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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Pagamentos e contratos

Operação ainda não classificada: BRB - Banco de Brasília S.A. → Banco Master

Operação ainda não classificada

Revisado Contestado

Pagador efetivo
BRB - Banco de Brasília S.A.
Origem conhecida dos recursos
desconhecida (caixa do BRB)
Destinatário contratual
Banco Master
Beneficiário final
Não demonstrado
Intermediário
Tirreno (consultoria)
Finalidade declarada
Aquisição de carteiras de crédito consignado (Credcesta) em formato de CCBs; PF e BC dizem que os créditos subjacentes não puderam ser confirmados.

Valores por natureza

Proposto, contratado, pago e recebido são coisas diferentes e não se somam.

NaturezaValorBruto/líquidoImpostosDataNotaEvidência
ContratadoR$ 11,53 bidesconhecido—24 dez. 2024 a 24 abr. 2025[evid]
PagoR$ 12,2 bidesconhecido—jan. 2025 a maio 2025[evid]

Hipótese investigativa

De quem: PF (relatório ao STF, Inq 5.026), com base em auditoria do BC; via Folhapress, Poder360 e Brasil de Fato. Carteiras fictícias, geradas via Tirreno e vendidas ao BRB com 'prêmio'; operações de finalidade contábil sem fundamento econômico.

Hipótese não é fato demonstrado.

O relatório da PF reproduz resultado de auditoria do BC sobre as carteiras da Tirreno ('empresa de fachada controlada pela Cartos', segundo a PF) e conclui que as carteiras cedidas ao BRB eram inexistentes ('Nenhum crédito sequer pode ser confirmado'). Do total de R$ 12,2 bi em CCBs do Master adquiridas pelo BRB, R$ 4,05 bi foram comprados depois de questionamentos do BC sobre a originadora dos créditos. O BRB assinou TAC com o BC em 10/02/2025.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. (set. 2026): A Cartos nega ter originado, estruturado, comercializado, intermediado ou cedido créditos ligados ao caso e diz nunca ter mantido relação com a Tirreno.
Detalhes da evidência
Fato
2025
Fonte
'Nenhum crédito sequer pode ser confirmado', diz PF sobre Master e BRB — Poder360, 11 set. 2026
Acesso
Trecho examinado pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Alegação da PF, não decisão judicial. O próprio Poder360 ressalva que o documento do BC não afirma expressamente que a conclusão abrange todos os R$ 12,2 bi. A matéria não traz datas das compras nem o objeto do TAC.
Citados
BRB - Banco de Brasília S.A., Banco Master, Tirreno (consultoria), Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A., Banco Central, Polícia Federal
Estado
Revisado

Segundo a PF, o BRB transferiu cerca de R$ 17 bi ao Master na compra de carteiras de crédito e cerca de R$ 12,2 bi eram títulos sem valor (CCBs derivadas de consignados inexistentes gerados pela Tirreno). A PF classifica as operações como de finalidade contábil imediata, sem fundamento econômico. O BRB declara que seus ex-dirigentes não devem ser confundidos com a instituição, que se apresenta como vítima, e admite ter comprado carteiras que não podia auditar por falta de documentos.

AlegadoGraveFonte: Diário de Cuiabá (Folhapress) · original (abre em nova aba)seções Valores e Natureza dos valores#f03-pf-17bi-folhapress

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Detalhes da evidência
Fato
27 fev. 2026
Fonte
Relatório da PF aponta que BRB comprou R$ 17 bilhões em créditos do Master — Diário de Cuiabá (Folhapress), 14 set. 2026
Acesso
Trecho examinado pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Petição da PF de fevereiro não examinada. Valores aproximados ('cerca de'); a matéria não detalha como se chega a R$ 17 bi. O Brasil de Fato descreve R$ 17 bi como PREJUÍZO estimado, a Folhapress como VALOR TRANSFERIDO: natureza divergente, ver relatório.
Citados
BRB - Banco de Brasília S.A., Banco Master, Tirreno (consultoria), Polícia Federal, Paulo Henrique Costa, Dario Oswaldo Garcia Junior
Estado
Documentado

Versão dos envolvidos

Daniel Vorcaro (2025): Segundo o Metrópoles, Vorcaro teria dito ao STF que o BRB nunca pagou de fato pelas carteiras. Em carta divulgada em 13/10/2026 disse querer falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados.
Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. (set. 2026): A Cartos nega ter originado, estruturado, comercializado, intermediado ou cedido créditos ligados ao caso e diz nunca ter mantido relação com a Tirreno.
BRB - Banco de Brasília S.A. (set. 2026): O BRB diz que as operações fazem parte do conjunto de transações ligadas ao ecossistema do Master, em reavaliação pelo banco e por órgãos competentes; afirma que ex-dirigentes não se confundem com a instituição, que se apresenta como vítima, e admite ter comprado carteiras que não podia auditar por falta de documentos.

Conciliação

Duas visões do MESMO universo (carteiras ligadas a Tirreno): R$ 11,53 bi e o preço de venda do Master ao BRB (GT do BRB, contratado) e R$ 12,2 bi e o que o BRB teria pago em créditos mais prêmio (R$ 6,7 + R$ 5,5 bi, BC via Jovem Pan, pago). Diferença de R$ 0,67 bi entre os dois não está explicada. Os R$ 6,347 bi pagos pelo Master a Tirreno (GT) NÃO são desembolso do BRB. Há ainda versão oposta de Vorcaro (BRB nunca pagou). O mesmo universo está contido nos agregados de R$ 16,7/17/17,5/33,9 bi (tx:f03-brb-compras-carteiras-agregados) e não pode ser somado a eles.

Não somar com: Operação ainda não classificada: BRB - Banco de Brasília S.A. → Banco Master; Operação ainda não classificada: Quadra Gestão de Recursos S.A. (Quadra Capital) → BRB - Banco de Brasília S.A.

Mesmo fluxo: Operação ainda não classificada: BRB - Banco de Brasília S.A. → Banco Master; Operação ainda não classificada: Quadra Gestão de Recursos S.A. (Quadra Capital) → BRB - Banco de Brasília S.A.

Evidências

id permanente: tx:f03-brb-carteiras-master-tirreno