário Frias; o ICB transferiu R$ 700 mil à Dinâmica Editora e ao Instituto Super Poder Educacional e R$ 1 milhão à Go7; a Go Up movimentou R$ 19.033.071,00 entre 10/11/2025 e 30/12/2025.

Detalhes da evidência
Fato
dez. 2025
Fonte
Produtora ligada a Dark Horse recebeu ao menos R$ 1 milhão de ONG suspeita de desviar emenda — Diario de Pernambuco (Estadão Conteúdo), 10 set. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Valores reportados sem natureza declarada (pagamento comercial, contrapartida, emenda etc.); o repasse de Frias à Go Up é dinheiro de pessoa física ou conta de Frias, e a reportagem não diz a origem. Não demonstra que dinheiro de emenda financiou o filme.
Citados
Instituto Conhecer Brasil (ICB), Go7 Assessoria Produção e Marketing Cultural, Go Up Entertainment LLC, NTT Brasil, Mario Frias
Estado
Revisado

id permanente: proc:f11-operacao-make-up