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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Instituto de previdência (RPPS)

Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de São Roque (São Roque Prev)

Documentado CNPJ 45.664.616/0001-03 · São Roque / SP

Ver a ficha previdenciária: aplicações, saldo, perda e cadeia decisória →

Principais fatos

O MPC-SP registrou, com base em APRs e na ata de setembro do comitê, sete aplicações do Instituto de Previdência de São Roque em letras financeiras do Master em 2024: R$ 29,85 mi (08/04), R$ 2,85 mi (24/04), R$ 2,55 mi (29/05), R$ 6,95 mi (20/06), R$ 3,75 mi (30/07), R$ 8,2 mi (16/08) e R$ 39 mi (16/09), total de R$ 93,15 mi, cerca de 18,80% da carteira; vencimentos de 2026 a 2034 e taxas de IPCA + 6,90% a 7,25%.

Comprovado por documentoFonte: Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (1a Procuradoria de Contas) · original (abre em nova aba)representação de São Roque, fls. 2 (tabela) e 4 (percentual)#f02b-saoroque-aplicacoes-mpc
Detalhes da evidência
Fato
8 abr. 2024 a 16 set. 2024
Fonte
Representações do MPC-SP ao TCE-SP sobre os RPPS de Araras, Cajamar, Santo Antônio de Posse, São Roque e Santa Rita d'Oeste (investimentos em títulos do Banco Master e fundo Texas) — Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (1a Procuradoria de Contas) (Rafael Neubern Demarchi Costa (procurador)), 9 abr. 2025
Acesso
Trecho examinado pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Tabela do MPC extraída das APRs; a aplicação de R$ 39 mi em 16/09/2024 consta como 'APR não localizada' (ou seja, a autorização formal não foi achada pelo MPC). A letra de R$ 2,55 mi (29/05/2024) vence em 29/05/2026, bem antes das demais (2034). Os valores somam exatamente R$ 93,15 mi (conferido pelo projeto). O percentual e da carteira na data da consulta do MPC (dados até 20/03/2025).
Citados
Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de São Roque (São Roque Prev), Banco Master, Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo
Estado
Documentado

Cronologia

Outras evidências que citam esta entidade

A CPI do Banco Master da Câmara Municipal de São Roque, instaurada em abril de 2026, aprovou em 27/07/2026 relatório de 174 páginas que aponta falhas de governança e de processo decisório, duas versões da ata da reunião ordinária 02/2024 do comitê (uma dizendo que o investimento traria risco, outra que não aumentaria o risco, sem identificar quem alterou), pareceres da Crédito e Mercado que não destacaram FGC, concentração e liquidez, e recomenda envio ao MP-SP, MPF, TCE-SP, PF, CVM e Banco Central.

Fonte únicaFonte: Câmara Municipal de São Roquedescrito em fonte:f02b-jornalcruzeiro-2026-07-27-cpi-sao-roque#f02b-saoroque-cpi-relatorio

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

A CPI de São Roque trata R$ 113 milhões como soma de mais de R$ 93 milhões em letras do Master (cerca de 18,8% do patrimônio) e R$ 20 milhões no fundo imobiliário Neteagle (EAGL11); o relatório não afirma perda definitiva dos recursos.

Fonte únicaFonte: Câmara Municipal de São Roquedescrito em fonte:f02b-jornalcruzeiro-2026-07-27-cpi-sao-roque#f02b-saoroque-cpi-neteagle-113

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

A CPI apontou responsabilidade ampliada de Vanderlei Massarioli, então diretor-presidente do São Roque Prev, como dirigente máximo, e recomendou ao Ministério Público a análise de responsabilidades civis, administrativas e criminais; quanto aos conselheiros, não encontrou indícios objetivos de dolo, conluio ou vantagem indevida, e não encontrou elementos de participação de agentes políticos externos, propina ou vantagem indevida.

AlegadoFonte: Câmara Municipal de São Roquedescrito em fonte:f02b-jornalcruzeiro-2026-07-27-cpi-sao-roque#f02b-saoroque-massarioli

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

O prefeito Guto Issa (PSD) foi convidado pela CPI de São Roque a prestar esclarecimentos, não respondeu até o encerramento e não foi responsabilizado no relatório.

Fonte únicaFonte: Câmara Municipal de São Roquedescrito em fonte:f02b-jornalcruzeiro-2026-07-27-cpi-sao-roque#f02b-saoroque-prefeito-nao-responsabilizado

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Em nota de 14/04/2025, a 1ª Procuradoria do MPC-SP informou representações ao TCE-SP (protocoladas em 09/04/2025) sobre letras financeiras do Banco Master em cinco institutos de previdência paulistas, com base no CADPREV: Araras (R$ 29 milhões), Cajamar (R$ 87 milhões, mais de 15% da carteira), Santa Rita d'Oeste (R$ 2 milhões), Santo Antônio de Posse (R$ 7 milhões) e São Roque (R$ 93,15 milhões, mais de 18% da carteira, em menos de seis meses), total aproximado de R$ 218 milhões.

Em depoimento à CPI da Câmara de São Roque em 14/05/2026, o presidente do São Roque Prev, Bruno Caparelli, disse que o instituto "possui R$ 108 milhões bloqueados" no Banco Master e que as sete aplicações em letras financeiras a partir de março de 2024 somam R$ 93 milhões, valores que não integram mais o patrimônio do fundo; disse também que há R$ 20 milhões no fundo imobiliário EAGL11 (Nest Eagle).

A Câmara de São Roque criou, em abril de 2026, CPI para investigar os R$ 93 milhões aplicados pelo São Roque Prev em letras financeiras do Master em 2024 (cerca de 18% da carteira): a decisão de investir, a suspeita de adulteração de documentos (duas versões da mesma ata do comitê) e a responsabilidade; o requerimento foi assinado por cinco vereadores, o prazo inicial é de 90 dias, e a comissão ficou com Guilherme Araujo Nunes (PSD), Wanderlei Divino Antunes (Republicanos) e Mateus Taraborelli Foina.

Em março de 2026 o São Roque Prev atribuiu as duas versões da ata do comitê a erro de redação identificado e corrigido, afirmou que "não houve adulteração de documentos", abriu auditoria interna e disse que colaboraria com o TCE-SP; o ex-presidente Vanderlei Massariolli e outros membros do comitê de 2024 não foram localizados pela reportagem.

O Metrópoles (24/11/2025) identificou 23 contratos entre a Crédito e Mercado e institutos de previdência municipais paulistas, todos assinados pelo sócio Cecílio Galvão, e cita Araras, São Roque e Santa Rita d'Oeste como municípios que, mesmo alertados pelo MPC-SP sobre riscos reputacionais do Master, fizeram grandes aplicações; a empresa diz não ter vínculo com o Master e que só faz análise técnica quando solicitada, e Galvão diz que foi contratado para assessoria jurídica e que a firma "não recomenda investimentos".

Crédito & Mercado (consultoria de investimentos; razões sociais citadas: Crédito & Mercado Gestão de Valores Mobiliários Ltda; Crédito e Mercado Engenharia Financeira; Crédito e Mercado Consultoria de Investimentos; Crédito & Mercado de Valores Mobiliários) (24 nov. 2025): Diz não ter vínculo com o Banco Master, fazer análise técnica quando solicitada pelos institutos e que o Master estava autorizado e com nota BBB à época das aplicações.

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