Outras evidências que citam esta entidade
O RPPS de Santa Rita d'Oeste aplicou R$ 1 mi em 23/12/2024 e mais R$ 1 mi em 18/02/2025 no fundo Texas I FIA, então gerido pela Master Capital Asset Management e administrado pelo Banco Master, com valor líquido de R$ 1.944.982,44 em 28/02/2025; o fundo tinha cerca de 100% do patrimônio em ações da Ambipar (99,76% na competência 02/2025).
Segundo a representação do MPC-SP, o fundo Texas concentrava cerca de 100% do patrimônio em ações da Ambipar, tinha apenas três cotistas em abril de 2025 (Brodowski, Santa Rita d'Oeste e Fátima do Sul) e oito ao fim de 2025, sendo sete RPPS (Brodowski, Santa Rita d'Oeste, Itaperuna, Tacuru, Fátima do Sul e os governos do Rio de Janeiro e do Amapá); o regulamento não admite resgate de cotas, só amortização uma vez por período de 12 meses com assembleia, e permite derivativos com perdas patrimoniais acima do capital aplicado.
Em nota de 14/04/2025, a 1ª Procuradoria do MPC-SP informou representações ao TCE-SP (protocoladas em 09/04/2025) sobre letras financeiras do Banco Master em cinco institutos de previdência paulistas, com base no CADPREV: Araras (R$ 29 milhões), Cajamar (R$ 87 milhões, mais de 15% da carteira), Santa Rita d'Oeste (R$ 2 milhões), Santo Antônio de Posse (R$ 7 milhões) e São Roque (R$ 93,15 milhões, mais de 18% da carteira, em menos de seis meses), total aproximado de R$ 218 milhões.
A mesma nota registra que o instituto de Santa Rita d'Oeste aplicou R$ 2 milhões no fundo Texas I FIA (a nota diz entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024), que quase 100% do patrimônio do fundo está em um único ativo, e aponta poucos cotistas, alta volatilidade e falta de liquidez; pede ao TCE-SP que o instituto indique as decisões para reduzir o risco e que se avalie a possibilidade de saque.
O Metrópoles (24/11/2025) identificou 23 contratos entre a Crédito e Mercado e institutos de previdência municipais paulistas, todos assinados pelo sócio Cecílio Galvão, e cita Araras, São Roque e Santa Rita d'Oeste como municípios que, mesmo alertados pelo MPC-SP sobre riscos reputacionais do Master, fizeram grandes aplicações; a empresa diz não ter vínculo com o Master e que só faz análise técnica quando solicitada, e Galvão diz que foi contratado para assessoria jurídica e que a firma "não recomenda investimentos".
Segundo o BNews SP (31/01/2026, informação atribuída à CNN Brasil), o Ministério Público de São Paulo abriu investigações sobre as aplicações dos institutos de Cajamar, Araras, Santo Antônio de Posse e Santa Rita d'Oeste no Master, com as representações encaminhadas ao TCE; apura se os aportes, formalmente dentro do limite de 20%, representam risco ao patrimônio previdenciário; Araras e Cajamar afirmaram estar adotando providências e garantiram os pagamentos.