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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Pagamentos e contratos

Honorários jurídicos: Consult Inteligência Tributária → Kevin de Carvalho Marques

Honorários jurídicos

Revisado Confirmado por fontes independentes

Pagador efetivo
Consult Inteligência Tributária
Origem conhecida dos recursos
desconhecida; a Consult recebeu de Master (R$ 6,6 mi) e de JBS (R$ 11,3 mi) no mesmo período e não se sabe de quais recursos saíram os pagamentos
Destinatário contratual
Kevin de Carvalho Marques
Beneficiário final
Não demonstrado
Finalidade declarada
Serviços técnicos e de assessoria jurídica em matéria tributária administrativa prestados à Consult, segundo a Consult e o escritório de Kevin.

Valores por natureza

Proposto, contratado, pago e recebido são coisas diferentes e não se somam.

NaturezaValorBruto/líquidoImpostosDataNotaEvidência
PagoR$ 281.630desconhecido—ago. 2024 a jul. 2025[evid]

Hipótese investigativa

De quem: Coaf via Estadão; deputados do PT (peça de 12/10/2026). O Coaf (descrito pelo Estadão) apontou os pagamentos como parte de transações da Consult incompatíveis com a capacidade financeira da empresa; os deputados do PT levantam a hipótese de que a consultoria tenha servido para intermediar repasses. Nenhuma fonte lida demonstra que o dinheiro tenha vindo do Master ou que tenha chegado ao ministro.

Hipótese não é fato demonstrado.

Segundo o mesmo relatório do Coaf, o escritório do advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro Nunes Marques, recebeu R$ 281.630,00 da Consult entre agosto de 2024 e julho de 2025, levantados por amostragem: 11 transferências segundo o Estadão (via Bahia Notícias e Fórum), 10 parcelas segundo a Metrópoles; a Consult confirma ter pago cerca de R$ 281 mil por serviços técnicos e assessoria jurídica.

Confirmado por fontes independentesFonte: Bahia Notícias · original (abre em nova aba)seções ‘Valores’ e ‘Número de transferências’#f10-coaf-consult-para-kevin
Kevin de Carvalho Marques (19 mar. 2026): O escritório de Kevin disse que o pagamento é lícito e decorre do exercício regular da advocacia, com atuação voltada ao ‘fisco administrativo’; que ele nunca defendeu caso no STF; rejeitou ‘tentativas de criminalização da advocacia’ e afirmou que os recursos estão declarados à Receita (pessoa física e jurídica). Em julho, a assessoria disse que ele ‘não advoga no STF’ e não informou a origem dos recursos nem seus clientes.
Consult Inteligência Tributária (19 mar. 2026): A Consult diz atuar desde 2004 com outro CNPJ, ter aberto o atual em 2022 para atender Sul e Sudeste e ter mais de 300 clientes; que prestou ao Master e à JBS serviços de auditoria e consultoria tributária, desenvolvimento e implantação de sistemas e migração de dados; e que o pagamento de cerca de R$ 281 mil ao escritório de Kevin foi remuneração por serviços técnicos e de assessoria jurídica prestados em 2024 e 2025.
Detalhes da evidência
Fato
ago. 2024 a jul. 2025
Fonte
Filho do ministro Nunes Marques, do STF, foi pago por empresa que recebeu R$ 18 milhões do Master e da JBS — Bahia Notícias (Edu Mota), 19 mar. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Conflito de contagem: 11 transferências (Estadão) × 10 parcelas (Metrópoles). O valor foi levantado por amostragem pelo Coaf; o texto da Folha/Folhapress de 08/07/2026 diz que o relatório não informa o número de transferências e dá o período como 2024-2025. Não há demonstração de que o dinheiro pago a Kevin tenha vindo dos R$ 6,6 milhões do Master; o Correio da Manhã diz expressamente que não há evidência disso. Dinheiro recebido por familiar não é recebimento pessoal do ministro.
Confirmam
Consultoria ligada ao Master e à JBS contratou filho de Nunes Marques; Filho de Nunes Marques, de 25 anos, foi pago por consultoria que recebeu R$ 18 milhões do Master e da JBS
Citados
Kevin de Carvalho Marques, Consult Inteligência Tributária, Coaf
Estado
Revisado

Em 12/10/2026, os deputados federais Rui Falcão (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) apresentaram a Edson Fachin uma Notícia de Fato pedindo a abertura de inquérito contra Nunes Marques por possíveis vínculos com Vorcaro e o Master, apontando sete pontos (Alcídia; pagamentos ao filho; contrato de R$ 427 milhões; hospedagem no Joá; episódio em tríplex; voo a Maceió; relatoria do MS 40.823 sobre a CPI do Master) e pedindo a atuação da PGR.

Fonte únicaGraveFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seção ‘Filing’ e ‘Points raised’#f10-pt-noticia-de-fato-fachin

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Kassio Nunes Marques (15 set. 2026): Na sessão do plenário do STF de 15/09/2026, ao declarar impedimento por presidir o TSE, o ministro disse que nunca julgou processo relacionado ao Master, que o filho nunca prestou serviço ao banco nem foi remunerado por ele, que não há registro de mensagem sua a Vorcaro e que atribui a ‘absoluta isenção’ aos votos que proferiu; o subtítulo do Poder360 diz que ele citou a quebra do próprio sigilo bancário, mas o texto lido não detalha a fala. Pedidos de que se abra investigação sobre ele (PT, 12/10) seguem sem resposta localizada.
Detalhes da evidência
Fato
12 out. 2026
Fonte
Master: deputados do PT pedem a Fachin investigação contra Nunes Marques — Metrópoles (Carinne Souza, Manoela Alcântara), 12 out. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Peça de parlamentares; as acusações são deles e das reportagens citadas, não de órgão de investigação. Nenhuma decisão do STF ou da PGR sobre o pedido foi localizada até 17/10/2026. A CNN diz que os registros não comprovam que os valores citados tenham sido pagos. Sem número de petição nas fontes.
Confirmam
Deputados do PT pedem ao STF investigação de Nunes Marques no caso Master
Citados
Kassio Nunes Marques, Edson Fachin, STF, Notícia de Fato de deputados do PT a Fachin pedindo inquérito contra Nunes Marques (12/10/2026). PEDIDO: não há inquérito aberto, Mandado de segurança no STF que discute a instalação da CPI do Master no Senado; relator Nunes Marques; suspeição rejeitada por Fachin em 03/06/2026
Estado
Revisado

Versão dos envolvidos

Kevin de Carvalho Marques (19 mar. 2026): O escritório de Kevin disse que o pagamento é lícito e decorre do exercício regular da advocacia, com atuação voltada ao ‘fisco administrativo’; que ele nunca defendeu caso no STF; rejeitou ‘tentativas de criminalização da advocacia’ e afirmou que os recursos estão declarados à Receita (pessoa física e jurídica). Em julho, a assessoria disse que ele ‘não advoga no STF’ e não informou a origem dos recursos nem seus clientes.
Kevin de Carvalho Marques (15 set. 2026): A assessoria de Kevin diz que ele não prestou serviços ao Master nem recebeu dinheiro de Vorcaro; confirma ter recebido R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos na área tributária administrativa, sem relação com o STF.
Consult Inteligência Tributária (19 mar. 2026): A Consult diz atuar desde 2004 com outro CNPJ, ter aberto o atual em 2022 para atender Sul e Sudeste e ter mais de 300 clientes; que prestou ao Master e à JBS serviços de auditoria e consultoria tributária, desenvolvimento e implantação de sistemas e migração de dados; e que o pagamento de cerca de R$ 281 mil ao escritório de Kevin foi remuneração por serviços técnicos e de assessoria jurídica prestados em 2024 e 2025.

Conciliação

Valor ‘pago’ pela Consult ao escritório de Kevin, levantado por amostragem pelo Coaf: R$ 281.630 (Estadão: 11 transferências; Metrópoles: 10 parcelas, ‘R$ 281 mil’). É saída da Consult e não deve ser somado aos recebimentos dela. Destinatário contratual é o escritório de Kevin; o ministro não é destinatário nem beneficiário final demonstrado.

Não somar com: Consultoria: Banco Master → Consult Inteligência Tributária; Consultoria: JBS → Consult Inteligência Tributária

Mesmo fluxo: Consultoria: Banco Master → Consult Inteligência Tributária; Consultoria: JBS → Consult Inteligência Tributária; Operação ainda não classificada: desconhecido; as mensagens citam a Consult como via, sem identificar pagador → desconhecido; as mensagens enviam o contato de Kevin Marques

Evidências

id permanente: tx:f10-consult-para-kevin