Outras evidências que citam esta entidade
A CPI do Banco Master da Câmara Municipal de São Roque, instaurada em abril de 2026, aprovou em 27/07/2026 relatório de 174 páginas que aponta falhas de governança e de processo decisório, duas versões da ata da reunião ordinária 02/2024 do comitê (uma dizendo que o investimento traria risco, outra que não aumentaria o risco, sem identificar quem alterou), pareceres da Crédito e Mercado que não destacaram FGC, concentração e liquidez, e recomenda envio ao MP-SP, MPF, TCE-SP, PF, CVM e Banco Central.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A CPI de São Roque trata R$ 113 milhões como soma de mais de R$ 93 milhões em letras do Master (cerca de 18,8% do patrimônio) e R$ 20 milhões no fundo imobiliário Neteagle (EAGL11); o relatório não afirma perda definitiva dos recursos.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A CPI apontou responsabilidade ampliada de Vanderlei Massarioli, então diretor-presidente do São Roque Prev, como dirigente máximo, e recomendou ao Ministério Público a análise de responsabilidades civis, administrativas e criminais; quanto aos conselheiros, não encontrou indícios objetivos de dolo, conluio ou vantagem indevida, e não encontrou elementos de participação de agentes políticos externos, propina ou vantagem indevida.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O prefeito Guto Issa (PSD) foi convidado pela CPI de São Roque a prestar esclarecimentos, não respondeu até o encerramento e não foi responsabilizado no relatório.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O sindicato dos servidores levou o caso do fundo previdenciário de São Roque ao MP-SP por considerar insuficientes as respostas do instituto.
Em nota de 14/04/2025, a 1ª Procuradoria do MPC-SP informou representações ao TCE-SP (protocoladas em 09/04/2025) sobre letras financeiras do Banco Master em cinco institutos de previdência paulistas, com base no CADPREV: Araras (R$ 29 milhões), Cajamar (R$ 87 milhões, mais de 15% da carteira), Santa Rita d'Oeste (R$ 2 milhões), Santo Antônio de Posse (R$ 7 milhões) e São Roque (R$ 93,15 milhões, mais de 18% da carteira, em menos de seis meses), total aproximado de R$ 218 milhões.
Em depoimento à CPI da Câmara de São Roque em 14/05/2026, o presidente do São Roque Prev, Bruno Caparelli, disse que o instituto "possui R$ 108 milhões bloqueados" no Banco Master e que as sete aplicações em letras financeiras a partir de março de 2024 somam R$ 93 milhões, valores que não integram mais o patrimônio do fundo; disse também que há R$ 20 milhões no fundo imobiliário EAGL11 (Nest Eagle).
A Câmara de São Roque criou, em abril de 2026, CPI para investigar os R$ 93 milhões aplicados pelo São Roque Prev em letras financeiras do Master em 2024 (cerca de 18% da carteira): a decisão de investir, a suspeita de adulteração de documentos (duas versões da mesma ata do comitê) e a responsabilidade; o requerimento foi assinado por cinco vereadores, o prazo inicial é de 90 dias, e a comissão ficou com Guilherme Araujo Nunes (PSD), Wanderlei Divino Antunes (Republicanos) e Mateus Taraborelli Foina.
Em março de 2026 o São Roque Prev atribuiu as duas versões da ata do comitê a erro de redação identificado e corrigido, afirmou que "não houve adulteração de documentos", abriu auditoria interna e disse que colaboraria com o TCE-SP; o ex-presidente Vanderlei Massariolli e outros membros do comitê de 2024 não foram localizados pela reportagem.
A CPI de São Roque realizou a 7ª reunião em 09/06/2026, com a oitiva de Lisete de Fátima Oliveira e Rosana Teixeira de Carvalho, que integraram o Conselho Deliberativo do São Roque Prev em 2024.
O Metrópoles (24/11/2025) identificou 23 contratos entre a Crédito e Mercado e institutos de previdência municipais paulistas, todos assinados pelo sócio Cecílio Galvão, e cita Araras, São Roque e Santa Rita d'Oeste como municípios que, mesmo alertados pelo MPC-SP sobre riscos reputacionais do Master, fizeram grandes aplicações; a empresa diz não ter vínculo com o Master e que só faz análise técnica quando solicitada, e Galvão diz que foi contratado para assessoria jurídica e que a firma "não recomenda investimentos".