A ata do Comitê de Investimentos do Iprev de 01/12/2023 registra a aprovação de R$ 80 milhões em letras financeiras do Master; segundo a denúncia de Rui Palmeira ao MP de Alagoas e a PF, havia apenas quatro pessoas presentes, embora a lei municipal 5.828/2009 (art. 107) exija sete para instalar a reunião e seis para decidir; a PF diz que a ata registra que a proposta partiu do próprio Master.
Iprev de Maceió e alvo da PF por investimentos no Master
Metrópoles (coluna Grande Angular) · Isadora Teixeira, Samara Schwingel · 10 ago. 2026
Documentado Fonte secundária
- Acesso pelo projeto
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consultado em
- 17 out. 2026
- Endereço original
- https://www.metropoles.com/colunas/grande-angular/iprev-de-maceio-e-alvo-da-pf-por-investimentos-no-master
- Notas
- Descreve denúncia de Rui Palmeira em fevereiro de 2026 ao MP-AL e a PF e ata do comitê de 01/12/2023 com quatro presentes. Grafa a consultoria como 'Mercado e Crédito'.
O que este documento sustenta no acervo
Em 10/08/2026, a PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão no caso do Iprev de Maceió, com autorização do ministro André Mendonça (STF, decisão assinada em 08/08/2026); o ministro determinou o bloqueio de bens de seis investigados até R$ 97 milhões e negou afastamento dos investigados e buscas contra o atual presidente do Iprev e uma ex-chefe de gabinete.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A PF sustenta que a consultoria Crédito & Mercado teve influência na elaboração de análises, no credenciamento e na documentação dos investimentos do Iprev e que houve terceirização ilícita da decisão; a ata do comitê de 29/11/2023 registra a presença de seu dirigente, Renan Calamia, em reunião em que o Master foi apresentado como boa oportunidade, dois dias antes da aprovação de R$ 80 mi; a empresa nega ter sido consultada, ter feito análise ou parecer, ou ter recomendado ou participado da aplicação.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O prefeito de Maceió na época das aplicações era João Henrique Caldas (JHC, PSDB); segundo a Justiça Federal citada pelo Poder360, ele era o responsável legal pela unidade gestora perante o Ministério da Previdência e tinha poder de nomear e exonerar a cúpula do Iprev; a PF não pediu buscas nem bloqueio contra ele e ele não aparece entre os investigados identificados.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em fevereiro de 2026, o ex-prefeito e vereador Rui Palmeira disse ter denunciado ao Ministério Público de Alagoas e a PF irregularidades nas aplicações do Iprev, incluindo a reunião do comitê de 01/12/2023 com quatro presentes.
O Iprev informou que suas ações seguiram os procedimentos legais e administrativos e que o patrimônio passou de cerca de R$ 400 milhões em 2021 para mais de R$ 1,6 bilhão; a prefeitura disse cooperar com as investigações.
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