O AparecidaPrev aplicou R$ 40 milhões em letras financeiras do Master atreladas ao IPCA em 06/06/2024, com prazo de dez anos, equivalentes a 4,95% da carteira; o crédito atualizado do instituto na liquidação do banco e de cerca de R$ 47 milhões.
Representantes do AparecidaPrev prestam esclarecimentos sobre aplicação de R$ 40 milhões em 2024
Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia · 8 dez. 2025
Documentado Documento primário
- Acesso pelo projeto
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consultado em
- 17 out. 2026
- Endereço original
- https://aparecidadegoiania.go.leg.br/representantes-do-aparecidaprev-prestam-esclarecimentos-sobre-aplicacao-de-r-40-milhoes-em-2024/
- Notas
- Notícia institucional da Câmara sobre a audiência de 08/12/2025. E a versão da gestão atual do AparecidaPrev, não a da gestão anterior.
O que este documento sustenta no acervo
Segundo a gestão atual do AparecidaPrev, o Master foi mencionado pela primeira vez em reunião do Conselho Deliberativo em novembro de 2023; em dezembro de 2023 o conselho aprovou o credenciamento do banco por oito votos; em fevereiro de 2024 (28/02, segundo o Gynn) o conselho rejeitou, por 7 votos a 3, reduzir a exigência de classificação de risco da política de investimentos, e a consultoria classificou o Master como de grau altamente especulativo; a política foi alterada depois, por data não informada.
Segundo a gestão atual do AparecidaPrev, a aplicação de R$ 40 milhões foi autorizada pelo então presidente do instituto, Robes Venancio, sem comunicar o Conselho, que só soube em setembro de 2024 (a ata registra aplicação 'sem consentimento do conselho'); como o conselho não aprovou, a consultoria não emitiu parecer prévio e não há documento formal de aprovação.
Segundo a gestão atual, em fevereiro de 2024 o ex-presidente do instituto Robes Venancio e o ex-secretário de Governo (ou da Fazenda) Einstein Paniago pediram estudos sobre as letras do Master e o secretário perguntou sobre aplicar R$ 50 milhões, e o banco respondeu não haver impedimento técnico; o envolvimento de Paniago consta das atas, inclusive na indicação de conselheiros; a prefeitura atribui a ele ter apresentado o banco ao instituto.
A gestão atual do AparecidaPrev, que assumiu em janeiro de 2025, informou que em março de 2025 obteve autorização do prefeito para denunciar o caso ao MP, ao Ministério da Previdência e ao TCM-GO, pediu auditoria externa independente, bloqueio de bens e revisão da política de investimentos, e se habilitou como credora na liquidação do Master para recuperar os R$ 40 milhões (cerca de R$ 47 milhões com juros); o TCM-GO apontou indícios de falhas no processo decisório, incompatibilidade do rating com a política e ausência de parecer técnico e análise formal de risco.
Segundo a gestão atual do AparecidaPrev, em 24/09/2024 a consultoria de investimentos se posicionou contra a operação com o Master e sugeriu vender os títulos ao Banco do Nordeste; em outubro de 2024 o comitê debateu a venda, aprovou reunião extraordinária para autorizar a liquidação e pediu apuração formal.
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